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Em relação à podagra, assinale a alternativa correta.
Refere-se ao acometimento da articulação metatarsofalangeana do hálux, sendo a apresentação clínica mais clássica da gota.
É característica exclusiva da doença por depósito de pirofosfato de cálcio.
Ocorre predominantemente em mulheres jovens, sem associação com hiperuricemia.
Apresenta curso crônico desde o início, sem episódios agudos.
Exclui o diagnóstico de gota quando ausente.
Em relação à febre reumática aguda, segundo os critérios de Jones (atualizados), assinale a alternativa correta.
A coreia de Sydenham pode surgir meses após a infecção estreptocócica, mesmo na ausência de outros critérios maiores ou menores no momento do diagnóstico.
A poliartrite da febre reumática é tipicamente simétrica, de pequenas articulações e pouco responsiva aos salicilatos.
A presença de cardite subclínica detectada apenas ao ecocardiograma não é considerada critério maior.
A elevação isolada do título de antiestreptolisina O (ASLO) é suficiente para o diagnóstico de febre reumática.
A profilaxia secundária está indicada apenas durante o primeiro ano após o episódio agudo.
A gota aguda é uma artrite inflamatória causada pela deposição de cristais de urato monosódico nas articulações, geralmente associada à hiperuricemia crônica. Considerando seus aspectos clínicos e terapêuticos, analise as afirmativas a seguir.
I.Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são considerados primeira linha no tratamento da gota aguda, desde que não haja contraindicações renais, cardiovasculares ou gastrintestinais.
II.A articulação mais classicamente acometida na gota aguda é a primeira articulação metatarsofalângica do pé, embora qualquer articulação possa ser afetada, e o exame de líquido sinovial pode confirmar a presença de cristais de urato.
III.A colchicina deve ser administrada preferencialmente em doses altas e repetidas rapidamente até a resolução completa da dor articular, sem necessidade de ajuste em insuficiência renal.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I e II.
I e III.
I, II e III.
II.
Sobre artrite idiopática juvenil (AIJ), assinale a alternativa correta.
É uma doença reumatológica rara em crianças.
Compromete as articulações por menos de 2 semanas.
Pode ter início tardio em 10% dos casos.
Hepatoesplenomegalia não são sintomas da AIJ.
Exames laboratoriais como hemograma e provas inflamatórias não indicam AIJ.
Em uma roda de discussão clínica entre profissionais da atenção primária e da reumatologia pediátrica, revisam-se fluxos assistenciais para encaminhamento de crianças com suspeita de doença musculoesquelética crônica. Relata-se o caso de uma criança de 7 anos, previamente hígida, que, há cerca de oito semanas, apresenta dor e aumento de volume no joelho direito, tornozelo esquerdo e punho direito, acompanhados de rigidez matinal e limitação para atividades escolares. Não há história de trauma ou infecção recente. Exames iniciais disponíveis mostram hemograma sem alterações e PCR discretamente elevada. Considerando a organização da rede assistencial do SUS e o manejo recomendado para quadros semelhantes, a conduta mais adequada nesse caso é
indicar repouso, iniciar anti-inflamatório e agendar retorno em duas semanas para reavaliação.
encaminhar para serviço de urgência com solicitação de avaliação ortopédica.
solicitar biópsia sinovial antes de definir encaminhamento.
encaminhar via rede para avaliação em reumatologia pediátrica.
iniciar imunossupressor para evitar progressão articular.
Um paciente que completará 4 anos está em acompanhamento por uveíte associada à artrite idiopática juvenil, em uso de adalimumabe há seis meses, com boa resposta terapêutica. Na revisão do cartão vacinal, observa-se que o paciente está apto a receber as vacinas recomendadas para sua faixa etária. Qual das vacinas a seguir é contraindicada enquanto o paciente estiver em uso do imunobiológico?
Vacina DTP (difteria, tétano e pertussis).
Vacina pneumocócica conjugada.
Vacina contra a hepatite A.
Vacina inativada poliomielite (VIP).
Vacina contra a varicela.
Adolescente com lúpus eritematoso sistêmico juvenil, diagnosticado aos 9 anos, com manifestações articulares e hematológicas, evolui, após dois anos de seguimento, com hematúria, proteinúria em faixa nefrótica e redução da função renal. O exame de imagem descartou obstrução, e a nefrologia realizou biópsia renal. Considerando a classificação histopatológica da nefrite lúpica pela ISN/RPS, assinale a alternativa que descreve corretamente os achados característicos da classe III (focal).
Comprometimento de 50% ou mais dos glomérulos, com lesões proliferativas segmentares ou globais.
Depósitos predominantemente subepiteliais, espessamento difuso da membrana basal e poucas lesões proliferativas.
Lesões proliferativas envolvendo menos de 50% dos glomérulos, podendo ser segmentares ou globais, com possibilidade de necrose e crescentes.
Alterações restritas ao mesângio, sem proliferação endocapilar significativa.
Esclerose avançada dos glomérulos, sem atividade inflamatória.
Criança de 2 anos, previamente hígida, apresenta febre persistente há cinco dias, associada a irritabilidade, exantema polimórfico e hiperemia conjuntival bilateral não purulenta. O exame físico evidencia fissuras labiais e edema em mãos e pés. Não há linfonodomegalia cervical evidente. Os exames laboratoriais mostram PCR elevada, hipoalbuminemia e anemia normocítica. Considerando o quadro clínico e laboratorial, aventou-se a hipótese de doença de Kawasaki incompleta, sendo indicada terapêutica com imunoglobulina intravenosa. Qual das alternativas a seguir NÃO apresenta relação com os critérios de Kobayashi para identificar maior risco de resposta insatisfatória à imunoglobulina?
Hipoalbuminemia.
Hiponatremia.
PCR ≥ 10 mg/dl.
Plaquetose > 700.000/mm³.
Idade menor ou igual a 12 meses.
Uma adolescente de 12 anos, com lúpus eritematoso sistêmico e nefrite, é internada para pulsoterapia com metilprednisolona. O plano inicial incluía profilaxia antiparasitária, mas essa etapa não foi registrada como realizada. Durante a infusão, houve pico hipertensivo, sendo necessária medicação e interrupção temporária do esquema. Posteriormente, identificou-se que as anotações de sinais vitais estavam incompletas. A equipe notificou o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), e foi organizada discussão institucional sobre o ocorrido. Considerando os princípios da cultura de segurança e as diretrizes da RDC ANVISA nº 36/2013, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada nesse contexto.
Encaminhar o caso para avaliação individual pela chefia imediata, com orientação direta ao profissional envolvido.
Registrar internamente o ocorrido no setor, priorizando reorganização local das rotinas assistenciais.
Comunicar formalmente o incidente somente se houver dano persistente após o episódio hipertensivo.
Direcionar a discussão do caso ao corpo clínico, pois os protocolos de pulsoterapia são de responsabilidade médica.
Registrar o incidente, realizar análise sistêmica com participação dos setores envolvidos, identificar pontos críticos do processo e propor melhorias institucionais.
O lúpus eritematoso sistêmico juvenil é uma doença inflamatória autoimune multissistêmica. A pesquisa de autoanticorpos contribui para o diagnóstico, podendo auxiliar na correlação com manifestações clínicas, gravidade e prognóstico. Considerando as associações mais reconhecidas entre autoanticorpos específicos e achados clínicos, relacione as colunas e assinale a alternativa correta.
Coluna A
1. Anti-P ribossomal.
2. Anti-Ro/SSA.
3. Anti-C1q.
4. Anti-RNP.
5. Anti-beta2 glicoproteína I.
Coluna B
A) Doença mista do tecido conjuntivo/quadros de sobreposição.
B) Tromboembolismo.
C) Nefrite lúpica e atividade renal.
D) Manifestações neuropsiquiátricas.
E) Lúpus neonatal/bloqueio cardíaco congênito.
1D; 2E; 3C; 4A; 5B.
1E; 2A; 3B; 4C; 5D.
1A; 2D; 3E; 4B; 5C.
1D; 2A; 3E; 4C; 5B.
1B; 2E; 3C; 4D; 5A.
Paciente do sexo feminino, 38 anos, com diagnóstico de dermatomiosite, realiza capilaroscopia periungueal durante a investigação. Acerca do caso, os achados característicos desse exame nessa condição e sua utilidade são, CORRETA e respectivamente:
Capilares em saca-rolha e megacapilares; útil para avaliação de risco trombótico.
Capilares dilatados em forma de "arbustos" e micro-hemorragias; útil para avaliação de atividade de doença.
Redução da densidade capilar e angiogênese compensatória; útil para estadiamento de fibrose pulmonar.
Capilares tortuosos e alongados sem microhemorragias; útil para rastreamento de neoplasia associada.
Capilares em espiral com deposição periférica de fibrina; útil para avaliação de vasculite sistêmica.
Paciente do sexo masculino, 55 anos, com diagnóstico de miopatia necrosante imunomediada (MNIM) associada a anti-SRP, em uso de prednisona 1 mg/kg/dia e azatioprina 2 mg/kg/dia há 3 meses, sem melhora da fraqueza muscular e com CPK persistentemente elevada. De acordo com o caso, a conduta CORRETA deve ser:
Substituir da azatioprina por metotrexato 20 a 25 mg/semana.
Aumentar a dose de prednisona para 2 mg/kg/dia.
Indicar imunoglobulina humana intravenosa.
Adicionar de micofenolato de mofetila ao esquema vigente.
Prescrever abatacepte.
Paciente de 34 anos com artrite reumatoide em remissão há 10 meses, em uso de certolizumabe e metotrexato, está planejando engravidar. Após suspensão do metotrexato no tempo adequado, a orientação CORRETA em relação ao certolizumabe durante a gestação e seus efeitos sobre o calendário vacinal do recém-nascido é:
Deve ser suspenso na concepção por dados insuficientes de segurança com reintrodução no puerpério.
Pode ser mantido durante a gestação, e o calendário vacinal do recém-nascido pode seguir normalmente.
Deve ser suspenso com 20 semanas de idade gestacional para permitir calendário vacinal normal do neonato.
Pode ser mantido durante a gestação, porém, o lactente não deve receber BCG nos primeiros 6 meses de vida.
Deve ser substituído por adalimumabe, que possui maior evidência de segurança gestacional entre os anti-TNF.
Paciente do sexo feminino, 44 anos, com diagnóstico de síndrome antissintetase com anticorpo anti-PL-7 positivo, apresenta dispneia progressiva há 4 semanas. A tomografia de tórax confirma pneumonia intersticial não específica extensa. Diante do exposto, o anticorpo antissintetase, dentre os relacionados à síndrome, está associado a doença pulmonar intersticial mais grave:
Anti-Jo-1.
Anti-EJ.
Anti-OJ.
Anti-PL-7.
Anti-KS e anti-Zo.
Menina de 7 anos com diagnóstico de espondiloartrite juvenil apresenta monoartrite de joelho esquerdo refratária a AINEs. Os pais relatam que a criança está com redução do ganho de peso nos últimos 6 meses e queda na curva de crescimento. Exame oftalmológico de rotina é normal. Acerca do caso, a investigação complementar CORRETA diante da alteração pôndero-estatural descrita é:
Densitometria óssea de coluna lombar e fêmur proximal.
Dosagem sérica de anticorpos antitransglutaminase tecidual IgA.
Colonoscopia para investigação de envolvimento gastrointestinal subclínico.
Ressonância magnética de sacroilíacas com protocolo STIR.
Cintilografia óssea trifásica para avaliação de atividade inflamatória.
Paciente de 45 anos, sexo masculino, é admitido com artrite aguda intensamente dolorosa em joelho direito, com início há 12 horas. O reumatologista avalia o padrão de comprometimento articular para direcionar a investigação diagnóstica. Considerando a sequência de envolvimento articular nas doenças reumáticas, assinale CORRETAMENTE o padrão evolutivo caracterizado por crises articulares com remissão completa das manifestações clínicas nos períodos intercríticos:
Intermitente.
Aditivo.
Migratório.
Centrípeto.
Cumulativo.
Uma menina de 10 anos com diagnóstico de síndrome de Muckle-Wells confirmado por mutação patogênica no gene NLRP3 está em acompanhamento regular. Apresenta episódios recorrentes de febre e rash urticariforme controlados com canaquinumabe, porém mantém queixa progressiva de hipoacusia bilateral. O reumatologista pediátrico discute com a família as complicações a longo prazo esperadas para essa síndrome específica dentro do espectro das criopirinopatias. As frequências aproximadas de perda auditiva neurossensorial e amiloidose secundária nessa síndrome são, CORRETA e respectivamente:
30% e 80%.
80% e 30%.
70% e 30%.
40% e 60%.
80% e 50%.
Paciente de 30 anos com lombalgia inflamatória crônica realiza radiografia de bacia. O laudo descreve esclerose subcondral simétrica nas sacroilíacas com erosões graves e alargamento articular bilateral. Segundo o critério de Nova York para graduação da sacroiliíte, essa descrição corresponde a:
Grau Ia.
Grau Ib.
Grau IIa.
Grau IIb.
Grau III.
Paciente de 43 anos com artrite reumatoide de longa data realiza radiografia das mãos. Dessa forma, o local onde se observa tipicamente o acometimento inicial da doença nas mãos é:
Articulações interfalângicas distais do 2º e 3º dedos.
Face radial das cabeças do 2º e 3º metacarpos.
Base das falanges proximais do 4º e 5º dedos.
Articulação carpometacarpal do 1º raio.
Face ulnar das cabeças do 4º e 5º metacarpos.
Paciente de 42 anos é admitido com diarreia crônica sanguinolenta, anemia e hipoalbuminemia. A investigação laboratorial inclui exame de fezes. Sobre a pesquisa de gordura fecal, essa avaliação é relevante na investigação de:
Retocolite ulcerativa e doença de Crohn.
Infecções por rotavírus e adenovírus.
Artrite reativa por Yersinia e Campylobacter.
Câncer colorretal e pólipos intestinais.
Fibrose cística e doença de Whipple.