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Segundo Maritza Montero (2004), a prática em comunidades envolve as seguintes dimensões:
Crítica, comportamental, social e dinâmica.
Cognitiva, interacionista, sócio-histórica e subjetiva.
Conhecimento, diagnóstico, planejamento e intervenção.
Ontológica, epistemológica, metodológica, ética e política.
Identificação das necessidades, diagnóstico, construção de estratégias, avaliação.
Assinale a opção que se refere à influência do marxismo na psicologia comunitária.
A partir de meados dos anos 1980 e, mais fortemente da década de 1990, as chamadas políticas sociais, políticas públicas e políticas afirmativas, passaram a demandar programas comunitários voltados para o atendimento das diferentes necessidades da população. Isto estampou a possibilidade de ampliação da prática da psicologia para novos contextos e cenários, o que se revelou, no início do novo milênio, no crescimento do mercado de trabalho, no início do novo milênio, através da entrada do psicólogo nos setores da saúde, assistência social e planejamento urbano-comunitário, entre outros.
Martín-Baró apresenta uma compreensão que opõe alienação à consciência/conscientização. De um lado, a alienação (despersonalizante, desumanizante, expressão da falsa consciência de classe) e, de outro, a conscientização (autenticidade, identidade social, formação de consciência de classe). Assim, essas definições de alienação e conscientização adquirem significado completo quando referidas às razões do autor para o livro e sua proposta para a psicologia social, isto é, ao objetivo de revelar a dimensão ideológica das ações humanas, como determinadas por interesses de classe dos grupos diversos, a fim de que o sujeito possa tomar consciência desses determinantes para assumi-los ou negá-los. Isso significa superar a falsa consciência expressa na alienação e sustentada pela ideologia mediante um processo de conscientização, o que ressalta tanto a centralidade dessas três categorias conceituais nessa obra quanto a importância da relação que entre elas se estabelece.
Primeira noção de comunidade refere-se, portanto, à constatação de que a vizinhança humana e o convívio igualitário e desinteressado são necessários para o reconhecimento e a garantia da experiência de humanidade no outro e em si próprio. No campo e nas cidades contemporâneas, a mercantilização das relações sociais determina que essa vizinhança seja progressivamente substituída por uma experiência de comunicação e avaliação de riscos que cria uma coabitação sem convivência.
Este campo aliou-se fundamentalmente à Psicologia Social em sua perspectiva crítica, a fim de produzir intervenções sociais de caráter coletivo. Surge nos Estados Unidos no fim da década de 1990 e se define como um movimento que pretende contribuir para o florescimento e o funcionamento saudável de pessoas, grupos e organizações por meio do fortalecimento das competências ao invés de corrigir deficiências. A Psicologia Positiva reconhece o sofrimento humano, situações de risco e patologias, mas pretende investigar outra face das questões, por exemplo, o altruísmo e a felicidade. (Paludo & Koller, 2005, 2007).
A defesa das intervenções na dimensão subjetiva vem acompanhada dos argumentos que defendem uma especificidade para o trabalho do psicólogo quando inserido em contextos comunitários. É necessário então individualizar ou psicologizar questões econômicas, políticas, sociais para que o psicólogo possa intervir, tendo em vista os limites de sua atuação e de sua formação. Alguns textos reivindicam explicitamente uma especificidade para o trabalho do psicólogo comunitário, relacionada à sua caracterização como o profissional que pode lidar com o desejo, a singularidade, a emoção, os afetos etc. A sua exclusividade está justamente na possibilidade de intervir em tais dimensões.
Considere a seguinte situação: Roberto, 22 anos de idade, ainda está no último ano do curso de graduação em psicologia e, a partir de sua identificação com a Abordagem Histórico-Cultural, decidiu seguir seu futuro profissional com os pressupostos da psicologia social, em especial, com sua expressão latinoamericana, a psicologia social comunitária. Reconhece que essa abordagem se interessa pela experiência subjetiva que as pessoas têm da vida em seu cotidiano, se interessa por saber como elas se sentem pertencentes ao lugar/comunidades onde moram. Além disso, admite que essa relação sujeito-comunidade é o parâmetro contextual, significativo e fundamental para a construção da identidade das pessoas. As implicações desses pressupostos na atuação do psicólogo comunitário levam à concepção de que
é possível compreender o cotidiano da comunidade mesmo quando não dirigimos atenção aos processos interativos e comunicativos.
a vida comunitária pode ser analisada a partir de sua expressão direta nos grupos institucionalizados.
a compreensão da vida cotidiana comunitária pode se dar por vias formais, sem que haja necessidade de uma convivência com o povo do lugar.
é impossível compreender o cotidiano de uma comunidade sem a participação objetiva e subjetiva em seu contexto.
Sobre o papel do Psicólogo em comunidades, assinale a alternativa CORRETA.
A especialização em psicologia social é uma condição sine qua non para o psicólogo atender à comunidade.
A escuta da liderança do grupo é o principal foco do psicólogo nesse contexto, uma vez que reflete a homeostase do grupo.
O psicólogo na comunidade trabalha fundamentalmente com a linguagem e as representações, com as relações grupais, e com as emoções e os afetos próprios da subjetividade.
A linha de trabalho do psicólogo nas comunidades deve se ater às teorias sistêmicas, uma vez que outras abordagens, como as teorias comportamentais e psicanalíticas estão voltadas ao indivíduo isoladamente.
Leia o texto a seguir:

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
Na atuação do psicólogo junto às comunidades, um dos objetivos mais citados é o fomento à participação, que pode ser entendida como
um processo por meio do qual os indivíduos influem e são influenciados nas decisões de um coletivo em assuntos de seu interesse.
uma descentralização de poderes, ou seja, maior participação dos trabalhadores nas atividades da empresa ao lhes ser dada maior autonomia de decisão e responsabilidades.
um espaço de expressão das individualidades, de confronto de ideias e de formação de consenso no qual os cidadãos aprendem e exercitam valores e práticas democráticas.
um espaço de disseminação da noção de cidadania ligada à ideia de interdependência entre os membros da sociedade.
Considerando o processo de intervenção da Psicologia Comunitária, assinale a alternativa conceitualmente incorreta.
O grupo-alvo da intervenção deve ser um grupo de pessoas com determinado grau de interação social.
O grupo-alvo da intervenção pode ou não partilhar de interesses, sentimentos, crenças e atitudes comuns.
O grupo-alvo da intervenção deve compartilhar de um território específico, ou seja, de um mesmo espaço físico (geográfico) e psicológico.
O grupo-alvo da intervenção deve apresentar determinado grau de organização.
As experiências de “psicologia comunitária”, no Brasil, tiveram seu início em bairros populares, favelas, associações de bairro, comunidades eclesiais de base, movimentos populares em geral. Deste modo, a produção teórica e prática da psicologia social comunitária é marcada pela busca do desenvolvimento da consciência crítica, da ética da solidariedade e de práticas cooperativas ou mesmo autogestionárias, a partir da análise dos problemas
gerais.
macrossociais.
macroeconômicos.
cotidianos.
sazonais.
Leia o texto e escolha a alternativa que expressa as queixas explícita e implícita do grupo de cooperados, segundo referências conceituais de Bleger (1984).
O trabalho tem como objetivo refletir a respeito de uma intervenção da área de psicologia comunitária em uma cooperativa de reciclagem de resíduos sólidos. A intervenção inseriu-se em um projeto mais amplo, que envolvia as áreas de engenharia, administração e pró- reitoria comunitária. A partir do contato com o grupo de cooperados, foram apresentadas diversas dificuldades no que diz respeito aos relacionamentos e à sua organização. Havia uma alta rotatividade de cooperados, bem como muitos conflitos entre eles [...]. Aos poucos, começamos a perceber alguns avanços na dinâmica grupal que propiciaram a passagem do conflito sem solução para a possibilidade de um diálogo e a construção de acordos, a relação dos cooperados com o grupo de pessoas mais antigas que dirigiam a cooperativa era marcada por características de desconfiança e de boicote.
GAMA, Carlos Alberto Pegolo da e KODA, Mirna Yamazato. Cooperativismo e Reciclagem de Resíduos Sólidos: uma reflexão a partir da psicanálise de grupos. Cad. psicol. soc. trab. 2010, vol.13, n.2, pp. 209-224.
