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A universidade pública é uma instituição promotora do desenvolvimento científico e cultural na sociedade. O tripé que baliza a constituição da natureza da universidade contribui para o debate acadêmico e os conhecimentos essenciais à formação acadêmica nos diversos campos de conhecimento. As instituições de ensino superior e, em especial, as universidades públicas brasileiras, estão comprometidas com a fomentação de práticas de socialização e produção de conhecimento, não apenas dentro dos seus muros, mas também em diálogo com as realidades concretas da sociedade. A produção científica, o diálogo com as comunidades de saberes e a formação docente e discente são pilares básicos a concretização do trabalho da universidade. O tripé que sustenta todas as práticas da universidade pública brasileira é:
Ensino, inovação e extensão.
Ensino, pesquisa e extensão.
Ensino, inovação e pesquisa.
Ensino, pesquisa e inovação.
Conforme Sandra de Deus (2020), “o que se exige, de todos nós, é pensar sobre os fazeres da universidade na atualidade, para que a relação com a sociedade efetivamente cumpra os compromissos explicitados no conceito de Extensão construído ao longo dos anos”.
Segundo essa autora, os acontecimentos a seguir, correlacionam-se e contribuíram para a integração latino-americana, exceto:
a Reforma de Córdoba.
a Operação Condor.
a Elaboração do Estatuto das Universidades Brasileiras.
os Movimentos Estudantis.
As propostas curriculares, para todos os níveis de ensino, têm se preocupado em responder à pergunta: “Por que estudar História?”
“Estuda-se História para compreender o presente e criar os projetos do futuro” é uma das frases mais encontradas em textos relacionados ao assunto e das mais repetidas por professores em suas explicações iniciais sobre o porquê da disciplina na escola. As finalidades do ensino de História não se limitam a essa frase, sendo, evidentemente, mais complexas, e algumas propostas curriculares procuram explicitá-las.
(Circe M. F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008)
Para Bittencourt, na atualidade, um dos objetivos centrais do ensino de História relaciona-se com
a preparação de jovens para integrar o mundo do trabalho, a partir da compreensão da lógica do mercado.
a tarefa da História escolar em disseminar reconstituições precisas do passado da sociedade nacional.
a contribuição dessa disciplina na constituição de identidades e esta associada à formação da cidadania.
a necessidade de os conhecimentos históricos reforçarem o apreço pelas tradições culturais da nação.
o esforço da sociedade brasileira em aperfeiçoar sujeitos atentos à preservação da história oficial do país.
De acordo com Brasil (2009), “a construção da identidade das creches pré-escolas a partir do século XIX em nosso país insere-se no contexto da história das políticas de atendimento à infância, marcado por diferenciações em relação à classe social das crianças”. Essa vinculação institucional diferenciada é pautada especificamente em duas variáveis, destaque-as:
cuidar e educar
modalidade pública e modalidade privada
espaço físico e espaço pedagógico
acesso e privação
liberdade e controle
As universidades públicas brasileiras têm a obrigação constitucional de contratar professores, técnicos e cientistas estrangeiros, no sentido de integrar-se ao cenário educacional internacional.
Certo
Errado
A universidade pública é uma instituição de ensino superior que oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação em diferentes áreas do conhecimento. Também realiza pesquisa científica e extensão universitária, impactando a sociedade de diversas maneiras. No entanto, para ingressar nessa universidade, é necessário que o estudante apresente rendimento acadêmico prévio satisfatório. A partir do contexto da universidade pública, analise as afirmativas.
I. A formação de mão de obra qualificada, a pesquisa e o desenvolvimento, e a promoção da cultura são alguns exemplos das externalidades positivas que a universidade pública proporciona para a sociedade.
II. A universidade pública é um bem público devido ao acesso universal à educação que oferece, sem rivalidade no uso dos recursos educacionais.
III. A educação fornecida por uma universidade pública é um exemplo de bem meritório, pois seu consumo por um indivíduo não impede o consumo por outros, e o acesso é exclusivo com base em mérito acadêmico.
IV. A universidade pública é um mercado monopolista, pois não há concorrência de outras instituições de ensino superior que ofereçam os mesmos cursos e serviços.
