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Paulo Freire não aceitaria a seguinte frase:
Devemos desenvolver a capacidade de pensá-las com base nas palavras retirados do cotidiano dos alunos.
As palavras deveriam ser ensinadas como palavras geradoras.
Decorar palavras por cartilha especifica é a melhor maneira de aprender e se alfabetizar.
O círculo deve ser a forma espacial de disposição de alunos e professor na sala de aula.
Está incorreto tendo em vista o pensamento de Paulo Freire:
A alfabetização não pode se fazer de cima para baixo, nem de fora para dentro, como uma doação ou uma exposição.
A alfabetização precisa ocorrer de dentro para fora pelo próprio analfabeto, somente ajustado pelo educador.
A educação bancária, que tem por referência as teorias tradicionais do currículo, compreende os estudantes como depósitos vazios a serem preenchidos por conteúdos do domínio exclusivo do professor.
Uma de suas principais contribuições estaria mais próxima de um “método neoliberal coletivo de alfabetização”, sendo possível determinar as palavras e os temas gerados em cada comunidade, estado ou país.
Dentro do arcabouço teórico fornecido por Paulo Freire não é possível afirmar:
Em sua concepção, o estudante deve ser percebido como alguém que ainda nada sabe quando chega à escola.
Para ele o capitalismo trata o educando como ser passível de adaptação e ajuste à sociedade vigente.
No ensino tradicional, a curiosidade e a autonomia vão-se perdendo na produção do conhecimento.
Nesta sociedade, o conhecimento é narrado pelo professor como algo acabado, estático.
É incorreto afirmar a respeito de Paulo Freire:
Foi influenciado por alguns filósofos que o antecederam.
A fenomenologia de Paulo Freire articula-se com o existencialismo.
Objetiva, finalmente, a humanização das relações no processo de ensino/aprendizagem.
Transformar os alunos em objetos receptores de um saber já pronto deve ser a função última da educação.
O termo Educação Bancaria que define uma educação alienante foi criada por:
Paulo Freire
Carl Rogers
Darcy Ribeiro
Anysio Teixeira
"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda."
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
A educação em direitos humanos é compreendida como um processo sistemático e multidimensional que orienta a formação do sujeito de direitos, articulando as seguintes dimensões, EXCETO:
Fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos direitos humanos, bem como da reparação das violações.
Formação de uma consciência cidadã capaz de se fazer presente em níveis cognitivo, social, ético e político.
Apreensão de conhecimentos historicamente construídos sobre direitos humanos e a sua relação com os contextos internacional, nacional e local.
Afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura dos direitos humanos em todos os espaços da sociedade.
Desenvolvimento de processos metodológicos determinados por entes federativos.
Em Pedagogia do Oprimido, Freire acredita numa educação que contribua para a democratização através de um movimento de homens e mulheres que dedicam suas vidas a transformar a realidade.
A educação pensada por Freire deve ser para a promoção do homem como:
sujeito-histórico, movido por um compromisso ético e político, preservando todas as formas de opressão.
sujeito-histórico, movido por um sentimento de opressão arraigado ao seu processo de escolarização.
sujeito-histórico, movido por um compromisso ético e político com a superação de todas as formas de opressão.
sujeito-histórico, que vê a educação como possibilidade de ascensão social, não necessariamente com compromisso ético e político.
sujeito-histórico, movido por um sentimento de esperança de ver a sua ação desvinculada dos aspectos políticos e sociais.
Paulo Freire é mundialmente reconhecido, dentre outras razões, pelo pioneirismo das experiências que realizou no âmbito da alfabetização de jovens e adultos. A utilização de temas geradores, proposta por ele, visa um ensino articulado às experiências de vida e comprometido com a transformação da realidade dos educandos. Essa prática proposta por Freire
consiste na extração, pelos professores, de temas geradores a partir dos livros didáticos, em consonância com os conteúdos específicos do currículo, os quais precisam ser apreendidos pelos estudantes a partir de relações estabelecidas com seu cotidiano.
tem como ponto de partida a contextualização de um assunto presente no dia -a-dia dos educandos e do educador, focalizando temas que deverão ser discutidos, refletidos e interpretados, a fim de que ocorra a tomada de consciência sobre eles.
