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“Não se pode falar em filosofia da educação sem admitir que a educação é um processo social e que este, por sua vez, constitui uma das mais importantes dimensões de qualquer filosofia da educação. A educação varia de acordo com a concepção de como os indivíduos se relacionam uns com os outros. A diversidade de relações sociais leva a diferentes práticas educacionais” In: Niskier, Arnaldo. Filosofia da Educação: uma visão crítica. Loyola, 2001 p. 40. Dentre as diferentes abordagens do papel da didática na prática escolar, podemos destacar:
tradicional, renovada-tecnicista e sociopolítica.
iluminista, renascentista e contemporânea.
antiga, moderna e pós-moderna.
ativa, racionalista e humanista.
restrita, humanista e moderna.
O ser humano depende profundamente de processos educativos, espontâneos ou intencionais, para sobreviver. A educação intencional, deliberada e organizada em locais predeterminados e com instrumentos específicos, tem o conhecimento como cerne dos processos educativos, formativos e informativos, destaca Cortella. Daí a necessidade de práticas educativas em estreita conexão com as concepções que cada educador assume, individual ou coletivamente. A respeito dessa questão, o autor ressalta:
as práticas educativas devem propiciar o acesso ao verdadeiro conhecimento escolar, concebido como uma descoberta e que será progressivamente revelado ao aluno, até atingir um estágio final.
as práticas educativas devem orientar-se pelo conhecimento científico, único conhecimento que expressa produto acabado e verdadeiro.
as concepções pedagógicas referenciadas nas inspirações individuais dos professores são as únicas que promovem transformações mais efetivas nos alunos.
as práticas educativas apoiadas na ideia da relatividade do conhecimento levam a interpretações equivocadas de seus imutáveis fundamentos epistemológicos.
as concepções pedagógicas dos educadores nem sempre são conscientes e reflexivas e, no mais das vezes, expressam percepção pouco clara de suas fontes e consequências.
A escola deve coordenar valores (filosofia) e conhecimento científico (ciência) para a aprendizagem teórica e prática. O fio condutor para a eleição e organização dos conteúdos deve ser a informação relativa à forma como os alunos aprendem e como os professores podem ajudá-los a aprender mais e melhor, ou seja, as fontes psicológicas e psicopedagógicas do currículo. Assim, avalie se podemos classificar objetivos como:
I - Conceituais: correspondem ao compromisso científico da escola: transmitir o conhecimento socialmente produzido.
II - Atitudinais: correspondem ao compromisso filosófico da escola: promover aspectos que nos completam como seres humanos, que nos dão uma dimensão maior, que dão razão e sentido ao conhecimento científico.
III - Procedimentais: são os objetivos; resultados e meios para alcançá-los, articulados por ações, passos ou procedimentos a serem implementados e aprendidos.
IV - Específicos: designam o conjunto de objetos, acontecimentos ou situações que possuem certas características comuns.
V - Principais: são o enunciado das mudanças ocorridas em um objeto, um acontecimento ou uma situação em relação às mudanças que se produzem em outro objeto ou situação.
Estão corretas:
A educação do futuro requer ensino universal e centrado na condição do homem, entendendo-se que conhecer o homem é, fundamentalmente, compreendê- lo. Ao tratar a compreensão como um dos requisitos necessários à educação do futuro, Morin ressalta a sua importância como condição e garantia da solidariedade intelectual e moral da humanidade. Para o autor, há duas formas de compreensão: a intelectual ou objetiva e a intersubjetiva. Pelas suas reflexões, pode-se afirmar corretamente que a compreensão intersubjetiva implica, necessariamente, um processo de
mediação entre o sujeito e o objeto de conhecimento.
comunicação com o outro, visando à explicação de cada individualidade.
empatia, identificação e de projeção em relação ao outro.
comunicação consistente, clara e objetiva.
identificação dos aspectos cognitivos do sujeito da aprendizagem.
A escola, desde há muito tempo, foi organizada em diferentes matérias, disciplinas, como forma de se trabalhar o saber acumulado da humanidade. Temos assim os currículos escolares que, pela tradição, são sinônimos das relações de conteúdos que o professor deve desenvolver para os alunos. O que se observou historicamente foi a crescente fragmentação do saber desenvolvido na escola. A partir de uma análise crítica, entende-se hoje que essa fragmentação não é acidental, mas proposital, ou seja, uma forma de tornar inócuo o que lá se aprende, já que não são estabelecidas relações entre uma coisa e outra, e o educando não sabe o que fazer com aquilo que foi ensinado. No entanto, todo processo de produção de conhecimento demanda um vínculo estreito com a totalidade.
