

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A Recomendação referente à Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade foi aprovada em 17 de novembro de 2015, pela Conferência Geral da UNESCO, em sua 38ª sessão. Sobre a sua produção, podemos inferir que:
O Brasil não teve qualquer participação na formulação desse documento.
Essa foi a primeira recomendação da UNESCO sobre o tema em questão.
A UNESCO assume a responsabilidade total pela proteção dos bens musealizados dos países signatários do documento.
Até a sua publicação não existia um corpo de instrumentos normativos internacionais sobre o tema "museus e coleções".
Esta Recomendação chama a atenção dos Estados-membros da UNESCO para a importância da proteção e da promoção dos museus e coleções.
O Cariri cearense é reconhecido internacionalmente, entre outros aspectos, por ser uma importante região fossilífera do período cretáceo, cujos achados, registrados por cientistas desde o início do século XIX, encontram-se em condições de excepcional preservação. Sobre os processos de musealização desses achados paleontológicos da região, podemos assinalar que:
Grande parte dos achados paleontológicos da região continuam migrando para os grandes museus do país, para que possam ser estudados e expostos ao público.
Até o início da década de 1980, praticamente não existiam museus com coleções e exposições de Paleontologia no Ceará.
A criação do Museu de Paleontologia, na cidade de Nova Olinda, vinculado à URCA (Universidade Estadual do Cariri), contribuiu para que os achados encontrados na região pudessem ser musealizados no próprio Cariri.
O acervo paleontológico musealizado, relativo ao Cariri cearense, é composto sobretudo por fósseis da megafauna.
O Museu de Paleontologia da URCA ainda contribuirá para o avanço do turismo científico da região.
Qual organização supranacional está liderando, na atualidade, o debate acerca de uma nova definição de "museus"?
O Instituto Brasileiro de Museus.
O Conselho Internacional de Museus.
A Organização Mundial das Nações Unidas.
O Ministério da Cultura.
A Mesa de Santiago do Chile.
Sobre o COFEM (Conselho Federal de Museologia) e a atuação profissional do museólogo, marque a opção verdadeira:
O COFEM não consegue ainda atuar como órgão regulamentador e fiscalizador do exercício da profissão de museólogo.
A profissão de museólogo, no Brasil, foi criada por lei federal em 1985.
Um dos artigos do Código de Ética do Museólogo prevê proibições como a violação do sigilo profissional.
O Código de Ética Profissional do Museólogo foi aprovado, em sessão plenária do COFEM, 10 anos depois da Lei Federal que reconhece a profissão.
Conforme a Resolução n. 03/2013 do COFEM, o Plano Museológico precisa ser assinado obrigatoriamente por um museólogo.
O tema "gestão de museus" vem despertando o interesse cada vez mais crescente de pesquisadores, que buscam associar conhecimentos da Administração com os do campo museológico. Acerca desses debates, indique a alternativa correta:
A legislação reguladora dos museus, em âmbito nacional, não impacta a sua gestão.
Grande parte dos museus brasileiros, segundo levantamentos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), são geridos pela iniciativa privada, sendo administrados como empresas.
A gestão de museus, em síntese, é apenas um trabalho de criação de boas práticas de atuação no atendimento ao público.
As propostas de gestão museológica precisam considerar os diferentes acervos, perfis de público, inserção geográfica e tipologias dos museus etc.
O Plano Museológico é um instrumento de gestão importante, que ainda precisa ser regulamentado por lei para ser utilizado.
Depois da chamada "Grande Fortaleza", o Cariri cearense, especialmente a região metropolitana do CRAJUBAR (Crato, Juazeiro e Barbalha), concentra a maior parte de "museus tradicionais", "coleções visitáveis" e "processos museológicos" do Ceará (dados extraídos do Cadastro do Sistema Estadual de Museus do Ceará e da Plataforma Museusbr). Entre essas "unidades museológicas" existentes no CEARÁ, estão:
O Memorial Padre Cícero, o Memorial do Homem Kariri e o Museu de Gonzagão.
