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Um professor de Educação Financeira e Empreendedorismo, ao planejar uma aula sobre "juros compostos" para alunos dos anos iniciais, percebe que eles possuem noções prévias sobre "render dinheiro", baseadas em experiências familiares. O objetivo do professor é garantir que os estudantes não apenas memorizem a fórmula, mas que realmente compreendam e se apropriem do conceito científico por trás do fenômeno. Para tanto, ele precisa fundamentar sua prática em uma sólida compreensão de como ocorre a aprendizagem de novos conceitos. Considerando a diferenciação entre a simples aquisição de informação e a efetiva apropriação do conhecimento, assinale a alternativa que descreve corretamente este último processo.
A memorização e reprodução fiel das definições e fórmulas fornecidas pelo educador, garantindo a exatidão e a padronização do saber.
O desenvolvimento de um entendimento intuitivo e espontâneo pelo aluno, que ocorre de forma natural e independe da intervenção pedagógica direta.
A re-elaboração ativa do conhecimento sistematizado pelo aluno, que o integra aos seus conceitos cotidianos por meio da mediação intencional do professor.
A substituição completa dos conceitos cotidianos do aluno pelos conceitos científicos apresentados, sem que haja uma relação entre eles.
Na Grécia Antiga, tomou corpo um modo de compreender a educação muito próprio daquele contexto histórico e que passados mais de dois mil anos ainda nos diz algo de grande relevância sobre a educação. Trata-se de uma concepção de educação. Os antigos gregos a denominavam de Paideia. A Paideia deve ser compreendida como
termo que consubstancia a concepção de educação da antiguidade na qual a formação artística, humanística e ética situa-se em lugar menor diante da exigência maior de formação do homem guerreiro apto a defender a Cidade (Pólis) face aos inimigos externos.
expressão de uma concepção instrumental de educação, pela primeira vez pautada em termos técnicos e orientada a um fim, a saber: a formação do guerreiro, do homem da luta, do agonista, aquele capaz de defender a Cidade (Pólis) em tempos de guerra.
termo que sintetiza o ideário da educação e das práticas formativas na Antiga Grécia, correspondendo à formação humana completa, ampla, perfeita, excelente nas artes, na filosofia, na gramática, na literatura, na ginástica, na música, no uso da palavra e nas disposições éticas.
expressão de um ideário utilitário da formação humana, paradoxalmente fundado na preparação dos homens da literatura. Paideia corresponde ao período inaugural da formação dos literatos, momento de uma formação especializada que prepara aqueles que serão os homens das letras.
Na obra Ensino explícito e desempenho dos alunos, os autores apresentam como estratégias para maximizar o tempo de aprendizado escolar, exceto:
Certificar-se da concordância entre o que está sendo ensinado e as necessidade dos alunos.
Começar a aula pontualmente e respeitar o horário previsto.
Ensinar individualmente o máximo possível.
Estar bem preparado e evitar digressões.
A ação pedagógica é voltada para a educação do homem integral, em todas as suas dimensões e assume ora caráter normativo, ora compreensivo, apropriando-se de diferentes correntes filosóficas, como o pós-estruturalismo, o estruturalismo, o existencialismo, o idealismo, o positivismo e o materialismo, entre outras. O existencialismo
questiona e desconstrói os modelos pedagógicos e educacionais construídos pelo homem até a atualidade.
ajuda na compreensão da educação como parte de uma estrutura e auxilia a compreender os seus mecanismos de coerção e de alimentação do sistema.
afirma que a escola passa a ser vista como uma instância de transformação social, tendo assim um papel fundamental na vida do indivíduo.
defende que o professor desenvolve a autonomia dentro da educação, mas também uma relação de responsabilidade com seus alunos.
Difundir os conteúdos vivos, concretos, indissociáveis das realidades sociais, sendo esse o “melhor serviço que se presta aos interesses populares”. E os conteúdos do ensino não são outros senão os conteúdos culturais universais que vieram a se constituir em patrimônio comum da humanidade, sendo permanentemente reavaliados à luz das realidades sociais nas quais vivem os alunos. Ao professor cabe, de um lado, garantir a ligação dos conhecimentos universais com a experiência concreta dos alunos (continuidade) e, de outro, ajudá-lo a ultrapassar os limites de sua experiência cotidiana (ruptura). Consequentemente, estarão, logicamente, subordinados à questão do acesso aos conhecimentos sistematizados. Os métodos não partem de um saber artificial, nem do saber espontâneo, mas se empenharão em “relacionar a prática vivida pelos alunos com os conteúdos propostos pelo professor” (SAVIANI, 2011).