A queixa explícita era a dificuldade de reciclagem dos resíduos sólidos dos cooperados e a implícita, marcada por características de confiança e diálogo entre as pessoas mais antigas do grupo.
A queixa explícita era a alta rotatividade dos cooperados e a implícita, marcada por características de desconfiança e de boicote entre os cooperados e as pessoas mais antigas do grupo.
A queixa implícita era a alta rotatividade dos cooperados e a explícita, marcada por características de desconfiança e de boicote entre os cooperados e as pessoas mais antigas do grupo.
Tanto a queixa explícita quanto a implícita eram a desconfiança e o boicote entre todos os cooperados.
As queixas explícita e implícita eram a dificuldade de reciclagem dos resíduos sólidos e a alta rotatividade.
O Plano Nacional de Promoção, Defesa e Garantia do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária retrata a tendência primordial de
fortalecimento da necessidade do abrigamento público.
divisão social do trabalho da família por gênero e número de pessoas.
centralidade da família.
incentivar a adoção para famílias estrangeiras.
unificar os Conselhos de Classe para que discutam o viés educacional adotado.
“No Brasil, a trajetória do saber-fazer da psicologia em relação à comunidade iniciou-se em meados dos anos 60 e sofreu transformações teóricas, epistemológicas e metodológicas importantes neste espaço de tempo relativamente curto, o que resultou na diversidade que hoje pode ser encontrada com respeito ao desenvolvimento dos trabalhos, dos psicólogos nas comunidades. Uma perspectiva importante nessa diversidade é aquela que entende a psicologia comunitária como uma das áreas da psicologia social e com demarcação de um importante papel nesse contexto.”
(Strey, 1998 p. 241.)
Considerando as informações, são objetivos da psicologia social comunitária, EXCETO:
Visa o desenvolvimento da consciência dos moradores como sujeitos históricos e comunitários, através de um esforço interdisciplinar que perpassa o desenvolvimento dos grupos e da comunidade.
A inserção da psicologia comunitária no campo da psicologia social, por um lado, afirma o pressuposto de que o ser humano é construído sócio-historicamente e, ao mesmo tempo, constrói as concepções a respeito de si mesmo, dos outros e do contexto social.
Opera com o enquadre teórico próprio, distinto e propõe-se a construção da subjetividade dos seres humanos inseridos nas comunidades seja geográfica como, por exemplo, um bairro ou psicossocial, e participantes de um centro comunitário.
Busca estudar a atividade do psiquismo decorrente do modo de vida do lugar/comunidade; estuda o sistema de relações e representações, identidade, níveis de consciência, identificação e pertinência dos indivíduos ao lugar/comunidade e aos grupos comunitários.
A perspectiva da psicologia social comunitária enfatiza, em termos de metodologia, a utilização sobretudo da
medida de ética da solidariedade, enfatizando os direitos humanos fundamentais e a busca da melhoria da qualidade de vida da população, por meio de questionários autodirigidos.
pesquisa participante, na qual o pesquisador e os sujeitos da pesquisa trabalham juntos na busca de explicações para os problemas colocados, e no planejamento e execução de programas de transformação da realidade vivida.
pesquisa quantitativa, método que busca por resultados que possam ser quantificados, pelo meio da coleta de dados sem instrumentos formais e estruturados de uma maneira mais organizada e intuitiva.
pesquisa exploratória objetiva, que busca constatar algo em um organismo ou em determinado fenômeno de maneira a se familiarizar com o fenômeno investigado de modo que no próximo passo, a pesquisa possa ser melhor compreendida e realizada com maior precisão.
pesquisa laboratorial, que necessita de um ambiente possível de ser controlado, estabelecido de forma prévia de acordo com o estudo a ser desenvolvido, sendo que o que é denominado como laboratorial é o fato de que a pesquisa ocorre em situações controladas.
