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De acordo com Paulo Freire (1996), em “Pedagogia da Autonomia”, pode-se afirmar que
ensinar não é, necessariamente, uma especificidade humana.
ensinar exige liberdade moderada que se contrapõe ao autoritarismo tradicional, sendo que ambos devem existir.
ensinar exige reconhecer que a educação não é, deveras, ideológica.
a necessária promoção da ingenuidade à criticidade deve ser feita à distância da estética.
ensinar exige rigorosidade metódica.
O educador e a educadora devem ter consciência de que sua ação como alfabetizador e alfabetizadora é uma ação política. (Paulo Freire) Assim, é dever da educadora e do educador:
o comprometimento com a formação da cidadania.
a honestidade das suas intenções educativas.
a competência técnica para o domínio das classes.
o desenvolvimento de atividades libertadoras.
a constituição de despertar consciências.
Paulo Freire ressalta, na obra Pedagogia da Tolerância, algumas dicotomias presentes no processo educativo.
A primeira dicotomia é a maneira mecanicista de pensar o aprender e o ensinar. A relação entre aprender e ensinar é dialética, quer dizer, ensinar não é uma mera transferência de informações. A segunda dicotomia que Freire apresenta é a separação entre aprender e ensinar. Para ele ensinar e aprender se constituem numa relação que produz conhecimento. Não há separação entre teoria e prática. Quem aprende também ensina, e quem ensina aprende a ensinar. A terceira dicotomia que Freire nos mostra é a separação entre ensinar os conhecimentos existentes, e produzir novos conhecimentos. Não há como ensinar sem pesquisar.
A pesquisa é parte fundamental do ato de ensinar. Dessa maneira, o ato de ensinar é um(a):
O método pedagógico de Paulo Freire (1921-1997) pretende superar a dicotomia entre teoria e prática por meio de:
Um processo de reprodução dos exemplos sem haver nenhum tipo de criticidade.
Um processo em que o sujeito descobre que sua prática pressupõe um saber e que interfere diretamente na realidade.
Um processo de passividade dos alunos e de autoritarismo do professor na prática pedagógica.
Um processo gradual de supressão da teoria em favor de uma pedagogia puramente prática, sem nenhum vínculo com os conhecimentos acadêmicos.
Um dos mais célebres educadores brasileiros, com atuação e reconhecimento internacional, ficou conhecido principalmente pelo seu método de alfabetização de adultos, de cunho assumidamente político. Para ele, o objetivo maior da educação é a construção da consciência crítica, o que significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, proporcionar-lhes condições para entender a sua situação de oprimidos e agir em favor da sua libertação. O educador em pauta e a pedagogia que defendeu são, respectivamente,
Anísio Teixeira – Pedagogia renovada.
José Carlos Libâneo – Pedagogia crítico-social dos conteúdos.
Paulo Freire – Pedagogia libertadora.
Silvio Gallo – Pedagogia libertária.
Muitos professores não admitem os erros, outros não têm consciência da importância do seu papel na sociedade. De acordo com Paulo Freire (1921-1997), seria correto dizer que o professor deve:
Ter consciência de sua incompletude ao aproximar-se dos alunos de forma a construir o conhecimento junto deles, saber escutá-los e ter a capacidade de analisar diferentes situações, sendo sensível aos problemas para resolvê-los de forma acolhedora.
Expor seus conhecimentos de forma autoritária aos alunos e negar qualquer possibilidade de abertura ao diálogo com eles, visto que o desenvolvimento discente ainda não está completo.
Esconder seus erros e punir quando o aluno erra, pois só assim o professor será reconhecido como um agente do saber que detém o conhecimento de forma inquestionável.
Encarar os problemas de forma natural, pois não adianta tentar resolver casos de indisciplina se os alunos ainda não possuem maturidade suficiente para serem conscientes do processo educativo.
