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Paciente de 33 anos, portadora de lúpus eritematoso sistêmico com anti-Ro/SSA positivo, deu à luz um recém-nascido que apresenta lesões cutâneas eritematosas anulares, alterações hematológicas e hepatobiliares de intensidade leve. Sobre essa condição neonatal, assinale CORRETAMENTE a evolução esperada:
Possibilidade de progressão para lúpus eritematoso sistêmico juvenil nos primeiros 5 anos de vida.
Necessidade de imunossupressão neonatal com azatioprina para controle das manifestações.
Resolução espontânea das manifestações ao longo dos primeiros meses de vida.
Evolução para insuficiência hepática neonatal em até 30% dos casos.
Cronificação das lesões cutâneas com necessidade de corticoterapia tópica prolongada.
Paciente de 45 anos, internada em UTI por insuficiência respiratória, está em investigação de miopatia inflamatória. Apresenta fraqueza muscular proximal progressiva e elevação de enzimas musculares. O teste de IFI/HEp-2 revela padrão citoplasmático pontilhado fino denso (AC-19). De acordo com as associações clínicas desse padrão, os autoanticorpos envolvidos são:
Anti-Mi-2 e anti-TIF1γ.
Anti-PL7/PL12 e anti-SRP.
Anti-U1-RNP e anti-Sm.
Anti-Ro/SS-A e anti-La/SS-B.
Anti-RNA polimerase III e anti-Scl-70.
Paciente do sexo feminino, 52 anos, com diagnóstico de dermatomiosite há 3 anos, em uso de prednisona e azatioprina, apresenta piora progressiva das lesões cutâneas com resistência ao tratamento convencional. De acordo com o caso, o fármaco que apresenta eficácia no manejo das lesões cutâneas refratárias da dermatomiosite atuando na inibição de cinases é:
Rituximabe.
Abatacepte.
Tocilizumabe.
Tofacitinibe.
Anti-TNF.
Uma criança de 6 anos apresenta, desde os primeiros meses de vida, exantema ictiosiforme difuso. Aos 3 anos desenvolveu poliartrite simétrica de grandes articulações com camptodactilia progressiva e tenossinovite de tornozelos. Aos 4 anos foi diagnosticada uveíte anterior bilateral crônica. A biópsia cutânea demonstra infiltrado inflamatório granulomatoso não caseoso. Conforme o caso, é CORRETO afirmar que:
O acometimento pulmonar e a adenomegalia mediastinal são manifestações predominantes, diferenciando-a da sarcoidose do adulto.
A mutação responsável localiza-se no gene NOD2/CARD15 e leva à desregulação inflamatória com formação de granulomas não caseosos.
A via de biossíntese do colesterol está comprometida pela deficiência enzimática resultante da mutação, com acúmulo de ácido mevalônico.
A transmissão ocorre por herança autossômica recessiva com penetrância variável segundo a etnia de origem.
A perda auditiva neurossensorial progressiva constitui a manifestação extracutânea mais característica dessa doença.
Sobre a Artrite Reumatoide, assinale a alternativa correta:
O objetivo do tratamento é negativar o fator reumatóide.
Glicocorticóides são a terapia de primeira linha isolada e definitiva.
O tratamento deve ser iniciado precocemente com drogas modificadoras do curso da doença, como o metotrexato.
A pesquisa de antígeno para hepatites virais, como hepatite B, é suficiente no diagnóstico da Artrite Reumatoide.
Entre os seguintes glicocorticoides, qual apresenta maior duração de ação?
Hidrocortisona.
Prednisona.
Betametasona.
Cortisona.
Metilprednisolona.
Paciente em uso de golimumabe para tratamento de espondiloartrite axial apresenta elevação de TGO e TGP em duas vezes o limite superior da normalidade. De acordo com o Protocolo Clínico e as Diretrizes Terapêuticas de espondiloartrite axial, nesse caso, uma conduta adequada é
suspender a medicação e repetir o exame em 30 dias.
reduzir a dose em 50%.
suspender o uso do medicamento até TGO e TGP normalizarem e reiniciar com 50% da dose.
interromper o uso do medicamento.
suspender o uso do medicamento até TGO e TGP normalizarem e reiniciar com a dose plena.
Sobre crianças com episódio de febre reumática e que desenvolveram cardite, assinale a alternativa correta acerca da progressão para doença valvar crônica.
A presença de regurgitação mitral leve no episódio agudo garante quase sempre recuperação completa sem sequela valvar no longo prazo.
A regressão de regurgitação mitral é mais provável que a regressão de regurgitação aórtica, desde que seja instituída profilaxia secundária adequada.
A complicação mais frequente tardia da febre reumática em crianças é a estenose aórtica independente de envolvimento prévio mitral.
As lesões valvares crônicas resultantes da febre reumática não evoluem para necessidade de cirurgia em crianças ou adolescentes.
O risco de desenvolver estenose mitral está diretamente relacionado apenas à gravidade do primeiro episódio de cardite.
