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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) A Unidade de Terapia Intensiva é destinada ao tratamento de pacientes gravemente enfermos, considerados especiais pela sua condição física e psicológica e por toda a demanda de cuidados que necessitam e que lhes são fornecidos.
( ) A Unidade de Terapia Intensiva é considerada um ambiente de múltiplos fatores estressantes, aos quais os profissionais estão expostos cotidianamente e exige dos membros da equipe que ali atuam estarem aptos e qualificados para lidar com essas exigências.
( ) À medida que a equipe de Unidade de Terapia Intensiva se debruça sobre os aspectos físicos do paciente, a Psicologia tem seu olhar voltado para os fatores emocionais desencadeados pela doença, pelo período de internação e todos os aspectos decorrentes da mesma.
( ) Fatores como idade, sexo, recursos socioeconômicos, familiares, crenças religiosas sobre a doença e a morte, num contexto de Unidade de Terapia Intensiva, afetam decididamente o paciente, devendo ser este o foco central de intervenção da psicologia nesse contexto.
( ) O cuidado psicológico na Unidade de Terapia Intensiva tem como finalidade minimizar o estresse da situação e amenizar o impacto da doença e seu tratamento junto ao paciente e seus familiares, para melhor favorecer a adaptação à condição de doença e à hospitalização.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • V • F • V
V • V • F • V • V
V • V • F • F • V
F • V • V • V • F
F • V • V • F • V
O local de atendimento do psicólogo hospitalar tem suas particularidades, quando diz respeito ao setting. A respeito do setting no ambiente hospitalar, analise os seguintes itens:
I. O psicólogo hospitalar necessita de uma sala para atendimento, pois é preciso criar um setting no hospital onde o paciente é atendido com tranquilidade e livre de intercorrências.
II. O local do atendimento em psicologia hospitalar é onde o paciente está e o psicólogo necessita encontrar uma postura flexível e criativa, objetivando contornar as dificuldades.
III. No caso das enfermarias, o psicólogo hospitalar deve ir ao encontro do paciente. Para realizar atendimento, é necessário fazer adaptações do setting devido à falta de privacidade e possível violação do sigilo.
IV. No contexto hospitalar, o setting é muito complexo, pois necessita de uma estrutura adequada para poder funcionar e precisa obedecer às normas rígidas e também evitar alas muito cheias.
Assinale a alternativa CORRETA.
Nenhuma está correta.
Somente II está correta.
Somente I e II estão corretas.
Somente II e III estão corretas.
Todas estão corretas.
De acordo com Benito, Barbero e Payás (2008) e a respeito da espiritualidade no contexto hospitalar, analise as seguintes alternativas:
I. O espiritual se refere aos aspectos da vida humana que têm a ver com as experiências que transcendem os fenômenos sensoriais.
II. Em situações limites, como a fase final da vida, as necessidades espirituais do paciente que até então estavam latentes, podem emergir com força e, se não forem satisfeitas, transformam-se em sofrimento espiritual.
III. Independente da crença espiritual ou religiosa, constituem necessidades espirituais dos pacientes a busca de nutrição do espírito, a busca de uma verdade essencial, de esperança, do sentido da vida e da morte.
IV. A dimensão espiritual da vida humana não pode ser vista como um componente integrado ao físico, ao psicológico ou ao social, e deve ser percebida como vinculada ao significado, ao propósito da vida, à reconciliação e à afirmação de valores.
V. Na última fase da vida, o paciente percebe diversas necessidades espirituais fundamentais que, se elaboradas efetivamente, lhe ajudarão a encontrar o significado da vida, manter a esperança e aceitar a morte.
Assinale a alternativa CORRETA.
Todas as alternativas estão corretas.
As alternativas I, II, III e V estão corretas.
As alternativas I, II e III estão corretas.
As alternativas II, III e V estão corretas.
As alternativas I, II, IV e V estão corretas.
