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A doença celíaca (DC) caracteriza-se por atrofia das vilosidades intestinais, é uma enteropatia autoimune, semelhante à alergia alimentar, mas com diferença importante relacionada à cronicidade das lesões. Sobre a temática, analise as afirmativas:
1– A exclusão do glúten da dieta determina completa recuperação intestinal, mas a intolerância é permanente.
2– A doença celíaca pode ser considerada quando houver intoxicação de ferro, ácido fólico ou vitamina B12, redução dos níveis de albumina sérica.
3– A anemia ferropriva é comum em pacientes que apresentam os sintomas e sinas clássicos da doença celíaca.
4– A doença celíaca pode ser classificada clinicamente, de acordo com a forma de apresentação, em clássica, atípica, silenciosa e latente. A doença celíaca latente caracteriza-se por sinais de má-absorção gastrointestinal após exposição ao glúten da dieta, em geral manifesta entre 6 e 24 meses de idade.
Estão corretas as afirmativas:
1, apenas.
2, apenas.
1 e 3, apenas.
1, 2 e 3, apenas.
1, 3 e 4, apenas.
A terapia nutricional (dietoterapia) pode ajudar pacientes graves, mas o sucesso depende de fatores como a escolha adequada da via de acesso, definição das necessidades calóricas e proteicas, técnica de infusão e monitoramento. É importante iniciar a terapia nutricional nas primeiras 24-48 horas de internação, especialmente para pacientes desnutridos e/ou com catabolismo intenso e quando não há previsão de ingestão oral adequada em 3 a 5 dias. Conforme o apresentado, indique qual avaliação tem sido utilizada como ferramenta de avaliação do estado nutricional do paciente crítico analisando história de perda de peso recente, quantidade de dieta efetivamente ingerida pelo paciente, grau de catabolismo e tempo para início da terapia enteral:
Avaliação bioquímica.
Avaliação clínica.
Avaliação subjetiva global
Avaliação dietética.
Avaliação funcional.
São alimentos permitidos na dieta leve, EXCETO:
Vitamina de frutas
Frutas tenras cozidas sem casca e sem sementes
Bisnaga doce
Sorvete
Lentilha
A pancreatite aguda é definida como o processo inflamatório do pâncreas e possui amplo espectro de manifestações e variações clínicas, requerendo frequentemente admissão hospitalar. Entre os adultos, metade dos casos de pancreatite aguda está relacionada com doença biliar e etilismo. Trata-se de uma doença grave que leva a um catabolismo intenso. Portanto, questões relacionadas ao tipo de terapia nutricional, à via de acesso e ao tempo de utilização são pilares importantes do tratamento dessa doença.
ARVANITAKIS, M. et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in acute and chronic pancreatitis. Clinical Nutrition, v. 39, p. 612-631, 2020 (adaptado).
Acerca do tratamento dietoterápico da pancreatite aguda em adultos, avalie as afirmações a seguir.
I. No caso da pancreatite aguda grave e prolongada, a terapia nutricional parenteral deve ser iniciada se a ingestão alimentar estiver inadequada ou não estiver suprindo 50% (ou mais) das necessidades energéticas diárias, por um período maior que uma semana.
II. No caso de pacientes impossibilitados de utilizar a via oral, a nutrição enteral deve ser preferida à parenteral e iniciada precocemente, isto é, 24 h a 72 h após a admissão hospitalar; ao se reiniciar a via oral, orienta-se dieta branda com baixo teor de gordura.
III. Na nutrição enteral, deve-se preferir as dietas oligoméricas, com carboidratos complexos, com proteínas presentes na forma de oligopeptídeos ou aminoácidos livres e com lipídios na forma de triglicerídeos de cadeia média.
IV. Na pancreatite aguda, as enzimas liberadas pelas células pancreáticas destruídas podem atingir a corrente sanguínea, resultando em níveis séricos aumentados de lipase e amilase; apesar disso, a dieta oral pode ser mantida, de acordo com a tolerância do paciente, mesmo com níveis séricos alterados de lipase e amilase.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
II e IV.
III e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
Na doença de Wilson representada pela tríade clássica de doença hepática, neurológica e oftalmológica, a dieta não deve ser usada como terapia única, mas, associada ao tratamento farmacológico, auxilia no tratamento.
A dieta deve ter restrição de alimentos que contêm grande quantidade de
zinco.
cobre.
cálcio.
vitamina K.
vitamina B12.
A dieta branda é indicada para pacientes com baixa dificuldade de mastigação e de deglutição, com doenças gastrointestinais e aqueles em período pós-operatório. Acerca do assunto, identifique os alimentos que são permitidos na dieta branda.