É possível afirmar que essa perspectiva segue o ideal da(s):
Pedagogia histórico-crítica
Pedagogia crítico-social dos conteúdos
Pedagogias da prática
Pedagogias da educação popular
Pedagogia libertadora
Ao discutir a relação entre educação, convivência e ética, Cortella (2016) faz uma distinção entre conceitos frequentemente utilizados no dia a dia, mas, às vezes, de forma equivocada. Para o autor, aquilo que vem do passado e temos de guardar, proteger, levar adiante chamamos de ______________ ; aquilo que vem do passado e tem de ser descartado, que é superado chamamos de ______________ ; aquilo que vem, faz um pouco de fumaça e vai chamamos de _______________ ; aquilo que vem, revoluciona e persiste chamamos de ________________ .
tradição ... velho ... novo ... novidade
velho ... tradição ... novo ... novidade
tradição ... arcaico ... novidade ... novo
arcaico ... tradição ... novidade ... novo
tradição ... arcaico ... novo ... novidade
A visão aristoteleciana da dialética mostra que a interlocução é uma maneira de “chegar à descoberta” dos princípios de que se serve a ciência, um caminho para “instituir aquela forma de conhecimento superior à própria ciência”, a que Aristóteles denomina de inteligência. No que se refere à ação pedagógica, podemos dizer que a dialética, uma vez composta pela analítica e pela retórica, permite estabelecer pontos comuns entre mestre e discípulo, verdades que sejam livres da pretensão à essência absoluta, como queria Platão, porque são compartilhadas por ambos os participantes da relação educativa (PAGNI, 2007), sendo assim:
1. A ação pedagógica encaminha-se para um fim racional e humano, que é a formação do cidadão prudente, aquele que almeja a felicidade, liberto do medo, do discurso vazio e da dispersão irracional em que se encontra no mundo.
2. Ao preservar o sentido antropológico da arte poética e compreender a amizade de um ponto de vista superior, a dialética não concilia os sentimentos com a razão e faz da interlocução o instrumento imprescindível para a consecução dos fins educacionais.
3. É na dialética que encontramos o fundamento aristoteleciano da Filosofia, pois ele permite ao mestre coordenar os instrumentos da poética, da retórica e da analítica, em benefício dos discípulos, que podem ter acesso aos mesmos instrumentos.
4. A dialética não torna o sofrimento acarretado pelo conhecimento, algo que se justifica pela finalidade comum almejada no processo formativo, uma vez que supera o instante pela visão da felicidade.
5. Como a lógica de Aristóteles é um conjunto de instrumentos de análises de discursos pretensamente verdadeiros, a investigação dos enunciados pedagógicos, por meio de ferramentas analíticas, é área sobremaneira valorizada atualmente.
Diante das questões postas acima, é possível afirmar que estão corretas:
1, 2 e 3
2, 3 e 4
3, 4 e 5
1, 3 e 5
Apenas 1 e 5
No cap. 3, ao apresentar os valores da profissionalização e a profissionalidade docente, Contreras (2002) faz referência ao compromisso do professor para com a comunidade. A esse respeito, ele enfatiza que “A educação não é um problema da vida privada dos professores, mas uma ocupação socialmente encomendada e responsabilizada publicamente. Isso obriga a que as práticas profissionais não se constituam como isoladas, e sim como compartilhadas”. Dessa forma, para Contreras, a dimensão ética pode alcançar sua dimensão adequada somente
no âmbito familiar.
no campo da teoria.
nos contextos sociais públicos.
no domínio da política partidária.
na esfera da vida pessoal de cada sujeito.
Ao examinar os fundamentos da educação, não se pode deixar de considerar os conhecimentos elaborados pela filosofia. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
A ação pedagógica prescinde de reflexão filosófica.
A compreensão dos valores e dos conceitos que garantem a ação pedagógica independe da filosofia.
A estrutura de uma proposta pedagógica deve ser puramente pedagógica. Nesse contexto, as pressuposições e as proposições filosóficas são elementos tangenciais.
Embora a filosofia forneça sua própria visão acerca do homem, isso não interfere na ação pedagógica.
A filosofia fornece à educação uma reflexão crítica a respeito da realidade na qual ela está situada.
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I. Todo professor deverá ser um professor de ética em sala de aula.
II. A educação se tornará mais coerente e eficaz se esclarecer as bases axiológicas da educação.
III. Se os valores estão na base de todas as nossas ações, é inevitável reconhecer sua importância para a prática educativa.
IV. Aprende-se a ser moral estudando sobre a moral.
V. A aprendizagem da vida moral é espontânea e resulta de um automotismo
São falsas as afirmativas: