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Assinale a alternativa correta sobre farmacologia clínica e mecanismos de DMARDs em artrite reumatoide
Metotrexato exerce efeito anti-inflamatório predominante por aumento de adenosina extracelular, com início de ação tipicamente rápido (dias).
Leflunomida inibe diidrofolato redutase e reduz timidilato, com impacto principal na fase G2 do ciclo celular.
Hidroxicloroquina eleva pH endossomal e modula processamento/apresentação antigênica e sinalização por TLR, com efeito gradual.
Sulfassalazina atua como agonista seletivo de IL-1R e reduz TNF por aumento de BAFF.
Azatioprina inibe calcineurina e reduz transcrição de IL-2, sendo primeira linha de indução em AR.
Assinale a alternativa correta sobre a organização funcional do linfonodo e sua relação com a resposta adaptativa:
A zona paracortical concentra folículos germinativos com expansão clonal de linfócitos B de memória.
A região medular é o principal sítio de entrada de linfócitos T naïve por vênulas de endotélio alto.
Os seios subcapsulares são o local típico de seleção por afinidade mediada por Tfh em centros germinativos.
Os folículos corticais favorecem encontro antígeno–linfócito B e cooperação com Tfh, culminando em maturação de afinidade.
A paracorte é dominada por plasmócitos de longa vida, sustentando secreção de IgA sérica.
A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é uma doença inflamatória crônica de distribuição global. Sua prevalência varia conforme a região, sendo considerada uma das principais causas de artrite crônica na infância. Em relação aos conceitos gerais e critérios amplamente aceitos para o diagnóstico clínico da AIJ, assinale a alternativa correta.
A AIJ é definida por duração mínima de 4 semanas.
A presença de fator reumatoide positivo é obrigatória para o diagnóstico.
Crianças com AIJ devem realizar acompanhamento oftalmológico periódico com exame de lâmpada de fenda.
O diagnóstico da AIJ exige comprovação radiológica obrigatória.
A atividade da doença pode ser avaliada por instrumentos como o DAS28.
Durante visita domiciliar realizada pela equipe de atenção especializada, observa-se que um menino de 13 anos com artrite idiopática juvenil poliarticular fator reumatoide positivo tem desempenhado suas atividades diárias com dificuldade crescente. A família relata que ele precisa de mais tempo para tarefas simples, como vestir-se e alimentar-se, e evita atividades que exijam uso das mãos. O paciente demonstra desconforto com as limitações, mas não apresenta dor intensa. A escola sinalizou queda de rendimento e adaptações improvisadas em sala de aula. Considerando a organização da atenção integral à criança e ao adolescente com doença reumatológica crônica no SUS, assinale a alternativa que apresenta a abordagem mais apropriada nesse caso.
Manter seguimento médico e solicitar redução definitiva das demandas escolares.
Utilizar anti-inflamatórios como medida central do cuidado, monitorando apenas evolução clínica.
Indicar interrupção das atividades escolares até recuperação funcional completa.
Organizar plano terapêutico que envolva fisioterapia, terapia ocupacional, avaliação de órteses e suporte psicossocial.
Encaminhar exclusivamente para avaliação ortopédica com objetivo de correção cirúrgica precoce.
Em relação ao FR e aos resultados falso-positivos, assinale a alternativa correta.
O FR pode estar positivo em infecções crônicas, doenças autoimunes não reumatoides e em indivíduos idosos, mesmo na ausência de artrite inflamatória.
Títulos elevados de FR são exclusivos da AR e não ocorrem em outras doenças.
O FR apresenta alta especificidade para AR, sendo raramente positivo em outras condições clínicas.
A presença de FR positivo, independentemente do contexto clínico, é suficiente para o diagnóstico de AR.
O FR falso-positivo ocorre apenas em títulos baixos e não tem impacto na prática clínica.
Em relação à gota, assinale a alternativa INCORRETA.
É causada pelo depósito de cristais de monourato de sódio nas articulações e tecidos periarticulares.
