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A universidade pública é uma instituição promotora do desenvolvimento científico e cultural na sociedade. O tripé que baliza a constituição da natureza da universidade contribui para o debate acadêmico e os conhecimentos essenciais à formação acadêmica nos diversos campos de conhecimento. As instituições de ensino superior e, em especial, as universidades públicas brasileiras, estão comprometidas com a fomentação de práticas de socialização e produção de conhecimento, não apenas dentro dos seus muros, mas também em diálogo com as realidades concretas da sociedade. A produção científica, o diálogo com as comunidades de saberes e a formação docente e discente são pilares básicos a concretização do trabalho da universidade. O tripé que sustenta todas as práticas da universidade pública brasileira é:
Ensino, inovação e extensão.
Ensino, pesquisa e extensão.
Ensino, inovação e pesquisa.
Ensino, pesquisa e inovação.
Conforme Sandra de Deus (2020), “o que se exige, de todos nós, é pensar sobre os fazeres da universidade na atualidade, para que a relação com a sociedade efetivamente cumpra os compromissos explicitados no conceito de Extensão construído ao longo dos anos”.
Segundo essa autora, os acontecimentos a seguir, correlacionam-se e contribuíram para a integração latino-americana, exceto:
a Reforma de Córdoba.
a Operação Condor.
a Elaboração do Estatuto das Universidades Brasileiras.
os Movimentos Estudantis.
De acordo com Brasil (2009), “a construção da identidade das creches pré-escolas a partir do século XIX em nosso país insere-se no contexto da história das políticas de atendimento à infância, marcado por diferenciações em relação à classe social das crianças”. Essa vinculação institucional diferenciada é pautada especificamente em duas variáveis, destaque-as:
cuidar e educar
modalidade pública e modalidade privada
espaço físico e espaço pedagógico
acesso e privação
liberdade e controle
As universidades públicas brasileiras têm a obrigação constitucional de contratar professores, técnicos e cientistas estrangeiros, no sentido de integrar-se ao cenário educacional internacional.
Certo
Errado
A universidade pública é uma instituição de ensino superior que oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação em diferentes áreas do conhecimento. Também realiza pesquisa científica e extensão universitária, impactando a sociedade de diversas maneiras. No entanto, para ingressar nessa universidade, é necessário que o estudante apresente rendimento acadêmico prévio satisfatório. A partir do contexto da universidade pública, analise as afirmativas.
I. A formação de mão de obra qualificada, a pesquisa e o desenvolvimento, e a promoção da cultura são alguns exemplos das externalidades positivas que a universidade pública proporciona para a sociedade.
II. A universidade pública é um bem público devido ao acesso universal à educação que oferece, sem rivalidade no uso dos recursos educacionais.
III. A educação fornecida por uma universidade pública é um exemplo de bem meritório, pois seu consumo por um indivíduo não impede o consumo por outros, e o acesso é exclusivo com base em mérito acadêmico.
IV. A universidade pública é um mercado monopolista, pois não há concorrência de outras instituições de ensino superior que ofereçam os mesmos cursos e serviços.
Estão corretas as afirmativas
I, II e IV, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.


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Segundo a bibliografia citada por Monaco (2020), a criação das Universidades do Rio de Janeiro (em 1920) e de São Paulo (em 1934) utilizaram-se de uma estratégia comum, embora no caso da USP tenha havido a adoção de um traço distintivo. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Significou expressivo investimento financeiro, o que só foi possível graças à cooperação de governos de outras nações; no caso da USP, inclusive com o envio de professores estrangeiros.
A criação das Universidades minimizou gastos do Estado, na medida em que racionalizou a administração; no caso da USP, os recursos economizados reverteram como investimentos em pesquisa.
A estratégia consistiu em agrupar escolas de formação profissional preexistentes; no caso da USP, criou-se uma unidade no interior do estado de São Paulo, encarregada das ciências agrárias.