Diversos autores da Psicologia consideram que a mera transposição de técnicas e teorias psicológicas de abordagem individual para o campo da intervenção psicossocial pode trazer dificuldades para a atuação do psicólogo. Sobre a atuação junto às comunidades e à área clínica tradicional, considere as seguintes afirmativas:
I | os objetivos da atuação nas comunidades é o desenvolvimento comunitário, a emancipação humana e a prevenção de vulnerabilidades, enquanto que, para a clínica tradicional, o foco está no tratamento terapêutico e na mudança individual. |
II | o lugar de intervenção psicossocial é a própria comunidade, o contexto social imediato, enquanto que, para a clínica tradicional, o foco está nos sujeitos e nas suas demandas individuais. |
III | o modelo teórico adotado na intervenção psicossocial baseia-se nos fundamentos da Teoria da Personalidade Social e da Psicopatologia das crises. |
IV | a relação do psicólogo comunitário com o público destinatário deve ser sempre hierárquica, tendo em vista o lugar de suposto saber e fuga do senso comum. |
Dentre as afirmações, estão corretas
I e III.
I e II.
III e IV.
II e IV.
O direito à convivência familiar e comunitária, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 19,
proíbe, definitivamente, a colocação da criança em lar substituto, antes do desmame.
assegura que toda criança e adolescente tem o direito de ser criada e educada no seio de sua família.
indica que deve ser dada prioridade à colocação de crianças em adoção pelos Conselhos Tutelares.
assegura a convivência entre crianças e idosos em abrigos assistenciais de forma prioritária.
determina a extinção de toda e qualquer instituição destinada ao Acolhimento Institucional de crianças.
As metodologias participativas constituem uma ferramenta útil para o trabalho dos psicólogos(a) junto às comunidades. São consideradas metodologias participativas:
a Caminhada Comunitária, os Grupos de Discussão e Vivência e as Entrevistas em grupo.
o Grupo Focal , a Biodança e a Biossíntese.
a Cenopoesia, o Teatro de Rua e o Teatro pós-moderno.
o Teatro do Oprimido, o Círculo de Cultura e a Tenda do Conto.
Indivíduos e famílias menos favorecidos socialmente vivem uma situação de sofrimento e exclusão. Pela descrença que sentem em relação à possibilidade de mudança, tornam-se pouco espontâneos e criativos e vivem em um mundo cujas fronteiras interpessoais são difusas, o que gera sentimentos de angústia e solidão. Para modificar essa situação, uma das possibilidades de intervenção é a realização de trabalhos em grupo que restituam nesses indivíduos e famílias a sensação de pertencimento. Pertencimento é definido como o lócus
que une indivíduos que pensam em si como membros de uma coletividade em que as crenças são partilhadas.
no qual a interferência dos condicionantes históricos para a interpretação da realidade não existe.
que elimina os julgamentos morais e éticos, oferecendo aos indivíduos e às famílias a possibilidade de serem valorizados.
provisório e transitório no qual se dilui o sofrimento relacionado à exclusão, pelo fortalecimento dos vínculos grupais.
simbólico no qual os integrantes do grupo podem compensar a situação de exclusão que vivem na realidade.
Paugan (1999) aponta que o risco de enfraquecimento dos vínculos sociais é diretamente relacionado às dificuldades encontradas:
na escolha religiosa;
nos relacionamentos parentais;
na escola;
no mercado de trabalho.
A perspectiva da psicologia social comunitária
discrimina produção teórica de aplicação do conhecimento, pois parte do pressuposto de que o saber popular é mais importante do que o saber científico.
repudia todas as formas de organização política e de dominação, buscando uma organização popular independente e espontânea.
utiliza a metodologia de pesquisa experimental, na qual pesquisador e sujeitos de pesquisa trabalham juntos na busca de explicações para os problemas.
enfatiza a ética da solidariedade, os direitos humanos fundamentais e a busca da melhoria da qualidade de vida da população.
convida o psicólogo a tomar a iniciativa de solucionar os problemas com os quais a população excluída se depara no seu cotidiano.
Diversos autores têm apontado as aproximações entre a educação popular e a intervenção comunitária do psicólogo. A Educação Popular, como instrumento teórico-metodológico de atuação, pode ser compreendida como
educação de classes populares, que visa ao trabalho de libertação e de conscientização das classes oprimidas.
perspectiva de metodologia formal-hierárquico autoritária.
metodologia populista baseada em Paulo Freire.
educação baseada na consciência mágica e na valorização do saber popular.