A hiperuricemia pode não estar presente durante a crise aguda de gota.
O diagnóstico definitivo de gota não depende da análise do líquido sinovial, sendo a clínica e a hiperuricemia suficientes para confirmação diagnóstica.
O hálux é um dos locais mais frequentemente acometidos na gota, caracterizando a podagra.
O tratamento da crise aguda baseia-se em anti-inflamatórios, colchicina ou corticosteroides, não sendo obrigatória a introdução imediata de drogas redutoras do ácido úrico na crise inicial.
Homem de 45 anos procura atendimento por rinossinusite crônica de difícil controle, epistaxes recorrentes e tosse com estrias hemáticas há 2 meses. Relata fadiga, perda ponderal e artralgias. Ao exame, apresenta úlceras nasais e estertores esparsos à ausculta pulmonar. Exames laboratoriais mostram creatinina em elevação recente e Exame Qualitativo de Urina (EQU) com hematúria dismórfica e cilindros hemáticos. A tomografia de tórax evidencia nódulos pulmonares cavitados. Diante do quadro clínico, qual achado laboratorial é mais provável nesse paciente?
FAN positivo em alto título com padrão homogêneo.
ANCA citoplasmático (c-ANCA), geralmente dirigido contra a proteinase-3 (PR3).
ANCA perinuclear (p-ANCA), antimieloperoxidase (MPO).
Anticorpo antimembrana basal glomerular (anti-MBG).
Redução isolada dos níveis de complemento sérico.
Em relação à lombalgia mecânica, assinale a alternativa correta.
A dor noturna com despertar frequente e melhora ao levantar-se é típica de lombalgia mecânica.
A presença de irradiação para o membro inferior exclui etiologia mecânica.
A lombalgia mecânica exige investigação com RM na avaliação inicial de todos os pacientes.
A elevação persistente de PCR e VHS é achado comum na lombalgia mecânica crônica.
A dor que piora com carga axial, flexão ou extensão da coluna, melhora com repouso e apresenta rigidez matinal curta é compatível com lombalgia mecânica.
Paciente com AR apresenta atividade persistente da doença e indicação de início de imunobiológico. Sobre o rastreamento de tuberculose infecção (tuberculose latente - ILTB) antes do início da terapia, assinale a alternativa correta.
O rastreamento é necessário apenas para pacientes que utilizarão corticosteroides em altas doses.
Testes para tuberculose latente não são necessários antes do uso de imunobiológicos não anti-TNF.
O teste tuberculínico (PPD) isolado é suficiente e deve ser realizado apenas após o início do imunobiológico.
Deve-se realizar rastreamento para tuberculose latente com teste tuberculínico e/ou IGRA, associado à radiografia de tórax, antes do início do imunobiológico.
A quimioprofilaxia da tuberculose latente deve ser iniciada somente após o surgimento de sintomas respiratórios.
Mulher de 70 anos, pós-menopausa, procura avaliação de risco de fratura. Não apresenta fraturas prévias, mas relata histórico de fratura de antebraço na mãe. Possui hipertensão controlada, IMC 19 kg/m² e faz uso crônico de corticosteroides orais por Doença Pulmonar Intersticial (DPI). A densitometria óssea mostra T-score −1,8 no colo do fêmur e −1,5 na coluna lombar. O FRAX calculado com densitometria estima: Risco de fratura osteoporótica maior em 10 anos: 25%; Risco de fratura de quadril em 10 anos: 6%. Com base nos critérios atuais de decisão terapêutica, a conduta mais adequada é:
Apenas medidas gerais (cálcio, vitamina D, exercícios) e repetir densitometria em 2 anos.
Considerar apenas o T-score para decisão, ignorando FRAX.
Solicitar exame de tomografia computadorizada para confirmação do diagnóstico antes de tratar.
Iniciar tratamento apenas se ocorrer fratura clínica.
Iniciar tratamento farmacológico específico para osteoporose.
Paciente do sexo feminino, 52 anos, com diagnóstico de Artrite Reumatoide (AR) há 8 anos, em acompanhamento irregular, refere piora progressiva de dor e rigidez matinal nas mãos, além de surgimento recente de nódulos subcutâneos em superfícies extensoras dos cotovelos e episódios de dispneia aos esforços. Ao exame físico, observa-se sinovite em articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais (IFP), além de crepitações bibasais à ausculta pulmonar. Com base no quadro clínico apresentado, assinale a alternativa correta.
O acometimento articular descrito é atípico da AR, sendo mais compatível com osteoartrite inflamatória.
Os nódulos subcutâneos são manifestações frequentes da AR soronegativa e não se associam à gravidade da doença.
O envolvimento pulmonar na AR é raro e, quando presente, geralmente decorre exclusivamente do uso de fármacos modificadores da doença.
A combinação de sinovite simétrica de pequenas articulações, nódulos reumatoides e possível doença pulmonar intersticial sugere AR sistêmica e de maior gravidade.
As manifestações extra-articulares da AR ocorrem apenas em fases iniciais da doença.
Homem de 45 anos apresenta fraqueza muscular proximal progressiva, artralgias, fenômeno de Raynaud e dispneia aos esforços. Ao exame físico, observa-se espessamento e fissuras dolorosas na face lateral dos dedos das mãos (“mãos de mecânico”). Exames laboratoriais mostram elevação de CK e aldolase. A tomografia computadorizada de tórax evidencia padrão de doença pulmonar intersticial. A pesquisa de autoanticorpos revela positividade para anti-Jo-1. Com base nesse quadro, assinale a alternativa correta.
O anticorpo anti-Jo-1 está associado principalmente à dermatomiosite relacionada à malignidade.
A presença de anti-Jo-1 sugere síndrome antissintetase, frequentemente associada à doença pulmonar intersticial e artrite inflamatória.
Pacientes com anti-Jo-1 apresentam risco elevado de neoplasias ocultas, sendo necessária investigação oncológica extensiva de rotina.
As “mãos de mecânico” são manifestações cutâneas específicas da polimiosite clássica, sem correlação com autoanticorpos.
A doença pulmonar intersticial nesse contexto é rara e geralmente decorre de toxicidade medicamentosa.
Uma adolescente de 14 anos apresenta quadro articular com padrão aditivo e persistente, iniciado 10 dias após faringoamigdalite tratada, com pouca melhora após uso de naproxeno por 5 dias. A ASLO encontra-se elevada. Não há evidência de sopro cardíaco. Conforme as características clínicas e a epidemiologia brasileira, assinale a conduta CORRETA:
Iniciar profilaxia secundária por 1 ano e suspender após confirmação ecocardiográfica de ausência de valvulopatia.
Realizar ecocardiograma e, na ausência de lesão valvar, manter profilaxia secundária por 5 anos antes de descontinuá-la.
Firmar o diagnóstico de febre reumática com base na artrite como critério maior e na elevação da ASLO.
Iniciar pulsoterapia com metilprednisolona endovenosa pela refratariedade do quadro articular aos anti-inflamatórios.
Substituir naproxeno por ácido acetilsalicílico em dose plena, pois a troca entre AINH otimiza a resposta articular na febre reumática.
Menino de 10 anos com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) sistêmica em uso de pulso de metilprednisolona endovenosa (10-30 mg/kg/dia por 3 dias) e prednisona oral (1 a 2 mg/kg/dia) é reavaliado após 7 dias. Mantém febre diária e a PCR não reduziu 50% em relação ao valor inicial. Com base no tratamento da AIJ sistêmica com manifestações sistêmicas ativas, assinale a conduta CORRETA:
Aumentar a dose de prednisona oral para 2 mg/kg/dia.
Repetir o pulso de glicocorticoide e iniciar anti-IL-6.
Substituir o glicocorticoide por metotrexato subcutâneo semanal.
Iniciar anti-TNFα associado a metotrexato oral.
Adicionar imunoglobulina endovenosa ao esquema de glicocorticoide.