A criação das Universidades minimizou gastos do Estado, na medida em que racionalizou a administração; no caso da USP, os recursos economizados reverteram para a criação da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
A estratégia consistiu em agrupar escolas de formação profissional preexistentes; porém, no caso da USP, criou-se também uma unidade que pretendia ser um núcleo central irradiador de novas ideias.
Segundo a bibliografia citada por Monaco (2020), a razão primordial para a criação da Universidade do Rio de Janeiro, em 1920, tem vínculos com a manutenção das relações internacionais entre o governo brasileiro e uma outra nação. Qual teria sido a razão motivadora?
Firmar o primeiro acordo de transferência de tecnologia na história brasileira.
Atribuir o título de Doutor Honoris Causa a um Chefe de Estado estrangeiro.
Repatriar um eminente cientista brasileiro, ganhador do prêmio Nobel.
Firmar o primeiro tratado de cooperação jurídica internacional da história brasileira.
Conceder o título de Professor Emérito a um importante cientista que visitaria o país.
Os primórdios das universidades remontam aos mosteiros criados na Idade Média, onde se dava ao sujeito uma formação centrada na figura do mestre, cujo fim último era a educação do integral do homem. A universidade moderna remonta ao período após a Revolução Francesa, quando se consolidou como instituição pública e laica.
Certo
Errado
Conforme a Política Nacional de Extensão Universitária (2012), o fortalecimento da extensão universitária depende também de mudanças do processo de financiamento, de forma a garantir não apenas o aumento necessário de recursos, mas também a estabilidade solidez e transparência destes, assim como sua focalização em áreas prioritárias. Uma das ações importantes foi a inserção da Extensão universitária no Decreto 7.233 de 2010 que regulamenta a matriz de alocação de recursos para as universidades federais, no âmbito do MEC.
Sobre a continuidade dessas ações, analise as assertivas abaixo, relacionadas a OUTRAS INICIATIVAS que foram tomadas:
I - A inclusão da extensão nos planos plurianuais do governo federal, de forma a possibilitar a o planejamento de longo prazo e continuação do financiamento.
II - A inclusão da extensão nos orçamentos das universidades.
III - A criação de um Fundo Nacional de Extensão para a qual serão alocados recursos provenientes de órgãos públicos, inclusive de agencia de fomento.
IV - Ampliação do escopo dos editais das agências de fomento, especialmente o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), a Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP) e as Fundações de Amparo às Pesquisas (FAPs).
V - A inclusão da extensão e pesquisa nos planos plurianuais do Governo Federal, de forma a possibilitar o planejamento de longo prazo e continuação do financiamento e a ampliação do escopo dos editais das agências de fomento, especialmente o Conselho Nacional de Educação (CNE) e Financiadora dos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação e Fundações de Amparo à Pesquisas (FAPs).
Estão CORRETAS as assertivas:
I, II, III e IV.
II, III, IV e V.
I, III, IV e V.
I, II, III e V.
I e V.
Sobre a educação superior no Brasil, considere as seguintes assertivas.
I A expansão do ensino superior, nas últimas décadas, não constitui resultado de um planejamento educacional por parte de organismos governamentais. A lógica que orientou sua expansão foi conduzida, em grande medida, pela lógica da demanda e da oferta, em cuja dinâmica o setor privado tem ocupado um papel relevante no sentido de suprir a demanda por um ensino de massa.
II A expansão do ensino superior brasileiro, além de marcada pela presença sempre crescente do ensino privado, desenhou um padrão principal de oferta de vagas com forte ênfase nas carreiras e nos cursos de menor custo de implantação, a saber, os cursos das áreas de ciências humanas e de ciências sociais aplicadas.
III A ampliação do acesso e a maior inclusão social no ensino superior deu-se com a introdução de dois programas importantes, o das políticas afirmativas no setor público e o Prouni, uma política governamental implementada no setor privado.
IV Em 2017, conforme os dados do Censo da Educação Superior, o típico aluno de cursos de graduação a distância cursa o grau acadêmico de bacharelado. Na modalidade presencial, esse estudante cursa licenciatura. Em relação ao número de estudantes matriculados, o sexo feminino predomina em ambas as modalidades de ensino, o turno noturno é o que possui mais estudantes matriculados nos cursos de graduação presencial.