Estão corretas as afirmativas
I, II e IV, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Segundo a bibliografia citada por Monaco (2020), a criação das Universidades do Rio de Janeiro (em 1920) e de São Paulo (em 1934) utilizaram-se de uma estratégia comum, embora no caso da USP tenha havido a adoção de um traço distintivo. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Significou expressivo investimento financeiro, o que só foi possível graças à cooperação de governos de outras nações; no caso da USP, inclusive com o envio de professores estrangeiros.
A criação das Universidades minimizou gastos do Estado, na medida em que racionalizou a administração; no caso da USP, os recursos economizados reverteram como investimentos em pesquisa.
A estratégia consistiu em agrupar escolas de formação profissional preexistentes; no caso da USP, criou-se uma unidade no interior do estado de São Paulo, encarregada das ciências agrárias.
A criação das Universidades minimizou gastos do Estado, na medida em que racionalizou a administração; no caso da USP, os recursos economizados reverteram para a criação da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
A estratégia consistiu em agrupar escolas de formação profissional preexistentes; porém, no caso da USP, criou-se também uma unidade que pretendia ser um núcleo central irradiador de novas ideias.
Segundo a bibliografia citada por Monaco (2020), a razão primordial para a criação da Universidade do Rio de Janeiro, em 1920, tem vínculos com a manutenção das relações internacionais entre o governo brasileiro e uma outra nação. Qual teria sido a razão motivadora?
Firmar o primeiro acordo de transferência de tecnologia na história brasileira.
Atribuir o título de Doutor Honoris Causa a um Chefe de Estado estrangeiro.
Repatriar um eminente cientista brasileiro, ganhador do prêmio Nobel.
Firmar o primeiro tratado de cooperação jurídica internacional da história brasileira.
Conceder o título de Professor Emérito a um importante cientista que visitaria o país.
Os primórdios das universidades remontam aos mosteiros criados na Idade Média, onde se dava ao sujeito uma formação centrada na figura do mestre, cujo fim último era a educação do integral do homem. A universidade moderna remonta ao período após a Revolução Francesa, quando se consolidou como instituição pública e laica.
Certo
Errado
Conforme a Política Nacional de Extensão Universitária (2012), o fortalecimento da extensão universitária depende também de mudanças do processo de financiamento, de forma a garantir não apenas o aumento necessário de recursos, mas também a estabilidade solidez e transparência destes, assim como sua focalização em áreas prioritárias. Uma das ações importantes foi a inserção da Extensão universitária no Decreto 7.233 de 2010 que regulamenta a matriz de alocação de recursos para as universidades federais, no âmbito do MEC.
Sobre a continuidade dessas ações, analise as assertivas abaixo, relacionadas a OUTRAS INICIATIVAS que foram tomadas:
I - A inclusão da extensão nos planos plurianuais do governo federal, de forma a possibilitar a o planejamento de longo prazo e continuação do financiamento.
II - A inclusão da extensão nos orçamentos das universidades.
III - A criação de um Fundo Nacional de Extensão para a qual serão alocados recursos provenientes de órgãos públicos, inclusive de agencia de fomento.
IV - Ampliação do escopo dos editais das agências de fomento, especialmente o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), a Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP) e as Fundações de Amparo às Pesquisas (FAPs).
V - A inclusão da extensão e pesquisa nos planos plurianuais do Governo Federal, de forma a possibilitar o planejamento de longo prazo e continuação do financiamento e a ampliação do escopo dos editais das agências de fomento, especialmente o Conselho Nacional de Educação (CNE) e Financiadora dos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação e Fundações de Amparo à Pesquisas (FAPs).
Estão CORRETAS as assertivas:
I, II, III e IV.
II, III, IV e V.
I, III, IV e V.
I, II, III e V.
I e V.
Sobre a educação superior no Brasil, considere as seguintes assertivas.
I A expansão do ensino superior, nas últimas décadas, não constitui resultado de um planejamento educacional por parte de organismos governamentais. A lógica que orientou sua expansão foi conduzida, em grande medida, pela lógica da demanda e da oferta, em cuja dinâmica o setor privado tem ocupado um papel relevante no sentido de suprir a demanda por um ensino de massa.
II A expansão do ensino superior brasileiro, além de marcada pela presença sempre crescente do ensino privado, desenhou um padrão principal de oferta de vagas com forte ênfase nas carreiras e nos cursos de menor custo de implantação, a saber, os cursos das áreas de ciências humanas e de ciências sociais aplicadas.
III A ampliação do acesso e a maior inclusão social no ensino superior deu-se com a introdução de dois programas importantes, o das políticas afirmativas no setor público e o Prouni, uma política governamental implementada no setor privado.
IV Em 2017, conforme os dados do Censo da Educação Superior, o típico aluno de cursos de graduação a distância cursa o grau acadêmico de bacharelado. Na modalidade presencial, esse estudante cursa licenciatura. Em relação ao número de estudantes matriculados, o sexo feminino predomina em ambas as modalidades de ensino, o turno noturno é o que possui mais estudantes matriculados nos cursos de graduação presencial.
Quanto a essas assertivas, é correto afirmar que
todas as assertivas são verdadeiras.
todas as assertivas são falsas.
apenas as assertivas I, II e III são verdadeiras.
apenas as assertivas I, III e IV são verdadeiras.
apenas as assertivas II, III e IV são falsas.
Historicamente, a instituição Universidade constituiu-se como lugar de produção do conhecimento, posteriormente agregando a função de formação de profissionais, com caminhos e tempos distintos, conforme o país, mas que traz como marca inerente o reconhecimento de um dado tipo de conhecimento, o científico, e uma autonomia autocentrada que lhe permite estabelecer o que merece ser pesquisado e o tipo de diálogo ou monólogo em relação à sociedade, ou com quais setores ele é estabelecido. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir.
I. A extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a universidade e a sociedade.
II. Mais marcadamente a partir do final dos anos de 1970, o processo de questionamento da ditadura e de posterior redemocratização do país foi acompanhado de fortalecimento dos movimentos sociais, com proposições de maior abertura política, mas também acadêmica, atribuindo-se à educação um papel fundamental e às Universidades funções sociais e políticas, o que necessariamente envolve a Pesquisa.
III. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
IV. Quando da elaboração da Constituição Brasileira de 1988, o Fórum Nacional da Educação na Constituinte liderou a aprovação de emenda popular que formulava o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como paradigma de uma universidade socialmente referenciada e expressão da expectativa de construção de um projeto democrático de sociedade
Assinale
Até a década de 1970, embora já estivessem em funcionamento inúmeras universidades brasileiras, e a pesquisa fosse, então, um investimento em ação, praticamente eram exigidos do candidato a professor de ensino superior o bacharelado e o exercício competente de sua profissão. A partir da década de 1980, além do bacharelado, as universidades passaram a exigir cursos de especialização na área. Atualmente, exigem-se mestrado e doutorado. Esse privilégio do domínio de conhecimentos e experiências profissionais como únicos requisitos para a docência nos cursos superiores deve-se
à concepção de que o professor universitário precisa de competência pedagógica.
à compreensão de que o exercício da profissão exige capacitação própria e específica.
à crença arraigada de que quem possui conhecimento, automaticamente, sabe ensinar.
ao entendimento de que o exercício da profissão exige mais do que um diploma de mestre ou doutor.
à percepção de que o professor universitário também precisa de formação pedagógica.
Na relação entre o quadro histórico de vulnerabilidade externa estrutural político-econômica brasileira e a universidade, assinale a alternativa correta.
A maior aderência da universidade aos interesses dos setores intensivos em recursos naturais brasileiro pode potencializar a produção de conhecimento de alta tecnologia.
A política de exportação que prima pela produção e exportação de produtos primários reafirma a histórica inserção capitalista dependente na produção de conhecimentos.
O padrão macroeconômico de combate à vulnerabilidade conjuntural brasileira tem contribuído para a pauta de pesquisas críticas aos problemas sociais.
A ampliação de convênios entre a universidade e as empresas tem possibilitado a reversão do quadro de heteronomia de nosso país no contexto internacional.
O investimento no desenvolvimento de pesquisas voltadas à produção de commodities pode solucionar os dilemas de nossa subalternidade no mercado mundial.