Homem, 52 anos, apresenta dor e rigidez em segunda e terceira articulações metacarpofalângicas bilateralmente, sem sinais evidentes de sinovite. Fator reumatoide e anti-CCP negativos, VHS normal. Radiografia das mãos evidencia redução do espaço articular, cistos subcondrais e osteófitos com morfologia em gancho. Com base no caso, o exame de triagem para confirmar a etiologia da doença deve ser:
Dosagem de ácido úrico sérico e pesquisa de cristais no líquido sinovial.
Saturação de transferrina e concentração sérica de ferritina.
Dosagem de GH e IGF-1 com teste de supressão com dextrosol.
Dosagem de PTH e cálcio sérico com densitometria óssea.
Dosagem de TSH e anticorpos antitireoidianos.
Um paciente de 58 anos, sexo masculino, é admitido no hospital com quadro de oligoartrite aguda, febre de 38,8°C com calafrios e comprometimento do estado geral. O reumatologista suspeita de processo inflamatório articular e precisa diferenciar a origem da artrite. Considerando a abordagem semiológica das doenças reumáticas, assinale CORRETAMENTE o achado clínico que auxilia na diferenciação entre um processo articular e uma condição periarticular:
Presença de rigidez matinal superior a 30 minutos ao despertar.
Diminuição da amplitude de movimento ativo com preservação da amplitude passiva.
Comprometimento simétrico e cumulativo de pequenas articulações.
Dor que se intensifica após repouso prolongado e não alivia com os movimentos.
Aumento de volume articular associado a elevação local da temperatura.
Paciente de 60 anos encontra-se com quadro de esclerodermia difusa, insuficiência renal aguda e hipertensão arterial de difícil controle. A equipe médica solicita painel de autoanticorpos. Assinale CORRETAMENTE o anticorpo que, quando presente na esclerose sistêmica, está associado à crise renal esclerodérmica e risco aumentado de neoplasia:
Anticentrômero (CENP-A, B, C).
Anti-DNA topoisomerase I (Scl-70).
Antifibrilarina (anti-U3RNP).
Anti-RNA polimerase III.
Anti-Th/To.
Paciente com osteomalácia apresenta radiografia com uma linha radiolucente na placa cortical com esclerose nas margens. Esse achado é CORRETAMENTE denominado como:
Sinal de Codman.
Zona de Looser.
Lesão em sal-e-pimenta.
Calcificação wafer-like.
Sinal de Hawkins.
Mulher de 52 anos, internada por complicação renal, apresenta queixa crônica de dor nas mãos com deformidades articulares. Ao exame, observam-se nódulos nas articulações interfalangeanas distais e interfalangeanas proximais, com envolvimento da articulação carpometacarpiana da base do primeiro dedo. Não há comprometimento das metacarpofalangeanas nem dos punhos. Acerca do caso, esse padrão topográfico de acometimento na mão é compatível com:
Artrite reumatoide.
Osteoartrite primária.
Artrite psoriásica.
Esclerose sistêmica.
Artrite reativa.
Um intensivista avalia paciente de 40 anos, sexo feminino, com diagnóstico recente de artrite reumatoide soropositiva (anti-CCP e fator reumatoide positivos), internada por pneumonia comunitária grave. Considerando a predisposição genética associada à artrite reumatoide, a principal associação com o Complexo de Histocompatibilidade principal (MHC) nessa doença envolve:
O haplótipo HLA-DRB11501-DQA1010-2- DQB10602, com predileção por formas com envolvimento pulmonar intersticial.
O alelo HLA-B27, particularmente os subtipos 2704 e 2705, com associação variável conforme a etnia.
Uma sequência compartilhada entre os aminoácidos 67 e 74 na terceira região hipervariável da cadeia DRβ1, denominada epítopo compartilhado.
O dímero HLA-DQ2 formado por DQA105 e DQB102, associado à presença de anticorpos antipeptídeos citrulinados.
O alelo HLA-B51, especificamente o subtipo 5108, com associação mais intensa em pacientes com manifestações vasculares.