Questões de Concurso sobre Reumatologia

 
 
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Um adolescente de 14 anos, com diagnóstico de febre familiar do Mediterrâneo confirmado por mutação homozigótica M694V no gene MEFV, está em uso regular de colchicina há 3 anos. Apesar da adesão terapêutica e da dose otimizada, mantém crises febris frequentes e os níveis séricos de proteína amiloide A permanecem persistentemente elevados. Apresenta ainda proteinúria de início recente. Em relação às alternativas farmacológicas adequadas para esse cenário, a posologia CORRETA de uma delas é:


A

Etanercepte 0,8 mg/kg/semana a cada 3 semanas.


B

Canaquinumabe 2 mg/kg/dose a cada 4 semanas.


C

Rilonacepte 2,2 mg/kg/semana por 3 semanas.


D

Anakinra 3 mg/kg/dia por 4 semanas.


E

Metotrexato 15 mg/m²/semana por 3 semanas associado a sulfassalazina.

Um reumatologista pediátrico avalia uma criança de 12 anos com artrite crônica e discute com residentes sobre os mecanismos das Drogas Antirreumáticas Modificadoras de Doença (DMARD). Acerca dos imunossupressores tradicionais, a rapamicina (sirolimus) exerce seu efeito terapêutico por meio de:


A

Inibição da di-hidrofolato redutase com consequente bloqueio da síntese de purinas.


B

Inibição da inosina monofosfato desidrogenase, bloqueando a síntese de novo de deoxiguanosina em linfócitos.


C

Bloqueio da transdução de sinal da IL-2 e outras citocinas via inibição de mTOR, com inibição do coestímulo via CD28.


D

Aumento do pH lisossômico com inibição dos TLR e do processamento de antígenos.


E

Inibição da calcineurina com mecanismo duplo sobre proliferação de linfócitos T e redução da proteinúria.

Paciente de 45 anos apresenta quadro de artrite crônica com acometimento de múltiplas articulações. O reumatologista observa que artrites com duração superior a seis semanas devem ser classificadas como crônicas. Em relação às artrites virais, assinale CORRETAMENTE a que é classicamente descrita com evolução em fases aguda, subaguda e crônica bem definidas:


A

Artrite por parvovírus B19.


B

Artrite por vírus da hepatite C.


C

Artrite por vírus chikungunya.


D

Artrite por vírus da rubéola.


E

Artrite por vírus Epstein-Barr.

Um paciente de 40 anos apresenta urina que escurece ao ser exposta ao ar, pigmentação preto-azulada da esclera e dor lombar crônica com rigidez progressiva. A investigação laboratorial revela velocidade de hemossedimentação discretamente elevada. O exame que confirma o diagnóstico é:


A

Dosagem sérica do ácido homogentísico por espectrofotometria.


B

Pesquisa do HLA-B27 por citometria de fluxo.


C

Medida da excreção urinária de 24 horas do AHG por cromatografia.


D

Biópsia sinovial com pesquisa de cristais birrefringentes.


E

Ressonância magnética de sacroilíacas com protocolo STIR.

Homem, 12 anos, hemofílico A grave, apresenta episódios recorrentes de hemartrose em joelho esquerdo nos últimos 2 anos. No exame físico, há espessamento sinovial palpável, derrame articular crônico e limitação da amplitude de movimento, sem sangramento agudo atual. De acordo com o tema, a fase da artropatia hemofílica que caracteriza CORRETAMENTE esse quadro é:


A

Artropatia subaguda pela sinovite persistente com espessamento sinovial e derrame crônico.


B

Hemartrose aguda pela presença de derrame articular e limitação funcional.


C

Artropatia crônica pela evolução com osteoartrite e anquilose.


D

Pseudotumor hemofílico pela formação de hematoma encapsulado periosteal.


E

Hemorragia muscular pela síndrome compartimental associada à hemartrose.

Um médico intensivista avalia um paciente de 8 anos internado na UTI pediátrica com quadro de febre recorrente, eritema cutâneo generalizado, hepatoesplenomegalia, linfadenomegalia e anemia hemolítica com Coombs direto positivo. A investigação genética revela mutação no gene FAS. Com base no mecanismo fisiopatológico, a alteração imunológica primária nesse paciente decorre de:


A

Falha na expressão de antígenos periféricos no timo por ausência do gene AIRE, impedindo a deleção de linfócitos autorreativos na medula tímica.


B

Comprometimento da via extrínseca da apoptose mediada por FAS com consequente falha na eliminação periférica de linfócitos autorreativos que escaparam da seleção tímica.


C

Deficiência na expressão constitutiva do fator de transcrição FoxP3, resultando em ausência de linfócitos T reguladores funcionais.


D

Hipersinalização para produção de interferon tipo I por defeito em genes associados à degradação de ácidos nucleicos citoplasmáticos.


E

Ativação constitutiva da via do NF-κB por defeito no gene TNFAIP3, com perda da função reguladora da proteína A20.

Um reumatologista pediátrico avalia uma criança de 3 anos com febre há 7 dias, exantema difuso, hiperemia conjuntival bilateral, edema de mãos e alterações orais. A mãe relata que a criança apresentou varicela recentemente e questiona se o quadro pode ser Doença de Kawasaki (DK). Dentre os achados semiológicos, assinale aquele favorece CORRETAMENTE a consideração de outros diagnósticos diferenciais em detrimento da DK:


A

Presença de lesões vesiculares na pele.


B

Presença de exantema com acometimento da região perineal.


C

Presença de hiperemia conjuntival bilateral sem exsudato purulento.


D

Presença de eritema e edema nos dorsos das mãos.


E

Presença de hiperemia difusa da mucosa orofaríngea.

Durante discussão clínica em ambulatório de reumatologia pediátrica, um residente apresenta o caso de uma criança com artrite de padrão migratório. O preceptor solicita que o residente identifique as condições clínicas tipicamente associadas a esse padrão de comprometimento articular. Segundo os padrões clínicos de reconhecimento diagnóstico em reumatologia, a sequência de comprometimento articular do tipo migratório é característica de:


A

Artrite reumatoide e artrite reativa.


B

Febre reumática e fases iniciais da artrite gonocócica.


C

Artrites microcristalinas e reumatismo palindrômico.


D

Osteoartrite e artrite reumatoide.


E

Espondiloartrites e artrite psoriásica.

Um reumatologista pediátrico avalia um menino de 6 anos com febre há 5 dias, exantema, conjuntivite bilateral, edema de extremidades e dor abdominal intensa com vômitos. A mãe relata que toda a família teve COVID-19 há 3 semanas. O especialista considera os diagnósticos de Doença de Kawasaki (DK) clássica e de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Em relação à faixa etária e ao perfil étnico esperado para cada condição, assinale a alternativa CORRETA:


A

A SIM-P e a DK apresentam distribuição etária semelhante com predomínio em lactentes e pré-escolares, diferindo pelo perfil étnico exclusivamente.


B

A SIM-P acomete faixa etária ampla, com predomínio em escolares, e é mais frequente em negros e latinos, enquanto a DK predomina em menores de 5 anos e em asiáticos.


C

A DK acomete faixa etária ampla incluindo escolares e adolescentes, enquanto a SIM-P acomete principalmente lactentes menores de 2 anos.


D

A SIM-P predomina em asiáticos e a DK em negros e latinos com distribuição etária semelhante entre as duas condições.


E

A SIM-P acomete preferencialmente crianças menores que 3 anos com exposição perinatal ao SARS-CoV-2, enquanto a DK predomina em menores de 5 anos e em asiáticos.

Em um congresso internacional de reumatologia pediátrica, é apresentado um novo imunobiológico em desenvolvimento para o tratamento de Lúpus Eritematoso Sistêmico. A pesquisadora responsável descreve o percurso metodológico necessário para comprovar segurança e eficácia antes de sua disponibilização em larga escala. Na exposição, são revisadas as principais fases dos ensaios clínicos. Com base nessas informações, associe cada fase de pesquisa à sua característica predominante e assinale a alternativa correta.


1. Fase I.

2. Fase II.

3. Fase III.

4. Fase IV.


A. Avaliação de segurança, incluindo efeitos adversos e farmacocinética, em pequeno número de indivíduos.

B. Monitoramento pós-comercialização, com ênfase na detecção de eventos adversos raros.

C. Estudo de eficácia preliminar em pacientes e definição de dose.

D. Ensaios controlados, geralmente randomizados, para confirmação de eficácia e comparação com terapias já estabelecidas.


A

1A; 2D; 3C; 4B.


B

1A; 2C; 3D; 4B.


C

1C; 2A; 3D; 4B.


D

1A; 2C; 3B; 4D.


E

1D; 2C; 3A; 4B.

Um adolescente de 17 anos com diagnóstico de artrite idiopática juvenil poliarticular apresenta doença controlada há 18 meses em uso regular de metotrexato. A equipe de reumatologia pediátrica programa a transição do cuidado para o serviço de reumatologia do adulto. Observa-se que o paciente administra sua própria medicação, agenda retornos, compreende sua doença e tratamento, mas relata ansiedade relacionada à mudança de equipe e ao afastamento dos profissionais com quem criou vínculo. De acordo com recomendações sobre transição assistida de pacientes com doenças reumatológicas crônicas, qual ação é obrigatória nesse processo?


A

Suspender temporariamente o esquema imunossupressor para reavaliação inicial na reumatologia do adulto.


B

Implementar um plano estruturado, com objetivos definidos, registro formal das etapas e participação prévia da equipe adulta antes da transferência.


C

Efetivar o encaminhamento somente após completar 18 anos, dispensando avaliação das competências do paciente.


D

Manter o paciente na reumatologia pediátrica enquanto persistirem aspectos emocionais relacionados ao vínculo estabelecido.


E

Realizar apenas o encaminhamento documental, deixando o paciente responsável por buscar atendimento quando se sentir preparado.

Em consulta na atenção especializada, uma adolescente de 13 anos relata dor e edema em interfalangeanas proximais de forma assimétrica há três meses, associados à rigidez matinal de cerca de 40 minutos. Os pais também notaram aumento difuso de volume em um dos dedos da mão, que permaneceu com aspecto “em salsicha” por semanas. Ao exame, observa-se onicólise e pequenas depressões puntiformes na superfície ungueal. A paciente nega febre ou perda de peso, e não há história familiar conhecida de artrite idiopática juvenil. Considerando o quadro clínico descrito, qual é o diagnóstico mais provável?


A

Artrite idiopática juvenil – subtipo poliarticular fator reumatoide positivo.


B

Artrite idiopática juvenil – subtipo psoriásico.


C

Artrite idiopática juvenil – subtipo relacionado à entesite.


D

Síndrome de Reiter.


E

Artrite reativa pós-estreptocócica.

Adolescente de 15 anos queixa-se de dor lombar progressiva há cerca de seis meses. Ele relata que a dor costuma ser mais intensa ao despertar, acompanhada de rigidez matinal prolongada, melhorando conforme movimenta o corpo ao longo do dia. Pratica esportes recreativos e percebe certo alívio com atividade física. Menciona ainda episódios de dor em calcanhar e inchaço intermitente no joelho direito.


Ao exame físico, apresenta dor à palpação das articulações sacroilíacas. Diante da persistência do quadro, foi solicitada ressonância magnética, que evidenciou sacroileíte ativa bilateral. Os exames laboratoriais revelaram proteína C-reativa discretamente elevada e positividade para o HLA-B27. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa que apresenta corretamente o papel da propedêutica por imagem.


A

Radiografia simples de joelhos é suficiente para confirmar a suspeita.


B

A positividade do FAN é necessária para classificação.


C

A ressonância magnética é o exame mais sensível para detecção precoce da sacroileíte.


D

A ultrassonografia de articulações sacroilíacas é o método de escolha para o diagnóstico.


E

O HLA-B27 é obrigatório para classificação da doença.

Paciente apresenta artralgia em joelhos, estando em acompanhamento com reumatologista. Assinale a alternativa que apresenta o tipo de alongamento mais adequado a ser orientado para esse paciente.


A

Passivos.


B

Ativos estáticos


C

Ativos dinâmicos.


D

Balístico.


E

Facilitado.

Para uma mulher de 29 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico, em uso de hidroxicloroquina e azatioprina, qual medicamento deve ser evitado devido ao risco de toxicidade hematológica?


A

Procainamida.


B

Nimesulida.


C

Alopurinol.


D

Hidralazina


E

Minociclina.

Paciente de 63 anos, com sobrepeso, hipertenso e diabético, foi encaminhado ao reumatologista devido à presença de tofos gotosos em bolsa olecraniana e joelhos. Exames laboratoriais evidenciam dosagem sérica de ácido úrico de 10 mg/dl. Diante desse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a medicação uricorredutora que deve ser iniciada e o alvo terapêutico recomendado.


A

Alopurinol 300 mg/dia. Alvo terapêutico: 6 mg/dl.


B

Benzobromarona 100 mg/dia. Alvo terapêutico: 6 mg/dl.


C

Alopurinol 100 mg/dia. Alvo terapêutico: 5 mg/dl.


D

Benzobromarona 50 mg/dia. Alvo terapêutico: 5 mg/dl.


E

Lesinurade 200 mg/dia. Alvo terapêutico: 6 mg/dl.

Ao avaliar uma radiografia de coluna vertebral, são observados sindesmófitos paravertebrais assimétricos e grosseiros. Na radiografia de mãos, há lesões descritas como “pencil in cup”. Diante desses achados, qual é a principal hipótese diagnóstica?


A

Espondiloartrite axial.


B

Hiperostose esquelética idiopática difusa (DISH).


C

Artrite psoriásica.


D

Espondiloartrite periférica.


E

Artrite reumatoide.

Qual das seguintes medicações NÃO tem eficácia comprovada até o momento no tratamento da síndrome seca em pacientes com síndrome de Sjögren?


A

Ciclosporina tópica.


B

Cevimeline.


C

Ômega-3.


D

Metotrexato.


E

Soro autólogo.

Mulher, 44 anos, tabagista, etilista, diabética e com diagnóstico de espondiloartrite axial não radiográfica, apresenta HLA B27 positivo, provas inflamatórias baixas e edema de medula óssea na ressonância de sacroilíacas. Quantos fatores de risco ela apresenta para evoluir para a forma radiográfica da doença?


A

2.


B

3.


C

4.


D

5.


E

6.

Uma paciente que se queixa de dor muscular associada a desconforto ósseo em região de fêmur apresenta ao reumatologista uma radiografia solicitada pelo ortopedista. Ao analisar a imagem, nota-se uma linha radiolucente no meio da placa cortical, com esclerose nas margens. Considerando essas informações, qual é a principal hipótese diagnóstica?


A

Osteoblastoma.


B

Osteomalácia.


C

Doença de paget.


D

Osteonecrose.


E

Condroblastoma.

 
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