Quanto a essas assertivas, é correto afirmar que
todas as assertivas são verdadeiras.
todas as assertivas são falsas.
apenas as assertivas I, II e III são verdadeiras.
apenas as assertivas I, III e IV são verdadeiras.
apenas as assertivas II, III e IV são falsas.


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Historicamente, a instituição Universidade constituiu-se como lugar de produção do conhecimento, posteriormente agregando a função de formação de profissionais, com caminhos e tempos distintos, conforme o país, mas que traz como marca inerente o reconhecimento de um dado tipo de conhecimento, o científico, e uma autonomia autocentrada que lhe permite estabelecer o que merece ser pesquisado e o tipo de diálogo ou monólogo em relação à sociedade, ou com quais setores ele é estabelecido. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir.
I. A extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a universidade e a sociedade.
II. Mais marcadamente a partir do final dos anos de 1970, o processo de questionamento da ditadura e de posterior redemocratização do país foi acompanhado de fortalecimento dos movimentos sociais, com proposições de maior abertura política, mas também acadêmica, atribuindo-se à educação um papel fundamental e às Universidades funções sociais e políticas, o que necessariamente envolve a Pesquisa.
III. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
IV. Quando da elaboração da Constituição Brasileira de 1988, o Fórum Nacional da Educação na Constituinte liderou a aprovação de emenda popular que formulava o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como paradigma de uma universidade socialmente referenciada e expressão da expectativa de construção de um projeto democrático de sociedade
Assinale
Até a década de 1970, embora já estivessem em funcionamento inúmeras universidades brasileiras, e a pesquisa fosse, então, um investimento em ação, praticamente eram exigidos do candidato a professor de ensino superior o bacharelado e o exercício competente de sua profissão. A partir da década de 1980, além do bacharelado, as universidades passaram a exigir cursos de especialização na área. Atualmente, exigem-se mestrado e doutorado. Esse privilégio do domínio de conhecimentos e experiências profissionais como únicos requisitos para a docência nos cursos superiores deve-se
à concepção de que o professor universitário precisa de competência pedagógica.
à compreensão de que o exercício da profissão exige capacitação própria e específica.
à crença arraigada de que quem possui conhecimento, automaticamente, sabe ensinar.
ao entendimento de que o exercício da profissão exige mais do que um diploma de mestre ou doutor.
à percepção de que o professor universitário também precisa de formação pedagógica.
Na relação entre o quadro histórico de vulnerabilidade externa estrutural político-econômica brasileira e a universidade, assinale a alternativa correta.
A maior aderência da universidade aos interesses dos setores intensivos em recursos naturais brasileiro pode potencializar a produção de conhecimento de alta tecnologia.
A política de exportação que prima pela produção e exportação de produtos primários reafirma a histórica inserção capitalista dependente na produção de conhecimentos.
O padrão macroeconômico de combate à vulnerabilidade conjuntural brasileira tem contribuído para a pauta de pesquisas críticas aos problemas sociais.
A ampliação de convênios entre a universidade e as empresas tem possibilitado a reversão do quadro de heteronomia de nosso país no contexto internacional.
O investimento no desenvolvimento de pesquisas voltadas à produção de commodities pode solucionar os dilemas de nossa subalternidade no mercado mundial.
De modo geral, no período de hegemonia neoliberal, a universidade pública brasileira é compelida a assumir o papel formativo e de produção científica voltado à (ao)
construção de pesquisas e ações alinhadas ao combate às desigualdades sociais.
colaboração acadêmica junto às corporações para diminuição do uso de agrotóxicos.
pesquisa básica que contribua para a autonomia do país no cenário internacional.
prestação de serviços à acumulação da economia intensiva em recursos naturais.
maior crescimento da produção industrial de média e alta tecnologia.
