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O tratamento hospitalar em UTI caracteriza-se pelos procedimentos invasivos e pela utilização de aparelhos de manutenção da vida. Segundo Romano (2008), os principais aspectos psicológicos que interferem no desmame do ventilador mecânico em UTI são:
a perda do lugar de sujeito e o significado que o paciente atribui ao adoecer grave, à internação prolongada e à relação estabelecida com a ventilação mecânica.
o rebaixamento do nível de consciência, a objetificação do paciente da parte da equipe de saúde e o sentimento de impotência diante dos aparelhos médico-hospitalares.
a angústia diante da morte, o medo de sequelas físicas, a impossibilidade de falar e comunicar as suas necessidades e desejos à equipe de saúde.
a ansiedade diante dos riscos inerentes ao procedimento, como lesões na região orofaríngea, fadiga muscular ventilatória e insuficiência respiratória aguda.
a emergência de fantasias canibalísticas típicas da fase oral-sádica do desenvolvimento psicossexual humano e suas repercussões no comportamento do paciente.
Dado o contexto de psico-oncologia, é necessário que o profissional se atente a termos médicos para melhor compreensão do quadro como um todo. Sobre isso, associe as colunas relacionando termos oncológicos com suas respectivas descrições:
Coluna 1:
A-Hiperplasia
B-Linfedema
C-Recidiva
Coluna 2:
(_)Condição na qual há reaparecimento de um câncer, que pode ser local, regional e distante (nesse caso, chamamos de metástase)
(_)Condição na qual existe um aumento anormal do número de células de um tecido.
(_)Condição de inchaço, principalmente do braço/mão, causado por bloqueio da linfa após um esvaziamento linfonodal axilar.
Assinale a alternativa cuja a sequência da associação, de cima para baixo, esteja correta:
B, A, C
C, A, B
C, B, A
A, C, B
Assinale a alternativa que NÃO corresponde às modalidades de intervenção no hospital, pelo psicólogo hospitalar, dependendo da demanda e da área específica de atuação:
Atendimento psicoterapêutico.
Pronto Atendimento.
Avaliação diagnóstica.
Emergência.
Sobre a adesão ao tratamento, de acordo com Cardoso e Garcia (2012), podemos afirmar:
I - A adesão não é universal, pois algum tipo de não adesão é sempre esperado. Normalmente os doentes não seguem exatamente aquilo que é prescrito pelos profissionais de saúde, mesmo no caso de doenças graves.
II - O paciente aderente ao tratamento é aquele que estabelece uma boa aliança terapêutica com o profissional de saúde e segue exatamente o tratamento que é prescrito e recomendado pelo seu profissional.
III - O paciente aderente ao tratamento não é apenas aquele que obedece à orientação prescrita pelo profissional de saúde, mas também entende e concorda com estas orientações.
IV - A adesão ao tratamento é influenciada por inúmeros fatores relacionados ao paciente e ao seu entorno; por isso, as estratégias para abordar essa questão devem concentrar-se no monitoramento do uso dos medicamentos, como o acompanhamento do nível sérico ou urinário da medicação.
Assinale a opção correta.
Somente o item I é verdadeiro.
Os itens I, II e III são verdadeiros.
Os itens II, III e IV são verdadeiros.
Os itens I e III são verdadeiros.
Os itens II, III são verdadeiros.
Chiattone (in: ANGEROMI-CAMON, 2003), ao abordar a hospitalização de crianças, alerta que existem vários fatores inerentes à hospitalização e várias consequências nocivas dessa medida que contribuem para o aparecimento de problemas emocionais graves e, ainda, diversas outras iatrogenias, entre as quais a mais importante delas se refere às infecções hospitalares. No entanto, o autor aponta que o maior malefício inerente ao processo de hospitalização se refere a outro aspecto, assumido e generalizado nas enfermarias pediátricas. Assim, assinale a opção que apresenta esse aspecto.
Separação da mãe.
Idade da criança.
Desmame agressivo.
Interrupção da escolaridade.
Medo do desconhecido.
Na psicologia hospitalar, a atuação do psicólogo acaba por se restringir a aspectos emocionais, ignorando a importância do entendimento e acompanhamento de variáveis biológicas e físicas dos pacientes.
Certo
Errado
Conforme as Referências Técnicas para atuação de Psicólogas(os) na Atenção Básica à Saúde, publicadas pelo Conselho Federal de Psicologia (2019), segundo dados do DataSUS, em dezembro de 2018, quando o Núcleo Atenção à Saúde da Família (NASF) comemorava seus 10 anos de existência no país, o número de psicólogas(os) atuando na Atenção Básica (AB), entre NASFs e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), era de 10.721 profissionais. Esse contingente significativo de psicólogas(os) adentrou este campo em atendimento aos chamados de duas frentes. Assinale a alternativa correta:
Primeira frente, originária da expansão dos Consultórios de Rua, como uma estratégia de Atenção Básica em Saúde e a segunda frente veio da Psicologia Clínica elegendo o atendimento individual como a única forma possível de um trabalho clínico psicológico.
Primeira frente, relacionada às políticas públicas e de saúde coletiva como uma fonte dos desafios a serem enfrentados pelas(os) psicólogas(os) da Atenção Básica do SUS e a segunda frente, como resultante inserção exclusiva da Psicologia Social e Comunitária aos contextos do SUS.
Primeira frente, a expansão da Estratégia de Saúde da Família (ESF) guiadas pelos princípios da Reforma Sanitária, e a segunda frente, devido à Reforma Psiquiátrica de princípios favoráveis à extinção dos manicômios que contribui para o estabelecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Primeira frente, pela necessidade das(os) psicólogas(os), contribuírem nas equipes de Atenção Básica para a construção de Projetos Terapêuticos Singulares a segunda frente, veio da inserção homogênea no território nacional da atuação de psicólogas(os) no âmbito da Atenção Básica do SUS.
Primeira frente, derivada da necessidade de apontar mudanças nos currículos das formações de psicólogos no sentido da inclusão da Saúde Coletiva nos cursos de Psicologia e a segunda frente, como resultante da Psicologia e Saúde estarem totalmente consolidadas no âmbito da Atenção Básica.
Diante de todas essas dificuldades, o trabalho do psicólogo se faz bastante oportuno. Os atendimentos são breves, focais e buscam minimizar o sofrimento de pacientes e familiares (MOURA, 1996). O psicólogo no Pronto-Socorro tem como objetivo principal incluir um olhar para a subjetividade. De certa forma, este profissional caminha na "contramão" da emergência. Não porque seu atendimento não seja urgente, mas pela sua escuta singular, que implica a valorização dos vínculos e a compreensão do sofrimento do paciente, de seus familiares e da equipe de saúde. Sterian (2001, p. 47).
Acesso em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/ 47/47133/tde-12022009-121121/publico/rossi_me.pdf
De acordo com trecho acima, qual o objetivo do trabalho do psicólogo no Pronto-Socorro:
Qual é o principal objetivo do trabalho do psicólogo no Pronto-Socorro, conforme descrito no texto?
Incluir um olhar para a subjetividade, valorizando os vínculos e compreendendo o sofrimento do paciente, de seus familiares e da equipe de saúde.
Oferecer a equipe de atendimento suporte psicológico para lidar com atendimento da situação emergencial.
Agir de forma urgente e rápida, desconsiderando a importância da escuta e da compreensão do sofrimento.
Oferecer atendimentos prolongados e detalhados para pacientes e familiares.
A Psicologia Hospitalar é, ainda, um assunto desconhecido para a maioria das pessoas, inclusive profissionais de saúde e psicólogos. Sobre o assunto, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(_)Dentro da Psicologia Hospitalar, tanto o paciente e a família, quanto a equipe poderá ser ajudada pelo psicólogo.
(_)A Psicologia Hospitalar pode ajudar no processo saúde-doença, mas não deve interferir em questões de terminalidade.
(_)Dentre os principais objetivos dos pesquisadores acerca da Psicologia Hospitalar, destaca-se a melhoria da comunicação e prevenção de conflitos em situações de terminalidade em UTIs.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
V − F − V
V − F − F
F − F − F
V − V − V
Diante de um diagnóstico oncológico em um paciente infantil, qual a abordagem mais correta?
Com relação à família, o psicólogo deve oferecer conforto e orientar sobre a centralidade do paciente diante da doença, ajudando assim, os pais a melhor assistir aos filhos que tenham recebido diagnóstico de câncer. Com relação ao paciente, é preciso utilizar-se de formas lúdicas para orientar a criança sobre seus próximos procedimentos, prognósticos e o entendimento de enfermidade.
Com relação à família, o psicólogo deve atuar como um intermédio entre a equipe médica e os cuidadores. Com relação ao paciente, o psicólogo deve abordar todos os temas a respeito do diagnóstico, esclarecendo dúvidas do próprio paciente.
Com relação à família, o psicólogo deve ter cautela ao oferecer suporte emocional, pois estes se encontram pouco receptivos durante a fase de diagnóstico. Com relação ao paciente, é necessário que o profissional explique de maneira clara e objetiva os aspectos da doença e gravidade do quadro, esclarecendo diálogos realizados entre o paciente e a equipe médica.
Com relação à família, o psicólogo deve oferecer suporte emocional, realizando grupos terapêuticos e colocando em palavras os sentimentos e vivências. Com relação ao paciente, o psicólogo deve buscar conhecer a criança que adoeceu e também a vida do paciente antes do diagnóstico, para que o diálogo se torne mais claro.
As intervenções psicológicas com pacientes oncológicos objetivam minimizar a angústia da dor e do sofrimento provocado pelas mudanças ocorridas na vida da pessoa por ocasião do acometimento da doença, a partir de atendimentos individuais e/ou grupais, desmistificando crenças equivocadas acerca do diagnóstico e do tratamento, sempre com uma escuta ativa, buscando os sentidos e significações do momento vivenciado (Albergaria & Amorim, 2018).
Acesso em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/R3NhmWLQ6R v8BX9hT5Jpckb/
Qual é o objetivo das intervenções psicológicas com pacientes oncológicos, de acordo com a descrição apresentada no excerto acima?
Ignorar as preocupações emocionais dos pacientes e focar exclusivamente nos aspectos físicos da doença.
Reforçar crenças equivocadas sobre o diagnóstico e tratamento da doença.
Reduzir o desconforto emocional gerado pelas transformações na vida da pessoa após receber o diagnóstico de câncer, através de sessões de apoio individual ou em grupo.
Provocar angústia e sofrimento para conscientizar os pacientes sobre as mudanças em suas vidas.
O parto traumático é aquele que é conduzido sem respeito às boas práticas, de que fazem parte:
I- Oferta de analgesia;
II- Permissão de acompanhante durante quase todo o tempo;
III- Não usar intervenções excessivas que não sejam preconizadas pelas melhores evidências científicas e respeito ao protagonismo das mulheres.
Sobre os itens acima, podemos afirmar:
Apenas I está correto.
Apenas II está correto.
Apenas III está correto.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Via de regra, uma entrevista entre um paciente hospitalizado e um psicólogo deve conter:
I- Temperamento Emocional Observado: Questionar e observar o humor do paciente com relação ao ambiente, com a situação, com a equipe de saúde responsável e se houve um mínimo de adaptação do mesmo com relação a nova situação;
II- Postura Frente à Doença e à Vida: É possível questionar e observar neste momento se há tendências suicidas no paciente e qual valor o mesmo dá a própria vida;
III- Estado Atual Frente à Hospitalização: A reação do paciente frente à hospitalização e doença. Se há uma negação do mesmo, se este está barganhando sua condição de estar hospitalizado (tenta negociar para sair do ambiente), transmite revolta, aceitação ou até se há ganhos secundários por estar na atual situação.
Sobre os itens acima:
Apenas o item I está correto.
Todos os itens estão corretos.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Segundo Chiattone (2010), a transposição do modelo clínico tradicional à prática da psicologia hospitalar é inadequada. Assinale a alternativa que descreve a razão pela qual esta transposição NÃO deve ocorrer
O psicólogo hospitalar não utiliza conceitos e técnicas da Psicologia Clínica, pois são campos de atuação completamente distintos e não relacionados; toda tentativa de fazê-lo implica em prejuízo à assistência hospitalar.
O psicólogo deixa de aplicar um modelo clínico alternativo capaz tanto de atender tanto as demandas individuais quanto às demandas institucionais, limitando o alcance terapêutico das suas intervenções no contexto hospitalar.
O psicólogo não aprende as técnicas cientificamente validadas e comprovadamente eficazes para o contexto hospitalar, o que torna a sua atuação aquém do esperado e insuficiente para atender a todas as demandas.
O psicólogo distancia-se da realidade institucional e da participação em ações multiprofissionais integradas, não respondendo às demandas específicas da população atendida neste nível de atenção à saúde.
O psicólogo clínico não encontra lugar apropriado para atuação no contexto hospitalar, uma vez que os objetivos de sua atuação não são compatíveis com os objetivos da instituição e da equipe multiprofissional.
Acerca do luto antecipatório, de acordo com Fonseca (2014):
I - O luto antecipatório tem uma função adaptativa, antecipando o desligamento afetivo e protegendo contra a possibilidade de se defrontar com uma morte repentina, cujos efeitos são mais devastadores.