O Memorial do Homem Kariri, o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens e o Museu Regional dos Inhamuns.
O Museu do Vale dos Dinossauros, o Memorial Padre Cícero e o Memorial do Homem Kariri.
O Memorial Padre Cícero, o Memorial do Homem Kariri e o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens.
O Museu do Gonzagão, o Museu Vivo Padre Cícero e o Memorial do Homem Kariri.
A formação em Museologia, no Brasil, começou em 1932, no âmbito do Museu Histórico Nacional (MHN), situado na cidade do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1976, quando foi integrado à Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro (FEFIERJ), posteriormente denominada Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Acerca da formação em Museologia, nas suas décadas iniciais, marque a assertiva correta:
Inicialmente tratava-se de uma formação técnica, que tinha a duração de dois anos.
Foi o segundo curso de formação em Museologia das Américas, depois dos EUA.
Foi criado na gestão de Gustavo Barroso, idealizador do MHN.
Foi necessário contratar profissionais vindos da Europa para ministrar as primeiras aulas.
O ingresso ao curso era facultado por meio de vestibular.
A "Museologia social" ou "Sociomuseologia" são termos comumente utilizados de forma indistinta e até mesmo como sinônimos. A partir dos ensaios do português Mário Moutinho e de outros autores do campo museológico é que se pode delimitar a linha tênue entre ambas as terminologias. Acerca desse debate é possível afirmar que:
A Sociomuseologia é uma área disciplinar, que reflete tanto acerca das "museologias indisciplinadas", como das "museologias colonizadoras e colonizadas". A museologia social é, por sua vez, uma prática museológica que tem como pressuposto o homem como produtor de suas referências culturais, engajado nos problemas sociais do seu espaço e tempo.
A Sociomuseologia tem como principais referências o MINON (Movimento Internacional para uma Nova Museologia) e a museologia pós-moderna.
Os militantes da Sociomuseologia enfatizam apenas a "função social" dos museus, enquanto os defensores de uma Museologia Social buscam exclusivamente a reflexão acerca do desenvolvimento sociocultural das comunidades
A Museologia Social inspira-se no movimento da "Nova Museologia", enquanto a Sociomuseologia fundamenta-se no MINON (Movimento Internacional para uma Nova Museologia), que possibilitou a criação do conceito de ecomuseus.
A Sociomuseologia tem como principais referências o MINON (Movimento Internacional para uma Nova Museologia) e a Museologia Social, a Mesa de Santiago do Chile (1972).
O Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados foi instituído pelo Decreto Presidencial nº 8.124/13 e regulamentado pelas Resoluções Normativas do Ibram nº 1 (31?6?2014) e nº 2 (01/09/2014). Nesse sentido, pode-se afirmar que:
No caso de extinção dos museus, os seus inventários e registros serão conservados pelo Ibram.
O registro e o inventário dos bens culturais dos museus devem estruturar-se de forma a assegurar a sua compatibilização com o Inventário Nacional de Bens Culturais Musealizados.
O Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados será constituído de informações sobre os acervos dos museus brasileiros, públicos ou privados, fornecidas diretamente pelo Ibram.
Os acervos bibliográfico e arquivístico dos museus brasileiros não precisam integrar o Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados.
Os bens culturais de caráter museológico são aqueles que não precisaram perder as suas funções originais para ganhar outros valores (simbólicos, artísticos, históricos e/ou culturais).
Uma das realidades das instituições museológicas do Brasil é a dificuldade de execução e manutenção dos seus projetos. Para o fomento e o financiamento desses projetos existe, em nível federal, algumas alternativas como:
A elaboração do Plano Museológico que delimita e planeja o arcabouço dos seus programas e projetos.
Os editais do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.
As emendas parlamentares, desde que os acervos museológicos sejam tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
O estímulo a mecanismos de auto sustentabilidade, como bilheteria, lojas e cafés no interior dos museus, associação de amigos etc.
A renúncia fiscal, conhecida por Lei Rouanet, que institui políticas públicas para a cultura nacional, como o PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura.