De modo geral, no período de hegemonia neoliberal, a universidade pública brasileira é compelida a assumir o papel formativo e de produção científica voltado à (ao)
construção de pesquisas e ações alinhadas ao combate às desigualdades sociais.
colaboração acadêmica junto às corporações para diminuição do uso de agrotóxicos.
pesquisa básica que contribua para a autonomia do país no cenário internacional.
prestação de serviços à acumulação da economia intensiva em recursos naturais.
maior crescimento da produção industrial de média e alta tecnologia.
Silva Jr. e Sguissardi (2001) discutem a questão do público e do privado em face da tendência de mercantilização da Educação Superior, conforme o trecho a seguir, extraído da obra dos autores:
“(...) Na atual conjuntura histórica do país, faz-se presente um processo de profunda tecnificação da política conduzido por um Poder Executivo, de ilimitados poderes, e comandado por lideranças cuja ação rememora o tempo dos déspotas esclarecidos” (SILVA JR. E SGUISSARDI, 2001, p. 78).
Diante da perspectiva de análise dos autores nesse período, é correto afirmar que:
O movimento de reconfiguração da educação de nível superior brasileira teve como meta o distanciamento da organização do espaço social, segundo a lógica do mercado, em meio à redefinição dos conceitos de público e de privado.
No caso brasileiro, o processo de expansão de uma nova forma de organização do capitalismo desenvolveu-se desde o início de 1970, mas tomou impulso decisivo em 1980.
O propósito de Bresser Pereira tornou-se explícito nessa lógica da reforma do Estado, tratando-se de introduzir, na educação superior, a racionalidade gerencial capitalista e privada.
O processo de expansão do capital tende a reorganizar o espaço social da educação, segundo sua própria racionalidade, entretanto, fazendo-o apenas do ponto de vista econômico.
Para Mancebo (2010), no contexto da educação superior brasileira nos anos 1990-2000, uma das alterações no mundo do trabalho que afeta o trabalho docente é a/o
manutenção de contratos de trabalho regulamentados.
garantia de regimes de trabalho integrais.
garantia das condições de trabalho para alcance de metas de expansão.
contrato de gestão com o Estado que resulta na heteronomia e na intensificação do trabalho docente para atender objetivos oficiais.
definição de metas qualitativas em detrimento das quantitativas.
Quanto às universidades, é correto afirmar que
são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano.
são organizadas por campo do saber, nas quais deverá ser assegurada a existência de atividades de ensino e pesquisa em áreas básicas e/ou aplicadas.
são instituições pluricurriculares, abrangendo uma ou mais áreas de conhecimento, que devem oferecer ensino de excelência, oportunidade de qualificação do corpo docente e condições de trabalho acadêmico.
atuam numa área de conhecimento específica ou de formação profissional, visando à formação inicial, continuada e complementar para o magistério da educação básica. Sua criação dar-se-á por transformação de instituições de ensino superior já credenciadas e em funcionamento, que satisfaçam às condições estabelecidas na legislação pertinente, em ato do ministro de Estado da Educação, do qual constará o prazo de validade do credenciamento.
são instituições especializadas de educação profissional, públicas ou privadas, com finalidade de qualificar profissionais, nos vários níveis e modalidades do ensino, para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade.
O ensino superior no Brasil iniciou-se em 1808, no período colonial, com a criação de escolas isoladas, em consequência do pacto colonial entre as nações europeias. O modelo adotado nessas escolas foi o franco-napoleônico, que se caracterizava por uma organização não universitária.
São reflexões apresentadas por Cunha (2004) acerca do processo de desenvolvimento do ensino superior no Brasil, EXCETO:
O resultado da enorme expansão do ensino superior é a desvalorização dos diplomas de graduação, em termos materiais e simbólicos.
As instituições públicas não são homogêneas: há as que apresentam qualidade equivalente ao que existe de melhor no plano internacional e as que reproduzem a trilha de improvisação das universidades mais antigas.
Previsão de três tendências de desenvolvimento do ensino superior: a regulação pelo mercado, a estatização e uma combinação dessas duas.