Questões de Concurso sobre Reumatologia

 
 
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Na osteogênese imperfeita tipo I, a produção reduzida de colágeno tipo I resulta em fragilidade óssea e escleróticas azuladas. O defeito molecular subjacente mais frequente nesta forma autossômica dominante da doença é uma mutação que leva à:


A

substituição de glicina por aminoácidos volumosos na hélice tripla.


B

deficiência na enzima lisil hidroxilase.


C

formação de ligações cruzadas anormais entre cadeias alfa.


D

degradação acelerada por colagenases matriz.


E

síntese deficiente de pró-colágeno devido a mutações nonsense no gene COL1A1.

Marque o item correto, quanto à profilaxia secundária da Febre Reumática:


A

É recomendado o uso de Penicilina G benzatina até os 18 anos, ou 5 anos após o último surto de Febre Reumática em pacientes sem cardite.


B

Não é recomendado o uso de Penicilina G benzatina após os 40 anos de idade em pacientes que tenham maior risco de uma exposição ocupacional a estreptococos.


C

Recomenda-se uso de Penicilina G benzatina até os 25 anos, ou 10 anos após o último surto em pacientes com cardite sem sequelas ou com leves lesões estenóticas valvares.


D

Preconiza-se uso de Penicilina G benzatina por tempo indeterminado em pacientes com cardiopatia reumática com cardite e com sequelas graves ou cirurgia cardíaca para correção da valvopatia reumática.

Situação hipotética: Uma paciente jovem com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES) apresenta-se com febre, artrite, rash malar e proteinúria em exame de urina. Assertiva: A presença de proteinúria sugere acometimento renal (nefrite lúpica), uma manifestação que exige investigação e tratamento específico para preservar a função renal.


C

Certo


E

Errado

Em relação ao tratamento da gonartrose, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Inclui medidas não farmacológicas, como exercícios físicos, fortalecimento muscular e perda de peso.


B

Infiltrações articulares podem ser indicadas em casos selecionados para alívio sintomático.


C

DMARDs sintéticos, como o metotrexato, não fazem parte do tratamento rotineiro da gonartrose.


D

O tratamento cirúrgico é reservado para casos com dor persistente e limitação funcional importante, refratários ao tratamento conservador.


E

Analgésicos simples e anti-inflamatórios não esteroides devem ser utilizados como tratamento isolado, não havendo benefício comprovado da associação com medidas não farmacológicas.

Em relação aos autoanticorpos no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), assinale a alternativa INCORRETA.


A

O anticorpo anti-dsDNA apresenta sensibilidade moderada para LES e seus títulos podem se correlacionar com atividade de doença, especialmente nefrite.


B

O anticorpo anti-Sm apresenta alta especificidade para LES, porém baixa sensibilidade diagnóstica.


C

A positividade persistente de anticorpos antifosfolípides associada a critérios clínicos é necessária para o diagnóstico de síndrome antifosfolípide.


D

O anticorpo anti-dsDNA apresenta baixa especificidade para LES e seus títulos não se correlacionam com atividade da doença.


E

A presença de FAN negativo torna o diagnóstico de LES improvável, embora não o exclua completamente.

Mulher de 49 anos, com diagnóstico de fibromialgia há 1 ano, apresenta dor musculoesquelética difusa, fadiga e sono não reparador. Já utilizou amitriptilina em baixa dose, com melhora parcial, mas mantém limitação funcional importante. Com base nas recomendações atuais para o manejo da fibromialgia, assinale a alternativa correta.


A

Exercício físico regular e educação do paciente são pilares do tratamento, podendo ser associados a fármacos moduladores da dor central.


B

O tratamento farmacológico deve ser a principal estratégia terapêutica, com as medidas não farmacológicas atuando apenas como coadjuvantes.


C

Anti-inflamatórios não esteroidais e corticosteroides são eficazes por reduzirem inflamação periférica.


D

Opioides devem ser considerados nos casos refratários, após falha de antidepressivos.