A atuação do psicólogo, no contexto hospitalar, consiste em
atender o paciente em suas dificuldades emocionais.
utilizar saberes e técnicas para aplicar de forma sistemática e coordenada, sempre com o intuito de melhorar a assistência integral do sujeito.
observar o meio social do sujeito identificando as variáveis que obstaculizam o seu desenvolvimento sadio
compreender os aspectos biológicos que fazem parte do adoecimento
atender exclusivamente a equipe de técnicos para que estes alcancem melhores condições de trabalho e saúde mental
Como afirma Angerami-Camon (2002): “No hospital, o psicólogo deve, então, redefinir seus limites no próprio espaço institucional”. Dessa forma, é correto afirmar que
o contexto hospitalar não interfere na definição da tarefa psicológica e no desempenho técnico e, portanto, o psicólogo deve manter sua atuação focada no modelo clínico tradicional.
no hospital o psicólogo possui uma área restrita de atuação, a qual é limitada pelos conhecimentos aprendidos em sua formação.
o psicólogo hospitalar deve atuar subordinado a um serviço de saúde mental em um hospital geral, realizando e complementando diagnósticos psicológicos e psiquiátricos.
no contexto hospitalar, dada a valorização do aspecto orgânico nas doenças, verifica-se que as expectativas da instituição e da equipe médica acerca do papel do psicólogo são as mesmas do psicólogo que atua na instituição.
o psicólogo deve reaprender com suas práticas, reintegrando seus conhecimentos por meio de uma postura de constante investigação sobre elas.
As possibilidades de intervenção em psicologia pediátrica são múltiplas e, dessa forma,
no adoecimento da criança é adequado mapear as características dos vínculos e da dinâmica familiar, avaliando-se os sistemas familiares e os subsistemas parental e fraterno, devido à importância da família nos cuidados e na adesão ao tratamento.
as crianças, em geral, agem, falam e/ou brincam de acordo com suas possibilidades maturativas, emocionais, cognitivas e de socialização e, portanto, a avaliação psicológica pode gerar resultados subjetivos e de pouca credibilidade para uma análise com objetivos diagnósticos.
a triagem de desenvolvimento para detectar problemas na trajetória evolutiva da criança, buscando ações para a promoção de um desenvolvimento saudável, devem-se restringir aos serviços específicos de assistência à saúde da criança, uma vez que esse não é foco da psicologia pediátrica.
em situações de terminalidade, a intervenção psicológica deve ser realizada exclusivamente com a família, uma vez que os comportamentos de ansiedade, medo, tristeza, raiva, culpa e insegurança são aspectos protetivos dos familiares e devem ser preservados nessas situações.
A preparação psicológica pré-cirúrgica é desnecessária nesse contexto devido à imaturidade da criança em controlar seus impulsos e a ansiedade demasiada que pode dificultar a recuperação no pós-operatório imediato.
O psicólogo em um hospital infantil deve planejar seu trabalho em diretrizes norteadoras da sua atuação no setting pediátrico. Para isso, ele precisa:
atuar com base em um protocolo de assistência, que viabilize um trabalho individual em detrimento de uma saúde multiprofissional;
deter um conhecimento amplo sobre a doença da criança, com foco sobre seu adoecimento físico e os aspectos clínicos médicos;
identificar as consequências de aspectos psicossociais sobre o desenvolvimento psicológico infantil e os efeitos para a saúde física e mental da criança;
avaliar criteriosamente as opções de diagnóstico médico para mediar a comunicação do profissional e seu manejo clínico;
A Psicologia Hospitalar foi reconhecida como especialidade em 2001 e, atualmente, é regulamentada pela Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 13/2007. O reconhecimento da especialidade da Psicologia Hospitalar, além de apontar as atribuições, ampliou o campo de trabalho do psicólogo. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
A assistência psicológica no hospital, por se tratar de um campo de trabalho institucional, é um serviço obrigatoriamente de nível terciário.
O Ministério da Saúde publicou dezenas de portarias que exigem a presença do psicólogo na equipe mínima de atendimento de diversas patologias.
O psicólogo especialista em psicologia hospitalar no desempenho de sua atividade não poderá acumular a atribuição de atender intercorrências psíquicas dos pacientes e atender às demandas da equipe de saúde.
Com a ampliação do trabalho do psicólogo em hospitais, fez-se necessário o desenvolvimento de uma linha teórica própria em Psicologia Hospitalar.
O psicólogo que faz parte de uma equipe de saúde em hospital não poderá registrar seus atendimentos em prontuários, para não incorrer em falta ética.
Artigo de Moretto e Priszkulnik apresenta e discute a noção de inserção do psicanalista na equipe de saúde como processo e, ao mesmo tempo, um pré-requisito para que se faça psicanálise em extensão. A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas:
1. A entrada de um psicanalista numa Instituição de saúde não corresponde, necessariamente, à sua inserção, assim como o lugar do psicanalista numa equipe de saúde não corresponde a uma vaga disponível no quadro funcional de uma instituição. É um lugar que precisa ser construído, de forma que ele, o psicanalista, possa operar.
2. Estar inserido implica, essencialmente, estar presente fisicamente, recebendo encaminhamentos, frequentando ambulatórios, enfermarias e reuniões e respondendo às demandas que lhe são dirigidas de acordo com o contrato por ele assinado.
3. A boa intenção de um profissional é imprescindível para que a inserção numa instituição de saúde ocorra, assim como o ponto de vista pessoal ou a fantasia do médico em relação ao profissional contratado (favorável ou não) também é decisiva.
4. O lugar do psicanalista na equipe de saúde não é dado de antemão, razão pela qual o processo de inserção e a construção do lugar do psicanalista na equipe de saúde podem ocorrer se houver um psicanalista decidido ao trabalho.
Assinale a alternativa correta.
Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
O profissional que objetiva o tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento, cujo objetivo final é a subjetividade, ajudando o sujeito a compreender as causas de seu adoecimento, tendo como filosofia curar sempre que possível, aliviar quase sempre e escutar sempre, é um profissional:
psicólogo cognitivo-comportamental.
psicólogo behaviorista.
psicanalista.
psicólogo hospitalar.
No livro Psicologia em Unidade de Terapia Intensiva: critérios e rotinas de atendimento, os autores afirmam que a internação em unidade de terapia intensiva normalmente acontece de forma abrupta, como consequência de doenças agudas ou agravamento de alguma doença de base. Com relação ao assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) Algumas repercussões psíquicas são inesperadas durante a internação, como medo e impotência em função da imprevisibilidade, insegurança quanto à recuperação e ameaça da morte iminente, ansiedade em relação aos procedimentos e à falta de autocontrole, vulnerabilidade, fragilidade, dependência e desamparo.
( ) A participação do psicoterapeuta na organização dos horários de visita pode ser considerada um dispositivo de acolhimento.
( ) O momento da visita é, muitas vezes, permeado por muita expectativa e temor dos familiares. Essa ocasião, marcada pelo acompanhamento do psicoterapeuta, possibilita a oferta da escuta, o acolhimento da queixa, o surgimento da demanda.
( ) Orientar sobre e/ou desmistificar rotinas e questões práticas desrespeita uma das diretrizes gerais para a assistência psicológica ao paciente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – V – F – V.
F – V – V – F.
V – V – V – F.
V – F – V – F.
F – F – F – V.
Pode-se afirmar que a Psicologia Hospitalar é uma especialidade relativamente nova. Diante da inexistência de um paradigma claro, é correto afirmar que muitos psicólogos:
atuaram com base em um consenso teórico e técnico provisório, logo substituído;
propuseram a absorção da Psicologia Hospitalar pela Psicologia da Saúde, sem êxito;
tentaram transpor literalmente para o hospital o modelo clínico tradicional aprendido;
clínicos buscaram compensar suas limitações profissionais por meio de treinamento em serviço;
De acordo com a Portaria nº 1.271 (de 6 de junho de 2014 do Ministério da Saúde), se o psicólogo, ao atender uma paciente no ambiente hospitalar, suspeitar que ela mesma está sendo vítima de violência sexual,
não pode atuar, pois lhe é vedada essa prática, de acordo com o Código de Ética.
paralelamente à notificação do caso, deve orientar a vítima a procurar a delegacia de mulheres, bem como encaminhar imediatamente a pessoa para a rede de atenção à saúde.
não pode atuar, pois a Portaria prevê somente a atuação do médico em casos de violência sexual, pois este profissional tem acesso à Ficha de Notificação.
deverá informar o caso à vigilância em saúde do município, mas não deve incentivar a paciente a procurar a delegacia de mulheres.
só poderá notificar e atuar em casos suspeitos de violência sexual se a vítima estiver com ideação suicida.
A Resolução CFP nº 007/2003, que institui o Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica, estabelece alguns parâmetros para a construção de quatro modalidades de documentos. Considerando o caso a seguir e as recomendações da referida resolução, marque a opção CORRETA.