Paciente, 53 anos, apresenta poliartralgia simétrica de interfalangeanas proximais associada à sinovite. O diagnóstico é de artrite reumatoide soronegativa e o tratamento é iniciado com o uso de metotrexato 15 mg/semana. Após três meses, a paciente retorna para consulta e, ao examiná-la, ela apresenta o DAS-28 de 2,6. Qual deve ser a conduta nesse caso?
Associar leflunomida.
Associar sulfassalazina.
Manter metotrexato.
Iniciar adalimumabe.
Iniciar upadacitinibe.
No caso de um homem com espondiloartrite periférica, em uso de sulfassalazina, um dos possíveis efeitos adversos é
úlcera gástrica.
doença pulmonar intersticial.
neuropatia periférica.
hipertensão.
oligospermia.
A respeito do diagnóstico de um episódio primário em populações de risco moderado/alto (como muitas regiões do Brasil), segundo os critérios revisados de Jones, assinale a alternativa correta.
Em populações de risco moderado/alto, a artrite pode ser monoarticular e ainda ser considerada critério maior
A evidência de infecção estreptocócica prévia não é mais exigida nos critérios de Jones revisados.
Em populações de baixo risco, a poliartralgia pode ser utilizada como critério maior.
Em populações de risco moderado/alto, febre ≥ 38,5 °C é considerada critério menor, enquanto intervalo PR prolongado não é critério menor se houver cardite.
São suficientes 1 critério maior + 1 critério menor, sem necessidade de evidência de infecção pelo Streptococcus pyogenes grupo A.
Paciente com artrite reumatoide irá necessitar do uso de imunobiológico. Ao avaliar os exames, ela apresenta um PPD de 5 mm e radiografia de tórax sem alterações. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Solicitar IGRA.
Iniciar imunobiológico.
Solicitar tomografia de tórax.
Iniciar quimioprofilaxia para tuberculose e administrar o imunobiológico após 30 dias do início da profilaxia.
Iniciar quimioprofilaxia para tuberculose e administrar o imunobiológico após 60 dias do início da profilaxia.
Em relação à febre reumática, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Após infecção de orofaringe pelo estreptococo do grupo A em indivíduo com suscetibilidade genética para desenvolver febre reumática, ocorre resposta imune caracterizada pela ativação de linfócitos T, com produção de TNF e IFN-gama, e ausência da produção de anticorpos.
( ) Classicamente, a artrite é caracterizada como poliartrite que acomete pequenas articulações, com padrão migratório, assimétrico, autolimitado e com duração menor que quatro semanas mesmo sem tratamento específico.
( ) A coreia é uma manifestação autolimitada com remissão espontânea após um tempo médio de 3 semanas.
( ) Pacientes com febre reumática que apresentaram cardite, com insuficiência mitral leve residual ou com resolução da lesão valvar, devem manter a profilaxia secundária até os 21 anos de idade.
V – F – F – V.
F – V – V – F.
V – F – V – V.
V – V – F – F.
F – F – V – F.
Paciente de 67 anos, em uso de alendronato há 4 anos, apresentou, no último ano, fratura de fêmur e fratura vertebral em T11. Sua densitometria mostra colo de fêmur com T-Score de -3,4. De acordo com os Protocolos Clínicos e as Diretrizes Terapêuticas de Osteoporose, de outubro de 2025, do Ministério da Saúde, qual medicação deverá ser iniciada para essa paciente?
Calcitonina.
Ácido zoledrônico.
Denosumabe.
Romosozumabe.
Teriparatida.
Uma paciente com diagnóstico de artrite reumatoide soropositiva estava em uso de infliximabe, com bom controle da doença. Iniciou com mialgia e lesões eritematosas em regiões fotossensíveis, levantando suspeita de lúpus induzido por droga. Qual é o padrão de FAN mais encontrado nessa situação?
Pontos isolados.
Nuclear homogêneo.
Pontilhado fino denso.
Nucleolar aglomerado.
Pontilhado grosso.
Os critérios diagnósticos de Fibromialgia (FM) do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) de 2010/2016 modificaram a abordagem diagnóstica. Sobre estes novos critérios, analise as afirmativas.
I.O diagnóstico baseia-se em um Índice de Dor Generalizada (Widespread Pain Index - WPI) e uma Escala de Gravidade de Sintomas (Symptom Severity Scale - SSS), que inclui fadiga, sono não reparador e sintomas cognitivos.
II.A contagem de "tender points" (pontos dolorosos) (mínimo de 11 de 18 pontos) foi mantida como o componente mais importante e obrigatório para o diagnóstico.
III.O diagnóstico de FM não é mais de exclusão, sendo reconhecido que a FM pode coexistir com outras doenças reumatológicas ativas, como Artrite Reumatoide ou Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
II e III.
I e III.
I e II.
I, II e III.
Na investigação de lombalgia inflamatória em paciente jovem, a avaliação das articulações sacroilíacas é fundamental. Sobre os achados de imagem na sacroiliíte (componente da Espondilite Anquilosante), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)A radiografia simples (RX) é o método de escolha para o diagnóstico precoce, detectando edema ósseo medular.
