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A cascata de eventos metabólicos das fases SIRS e CARS favorece o catabolismo de proteínas, carboidratos e lipídios, observado em pacientes graves com câncer.
Considerando que os pacientes A, B e C sejam internados para realização de hernioplastia, tireoidectomia e colecistectomia videolaparoscópica, respectivamente, o preparo cirúrgico geral deverá ser constituído por jejum pré-operatório de 12 horas e lavagem intestinal com manitol.
A fase SIRS é caracterizada pela liberação de citocinas, como IL-1 e IL-6 e fator de necrose tumoral.
Em média, a realimentação após cirurgia de colectomia é mais rápida do que nas enterectomias de jejuno. Isso se deve ao fato de que, após uma cirurgia abdominal, o retorno do peristaltismo ocorre, geralmente, entre 0 a 24 horas e 48 a 72 horas após procedimento que envolva o intestino grosso e delgado, respectivamente.
A oxidação lipídica não inibida pela glicose e a diminuição da atividade da lipase lipoproteica são exemplos de alterações no metabolismo de lipídios decorrentes da caquexia.
Na fase de cuidado paliativo, a terapia nutricional completa está contraindicada nos três estágios, conhecidos por doença avançada, doença terminal e cuidados ao fim da vida.
Uma vez que a alteração do perfil bioquímico provavelmente seja consequência da terapia medicamentosa, particularmente pelo uso de imunosupressores e corticosteroides, a redução do consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas é ineficaz e não faz parte das recomendações descritas em diretrizes oficiais, específicas da área.
Se em função do estado catabólico pós-cirúrgico forem prescritas altas doses de esteroides, a dieta deverá apresentar elevado valor energético (50 kcal para cada quilograma de massa corporal) e proteico (2 g para cada quilograma de massa corporal), visando à manutenção do estado nutricional.
A terapia nutricional no câncer não possui como objetivo
minimizar a atividade do sistema imunitário.
oferecer energia, fluidos e nutrientes em quantidades adequadas para manter as funções vitais e a homeostase.
oferecer condições favoráveis para o estabelecimento do plano terapêutico.
reduzir os riscos da hiperalimentação.
garantir a oferta proteica adequada para minimizar o catabolismo muscular e a perda nitrogenada.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o câncer representa hoje a segunda causa de morte por doenças no mundo, subsequente às doenças cardiovasculares. Com relação ao câncer, assinale a alternativa correta.
As taxas de incidência e mortalidade por câncer dependem da interação entre fatores endógenos e ambientais. Entre os fatores ambientais, o que menos afeta o desenvolvimento dessa patologia é o comportamento alimentar.
Cânceres como os de pulmão, mama, próstata e colo de útero têm se tornado menos frequentes em países onde existem fatores de risco como o fumo, hábitos alimentares pouco saudáveis e exposição a produtos químicos e a agentes físicos carcinogênicos no ambiente.
Alterações genéticas e epigenéticas associadas à tumorigênese podem ser controladas pela ação de alguns nutrientes e compostos bioativos presentes em alimentos, concorrendo para a diminuição da proliferação e da diferenciação de células neoplásicas.
A obesidade diminui o risco de câncer de endométrio e, por razões ainda pouco elucidadas, do câncer de cólon, de rim e de vesícula biliar.
A influência da dieta sobre a carcinogênese não resulta da exposição cumulativa a promotores tumorais.
São objetivos da terapia nutricional inicial: modificar a composição corporal com perda gradual e sustentada de gordura corporal, a partir de dieta hipocalórica; manter e aumentar a massa muscular com o uso de dieta hiperproteica; atenuar os riscos associados a morbimortalidade, incluindo o consumo de fibras dietéticas, proteínas solúveis e gorduras em quantidade e qualidade suficientes.
No caso de síndrome metabólica, o excesso de ácidos graxos livres na circulação contribui para o aumento dos níveis de triglicerídios plasmáticos, o que é considerado fator de risco cardiovascular modificável por medidas comportamentais.
Na anemia ferropriva, os eritrócitos apresentam se microcítícus e hipocrômicos.
Portadores de escorbuto apresentam gengivas edemaciadas, sangramento gengival, eventual perda dentária, letargia, fadiga, dores nos membros inferiores, atrofia muscular, lesões de pele e alterações comportamentais.
Pacientes com beribéri apresentam anorexia, perda de peso, confusão mental, perda de massa muscular, neuropatia periférica, taquicardia e cardiomegalia.
Quando se administra insulina, ocorre aumento dos níveis de ácidos graxos livres, indicando a mudança da oxidação de carboidratos para oxidação de gorduras na geração de energia.