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A síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia compressiva frequente. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
A síndrome do túnel do carpo resulta da compressão do nervo mediano ao nível do punho.
A dor e a parestesia da síndrome do túnel do carpo predominam no território do nervo ulnar, acometendo principalmente o 4º e 5º dedos da mão.
O sinal de Phalen é pesquisado pela flexão forçada dos punhos, podendo reproduzir os sintomas.
A eletroneuromiografia é útil para confirmação diagnóstica e avaliação da gravidade da neuropatia.
A atrofia da musculatura tenar é um achado tardio, associado a casos mais avançados.
Uma adolescente de 13 anos com Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) apresenta proteinúria isolada e persistente de 0,9 g/dia, sem sinais de atividade inflamatória sistêmica. Biópsia renal prévia mostrou alterações cicatriciais residuais. Assinale CORRETAMENTE a conduta farmacológica para a proteinúria apresentada:
Pulsoterapia com metilprednisolona por 3 dias.
Ciclofosfamida.
Enalapril.
Rituximab.
Azatioprina associada a prednisona.
Um menino de 5 anos apresenta episódios recorrentes de febre alta a cada 4 semanas, com duração de 4 dias, acompanhados de faringite com exsudato, estomatite aftosa e adenomegalia cervical bilateral. Nos intervalos entre os episódios está completamente assintomático, com crescimento e desenvolvimento normais. Culturas de orofaringe são repetidamente negativas. Hemograma durante a crise revela leucocitose com neutrofilia moderada e PCR elevada, com normalização completa entre as crises. Após confirmação diagnóstica, é iniciada prednisona com resolução da febre em 4 horas, porém o intervalo entre os episódios encurtou após as primeiras doses de corticosteroide. A conduta CORRETA para o paciente nesse caso é:
Canaquinumabe 2 mg/kg/dose a cada 4 semanas.
Colchicina na dose de 0,01 a 0,03 mg/kg/dia.
Etanercepte 0,8 mg/kg/semana.
Metotrexato associado a agentes anti-TNF.
Anakinra 1 mg/kg/dia por via subcutânea.
Paciente de 45 anos apresenta úlceras orais recorrentes, rasas e dolorosas com registro de quatro episódios no último ano, associadas a úlceras genitais dolorosas em grandes lábios com cicatrização lenta. Conforme o caso, esse conjunto de manifestações mucosas é indicativo de:
Lúpus eritematoso.
Artrite reativa.
Síndrome de Sjögren.
Doença mista do tecido conjuntivo.
Doença de Behçet.
Paciente de 28 anos com espondilite anquilosante realiza radiografia da coluna lombar em incidências anteroposterior e perfil. O laudo descreve ossificações verticais das fibras periféricas do anel fibroso na face anterolateral dos discos intervertebrais estendendo-se pela coluna toracolombar. Diante do exposto, essas ossificações correspondem a:
Parassindesmófitos, típicos da artrite psoriásica, com formações ósseas grosseiras e assimétricas.
Sindesmófitos, que determinam o aspecto de coluna em bambu quando extensos.
Osteófitos marginais, característicos de doença degenerativa discal associada.
Calcificações do ligamento longitudinal posterior com ossificação interespinhosa.
Entesófitos das inserções ligamentares periféricas do corpo vertebral.
Uma menina de 9 anos é encaminhada para investigação de dor óssea multifocal há 6 meses, com aumento de volume em região clavicular direita e exacerbação dolorosa à palpação local. Não apresenta febre. A ressonância magnética com STIR demonstra edema de medula óssea na clavícula direita e na metáfise distal do fêmur esquerdo, com reação periosteal. A biópsia óssea evidencia infiltrado com células plasmáticas, osteoclastos e fibrose, com cultura bacteriana negativa. Diante do exposto, o tratamento inicial CORRETO deve ser:
Colchicina na dose de 0,01 a 0,03 mg/kg/dia.
Prednisona 1 a 2 mg/kg/dose associada à tonsilectomia precoce.
Anti-inflamatórios não estereoidais.
Anakinra na dose de 1 mg/kg/dia por via subcutânea.
Inibidores de JAK com monitoramento da função pulmonar.
Menina de 7 anos, em uso crônico de prednisona por artrite idiopática juvenil poliarticular, apresenta lombalgia intermitente há 3 meses. A densitometria óssea por DXA de coluna lombar revela Z-score de −1,6. A radiografia lateral da coluna demonstra fratura vertebral por compressão em T12, sem história de trauma significativo. Sobre o diagnóstico de osteoporose nessa paciente, é CORRETO afirmar que:
O diagnóstico de osteoporose requer a coexistência de Z-score ≤ −2,0 e fratura vertebral por compressão.
A presença de fratura vertebral não traumática por compressão é suficiente para o diagnóstico de osteoporose, independentemente do valor de Z-score.
O Z-score de −1,6 descarta o diagnóstico de osteoporose, pois se encontra acima do limiar densitométrico estabelecido.
A confirmação diagnóstica depende da realização prévia de tomografia computadorizada quantitativa periférica para avaliação da DMO volumétrica.
A presença de fratura vertebral isolada configura baixa massa óssea, sendo necessária uma segunda fratura vertebral para diagnóstico de osteoporose.
Uma menina de 11 anos com ESJ é submetida a avaliação de rotina conforme consenso de especialistas. O intervalo recomendado para repetição das provas de função respiratória com DLCO, ecocardiograma, pro-BNP e teste de caminhada de 6 minutos, nesse caso, é:
A cada mês.
A cada 2 meses.
A cada 3 meses.
A cada 6 meses.
A cada 12 meses.
Um reumatologista pediátrico avalia uma menina de 9 anos com movimentos involuntários em extremidades e face há 2 semanas, associados a irritabilidade e labilidade emocional que precederam o quadro motor. A ASLO encontra-se dentro dos valores de referência. Considerando o diagnóstico provável e as particularidades dessa manifestação, a conduta CORRETA deve ser:
Solicitar ecocardiograma com Doppler pela associação com valvulite clínica ou subclínica.
Repetir a dosagem de ASLO após duas semanas e condicionar o diagnóstico à sua elevação.
Reconsiderar o diagnóstico de febre reumática diante da normalidade dos reagentes de fase aguda.
Iniciar prednisona 1-2 mg/kg/dia pela gravidade do envolvimento do sistema nervoso central.
Solicitar cultura de orofaringe para verificação de infecção estreptocócica prévia.
Um menino de 4 anos apresenta, há 2 anos, episódios recorrentes de febre alta com duração de 4 dias, estomatite aftosa, faringite exsudativa e linfadenite cervical. Os episódios se repetem a cada 4 semanas, com intervalos completamente assintomáticos. Crescimento e desenvolvimento normais. Culturas de orofaringe repetidamente negativas. Hemograma intercrises normal. Acerca do caso, a condição que precisa ser excluída antes de firmar o diagnóstico definitivo é:
Febre familiar do Mediterrâneo.
Neutropenia cíclica.
Síndrome de hiperimunoglobulinemia D.
Síndrome periódica associada ao receptor de TNF.
Deficiência de adenosina deaminase 2.
Uma menina de 10 anos é acompanhada por Esclerose Sistêmica Juvenil (ESJ) cutânea difusa há 2 anos, com anti-Scl-70 positivo. Apresenta tosse seca progressiva há 3 meses. A tomografia computadorizada de alta resolução evidencia padrão em vidro fosco bilateral. Dessa forma, assinale a conduta farmacológica de primeira linha para o acometimento pulmonar intersticial:
Micofenolato de mofetila associado a corticosteroide.
Nintedanibe associado a pirfenidona.
Rituximabe em monoterapia.
Bosentana com sildenafila.
Ciclosporina com metotrexato.
Lactente de 8 meses, com diagnóstico de osteogênese imperfeita tipo I confirmado por teste genético molecular, apresenta três fraturas de fêmur nos últimos 4 meses. A equipe de reumatologia pediátrica decide iniciar terapia com bisfosfonato endovenoso. Considerando a faixa etária e o esquema posológico adequado, assinale a conduta CORRETA:
Pamidronato 0,5 mg/kg/dia por 3 dias consecutivos a cada 2 meses.
Neridronato 1-2 mg/kg/dia por 3 dias consecutivos a cada 4 meses.
Ácido zoledrônico 0,5 mg/kg/dia por 7 dias consecutivos a cada 4 meses.
Neridronato 0,5-1,0 mg/kg/dia por 2 semanas consecutivas a cada 2 meses.
Ácido zoledrônico 1 mg/kg/dia por 2 dias consecutivos a cada 3 meses.
Em indivíduos adultos, a síndrome de Fanconi com perda renal de fosfato é comumente causada por:
Raquitismo hipofosfatêmico autossômico dominante.
Mieloma múltiplo.
Deficiência hereditária da 1α-hidroxilase renal.
Tumores mesenquimais produtores de FGF23.
Doença celíaca com má absorção de vitamina D.
Paciente de 67 anos com diagnóstico de polimiosite documentada por biópsia apresenta fraqueza muscular persistente após 8 meses de corticoterapia. A equipe deseja diferenciar miopatia esteroide de recorrência da atividade inflamatória. Nesse contexto, assinale CORRETAMENTE o achado na ENMG específico de atividade inflamatória muscular, NÃO sendo encontrado na miopatia esteroide:
Potenciais de ação de unidade motora polifásicos de baixa amplitude e curta duração.
Descargas repetitivas complexas nos músculos proximais dos membros.
Potenciais espontâneos de repouso como fibrilações e ondas positivas.
Redução do recrutamento de unidades motoras durante contração voluntária máxima.
Aumento da duração média dos potenciais de ação de unidade motora.
Com base nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia para Espondiloartrite Axial em vigência, assinale a alternativa correta:
Os critérios devem ser utilizados para classificar pacientes com espondiloartrite axial, sendo o diagnóstico realizado preferencialmente por médico experiente ou reumatologista.
Nos pacientes em que a radiografia simples foi inconclusive, é obrigatório realizar ressonância magnética.
A presença do HLA-B27 é critério diagnóstico obrigatório e suficiente para confirmar a doença.
A indicação de programa de reabilitação é recomendada somente quando paciente tem dificuldade para deambular.
Um paciente de 56 anos, com queixa de fraqueza muscular há 7 meses, é encaminhado ao reumatologista. Ao examiná-lo nota-se enfraquecimento proximal e distal dos braços e das pernas, bem como dos flexores dos dedos. Em seus exames laboratoriais, apresentou CPK com valor de 820 U/L. Diante desse quadro, qual seria a principal hipótese diagnóstica?
Polimiosite.
Síndrome antissintetase.
Miosite por corpos de inclusão.
Miopatia necrosante imunomediada.
Dermatomiosite.
A febre familiar do mediterrâneo é uma doença autoinflamatória. Assinale a alternativa que apresenta a tríade clássica de sintomas e o tratamento dessa doença.
Febre recorrente, rash cutâneo e conjuntivite. Tratamento: colchicina.
Febre recorrente, dor abdominal e serosite. Tratamento: canaquinumabe.
Febre recorrente, rash cutâneo e serosite. Tratamento: canaquinumabe
Febre recorrente, dor abdominal e artrite. Tratamento: colchicina.
Febre recorrente, rash cutâneo e artrite. Tratamento: anakinra.
Mulher, 38 anos, iniciou com febre recorrente, apresentando um pico diário de 39 °C, geralmente no início da noite, associada à artralgia de padrão inflamatório em punhos, joelhos e tornozelos. Foi diagnosticada com doença de Still e iniciou tratamento com prednisona e metotrexato, porém mantém refratariedade ao quadro. Considerando esse caso clínico, qual seria a melhor opção terapêutica?
Iniciar tocilizumabe.
Iniciar azatipriona.
Iniciar adalimumabe.
Iniciar rituximabe.
Iniciar infliximabe.
Mulher, 29 anos, apresenta quadro de febre, eritema nodoso em membros inferiores e artrite em tornozelos. Com base nesses achados, qual seria a principal hipótese a ser investigada?
Síndrome de Sjögren.
Amiloidose.
Lúpus eritematoso sistêmico.
Sarcoidose.
Poliarterite nodosa.
Paciente do sexo masculino, 69 anos, recebeu recentemente o diagnóstico de esclerose sistêmica forma cutânea difusa. Ele apresenta fenômeno de Raynaud com capilaroscopia de padrão SD, anticorpos anti-Scl-70, RNA polimerase III, envolvimento cardíaco e gastrointestinal. Diante desse quadro clínico, quantos fatores de risco esse paciente apresenta para desenvolvimento de doença pulmonar intersticial?
1.
2.
3.
4.
5.