(__)A Ressonância Magnética (RM) com sequências STIR (Short Tau Inversion Recovery) é o método mais sensível para detectar sacroiliíte ativa (edema ósseo/osteíte).
(__)A ultrassonografia com Doppler é o padrão-ouro para avaliar a anquilose óssea completa da articulação sacroilíaca.
(__)Achados crônicos no RX, como esclerose subcondral, erosões e fusão óssea (anquilose), confirmam a sacroiliíte estrutural, embora sejam tardios.
Assinale a sequência correta, de cima para baixo.
V, F, V, F
F, V, F, V
F, F, V, V
V, V, F, F
O diagnóstico da febre reumática fundamenta-se na aplicação dos critérios de Jones revisados, associados à evidência de infecção estreptocócica prévia. Sobre as manifestações clínicas da fase aguda, as alterações ecocardiográficas e as recomendações para a profilaxia da cardiopatia reumática, analise as afirmativas a seguir:
I.A profilaxia secundária em pacientes com cardite reumática leve e sem sequelas valvares é mantida por um período de cinco anos após o último surto ou até que o paciente complete dezoito anos de idade.
II.O diagnóstico de cardite reumática subclínica baseia-se na presença de sopro sistólico regurgitante de alta intensidade associado ao achado de nódulos subcutâneos firmes e indolores em superfícies extensoras.
III.A coreia de Sydenham e o eritema marginado constituem critérios maiores de Jones, sendo a manifestação neurológica caracterizada por movimentos involuntários que desaparecem durante o sono profundo.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I apenas.
I e III apenas.
III apenas.
As doenças reumáticas englobam condições autoimunes e inflamatórias com acometimento articular e sistêmico variável. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. O lúpus eritematoso sistêmico é caracterizado pela produção de autoanticorpos contra proteínas citoplasmáticas, com ausência de manifestações cutâneas e comprometimento renal significativo.
II. A artrite reumatoide apresenta acometimento articular simétrico, com envolvimento de pequenas articulações, além de associação com autoanticorpos como fator reumatoide e anti-CCP.
III. A artrite reumatoide caracteriza-se por acometimento predominante de articulações interfalângicas distais, com padrão assimétrico e ausência de participação de citocinas inflamatórias no processo.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II apenas.
III apenas.
II apenas.
Mulher de 61 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 18 meses, apresenta poliartrite simétrica de pequenas articulações, fator reumatoide e anticorpos antipeptídeos citrulinados positivos em altos títulos e erosões marginais em metacarpofalângicas. Encontra-se em tratamento com metotrexato 25 mg/semana por via subcutânea, associado a ácido fólico, há 6 meses, com boa adesão e tolerabilidade.
Apesar da terapêutica, mantém 8 articulações dolorosas, 6 edemaciadas, proteína C reativa de 18 mg/L e DAS28 PCR (Disease Activity Score 28 + Proteína C reativa) compatível com alta atividade da doença. Apresenta hipertensão arterial controlada, dislipidemia em tratamento e antecedente de tabagismo de 35 anos maço, tendo interrompido o tabagismo há 3 anos. Não possui história de neoplasia, tromboembolismo venoso ou insuficiência cardíaca. Pesquisa para tuberculose latente e sorologias para hepatites B e C são negativas.
A paciente questiona especificamente sobre o uso de upadacitinibe, após ter lido que os inibidores JAK apresentam início rápido de ação e elevada eficácia no controle da artrite reumatoide.
Considerando a estratégia tratar o alvo (treat to target), as recomendações contemporâneas da EULAR (European Alliance of Associations for Rheumatology) e as evidências recentes relativas à segurança dos inibidores de JAK, a conduta terapêutica mais apropriada é
manter o metotrexato na dose atual por mais 6 meses, pois a introdução de terapia biológica ou sintética alvo específica somente deve ocorrer após pelo menos 12 meses de tratamento contínuo com medicamento antirreumático modificador da doença sintético convencional.
suspender o metotrexato e iniciar upadacitinibe em monoterapia, pois os inibidores de JAK apresentam eficácia superior aos medicamentos biológicos e sua associação com metotrexato aumenta de maneira clinicamente relevante o risco cardiovascular.
associar obrigatoriamente hidroxicloroquina e sulfassalazina ao metotrexato, pois a terapia tripla com medicamentos antirreumáticos modificadores da doença sintéticos convencionais deve preceder qualquer medicamento biológico ou sintético alvo específico.
acrescentar preferencialmente um medicamento antirreumático modificador da doença biológico ao metotrexato e reservar a possibilidade de um inibidor de JAK para decisão individualizada, após avaliação dos fatores de risco cardiovascular, neoplásico e tromboembólico da paciente.
associar imediatamente upadacitinibe ao metotrexato, pois os inibidores de JAK constituem atualmente a opção preferencial após resposta inadequada ao metotrexato, independentemente de idade, tabagismo ou fatores de risco cardiovascular.