E

A combinação de múltiplos fármacos é sempre superior às intervenções não farmacológicas isoladas.

Sobre a artrite reativa, assinale a alternativa correta.


A

A presença do HLA-B27 é necessária para o diagnóstico e determina curso autolimitado da doença.


B

A tríade clássica “artrite, uretrite e conjuntivite” está presente na maioria dos pacientes.


C

A artrite reativa pode evoluir para forma crônica, especialmente em indivíduos HLA-B27 positivos.


D

A persistência de sintomas articulares por mais de 6 meses exclui o diagnóstico de artrite reativa.


E

O acometimento axial é incompatível com artrite reativa e sugere outro diagnóstico.

Em relação aos achados radiológicos da doença por depósito de pirofosfato de cálcio (CPPD), assinale a alternativa correta.


A

A presença de condrocalcinose é patognomônica de CPPD e está sempre associada a quadro clínico de artrite aguda.


B

A radiografia simples não apresenta utilidade na avaliação da CPPD, sendo a RM o exame de escolha.


C

O acometimento radiológico da CPPD é indistinguível da osteoartrite primária, não havendo características específicas.


D

A CPPD acomete preferencialmente articulações interfalângicas distais das mãos, poupando joelhos e punhos.


E

A condrocalcinose caracteriza-se por calcificações lineares ou puntiformes na cartilagem hialina e/ou fibrocartilagem, sendo frequentemente observada em joelhos, punhos e sínfise púbica.

Em consulta de seguimento, um adolescente de 13 anos com diagnóstico de artrite idiopática juvenil poliarticular fator reumatoide negativo há dois anos apresenta bom controle clínico em uso de metotrexato semanal. Os responsáveis questionam a orientação de suplementar ácido fólico. Qual é a justificativa mais adequada para essa recomendação?


A

Reduzir efeitos adversos hematológicos e gastrointestinais relacionados ao uso de metotrexato.


B

Aumentar a eficácia terapêutica do metotrexato sobre a inflamação articular.


C

Prevenir deficiência de vitamina B12 associada ao metotrexato.


D

Evitar interações com vacinas de vírus vivos.


E

Estimular a formação de colágeno para proteção osteoarticular.

Em um município de médio porte do interior do estado, observa-se que grande parte das crianças com doenças reumatológicas crônicas chega tardiamente ao atendimento especializado, muitas vezes após longos períodos de sintomas. Diante dessa situação, a equipe de reumatologia pediátrica do hospital regional se reúne com a atenção primária para discutir ações educativas voltadas à comunidade e aos profissionais locais, com o objetivo de promover reconhecimento precoce e cuidado integral. Considerando as possibilidades de atuação, qual estratégia apresenta maior potencial de impacto em ações de educação em saúde nesse contexto?


A

Desenvolver materiais impressos com orientações gerais sobre sinais de alerta em reumatologia pediátrica e distribuí-los nas unidades de saúde e escolas municipais.


B

Estimular a formação de um núcleo comunitário composto por familiares, com divulgação de depoimentos e informações sobre doenças reumatológicas nas mídias sociais locais.


C

Realizar campanha anual de conscientização organizada por voluntários da comunidade, com eventos abertos e palestras em espaços públicos.


D

Promover encontros clínicos periódicos entre especialistas e equipes da atenção primária, com discussão compartilhada de casos atendidos no território.


E

Integrar ações estruturadas, combinando capacitação da atenção primária, colaboração de sociedades científicas e participação comunitária organizada.

Criança de 3 anos com história de dor e aumento de volume no joelho direito e tornozelo esquerdo há cerca de dois meses é levada para atendimento médico. Os pais relatam rigidez matinal, claudicação e piora à movimentação. No exame, observa-se edema, calor local e limitação da amplitude de movimento das articulações acometidas. Não há febre ou outras queixas sistêmicas relevantes. Considerando o manejo recomendado em protocolos nacionais para suspeita de AIJ oligoarticular, qual é a conduta terapêutica inicial mais indicada?