é avaliada atualmente como ultrapassada, na medida em que é anterior à modernização dos métodos de ensino promovida pela incorporação das tecnologias à educação e, portanto, não condiz com o contexto educacional contemporâneo.
deriva da tendência denominada de pedagogia liberal e visa preparar os estudantes para o desempenho de papéis sociais requeridos pelo mercado de trabalho bem como adaptá -los às normas vigentes na sociedade.
Paulo Freire (1996), afirma que quanto mais o adulto evidencia a ludicidade, maior será a chance de conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades e limitações. Sobre isso marque a alternativa correta.
Os alunos da EJA possuem uma linguagem comum aos demais alunos, sobretudo no se refere a realidade cultural, social, suas visões de mundo, desejos, sonhos e necessidades.
O jovem e adulto também precisam brincar e sentir-se valorizados e motivados a voltar todos os dias para a escola, por isso, o lúdico nem exige tanta habilidade do professor.
A atividade lúdica não admite divisão, razão porque as próprias atividades lúdicas, por si mesmas, nos conduzem para esse estado de consciência.
O ideal é que o ambiente de sala de aula possa ser semelhante ao infantil, o adulto precisa se sentir como se fosse uma criança para poder se envolver nas brincadeiras.
A brincadeira é algo que surge espontaneamente na sala de aula, cabe ao professor entrar no ritmo dos alunos.
A relação entre teoria e prática no processo de ensino e aprendizagem é complexa e é objeto de discussões. Leia a citação: “A prática de pensar a prática é a melhor maneira de aprender a pensar certo. O pensamento que ilumina a prática é por ela iluminado tal como a prática que ilumina o pensamento é por ele iluminada.”
(FREIRE, Paulo. Consciência e história: a práxis educativa de
Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola. 1978, p. 68.)
É correto afirmar que esse fragmento expressa uma visão da relação teoria-prática que:
aponta a diferença entre dois tipos de conhecimento, o conhecimento técnico e o conhecimento prático, que são distintos e independentes.
postula que, na construção do conhecimento, as disciplinas do fazer devem preceder as disciplinas do saber.
relaciona a teoria e a prática de maneira dialética na medida em que a teoria influi na prática, modificando-a, e a prática fornece subsídios para teorizações.
reforça a hierarquização da teoria sobre a prática, que só se justifica quando decorre da teoria.
De acordo com o Método Paulo Freire o processo educativo ocorre e está centrado no(a):
Transmissão de conhecimento.
Desenvolvimento cognitivo.
Mediação educador-educando.
Ensino tradicional.
Na visão de Paulo Freire a educação deve ser capaz de promover a autoconfiança e toda ação educativa deve ser um ato contínuo de recriação e de ressignificação de significados enquanto condição de possibilidade para uma educação:
Amorosa e autônoma.
Exigente e libertadora.
Autônoma e efetiva.
Conscientizadora e libertadora.
O sentido sociopolítico-pedagógico que Paulo Freire atribui à educação possui um fim: o reconhecimento da condição histórica do sujeito e de seu grupo, visando à libertação das amarras que determinam sua opressão. Tal emancipação, entretanto, somente ocorreria com homens e mulheres ativos, plenos de suas consciências e esperançosos da capacidade de intervenção no mundo.
Pensar na educação a distância NÃO como educação bancária, mas como instrumento de libertação na concepção freireana implica em
propor a superação dos saberes baseados na mera vivência através do conhecimento técnico e teórico.
entender o aluno como agente do processo pedagógico, promover o diálogo entre educandos e desenvolver o espírito crítico reflexivo sobre sua vida.
promover a formação do educando de forma a desenvolver sua empregabilidade e espírito empreendedor.
desenvolver a interatividade através de sadia concorrência que estimule a criatividade imprescindível ao mercado.
entender o educador como meramente facilitador de um processo em que a principal responsabilidade está nas mãos do educando.
Considere as ideias a seguir.
I. Para Vygotsky, o sujeito é ativo e interativo, pois constrói conhecimento e constitui-se por meio das relações interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo mesmo que seus conhecimentos, papéis e funções sociais vão sendo internalizados, possibilitando a construção de novos conhecimentos e o desenvolvimento da personalidade e da consciência.
II. Paulo Freire compreende o ser humano como um ser histórico, social, inconcluso, capaz de ter não apenas sua atividade, mas a si mesmo como objeto de consciência. Na condição de estar sendo, o ser humano compara, valoriza, intervém, escolhe, decide, fazendo-se ser ético.
Essas perspectivas levam a compreender os jovens e adultos escolarizados como sujeitos históricos, sociais e culturais. As afirmativas estão
incorretas, porque são as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) que permitem a transferência do conhecimento verdadeiro pelo professor ao aluno.
corretas, porque como responsável pela construção do conhecimento, o aluno precisa pesquisar qual conhecimento é relevante para sua formação e definir seu percurso formativo.
corretas, porque compreendem que o aprendente é dotado de conhecimentos e experiências acumulados ao longo da vida, e que necessitam da intervenção de instituições culturais capazes de desencadear o desenvolvimento de suas potencialidades.
incorretas, porque é o professor quem tem discernimento em relação às experiências válidas e aos conteúdos que são necessários ao pleno desenvolvimento do aluno para que este conquiste sua cidadania.
incorretas, pois são as diversas forças econômicas, políticas e culturais que levam à definição dos objetivos e métodos de ensino que efetivamente permitem o desenvolvimento de um aluno reflexivo e consciente de seus deveres junto à sociedade.
Jófoli analisa as contribuições de Piaget, Vygotsky e Freire para a construção do conhecimento na escola, discutindo como se dá essa construção na visão desses autores e qual o papel do professor nesse processo. Considera, neste aspecto, que uma característica importante do professor para um ensino construtivista é a empatia, entendida como a
capacidade de ser sensível às necessidades dos alunos e de ser disponível para escutá-los e entendê-los, tentando devolver de forma estruturada as informações que vêm dos alunos de forma desestruturada.
competência que os docentes desenvolvem na sua prática, de interagir de forma política, conquistando rapidamente a confiança dos pais ou responsáveis pelos alunos.
habilidade em desenvolver relacionamentos assertivos e proativos com a equipe escolar e com a comunidade local, sem, entretanto, promover adequadamente a aprendizagem dos alunos.
capacidade de atrair a simpatia e amizade dos alunos, promovendo brincadeiras, jogos, e se transformando em líder junto a todas as suas turmas, motivando os alunos a memorizarem a matéria.
técnica desenvolvida por alguns professores, de fazer com que seus alunos sejam capazes de responder as questões exatamente da forma como a matéria foi explicada na sala de aula.
Assinale a alternativa incorreta sobre a concepção da pedagogia bancaria de Paulo Freire:
a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante.
O educador e educandos se arquivam na medida em que não há criatividade, não há transformação.
A educação e o conhecimento são processos de busca.
O educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que se opões antagonicamente à liberdade dos educandos.
É incorreto afirmar tendo em vista Paulo Freire e seu pensamento:
Sua educação objetiva às parcelas desfavorecidas da sociedade.
Sua educação visa levar os excluídos a entender sua situação.
Sua educação deve promover a reflexão crítica.
Seu principal livro se intitula: Valor e Linguagem.
Paulo Freire (1996), em sua obra “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, faz várias reflexões críticas sobre a prática educativa. De acordo o autor, sem essa reflexão, a teoria pode ir virando apenas discurso; e a prática, ativismo e reprodução alienada.
Assinale a alternativa que confirma a reflexão do autor:
O educador deve desconsiderar a leitura de mundo que os educandos fazem e se ater à leitura da palavra.
O educador democrático não pode se negar ao dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando e sua curiosidade.
O educador deve respeitar o saber dos educandos, porém não pode deixar que esse saber predomine por ter consciência de que aquilo que pensa, em face de sua formação, é melhor para os educandos.
O educador deve simplesmente entregar e transferir seus conhecimentos aos alunos.
“Às vezes, penso que se fala em cidadania como se fosse um conceito, muito abstrato, com certa força mágica, como se, quando a palavra cidadania fosse pronunciada, automaticamente, todos a ganhassem. Ou como se fosse um presente que políticos e educadores dessem ao povo.” (Paulo Freire)
Para o educador, cidadania é:
um grupo de pessoas que vive nas cidades.
um conceito criado pelos gregos na antiguidade.
um acordo subentendido de regras sociais.
uma maneira de definir o progresso civilizatório.
uma produção social e uma criação política.
Em seu livro: “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”, Paulo Freire (1996) afirma que: “O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do ‘faça o que mando e não o que eu faço’ [...] ”. Neste trecho, o autor está se referindo à qual exigência inerente ao ato de ensinar:
Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos
Ensinar exige criticidade
Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo
Ensinar exige rigorosidade metódica