Conforme o processo de aquisição da leitura desenvolvido por Paulo Freire, os níveis de consciência são de grande importância, um deles, caracterizado como “consciência transitivo-ingênua” compreende:
Um estado primário da leitura, em que o sujeito ainda não transcende o que lhe foi apresentado, portanto, ainda não está hábil a desenvolver uma crítica
Um estado secundário da leitura, em que o sujeito transcende o que lhe foi apresentado, todavia, ainda não está hábil a desenvolver uma crítica.
Um estado primário da leitura, em que o sujeito transcende o que lhe foi apresentado, assim, está plenamente hábil a desenvolver uma crítica.
Um estado secundário da leitura, em que o sujeito transcende o texto, por conseguinte, torna-se hábil a desenvolver os próprios escritos.
Considerando Paulo Freire, em “Pedagogia da Autonomia”, no que diz respeito aos saberes necessários à prática educativa, assinale a alternativa que apresenta afirmativa INCORRETA.
Ensinar é uma especificidade humana.
Ensinar é transferir conhecimento.
Ensinar exige pesquisa.
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática.
Dentre os teóricos da educação, qual propõe uma pedagogia fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando?
Piaget
Vigotsky
Paulo Freire.
Carl Rogers.
Carl Rogers.
A teoria do desenvolvimento cognitivo apresenta etapas que pressupõem que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis. O autor dessa teoria, a partir da observação cuidadosa de seus próprios filhos e de muitas outras crianças, concluiu que, em muitas questões cruciais, as crianças não pensam como o adulto. Aponte quem é este autor:
J. Piaget
Paulo Freire
Vygotsky
H. Wallon
Para Freinet, a atividade é o que orienta a prática escolar, e o objetivo final da educação é formar cidadãos para o trabalho livre e criativo, capaz de dominar e transformar o meio e emancipar quem o exerce. Um dos deveres do professor, segundo o autor, é criar uma atmosfera laboriosa na escola, de modo a estimular as crianças a fazer experiências, procurar respostas para suas necessidades e inquietações, ajudando e sendo ajudadas por seus colegas e buscando no professor alguém que organize as tarefas.
Freinet apresentou um confronto entre a escola tradicional e a escola proposta por ele, em que:

TONUCCI, Francesco (1997).
"Todo ensino de conteúdos demanda de quem se acha na posição de aprendiz que, a partir de certo momento, vá assumindo a autoria também do conhecimento do objeto. O professor autoritário, que se recusa a escutar os alunos, se fecha a esta aventura criadora. Nega a si mesmo a participação neste momento de boniteza singular: o da afirmação do educando como sujeito de conhecimento. É por isso que o ensino dos conteúdos, criticamente realizado, envolve a abertura total do professor ou da professora à tentativa legítima do educando para tomar em suas mãos a responsabilidade de sujeito que conhece. Mais ainda, envolve a iniciativa do professor que deve estimular aquela tentativa no educando, ajudando-o para que a efetive."
FREIRE, Paulo (2011, p. 122).
Relacionando a imagem de Tonucci com as reflexões de Paulo Freire, leia as afirmações a seguir:
I- Uma das tarefas essenciais da escola, como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e a sua comunicabilidade. É imprescindível, portanto, que a escola instigue constantemente a curiosidade do educando.
II- É preciso que o educando vá assumindo o papel de sujeito da produção de sua inteligência do mundo e não apenas o de recebedor da que lhe seja transferida pelo professor.
III- O educador que respeita a leitura de mundo do educando reconhece a historicidade do saber, o caráter histórico da curiosidade, por isso mesmo, recusa a humildade de crítica e assume a arrogância cientificista.
IV- Respeitar a leitura de mundo do educando corresponde a um jogo tático com que o educador ou educadora procura tornar-se simpático ao educando.
V- Ensinar é transferir a inteligência do objeto ao educando, é transferir conteúdo, assim como aprender é memorizar o perfil do conteúdo transferido no discurso vertical, de cima para baixo, do professor.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
I e V.
II e V.
III e V.
I, III e V.
I e II.