A

Naproxeno.


B

Prednisona.


C

Metotrexato.


D

Sulfassalazina.


E

Adalimumabe.

Adolescente de 12 anos apresenta febre intermitente e dor articular há vários dias. A dor começou nos joelhos, migrando para tornozelos e cotovelos, acompanhada de limitação funcional. Os pais descrevem episódios recentes de movimentos involuntários em face e membros superiores, que pioram quando o paciente está nervoso e desaparecem durante o sono. Há antecedente de dor de garganta há três semanas, tratado com ibuprofeno. O exame laboratorial evidencia velocidade de hemossedimentação de 70 mm/h. Diante desse quadro clínico, assinale a alternativa correta.


A

A presença de coreia e artrite, na ausência de cardite, torna o diagnóstico improvável.


B

A evolução neurológica costuma ser definitiva e progressiva.


C

O tratamento de escolha para os movimentos involuntários é prednisona em altas doses.


D

O diagnóstico depende da elevação de antiestreptolisina O ou de cultura positiva de orofaringe.


E

A profilaxia secundária com penicilina benzatina é indicada mesmo na ausência de cardite.

Menino de 9 anos queixa-se de dor lombar há cerca de 8 meses, com rigidez matinal e piora ao repouso. Relata também dor crônica em joelho direito e calcanhar esquerdo, sem edema, porém com dor à palpação ao exame físico. Os pais, que o acompanham, trazem exames realizados previamente em atendimento ortopédico de urgência, devido a episódio de dor de maior intensidade: FAN negativo, fator reumatoide negativo, HLA-B27 positivo, provas inflamatórias (PCR e VHS) discretamente elevadas, ressonância da coluna lombar normal e ressonância de bacia com sacroileíte ativa bilateral. No histórico familiar, o pai do paciente tem diagnóstico de espondiloartrite axial radiográfica. Considerando os critérios de classificação utilizados em artrite idiopática juvenil, o subtipo mais provável nesse caso é


A

oligoarticular persistente.


B

oligoarticular estendida.


C

poliarticular fator reumatoide negativo.


D

artrite relacionada à entesite.


E

sistêmica.

Paciente de 35 anos com espondiloartrite apresenta radiografia da coluna lombar em perfil com erosão do canto anterossuperior de vértebras lombares e perda da concavidade anterior dos corpos vertebrais. Nesse contexto, os achados correspondem, CORRETA e respectivamente, a:


A

Espondilite de Romanus e aspecto de vértebra quadrada.


B

Espondilodiscite infecciosa e colapso vertebral por insuficiência.


C

Parassindesmófitos e anquilose interapofisária.


D

Sindesmofitose marginal e calcificação intradiscal.


E

Entesite do ligamento longitudinal anterior e fratura de Anderson.

Mulher de 34 anos está internada por insuficiência respiratória aguda em investigação. Durante avaliação clínica, o reumatologista nota aumento de volume do dorso das mãos e dedos com aspecto fusiforme, associado a cianose intermitente dos dedos com palidez seguida de rubor ao reaquecimento. Esses achados nas mãos, em fases inflamatórias iniciais, são compartilhados por duas doenças do tecido conjuntivo. Diante do exposto, o par de doenças que apresenta essas semelhanças clínicas nas mãos é:


A

Artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico.


B

Doença mista do tecido conjuntivo e esclerose sistêmica.


C

Polimiosite e polimialgia reumática.


D

Artrite psoriásica e espondilite anquilosante.


E

Síndrome de Sjögren e doença de Behçet.

Uma criança de 9 anos apresenta edema difuso das mãos com dedos em aspecto de "salsicha" e fenômeno de Raynaud há 3 meses. Esse achado nas fases inflamatórias iniciais também é compartilhado por:


A

Artrite reumatoide e osteoartrite erosiva.


B

Doença mista do tecido conjuntivo e esclerose sistêmica.


C

Lúpus eritematoso sistêmico e polimialgia reumática.