II - O acompanhamento psicoterapêutico no período do luto antecipatório tem como objetivo a eliminação do impacto da perda quando esta ocorre concretamente, evitando, assim, a possibilidade da ocorrência de um luto patológico
III - No luto antecipatório podem ocorrer as mesmas reações que ocorrem no luto pós-morte e as fases deste processo podem ocorrer simultaneamente. Este processo não é universal, mas sim culturalmente determinado.
IV - A ambivalência é um sentimento frequente no luto antecipatório do familiar, pois por um lado ele tem que se preparar para a morte que se avizinha, e por outro, precisa se dedicar à pessoa em fase terminal.
Assinale a opção correta.
Somente o item I é verdadeiro.
Os itens I, II e III são verdadeiros.
Os itens II, III e IV são verdadeiros.
Os itens I, III e IV são verdadeiros.
Os itens II, III são verdadeiros.
A avaliação psicológica realizada no contexto hospitalar requer um modelo distinto do modelo biomédico a fim de possibilitar a formulação de uma estratégia adequada de cuidados. Segundo Remor (2019). Marque a alternativa que melhor descreve os indicadores a serem considerados nesta avaliação.
Mecanismos de defesa, recursos de enfrentamento, crenças e atitudes com relação à doença e ao tratamento.
Sistema de saúde, contexto sociocultural e interação da equipe de saúde com o paciente e seus familiares.
História médica do paciente, história da doença atual do paciente e história familiar em relação à doença.
Percepções do paciente, da família do paciente e dos membros da equipe de saúde com relação à situação em foco.
Estrutura de personalidade do paciente, psicodinâmica da família do paciente e análise das relações de poder na instituição.
Conforme as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS, analise a sentença abaixo:
O setting terapêutico criado pela(o) psicóloga(o) na atenção a pacientes hospitalizados e/ou seus familiares tem por princípio garantir um espaço para a escuta do sofrimento psíquico sem desconsiderar as interfaces com os processos biológicos e socioculturais que se apresentam naquele momento (1ª parte). O setting terapêutico não é definido como na atuação clínica convencional, visto que se ampliam o saber/fazer psicológico, fugindo-se dos enquadramentos da psicoterapia convencional e aproximando-se da atenção psicológica integrada aos demais fazeres e aos procedimentos que as equipes de saúde prestam aos pacientes no hospital (2ª parte). Essa escuta clínica da(o) psicóloga(o) hospitalar é ampliada a três diferentes grupos de atenção: pessoa assistida, família e instituição. Essa tríade configura um diferencial importante do trabalho da Psicologia dentro das instituições de saúde, em contraponto com a atuação na clínica, pois o foco central no sujeito adoecido ou em sofrimento preconiza um olhar ampliado à família do paciente como extensão dessa dor emocional e uma necessidade de interação efetiva com a equipe de saúde que acompanha o caso (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 3ª parte.
Apenas a 1ª e a 2ª partes.
Apenas a 2ª e a 3ª partes.
Todas as partes.
“O comportamento ______________ é fortalecido ou enfraquecido pelos eventos que seguem a resposta. Enquanto o comportamento _______________ é controlado por seus antecedentes, o comportamento operante é controlado por suas _______________”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
operante – respondente – consequências
operante – disruptivo – atitudes
respondente – disruptivo – atitudes
respondente – operante – consequências
disruptivo – respondente – consequências
A hospitalização é um evento gerador de estresse tanto para o doente quanto para a família. No caso de atendimento multifamiliar (grupo) para os familiares de um paciente internado,
o foco prioritário do atendimento devem ser os conflitos intrapsíquicos dos membros do grupo.
a duração do atendimento deve ser flexível para acolher todas as demandas do grupo.
o grupo deve ser fechado para assegurar a elaboração das questões trazidas pelos participantes.
cabe ao psicólogo apresentar principalmente dados informativos e psicoeducativos.
o coordenador deve se colocar à disposição dos familiares para atendê-los individualmente.
Assinale a alternativa correta sobre psicologia hospitalar.
A psicologia hospitalar é o campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento.
O objeto da psicologia hospitalar diz respeito às causas psicológicas das doenças mentais.
A psicologia hospitalar trata exclusivamente das doenças com causas psíquicas, denominadas psicossomáticas.
Nem toda doença orgânica apresenta aspectos psicológicos, por isso, o psicólogo hospitalar se restringe a grupos específicos de pacientes.
A psicologia hospitalar prescinde de técnicas também utilizadas em outras áreas da psicologia, como atendimento individual ou em grupos.