Para Freire (1996), saber ensinar não é transferir conhecimento, MAS
entender que o ensino exige a consciência do fim.
respeitar a autonomia do ser professor.
criar as possibilidades para a própria produção ou sua construção.
compreender que o ensinar exige o distanciamento da realidade.
Qual das alternativas abaixo está em desacordo com o pensamento de Paulo Freire (1996):
É fundamental que o professor tenha respeito ao conhecimento individual de cada aluno;
É necessário que o professor esclareça os conteúdos com exemplos que mostrem a realidade do aluno;
É imprescindível que o professor seja um promotor de diálogo, sabendo também escutar o educando;
É de suma importância que o professor somente transmita seu conhecimento.
Na visão do teórico da educação Paulo Freire, o educador deve estimular a curiosidade epistemológica. Segundo o autor, assinale a alternativa que traz a melhor referência a esse pensamento.
Defende a prática do individualismo.
Inserir a família no processo de ensino-aprendizagem.
Estimular o aluno a desenvolver suas habilidades inatas.
Empregar o cotidiano do aluno na práxis pedagógica.
Ao analisar a obra de FREIRE (2014) intitulada “Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa”, podemos inferir que:
Ensinar exige esforço para memorizar os conteúdos.
Ensinar não é transferir conhecimento, mas sim deixar de criar as possibilidades para a sua produção e ou construção.
Ensinar é condicionar-se ao determinismo.
Ensinar exige rigorosidade metódica.
Um dos clássicos escritos por Paulo Freire traz como título “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”. Nessa obra é abordada a questão da formação docente aliada à reflexão sobre a prática educativa-progressista para o desenvolvimento da autonomia do ser dos educandos. Com base nos escritos, leia atentamente as afirmativas a seguir:
I) ensinar exige criticidade: a curiosidade ingênua não é a mesma curiosidade que, aproximandose de forma cada vez mais metodicamente rigorosa do objeto cognoscível, torna-se curiosidade epistemológica;
II) ensinar exige bom senso: a vigilância do bom senso tem grande importância na avaliação que o professor, a todo momento, deve fazer de sua prática;
III) ensinar exige curiosidade: sem a curiosidade o professor não aprende e nem ensina;
IV) ensinar exige liberdade e autoridade: quanto mais criticamente a liberdade assume o limite necessário, tanto menos autoridade ela tem para continuar lutando em seu nome.
V) ensinar exige disponibilidade para o diálogo: o professor se sente seguro porque não há razão para se envergonhar por desconhecer algo.
Com base nas afirmativas anteriores, marque a opção em que todas as alternativas estejam CORRETAS:
I, II e IV apenas.
I, III, IV apenas.
II, III e V apenas.
II, III, IV e V apenas.
I, IV e V apenas.
“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”. (Paulo Freire). Marque a opção que melhor traduz a ideia do texto:
A função da escola é instrucional, ou seja, de preparar os indivíduos para o mundo do trabalho.
Exige-se da escola a formação do indivíduo com competência meramente técnico-administrativa.
A escola deve formar seus alunos para entrar na universidade.
A educação escolar deve ter por finalidade a formação humana.
“Não há docência sem discência.”
-
(Paulo Freire.)
-
Com a afirmativa acima, o educador Paulo Freire inicia um diálogo sobre os conhecimentos necessários para a realização da prática educativa.
-
Assinale a opção que melhor explicita a afirmativa de Paulo Freire.
“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”.
“Quem ensina, transfere conhecimento”.
“A teoria e a prática, na formação docente, devem seguir caminhos distintos”.
“O aluno é o objeto de formação do professor”.
“Ensinar e aprender são processos independentes”.
“A pedagogia Freinet é uma proposta educativa coerente e de profundo compromisso com a criança e com sua efetiva participação na escola, na família e na comunidade.” (OLIVEIRA-FORMOSINHO, 2007). Segundo o autor, são características a serem reconhecidas na pedagogia Freinet:
I. Trabalho criativo como motor da ação educativa.
II. Educando visto como um indivíduo isolado.
III. Ação educativa centrada no professor.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.