D

Dermatomiosite juvenil e doença de Behçet.


E

Artrite psoriásica e febre reumática.

Um paciente de 45 anos dá entrada num hospital com quadro de artrite aguda em joelho direito, com líquido sinovial demonstrando cristais birrefringentes negativos. O tratamento convencional com colchicina e anti-inflamatórios não esteroidais foi ineficaz. O reumatologista considera o uso de anticorpo anti-IL-1. O racional fisiopatológico para essa terapia baseia-se CORRETAMENTE:


A

Na ativação de TLR por ácido úrico em excesso estimula grande produção de IL-1 e IL-33 via inflamassomo.


B

No ácido úrico promove ativação direta de receptores NMDA em neurônios nociceptivos articulares, e a IL-1 é o principal mediador dessa via.


C

Nos cristais de monourato de sódio ativam a via JAK/STAT em sinoviócitos, cuja sinalização é dependente de IL-1 como citocina iniciadora.


D

No ácido úrico induz diferenciação de linfócitos T CD4+ em células Th17 por meio de IL-1, amplificando a resposta neutrofílica articular crônica.


E

Nos cristais de urato ativam a cascata do complemento pela via das lectinas, liberando anafilatoxinas cuja ação é potencializada pela IL-1.

Um reumatologista pediátrico investiga uma criança de 2 anos com febre periódica há 14 meses, associada a rash urticariforme recorrente refratário ao tratamento de dermatite atópica. A biópsia cutânea evidencia dermatite neutrofílica. O médico suspeita de criopirinopatia e solicita painel genético para NLRP3. Enquanto aguarda o resultado genético, planeja a estratégia terapêutica considerando o bloqueio da via inflamatória central nessa doença. As três classes de imunobiológico disponíveis para bloqueio dessa via nas Síndromes Periódicas Associadas à Criopirina (CAPS) são:


A

Antagonista do receptor de IL-1, proteína de fusão anti-IL-1 e anticorpo monoclonal anti-IL-6.


B

Anticorpo monoclonal anti-TNFα, proteína de fusão anti-TNF e antagonista do receptor de IL-1.


C

Antagonista do receptor de IL-1, proteína de fusão anti-IL-1 e anticorpo monoclonal humano anti-IL-1.


D

Inibidor de JAK, anticorpo monoclonal anti-IL-1 e antagonista do receptor de interferon tipo I.


E

Anticorpo monoclonal anti-IL-1, anticorpo monoclonal anti-IL-6 e inibidor de JAK.

Uma menina de 8 anos é encaminhada ao reumatologista pediátrico por queixas de dores em joelhos e tornozelos há 6 meses, sem sinais flogísticos articulares. Ao exame físico, apresenta hiperextensão passiva dos cotovelos de 12° bilateralmente, hiperextensão passiva dos joelhos de 15° bilateralmente, consegue apoiar as palmas das mãos no chão com os joelhos estendidos e posiciona o polegar na superfície flexora do antebraço bilateralmente. Exames laboratoriais sem alterações inflamatórias. Acerca do caso, o escore de Beighton dessa paciente é:


A

5 pontos.


B

6 pontos.


C

7 pontos.


D

8 pontos.


E

9 pontos.

Paciente de 60 anos com hiperuricemia crônica apresenta radiografia do antepé com massa de partes moles periarticular hiperdensa na primeira metatarsofalângica, erosões ósseas circunscritas com aspecto de geodo e preservação do espaço articular. Com base no tema, esses achados radiográficos são compatíveis com:


A

Artrite reumatoide com erosões marginais e rarefação óssea periarticular.


B

Artrite psoriásica com erosões associadas a microespículas ósseas e proliferação periosteal.


C

Gota crônica com tofos gotosos e erosões marginais sem osteófitos.


D

Doença de depósito de pirofosfato de cálcio com condrocalcinose e geodos subcondrais volumosos.


E

Deposição de hidroxiapatita com calcificação amorfa periarticular e artropatia erosiva.

 
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