(VASCONCELLOS, C. S. A construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 1999. p. 78.)
A educação, na perspectiva da totalidade, busca, EXCETO:
Superar o maniqueísmo;
Transmitir determinados conhecimentos;
O estabelecimento de relações concernentes ao objeto de investigação;
A inserção da experiência de aprendizagem numa abordagem interdisciplinar.
A Escola de Frankfurt é responsável pela formulação da teoria crítica da sociedade. Seus principais temas de natureza sociológico-filosófica são:
A ideologia, o capital, a religião e a família;
A dicotomia, as atitudes, o trabalho e a coletividade;
A política, a autoridade, o grupo social e a sociedade;
A autoridade, o autoritarismo, o totalitarismo e a família.
A educação é o nível mais amplo das ações de aprendizagem, que têm por finalidade a formação permanente voltada para a qualificação profissional dos indivíduos em longo prazo.
Com relação a um dos pilares da educação para o século XXI, intitulado do “Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros”, leia atentamente o que se enuncia.
“[,,,] Sem dúvida, esta aprendizagem representa, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O mundo atual é, muitas vezes, um mundo de violência que se opõe à esperança posta por alguns no progresso da humanidade. A história humana sempre foi conflituosa, mas há elementos novos que acentuam o problema e, especialmente, o extraordinário potencial de autodestruição criado pela humanidade no decorrer do século XX. A opinião pública, através dos meios de comunicação social, torna-se observadora impotente e até refém dos que criam ou mantém conflitos. Até agora, a educação não pôde fazer grande coisa para modificar esta situação real. Poderemos conceber uma educação capaz de evitar os conflitos, ou de resolvê-los de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade?”
DELORS, Jacques. Os Quatro Pilares da Educação.
Analise as proposições com V (Verdadeiro) ou F (Falso). Após análise direcionada para o entendimento da importância sobre a capacidade de compreensão do outro – base da ética da autonomia e da solidariedade, marque a série correta.
( ) A moral, como forma de comportamento humano, possui também um caráter social, pois é característica de um ser que, inclusive no comportamento individual, comporta-se como um ser social.
( ) A educação, no que diz respeito à ética, toma aspecto prioritário por ter, em seu meio, ações geradoras de conhecimento que norteiam inúmeras questões e por ter papel de formar, ao lado da família e da sociedade, cidadãos éticos.
( ) Dentre as formas de abordar o mundo, a dimensão acerca dos valores destaca a ética, a estética e a política, caracterizando-as como reflexões que buscam o entendimento do mundo além das aparências.
( ) Os fins da educação contemporânea não priorizam os aspectos relativos à conduta ética e moral uma vez que a sociedade atual encontra-se equilibrada e sem maiores problemas de cunho social e ambiental.
V; V; V; V.
V; F; V; V.
V; V; V; F.
V; F; V; F.
V; F; F; V.
As tendências filosóficas de interpretação da educação redundam em formas de agir, politicamente, no contexto da prática pedagógica. Dessa forma, a tendência filosófica que tem por perspectiva compreender a educação como mediação de um projeto social, que serve de meio, ao lado de outros meios, para realizar um projeto de sociedade é chamada de tendência:
redentora.
reprodutivista.
transformadora.
utilitária.
revolucionária.
Um dos maiores objetivos da educação hoje é lutar por uma sociedade fundada no reconhecimento do outro e nas suas diferenças de cultura, etnia, religião, gênero, classe social, idade, superando as desigualdades. Para lutar por esta sociedade, é preciso educar contra a barbárie, o que implica:
uma ética e exige uma perspectiva de formação dos professores que assegure sua dimensão de experiência crítica.
uma ética e exige uma perspectiva de formação cultural que assegure sua dimensão de experiência crítica.
convocar as políticas públicas para não só oferecer, mas também garantir qualidade nas escolas de Educação Infantil.
estabelecer planos e metas no projeto político-pedagógico que impliquem a família e o Estado, na formação integral do aluno.
convocar a comunidade a participar efetivamente da construção dos caminhos que norteiam a proposta pedagógica, tornando a escola a extensão dos lares.
Na Grécia e no Egito antigos a instituição escolar ia se articulando com o cotidiano das pessoas daquela época, tanto no que se refere ao aspecto administrativo quanto cultural. Essas escolas davam instruções básicas aos filhos das classes dirigentes e médias que se caracterizava, sobretudo pelo ensino da cultura retórico-literária. Este tinha como característica:
o ensino de matemática e números;
o ensino da bíblia e dos ensinamentos de Deus;
o ensino do bem falar e do bem escrever;
o ensino do bem falar e dos números;
o ensino dos escritos bíblicos e da natureza.
realização de trabalhos cotidianos de pesquisa e análise de gráficos para produzir relatórios de pesquisa e buscar soluções.
a utilização dos meios de comunicação tais como internet, rádio, televisão e outros, em que, após apropriar-se da informação, os alunos possam produzir conhecimentos a favor da preservação ambiental.
utilização de livros didáticos diversos que tratem da questão ambiental na escola.
valorização de conversas baseadas no senso comum cujas sugestões são de caráter duvidoso.
solicitação ao diretor da escola que viabilize recursos financeiros para construir uma horta na escola.
Segundo Arroyo (2000, p.10), “Houve no imaginário sobre a educação uma despersonalização que não acontece em outros campos sociais. O imaginário sobre o magistério tem muito a ver com a despersonalização da educação. A professora e o professor vistos apenas como apêndices”. Para o autor, a recuperação da centralidade dos sujeitos dar-se-á por meio de uma visão mais humanista, que conceba
a relação educativa como uma relação de pessoas, educadores e educandos, cuja pedagogia tem no seu cerne os mestres e seu ofício como núcleo da reflexão teórica e das políticas educativas.
as instituições, os métodos, os conteúdos como núcleo da relação educativa, das políticas educacionais e do imaginário social sobre a educação.
o currículo e a formação de professores como foco legítimo da teoria pedagógica e do imaginário social, por constituírem o ofício dos mestres na renovação educacional em curso.
a gestão da escola como o centro da relação educativa, tendo em vista que o projeto gestor viabiliza os recursos, financeiros, materiais e humanos necessários.
As minorias religiosas, lingüísticas e nacionais, tal como as populações autóctones e tribais, foram muitas vezes subordinadas, por vezes à força e contra vontade, aos interesses do Estado e da sociedade dominante.
Segundo Rodolfo Stavenhagen, uma educação realmente pluralista baseia-se
em um conjunto de princípios de inclusão cultural, que exige que todas as culturas sejam conhecidas na escola, numa escala de prioridades pelo número dos que a praticam.
no conceito internacional multiétnico, em que todos possam conviver harmonicamente por meio de uma cultura igual a todos.
numa estratégia política de integração entre as várias culturas existentes em um país, com o objetivo de não excluir nenhuma comunidade.
no multiculturalismo étnico, ou seja, na conservação de um núcleo de valores comuns a todas as sociedades.
numa filosofia humanista, isto é, numa ética que encara numa perspectiva positiva as conseqüências sociais do pluralismo cultural.
Segundo NARDI, 1998, o ser humano é um ser de relações consigo mesmo, com os outros e com a natureza. Nesse processo de relação dialética, o ser humano vai se construindo à medida que constrói a realidade; ambos estão em movimentos de construção e autocriação. A esse processo de construção humana, dá-se o nome de:
sujeito da ação.
sabedoria de vida.
humanismo social.
sensibilização.
educação.
Morin (2002) identifica sete saberes fundamentais que a educação do futuro deveria tratar. Identifique, nas opções abaixo, a que se refere ao saber da ética do gênero humano:
Ela não deve ser ensinada por meio de lições de moral. Deve formar-se nas mentes com base na consciência de que o humano é, ao mesmo tempo, indivíduo, parte da sociedade, parte da espécie.
Este estudo é tanto mais necessário porque enfocaria não os sintomas, mas as causas do racismo, da xenofobia, do desprezo.
É preciso restaurá-la, de modo que cada um, onde quer que se encontre, tome conhecimento e consciência, ao mesmo tempo, de sua identidade complexa e de sua identidade comum a todos os outros humanos.
É necessário desenvolver a aptidão natural do espírito humano para situar todas essas informações em um contexto e um conjunto.
Mudança conceitual pode ser vista em termos de reconhecimento, avaliação e reconstrução. O indivíduo precisa reconhecer a existência e a natureza das suas próprias concepções. O indivíduo decide se avalia ou não a utilidade e o valor dessas concepções, e ele decidindo se as reconstrói ou não. A mudança conceitual em ciências caracteriza-se quando:
o indivíduo, sem uma determinada organização de conceitos, muda para outra compatível com a já existente.
o indivíduo, já tendo uma determinada organização de conceitos, não muda para outra por ter convicção das já existentes.
o indivíduo abandona as concepções anteriores, muda para outra por não ter convicção do que pensava antes.
o indivíduo não abandona suas concepções anteriores, portanto não muda para outra.
um indivíduo, que possui uma determinada organização de conceitos, muda para outra incompatível com a já existente.