Silva Jr. e Sguissardi (2001) discutem a questão do público e do privado em face da tendência de mercantilização da Educação Superior, conforme o trecho a seguir, extraído da obra dos autores:
“(...) Na atual conjuntura histórica do país, faz-se presente um processo de profunda tecnificação da política conduzido por um Poder Executivo, de ilimitados poderes, e comandado por lideranças cuja ação rememora o tempo dos déspotas esclarecidos” (SILVA JR. E SGUISSARDI, 2001, p. 78).
Diante da perspectiva de análise dos autores nesse período, é correto afirmar que:
O movimento de reconfiguração da educação de nível superior brasileira teve como meta o distanciamento da organização do espaço social, segundo a lógica do mercado, em meio à redefinição dos conceitos de público e de privado.
No caso brasileiro, o processo de expansão de uma nova forma de organização do capitalismo desenvolveu-se desde o início de 1970, mas tomou impulso decisivo em 1980.
O propósito de Bresser Pereira tornou-se explícito nessa lógica da reforma do Estado, tratando-se de introduzir, na educação superior, a racionalidade gerencial capitalista e privada.
O processo de expansão do capital tende a reorganizar o espaço social da educação, segundo sua própria racionalidade, entretanto, fazendo-o apenas do ponto de vista econômico.


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Para Mancebo (2010), no contexto da educação superior brasileira nos anos 1990-2000, uma das alterações no mundo do trabalho que afeta o trabalho docente é a/o
manutenção de contratos de trabalho regulamentados.
garantia de regimes de trabalho integrais.
garantia das condições de trabalho para alcance de metas de expansão.
contrato de gestão com o Estado que resulta na heteronomia e na intensificação do trabalho docente para atender objetivos oficiais.
definição de metas qualitativas em detrimento das quantitativas.
Quanto às universidades, é correto afirmar que
são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano.
são organizadas por campo do saber, nas quais deverá ser assegurada a existência de atividades de ensino e pesquisa em áreas básicas e/ou aplicadas.
são instituições pluricurriculares, abrangendo uma ou mais áreas de conhecimento, que devem oferecer ensino de excelência, oportunidade de qualificação do corpo docente e condições de trabalho acadêmico.
atuam numa área de conhecimento específica ou de formação profissional, visando à formação inicial, continuada e complementar para o magistério da educação básica. Sua criação dar-se-á por transformação de instituições de ensino superior já credenciadas e em funcionamento, que satisfaçam às condições estabelecidas na legislação pertinente, em ato do ministro de Estado da Educação, do qual constará o prazo de validade do credenciamento.
são instituições especializadas de educação profissional, públicas ou privadas, com finalidade de qualificar profissionais, nos vários níveis e modalidades do ensino, para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade.
O ensino superior no Brasil iniciou-se em 1808, no período colonial, com a criação de escolas isoladas, em consequência do pacto colonial entre as nações europeias. O modelo adotado nessas escolas foi o franco-napoleônico, que se caracterizava por uma organização não universitária.
São reflexões apresentadas por Cunha (2004) acerca do processo de desenvolvimento do ensino superior no Brasil, EXCETO:
O resultado da enorme expansão do ensino superior é a desvalorização dos diplomas de graduação, em termos materiais e simbólicos.
As instituições públicas não são homogêneas: há as que apresentam qualidade equivalente ao que existe de melhor no plano internacional e as que reproduzem a trilha de improvisação das universidades mais antigas.
Previsão de três tendências de desenvolvimento do ensino superior: a regulação pelo mercado, a estatização e uma combinação dessas duas.
A Comissão Meira Matos, como ficou conhecida, fez um diagnóstico da educação no País, identificando as suas deficiências e precariedades, ao mesmo tempo em que foram feitas sugestões de mudanças no sistema de ensino, notadamente nas universidades.
Essas soluções contemplavam a radical reforma no ensino superior que recomendava, dentre elas, a
flexibilização da base conceitual que indicava a teoria do capital humano.
ideia de retrabalho na gestão da administração superior da universidade.
condição imperativa da desmobilização estudantil.
implantação de demandas públicas em detrimento das privadas.
alteração do regime de trabalho docente identificados com o Projeto Rondon.