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Segundo Campos (1996), a produção teórica e prática da psicologia social comunitária é marcada:
Pelos trabalhos comunitários, com o objetivo de promover o saneamento básico fundamental para o desenvolvimento de melhores condições de saúde
Por métodos e processos de conscientização de grupos populares para que possam assumir responsabilidades e agir com determinação frente às questões da atenção básica de saúde
Pelos trabalhos comunitários em postos de saúde, creches, instituições de promoção do bem-estar social, ou setores do sistema judiciário voltados para o cuidado de famílias e menores
Pela busca do desenvolvimento da consciência crítica, da ética da solidariedade e de práticas cooperativas ou mesmo autogestionárias, a partir da análise dos problemas cotidianos da comunidade
A psicologia social comunitária pode ser definida como “uma área da psicologia social que estuda a atividade do psiquismo decorrente do modo de vida do lugar/comunidade; estuda o sistema de relações e representações, identidade, consciência, identificação e pertinência dos indivíduos ao lugar/comunidade e aos grupos comunitários.” (CAMPOS, Regina H. de F. (org). Psicologia Social Comunitária. Petrópolis: Vozes, 2012).
A história da psicologia comunitária no Brasil apresenta como primeiras práticas de intervenção da psicologia social comunitária:
a prevenção da saúde mental e a educação popular;
a intervenção sindical e a violência entre gêneros;
a violência urbana e a perda de identidade pelas migrações;
a melhoria das condições de trabalho e a análise da ação ideológica dos meios de comunicação;
a ausência de organização popular e a superação do individualismo.
As práticas psicológicas estão cada vez mais presentes nas comunidades, podemos chamar de Psicologia Comunitária aquelas que se caracterizam, sobretudo por:
Estarem ligadas às práticas em saúde, ao movimento de saúde, realizadas por meio de alguma política pública.
Privilegiarem o trabalho com grupos e colaborarem para a formação da consciência crítica e para a construção da identidade social e individual.
Estarem inseridas, principalmente em instituições que oferecem serviços para a população em situação de vulnerabilidade e risco social, em grandes centros urbanos.
Serem práticas que eram tradicionalmente realizadas no consultório e passaram a ser psicométricas e psicodinâmicas.
O desenvolvimento da psicologia, no Brasil, foi caracterizado por diferentes etapas que privilegiaram algumas áreas.
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorretaUma parte importante dos primeiros trabalhos de Psicologia foram realizados pelo ISOP.
A Psicologia Escolar teve importante lugar nos primórdios da atuação profissional dos psicólogos.
A Psicologia Comunitária foi uma das primeiras áreas a se desenvolver como campo de atuação profissional.
A psicanálise teve importante contribuição ao trabalho feito na área da psicoterapia infantil e de adolescente através do COIJ.
Os psicólogos atuavam principalmente com crianças, na etapa inicial de sua atuação na área clínica.
Referente às áreas de atuação da psicologia social comunitária e considerando a cena descrita na reportagem anterior, pode-se afirmar que descreve área
fora da atuação, pois se trata de problema da habitação.
de conflito urbano e não rural; este, área específica de atuação.
de atuação apenas do assistente social e educador social.
de atuação, já que busca produzir nova realidade social.
que não requer atuação; é cena natural de um país capitalista.
Em seus estudos, cientistas sociais têm buscado a definição do que seja comunidade para assim balizar de maneira fundamentada as intervenções da psicologia social comunitária. Em Sawaia (2010), encontra-se resultados dessa busca. Considerando a população descrita, pode-se defini-la como comunidade, ao considerar que
é categoria orientadora de ação e reflexão e seu conteúdo é extremamente sensível ao contexto social em que se insere, pois está associada ao debate milenar sobre exclusão social e ética do bem-viver.
é setor atrasado e pobre, que precisa ser adaptado ao capitalismo avançado, capaz de erradicar mudanças que estão acopladas à modernização buscada.
é lugar que reúne pares da classe trabalhadora, considerada como objeto social que acaba por se autoexcluir ao não aceitar as condições inerentes ao capitalismo que tem conseguido melhorar as condições de vida de toda população.
é vista com potencialidades individuais, grupais e coletivas, para integrar a população aos programas oficiais de modernização e prevenção de doenças, como via de progresso e inclusão social com as reformas e tutela do Estado.
é uma unidade consensual, sujeito único e homogêneo, lugar do gerenciamento do consenso para mudanças de atitude unindo os esforços governamentais e do povo, garantindo, assim, uma melhoria na qualidade de vida.
Sobre a produção teórica e prática da psicologia social comunitária, de acordo com Campos (2010), é possível afirmar que a partir da análise dos problemas cotidianos da comunidade, busca o desenvolvimento da(s), EXCETO:
Consciência crítica.
Práticas cooperativas.
Subjetividade negada.
Práticas autogestionárias.
Ética da solidariedade.
Sobre a Terapia Comunitária (TC), analise as sentenças abaixo.
1. Consiste em um programa de atenção primária na área de saúde mental, que utiliza a competência de pessoas e promove a construção de redes sociais.
2. O mote consiste em uma pergunta-chave, que permite a reflexão do grupo durante a terapia.
3. A TC desenvolve-se por meio das seguintes etapas: acolhimento; escolha do tema; contextualização; problematização; rituais de agregação e conotação positiva; avaliação.
4. A TC desenvolve-se por meio das seguintes etapas: acolhimento; escolha do tema; contextualização; problematização e rituais de agregação.
Está incorreto apenas o que se afirma em
1.
2.
1 e 3.
1 e 4.
4.
A Terapia Comunitária consiste em uma técnica de grupo criada por___________________________.
Zaldo Rocha
Jurandir Freire Costa
Rolando Toro
Adalberto Barreto
Áurea Castilho
Ainda com relação às características das práticas em psicologia social-comunitária é correto afirmar:
Busca-se favorecer o surgimento de sujeitos históricos, conscientes da própria responsabilidade na construção do devir pessoal e coletivo.
Acredita-se que a maioria deve decidir sem que se abram espaços para as colocações, questionamentos dos divergentes, ou seja, minorias não têm vez nem voz.
Concebe-se o indivíduo como separado de tudo, autosuficiente, que não tem nada a ver com outros e não necessita de outros para sua definição e compreensão.
Perseguem-se as metas, os resultados – a tarefa se sobrepõe às pessoas – e as questões ligadas à subjetividade, à afetividade são vistas como fatores que dificultam a consecução dos objetivos
Estimula-se a competitividade entre pessoas e grupos, pois, acredita-se que a competição é fundamental para a consecução das metas estabelecidas.
É correto considerar que na escolha de uma estratégia de intervenção comunitária constitui-se condição indispensável:
Avaliar se a estratégia é compatível com as metas que se propõe alcançar, independentemente da realidade onde se dá a intervenção.
Avaliar se a estratégia é compatível com as metas que se propõe alcançar, bem como com as condições de sua utilização, independentemente da realidade onde se dá a intervenção.
Analisar o contexto, adequando a estratégia utilizada às necessidades dos agentes externos.
Verificar se são compatíveis: os objetivos da estratégia utilizada, as demandas detectadas na e com a comunidade e as condições do contexto em que se dá a intervenção.
Verificar se são compatíveis: os objetivos da estratégia utilizada, as necessidades dos agentes externos e as condições do contexto em que se dá a intervenção.
As intervenções comunitárias no contexto contemporâneo devem se pautar em pressupostos. Analise os que se seguem:
1. Como a opressão não se restringe às relações capitaltrabalho, mas, envolve questões de gênero, étnicas, ecológicas, religiosas, psíquicas, etc., os conceitos de classe e luta de classes não são mais necessários.
2. É suficiente trabalhar com as representações ideológicas vez que estas nos permitem compreender a complexidade e amplitude do processo de dominação.
3. A participação efetiva do grupo/comunidade pressupõe o respeito à diversidade de identidades sociais e subjetividades.
4. É necessária a atenção permanente para as relações entre a subjetividade e a realidade estrutural objetiva.
Estão corretos apenas:
1, 2 e 3.
1, 3 e 4.
2, 3 e 4.
2 e 3.
3 e 4.
É incorreto considerar como característica das práticas em psicologia social-comunitária:
A adoção de um modelo dialogal favorecendo a que as pessoas se tornem sujeitos do seu saber e possam através da reflexão e do diálogo descobrirem as respostas/soluções para seus problemas.
A concepção de ciência como atividade não-valorativa, desvinculada de qualquer ideologia.
O questionamento de todas as formas de opressão e dominação, e a busca por desenvolver práticas de autogestão cooperativa.
A adoção de uma perspectiva sócio-histórica das relações cotidianas, eliminando-se posturas reducionistas, psicologizantes e a-históricas sobre os processos psicossociais.
A compreensão da educação como prática de liberdade, evitando o autoritarismo, o basismo e o espontaneísmo.
É incorreto afirmar que para a perspectiva sociohistórica, uma das bases teóricas para as práticas comunitárias, o social deve ser pensado como:
algo que não pode ser tido como intrínseco à condição humana, nem tomado, simplesmente, como sinônimo de sociabilidade.
uma multiplicidade necessariamente construída a partir de uma relação de forças num campo historicamente dado.
um objeto construído e produzido a partir de diferentes práticas humanas e que não cessa de se transformar ao longo do tempo.
algo que se torna objeto de estudos científicos no momento em que os problemas de uma determinada sociedade não conseguem mais ser absorvidos no próprio tecido das relações sociais informais.
um fato natural tão evidente que acaba parecendo supérflua e desnecessária todo tipo de questão que procure defini-lo.
A crença na multideterminação do psiquismo, que orienta as práticas em psicologia social-comunitária, nos leva a afirmar que:
1. O homem já nasce dotado de qualidades e defeitos e essa carga genética é a principal determinante de sua subjetividade.
2. O homem é um ser em permanente construção e seu comportamento sofre a influência de muitas variáveis, que incluem desde um suporte biológico, a aprendizagem da linguagem, a inserção no mundo do trabalho e as relações sociais que vivencia.
3. A subjetividade humana é processual por isso podemos falar de uma essência humana, natural, geneticamente constituída.
4. Enquanto ser sociohistórico, o homem sofre influências do meio, mas, também atua sobre esse meio, transformando-o e, ao mesmo tempo, transformando a si mesmo.
Estão corretas apenas:
1 e 2.
1, 3 e 4.
2, 3 e 4
2 e 4
3 e 4.
O psicólogo não deverá se interessar pelas representações imaginárias que os usuários fazem sobre saúde e doença.
Cabe ao psicólogo diagnosticar e orientar apenas.
A demanda independe da forma como a instituição se apresenta à comunidade.
Os modos de pensar, agir e sentir, ou seja, a crítica que se faz em relação à doença, não tem absolutamente importância na forma de adoecer.
A interação da equipe de profissionais com os usuários, isto é, a relação cuidador-cuidado, modula e favorece a adesão da demanda.
O trabalho descrito no texto é compatível com os princípios metodológicos de intervenção em grupo.