Panqueca recheada com frango desfiado e polenta.
Pão integral e biscoito amanteigado.
Hortaliça folhosa crua e brócolis.
Parmegiana de frango e ovo frito.
Maçã com casca e manga.
Uma mulher de 72 anos de idade, cardiopata e hipertensa crônica, deu entrada no serviço de urgência e emergência de um hospital público com diagnóstico de fístula intestinal de alto débito. Na admissão, não responde às solicitações verbais, e a família refere dificuldade para deglutir alimentos sólidos, pastosos e líquidos, o que caracteriza um quadro de disfagia, com perda ponderal acentuada. De acordo com a anamnese nutricional, encontra-se em desnutrição. Considerando a terapêutica por meio de suporte nutricional, assinale a alternativa correta.
Nesse caso, recomenda-se uma gastrostomia, por sua localização mais fisiológica e de mais fácil acesso.
A presença de nutrientes no trato digestivo dessa paciente estimula o trofismo, mantendo a integridade da mucosa intestinal e prevenindo translocação bacteriana.
Em razão do estado nutricional apresentado, recomenda-se administração imediata de dieta via oral hipercalórica e hiperproteica associada a terapia nutricional via oral com suplementos.
Pacientes crônicos tendem a ser hipercatabólicos e necessitam de ingestão proteica maior que a habitual para alcançar balanço nitrogenado positivo.
Por causa do funcionamento intestinal e do grau de desnutrição, recomenda-se nutrição enteral.
A dieta obstipante é recomendada para pacientes que apresentam diarreia com o objetivo de reduzir a aceleração do trânsito intestinal. Assinale a alternativa que apresenta apenas alimentos permitidos na dieta obstipante.
Pão branco, manteiga, espinafre cozido e goiaba.
Amendoim, tangerina, acelga cozida e limão.
Beterraba cozida, caju, batata e ameixa preta seca.
Maçã sem casca, farina de tapioca, cenoura cozida e maracujá.
De acordo com o Manual de Dietoterapia do Serviço de Nutrição e Dietética do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (2017), as bolachas doces são permitidas em quais dietas de rotina?
Líquida e pastosa.
Líquida, leve e pastosa.
Leve, branda e geral.
Branda e geral, apenas.
Geral, somente.
A elaboração do diagnóstico nutricional é a etapa que definirá o sucesso do planejamento dietético, pois é possível compreender as necessidades nutricionais do paciente, norteando a conduta do nutricionista. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta.
Para gerar o diagnóstico nutricional, é necessário, dentro da avaliação nutricional, a interpretação integrada das seguintes etapas: avaliação antropométrica; avaliação bioquímica; avaliação metabólica; e inquérito nutricional.
O recordatório 24 horas e o questionário de frequência alimentar são considerados inquéritos alimentares que exigem a aplicação do método de múltiplas passagens.
A fórmula de bolso é considerada a equação preditiva mais sensível para o cálculo de necessidades nutricionais de crianças e adolescentes.
É correto afirmar que há uma “perda de massa muscular” considerando apenas a interpretação dos inquéritos alimentares.
A partir do diagnóstico nutricional, é garantido ao nutricionista a solicitação de exames e de procedimentos mais invasivos como colonoscopia e cirurgia bariátrica.
A palavra Dietoterapia é dividida em duas partes: “dieto” e “terapia”, logo o significado está correto na alternativa:
Dietas de consistência líquida que devem ser coadas e de rápida digestão;
Tratamento através da dieta
Tratamento clínico com base em sólidos apenas
Tratamento de rotina destinado aos bebês
Paciente JMC, 45 anos, etilista crônico, foi admitido com quadro de dor abdominal difusa intensa, vômitos, distensão abdominal e perda de peso. Iniciou com esses sintomas após recaída, ingerindo quantidades excessivas de bebida alcoólica. O paciente já havia sido internado três vezes por pancreatite crônica alcoólica. Recebeu alta hospitalar após tratamento e melhora dos sintomas. A conduta nutricional mais adequada para o paciente em questão, após a alta hospitalar, é
dieta por via oral hipolipídica.
jejum alimentar com hidratação.
dieta por via oral hipocalórica.
nutrição enteral associado com parenteral.
Cuppari (2019) afirma que alguns alimentos têm efeito positivo para pacientes ambulatoriais e hospitalizados com gastrites e úlceras, por exemplo,
chocolate branco.
pimenta vermelha.
mostarda em grão.
vegetais em geral.
café descafeinado.
O tratamento dietético deve focar-se na adequação da ingestão calórica e no suprimento das necessidades nutricionais de acordo com a idade. A proporção calórica dos macronutrientes deve seguir a recomendação das diretrizes nacionais e internacionais de alimentação saudável. Desta forma o total de calorias das dietas deve corresponder a:
15% devem provir de proteínas, 50% a 65%, dos carboidratos e 30%, das gorduras.
15% devem provir de proteínas, 50% a 55%, dos carboidratos e 10%, das gorduras.
15% devem provir de proteínas, 20% a 55%, dos carboidratos e 30%, das gorduras.
17% devem provir de proteínas, 50% a 55%, dos carboidratos e 30%, das gorduras.
15% devem provir de proteínas, 50% a 55%, dos carboidratos e 30%, das gorduras.
As condições crônicas, como a asma, a fibrose cística ou a doença renal crônica podem dificultar o ganho de nutrientes suficientes para um crescimento ótimo. As crianças com estes tipos de condições são mais suscetíveis de ter problemas de comportamento relacionados com a alimentação. Considere uma criança que acabou de ser internada devido a complicações da fibrose cística; apresenta dificuldades respiratórias e a mãe relata que ela já apresentou um emagrecimento nos últimos dias. Nesta situação, a prescrição dietoterápica deverá incluir:
Reposição de enzimas pancreáticas, para corrigir a má digestão e a má absorção.
Suplementação de vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis, devido à sua má absorção
Dieta hipoproteica a normoproteica, devido ao problema renal que está sempre associado.
Dieta hipossódica a normossódica, devido ao risco de aumento da pressão arterial associado à patologia.
Um dos princípios básicos da dietoterapia é fornecer os nutrientes essenciais para o organismo humano. Entretanto, existe o erro inato do metabolismo dos aminoácidos, e a principal característica da doença não tratada é o retardo mental, que vai piorando durante a fase de desenvolvimento do cérebro e que se estabilizaria com a maturação completa desse órgão. A doença descrita e o aminoácido envolvido são, respectivamente:
diabetes mellitus, insulina
doença celíaca, isoleucina
fenilcetonúria, fenilalanina
doença de Crohn, triptofano
Úlcera péptica é uma lesão crônica que ocorre em qualquer local do sistema digestório que esteja exposto à ação agressiva dos sucos pépticos ácidos. Compromete camadas mais profundas da mucosa, como a muscular da mucosa. Sobre a conduta dietoterápica para o tratamento desta patologia, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As refeições são livres quanto à temperatura, desde fria a quente.
( ) A dieta deve ser isenta em caldos com concentração de purina.
( ) São considerados alimentos proibidos: frituras; pimenta; chocolate; e, café.
A sequência está correta em
V, F, V.
V, F, F.
F, V, F.
F, V, V.
No planejamento de um cardápio de 2100 kcal para um indivíduo eutrófico, com 52 anos de idade, que pesa 71 kg e tem 1,69 m, é possível realizar uma distribuição calórica de 50% de carboidratos, 30% de lipídios e 20% de proteína. Marque a opção com a quantidade em gramas de proteínas, carboidratos e lipídios, respectivamente, desse planejamento alimentar.
262,5g; 70g e 105g.
420g; 1050g e 630g.
105g; 262,5g e 70g.
1050g, 630g e 420g.
70g; 262,5g e 105g.
A conduta dietoterápica nos pacientes com síndrome do intestino irritável (SII) implica a dieta de eliminação FODMAP (Fermentableoligosaccharides, disacchrides, monosacchiridesandpolyols). A redução dos FODMAP da dieta resultou em efeito benéfico para os pacientes com SII e outros distúrbios gastrintestinais. Quais desses alimentos são considerados fontes ricas de FODMAP?
Alcachofra, leite de vaca, maçã e couve-flor.
Cenoura, leites sem lactose, banana e limão.
Berinjela, leite de arroz, mirtilo e limão.
Tomate, queijo brie, uva e laranja.
Cereais isentos de glúten, iogurte isento de lactose, morango e açúcar.
De acordo com Cuppari (2019), para a dietoterapia deste paciente, recomenda-se
utilizar o peso ajustado para o cálculo das necessidades proteicas.
utilizar o peso ajustado para o cálculo da necessidade energética.
iniciar a oferta calórica com 25 kcal/kg de peso atual/dia, aumentando gradualmente para evitar síndrome de realimentação.
aumentar a oferta proteica gradativamente, conforme a evolução da oferta energética.