Foi no século XIX que surgiram alguns museus brasileiros que até a atualidade fazem parte do nosso cenário nacional. São eles:
Museu Histórico Nacional, Museu Paulista e Museu Emílio Goeldi.
Museu do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Museu Nacional e Museu Histórico Abílio Barreto.
Museu Histórico Nacional, Museu Emílio Goeldi e Museu do Ceará.
Museu Nacional, Museu Emílio Goeldi e o Museu Paranaense.
Museu do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Museu Histórico Nacional e Museu do Exército Brasileiro.
A gestão da propriedade intelectual nos museus é um tema que vem ganhando bastante importância nos últimos anos, principalmente com os avanços tecnológicos, que impõem uma série de oportunidades e desafios ao setor museológico. Sobre esse tema é correto afirmar que:
A propriedade intelectual abrange exclusivamente o licenciamento de imagens inspiradas em acervos musealizados.
Os museus são usuários e não titulares de propriedade intelectual.
Antes os museus se preocupavam com o uso de propriedade intelectual de terceiros e agora eles enfrentam a responsabilidade de gerenciar sua própria propriedade intelectual.
Os problemas de propriedade intelectual enfrentados por museus, bibliotecas e arquivos são completamente diferentes em razão de suas missões e funções distintas.
Em geral, os museus consideram os direitos autorais como um obstáculo para a realização de sua missão e função.
Nas últimas décadas, diversos grupos indígenas brasileiros encontraram nos museus um mecanismo especialmente potente para produzir a memória de sua comunidade e reconstruir traços de sua cultura e de formas de vida já esquecidos. Esta “descoberta” levou algumas comunidades a desenvolverem processos museais e mesmo a criarem museus indígenas, com o intuito de mobilizar o papel educativo de museus e das exposições como caminho para organizar a memória do grupo e revigorar a identidade de diversas etnias.
Uma experiência pioneira da atuação de indígenas no campo museal foi a criação do Museu Magüta, no município de Benjamin Constant (AM), na passagem entre as décadas de 1980 e 1990. A instituição foi fundada para promover e preservar a cultura dos índios tikuna, que viviam em quase cem aldeias, distribuídas pela região do alto rio Solimões. Parte do processo de criação do museu se deu, contudo, em meio à mobilização dos tikuna pela demarcação do seu território; um movimento que envolveu confrontos com pistoleiros e a morte de indígenas no Massacre do Capacete, que se tornou nacionalmente conhecido pela impunidade de seus mandantes. Nascidos sob o signo do conflito, os processos museais desenvolvidos no Museu Magüta serviram para promover a organização social e a reestruturação da cultura dos tikuna, a ponto da experiencia se tornar um modelo para outras iniciativas indígenas no campo do patrimônio. No plano nacional, as ações do museu foram reconhecidas com a concessão do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, pelo IPHAN. Internacionalmente, o Museu Magüta foi premiado como “Museu Símbolo de 1995”, pelo ICOM.
Com relação às coleções deste museu, todas as afirmações abaixo são corretas, EXCETO:
A formação das coleções do museu demonstrou o importante papel deste tipo de museu no “renascimento” das culturas indigenas, uma vez que incluiu a recriação de objetos em desuso ou já desaparecidos, reconstituídos por meio de entrevistas com anciões e de fotografias e registros antigos, pertencentes a museus etnográficos.
As coleções do museu foram mobilizadas no trabalho educativo desenvolvido com escolas locais, com o intuito de aproximar as novas gerações da cultura e da história dos tikuna e, assim, desfazer imagens discriminatórias a respeito dos indígenas e promover maior harmonia nas relações interétnicas, na região.
As coleções do museu auxiliaram na preservação da cultura material tradicional da etnia, por serem em parte formadas por objetos como máscaras rituais, esculturas em madeira e coco de palmeiras, painéis de fibra vegetal e cestos.
A criação do museu mobilizou os tikuna na produção de objetos para suas coleções, sendo parte dos itens confeccionados como novas experiências artísticas. Sendo diferentes das peças de uso ritual e dos objetos de uso cotidiano, estas novas criações foram consideradas inautênticas, pouco representativas da etnia e, por isto, inadequadas para integrar uma coleção destinada a fortalecer identidades pela teoria museológica contemporânea.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Admitir a colaboração das Associações de Museologia, em conformidade com a legislação vigente, é uma das atribuições dos Conselhos Regionais de Museologia.
II. Julgar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações da legislação vigente referente à sua categoria profissional é uma das atribuições dos Conselhos Regionais de Museologia.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Alguns dos principais estudos pertinentes com o modelo de Plano Museológico adotado no Brasil por força da lei 11.904/09, são os seguintes trabalhos, EXCETO:
CHAGAS, Mario de Souza. Museália. Rio de janeiro: JC Editora, 1996.
MASON, Thimoty. Gestão Museológica: Desafios e Práticas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: British Council, 2004.
MINISTÉRIO DA CULTURA. Criterios para Elaboración del Plan Museológico. Espanha: 2005. http://www.culturaydeporte.gob.es/cultura/areas/museos/mc/pm/pm/portada.html
RESOURCE: The Council for Museums, Archives and Libraries. Planos para a Certificação de Museus na Grã-Bretanha: Padrões, Da Austrália a Zanzibar. São Paulo: Edusp, 2004.
DAVIES, Stuart. Plano Diretor. São Paulo: Edusp, 2001.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Planejar e executar serviços de identificação, classificação e cadastramento de bens culturais é uma das atribuições da profissão de Museólogo.
II. Publicar relatórios anuais dos seus trabalhos e, periodicamente, a relação dos profissionais registrados é uma das ações vedadas aos Conselhos Regionais de Museologia.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Definir o espaço museológico adequado à apresentação e à guarda das coleções é uma das atribuições da profissão de Museólogo.
II. Dirigir, chefiar e administrar os setores técnicos de museologia nas instituições governamentais da Administração Direta e Indireta, bem como em órgãos particulares de idêntica finalidade, é uma das atribuições da profissão de Museólogo.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
No Brasil, a mais antiga experiência museológica de que se tem notícia:
Remonta ao século XVII e foi desenvolvida durante o período de dominação portuguesa. Consistiu na implantação do Museu Real.
Remonta ao século XVII e foi desenvolvida durante o período da dominação holandesa em Pernambuco. “Consistiu na implantação de um museu (incluindo jardim botânico, jardim zoológico e observatório astronômico) no grande Palácio de Vrijburg”.
No século XVII, surgiu no Rio de Janeiro a Casa de Xavier dos Pássaros – um museu de história natural – que existiu até o início do século XIX.
Remonta ao século XVIII e foi desenvolvida a execução do primeiro salão da Academia Imperial de Belas Artes, que deu origem ao Museu Nacional de Belas Artes.
Em 1966, foi criado o Conselho Federal de Cultura (CFC), composto por 24 membros, nos moldes do Conselho Federal de Educação. O Conselho possuía quatro câmaras, uma delas dedicada ao patrimônio histórico e artístico nacional. Pretendia-se criar um Plano Nacional de Cultura e auxiliar as instituições culturais do país, de acordo com o Decreto-lei 74/1966.
Sobre as proposições políticas desse Conselho, assinale a alternativa incorreta:
Recuperar das principais instituições responsáveis pela preservação do patrimônio do país: Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional e Museu Nacional de Belas Artes.
Fortalecer as instituições nacionais de patrimônio pela venda de parte de seus acervos para patrocinar a preservação dos bens que fossem considerados essenciais para a memória nacional.
Reconhecer e registrar as instituições culturais do país como pré-requisito para que pudessem pleitear subvenções ou auxílios do ministério.
Restaurar e a proteger acervos documentais e bibliográficos por meio de convênios, como os preservados pelos Institutos Históricos e Geográficos do país.
O primeiro curso de museologia no Brasil surgiu em 1932 no Museu Histórico Nacional (MHN). "O intuito era promover o aperfeiçoamento da mão de obra dos funcionários do museu. Na época, quem concluía o curso era chamado de: