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Telma Weisz, em seu livro O diálogo entre o ensino e a aprendizagem, relembra uma metáfora, muito utilizada por um educador muito conceituado. A referida metáfora é “educação bancária”, que é usada para falar de uma escola em que se pretende “sacar” exatamente aquilo que se “depositou” na cabeça do aluno. Quem foi o educador criador dessa metáfora?
Jean Piaget.
John Dewey.
Paulo Freire.
Lev Vygotsky
Jerome Bruner.
“A construção de relações dialógicas sob os fundamentos da ética universal dos seres humanos, enquanto prática especifica humana implica a conscientização dos seres humanos, para que possam, de fato, inserir-se no processo histórico como sujeitos fazedores de sua própria história”.
(FREIRE, 1996, p10.)
No processo ensino-aprendizagem, infere-se do fragmento de texto apresentado acima que o professor deve:
romper a distância que possa existir entre ele e o educando, facilitando o diálogo e estimular a prática do pensar e do agir como protagonista da sua história.
romper a distância que possa existir entre ele e o educando, apontando as regras de sala de aula quanto ao respeito, sobretudo pelo professor.
aproximar o cotidiano da escola com o do aluno, criando estratégias para que a aprovação deste se torne algo concreto.
estimular a prática do pensar e do agir para que o aluno aja como protagonista da sua história, a partir de regras estabelecidas pelo professor na relação de sala de aula.
conscientizar os alunos da necessidade de dialogar com a sua família, reduzindo a distância na relação família-escola.

ocasional-mente.blogspot.com.br/2012/08/quais-informacoes-e-conhecimentos.html
Freire (1998) afirma que “A questão da formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativo-progressista em favor da autonomia dos educandos é a temática central em torno de que gira seu texto”.
Podemos afirmar que para o autor:
O respeito à autonomia e a dignidade de cada um não é um imperativo ético e sim um favor que podemos conceder uns aos outros.
Enquanto educador é possível ajudar o educando a superar sua ignorância mesmo não superando a minha.
Ensinar não é transferir conhecimentos, mas também não é criar condições para sua produção o que nem sempre é possível.
Aprender é uma aventura criadora, muito mais rica do que repetir a lição dada.
Ensinar exige a convicção de que nem sempre a mudança é possível.
Para Paulo Freire:
I - Os estudantes devem ser estimulados a memorizar o conteúdo, e não a conhecê-lo.
II - Na educação não deve haver nenhum ato cognoscitivo do objeto de conhecimento além do caráter verbalista, dissertativo, narrativo.
Sobre os itens acima:
Apenas o item I está correto.
Apenas o item II está correto.
Ambos estão incorretos.
Ambos estão corretos.
Segundo Paulo Freire:
(__) - Numa escola libertária, expõe-se o estudante a um processo de desumanização;
(__) - No ensino libertário, homens e mulheres apenas vivem no mundo, mas não existem;
(__) - O que possibilita a ação livre, criadora e determinadora das condições de existência é o desenvolvimento de consciência, capaz de apreender criticamente a realidade;
(__) - Criticava a educação que não permite a formação de consciência crítica.
Levando-se em consideração que (V) significa verdadeiro e (F) significa falso, a sequência correta das proposições acima é:
V-V-F-F.
F-V-F-V.
V-F-V-F.
F-F-V-V.
Conforme narra sua biografia, esse pedagogo foi o responsável por, em Angicos no Rio Grande do Norte, aplicar um método que resultou na alfabetização de 300 cortadores de cana-de-açúcar em apenas 45 dias, sem a utilização de cartilhas de nenhum e em apenas 40 aulas de aula. O educador a quem o texto faz referência é:
Paulo Freire.
Demerval Saviani.
Jean Piaget.
Maria Montessori.
Anísio Teixeira
O educador Paulo Freire concebeu uma relação de ensino-aprendizagem que busca promover o diálogo entre o conteúdo curricular oficial e aquilo que ele chama de conteúdos únicos. Ou, em outros termos, entre:
Alta cultura e baixa cultura.
Saber técnico e saber implícito.
Conhecimento bancário e conhecimento padrão.
Conhecimento emancipado e conhecimento informal.
Conhecimento formal e vivências, história ou individualidade.
Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia (1996), afirma que a “reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo” (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996).
De acordo com este autor, é um saber necessário à prática docente crítica a
precisão técnica do conhecimento que deve ser ensinado sem variação do raciocínio.
busca por novas metodologias de ensino que potencializem a aprendizagem do aluno.
indagação constante, metodicamente rigorosa, que promove a superação da realidade.
adoção de novas tecnologias que sejam alinhadas às formas de pensar das novas gerações.
criação de um referencial teórico único e inquestionável que embase a prática pedagógica.
Paulo Freire considerava sua metodologia um método de aprender e não propriamente de ensinar, portanto, muito mais próxima a uma Teoria do Conhecimento do que uma metodologia de ensino propriamente dita. Como tal, os princípios ético-metodológicos de sua teoria eram constituídos com base no respeito pelo educando e na conquista da autonomia, tendo como fio condutor do processo de ensino-aprendizagem o(a):
Afetividade.
Dialogicidade.
Educação bancária.
Autonomia.
Segundo FREIRE, o “pensar certo” é indispensável à prática docente de educadoras ou educadores críticos. Em relação ao “pensar certo”, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Pensar certo, do ponto de vista do professor, tanto implica o respeito ao senso comum no processo de sua necessária superação quanto o respeito e o estímulo à capacidade criadora do educando.
( ) Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras não necessitam da corporeidade do exemplo. Pensar certo não implica fazer certo.
( ) É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico. O velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo.
C - E - E.
E - C - C.
C - E - C.
E - C - E.

https://cardapiopedagogico.blogspot.com.br/2016/09/htpc-autonomia.htm
Júlia é professora de uma turma de 4º ano do ensino fundamental. Costuma agir conforme a situação acima ilustrada. Com base no livro “Pedagogia da Autonomia” de Freire (1998) pode-se afirmar que a professora Júlia necessita dos seguintes ensinamentos do referido autor:
1. Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero a minha.
2. Tão importante quanto o ensino dos conteúdos é a minha coerência na classe. A coerência entre o que digo o que escrevo e o que faço.
3. O professor autoritário, afoga a liberdade do educando, amesquinhando o seu direito de estar sendo curioso e inquieto.
Está (ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
1 apenas.
1 e 2 apenas.
1 e 3 apenas.
2 e 3 apenas.
1, 2 e 3.
Faz parte igualmente do pensar certo a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia. Quão longe delas nos achamos quando vivemos a impunidade dos que matam meninos nas ruas, dos que assassinam camponeses que lutam por seus direitos, dos que discriminam os negros, dos que inferiorizam as mulheres. [...] Não têm nada que ver com o bom senso que regula nossos exageros e evita as nossas caminhadas até o ridículo e a insensatez.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 17.
O trecho da obra de Paulo Freire destaca que as variadas formas de preconceito e discriminação ofendem o ser humano e negam a democracia. Para o autor, os educadores devem ser agentes de transformação da realidade por meio do tratamento digno a todos os seres humanos, respeitando a diversidade e criando condições para a superação das desigualdades históricas do nosso país.
Uma proposta educativa condizente com essa perspectiva é o(a)
projeto pedagógico que corrobore com as distinções sociais de gênero, refletindo os papéis historicamente determinados pela sociedade.
formação de sistemas de monitoramento, em tempo real, para impedir quaisquer tipos de preconceito e discriminação no ambiente escolar.
criação de classes diferenciadas por níveis de rendimento escolar, a fim de que aos estudantes mais pobres seja oferecida organização curricular mais enxuta e acessível.
elaboração de projetos que promovam a valorização de conhecimentos e de culturas não hegemônicos, possibilitando a difusão de diferentes saberes e experiências humanas.
De acordo com o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - Educação para Jovens e Adultos, Ensino Fundamental, Proposta Curricular para o 1º segmento. Brasília, 2001, na década de 50, houve muitas críticas em relação à alfabetização de adultos. Essas críticas convergiram para uma nova visão sobre o problema do analfabetismo e para a consolidação de um novo paradigma pedagógico para a educação de adultos, cuja referência principal foi o educador:
Jean Piaget.
Francis Vanoye.
Jean-Jacques Rousseau.
Paulo Freire.
John Dewey.
Freire (1997) dizia que o trabalho do professor é o trabalho do ______________com os ____________ e não do _____________ consigo mesmo. Para o autor, o papel do educador, em suas intervenções, é o de __________, __________ e _________.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas acima.
professor / alunos / professor / estimular / observar / mediar
aluno / alunos / professor / balizar / direcionar / objetivar
professor / alunos / aluno / ponderar / nortear / indicar
aluno / professores / aluno / estimular / reformular / sinalizar
professor / professores / professor / indicar / sistematizar / orientar
Leia o fragmento.
“[...] a consciência é gerada na prática social de que se participa. Mas tem, também, uma ___________________. Minha compreensão do mundo, meus sonhos sobre o mundo, meu julgamento a respeito do mundo, tendo, tudo isso, algo de mim mesmo, de minha ___________________, tem que ver diretamente com a prática social de que tomo parte e com a posição que nela ocupo. Preciso de tudo isso para começar a perceber como estou sendo.” (FREIRE; MACEDO, 1990, p.29).
Dentro do contexto apresentado, preenche corretamente as lacunas:
Dimensão cultural – percepção da linguagem.
Dimensão individual – individualidade.
Perspectiva do letramento – literalidade.
Dimensão social – cidadania.
Segundo com Paulo Freire (1921-1997) em Pedagogia da Autonomia, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”.
Na relação entre professor e aluno, tendo em vista tal perspectiva progressista, seria correto afirmar que:
Os alunos devem gerenciar seus estudos independentemente do que lhes é ensinado em sala de aula, visto que tal prática estimularia o distanciamento necessário entre professor e aluno, com o propósito de não comprometer a ética educacional.
A prática docente deve exigir uma construção exata do conhecimento, na qual os alunos estão comprometidos apenas com a aquisição superficial dos saberes, sem a necessidade de uma discussão mais aprofundada e crítica a respeito de um determinado tema a ser trabalhado.
Embora professores e alunos sejam sujeitos diferentes entre si, há uma relação de proximidade entre ambos, pois não há docência sem discência, uma vez que educador e educando participam de um processo no qual quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.
Os professores têm autonomia para limitar a reflexão crítica dos alunos, pois estes ainda estão em pleno processo de desenvolvimento e não seriam capazes de criar conceitos de forma satisfatória sem uma devida orientação.
O conceito de ecopedagogia, influenciado pelo pensamento de Paulo Freire, foi fundamentado por:
Mário Sergio Cortella.
Zeljko Loparic.
Rubem Alves.
Francisco Gutiérrez.
Segundo Paulo Freire (1921-1997), a concepção de alfabetização capaz de transformar o contexto social é aquela em que:
O alfabetizando não é visto como aluno, mas sim como um participante de um grupo de discussão.
O alfabetizador tem a importante tarefa de delimitar os métodos de alfabetização, assim seriam superadas as dificuldades na leitura e na escrita.
A sala de aula não deve ser um ambiente de leitura, visto que somente o espaço da biblioteca seria capaz de alfabetizar as crianças.
O alfabetizando deve decorar o método de alfabetização proposto pelo professor, pois esta é a única maneira de evitar o fracasso escolar.
Leia o excerto.
Transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra,1996. p. 33.
O processo formativo, como parte da educação, que está além do ensino de conteúdos, diz respeito à atuação de todos os agentes educativos que trabalham na escola. Esse processo se refere, fundamentalmente, a uma formação
estética.
ética.
técnica.
metódica.
Em “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, Freire (2014) destaca que “quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinaraprender participamos de uma experiência total, diretiva, política, ideológica, gnosiológica, pedagógica, estética e ética, em que a boniteza deve achar-se de mãos dadas com a decência e com a seriedade”.
Sobre os saberes necessários à prática educativa, ensinar exige:
I – Rigorosidade metódica.
II – Corporeificação das palavras pelo exemplo.
III – Opor-se à gnosiologia e ser crítico.
IV - Reflexão acrítica sobre a prática.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão corretas:
I e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I e II, apenas.