“Joana encontrava-se em acompanhamento psicológico no ambulatório de um hospital universitário e durante uma sessão de psicoterapia solicitou ao psicólogo um laudo para justificar sua ausência no trabalho”.
Joana solicitou o documento correto, uma vez que o laudo psicológico é o documento mais completo decorrente de avaliação psicológica.
Joana solicitou o documento inadequado uma vez que para justificar faltas apenas uma declaração é necessária, pois visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionados ao atendimento psicológico.
O psicólogo deverá orientá-la sobre a modalidade de documento mais adequada, sendo o parecer o mais indicado.
Joana solicitou o documento adequado, uma vez que o laudo psicológico tem a finalidade de apresentar uma resposta esclarecedora de uma “questão-problema”.
Joana não solicitou o documento correto, o mais indicado seria um relatório do acompanhamento.
Segundo Simonetti, o objeto da psicologia hospitalar são os aspectos psicológicos e não as causas psicológicas, e toda doença encontra-se repleta de subjetividade. O setting terapêutico na realidade hospitalar é peculiar. Com base nessa afirmação, é correto afirmar:
O hospital deve disponibilizar um espaço para que o psicólogo possa realizar seus atendimentos.
O atendimento em enfermaria compromete o sigilo, sendo assim, o psicólogo deve buscar um espaço onde o paciente se sinta à vontade para expor seus sentimentos.
A rotina de procedimentos realizados por profissionais que estão cumprindo suas funções deve ser interrompida para que o psicólogo possa atender o paciente.
O psicólogo deve adaptar sua atuação, visto que os espaços e condições hospitalares são muito diferentes do setting da atuação clínica em consultório.
Informações sobre a doença do paciente, como evolução e prognóstico, a quem o psicólogo presta atendimento são irrelevantes para a realização do atendimento.
No campo da atenção psicológica em pediatria a comunicação profissional-paciente pediátrico é um importante desafio à prática clínica hospitalar de toda equipe. Analise as alternativas abaixo e responda as que são falsas (F) e as verdadeiras (V):
I - No setting pediátrico é importante considerar as informações da família por meio da análise do discurso familiar, que sempre representa as necessidades da criança;
II – Cabe ao profissional reconhecer que a criança pode não compreender as orientações do seu tratamento e ficar assustada e emocionalmente perturbada;
III – O paciente pediátrico não tem competência emocional para participar da consulta e se responsabilizar pelas decisões sobre seu tratamento;
IV - A comunicação profissional-criança é sempre um grande facilitador da adesão ao tratamento se dirigido exclusivamente à família;
(V); (V); (F); (F);
(F); (F); (F): (V);
(V); (F); (F); (F);
(V); (V); (V); (F);
Um idoso deu entrada em um pronto-atendimento de um hospital geral, inconsciente, trazido por uma ambulância. Ele não estava acompanhado no momento em que chegou ao hospital, porque o atendimento emergencial foi solicitado por desconhecidos. Os exames iniciais identificaram risco de morte e a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata. Nesse caso,
o procedimento pode ser autorizado pelo médico que o atendeu.
a intervenção deverá aguardar a presença e autorização de um familiar do idoso.
o atendimento deverá ser adiado até que o idoso possa autorizar conscientemente a intervenção.
a cirurgia deverá ser autorizada por um curador, porque o idoso está interditado.
a operação pode ser realizada sem autorização, porque envolve risco imediato.
O I Encontro Nacional de Psicólogos da Área Hospitalar (ENPAH) ocorreu em 1983 em São Paulo, sendo um marco da consolidação da atuação na área hospitalar. Através de propostas de atuação da subcomissão de Psicologia Hospitalar do CRP-06, surgiu uma lista que tenta diferenciar a prática nos hospitais da prática clínica.
Pode-se afirmar como diferenças:
I. Instituição permeando a atuação;
II. Obrigatoriamente multiprofissional;
III. Dinâmica de trabalho exclusiva por solicitação médica;
IV. Ambiente de ação rígido;
V. Sobreposição de sofrimento organopsíquico.
São verdadeiros os itens:
I, II, III, IV, V
Somente I, II, III, V
Somente I, II, V
Somente II, III
Somente II, III, IV
Sobre a medicina paliativa no contexto hospitalar, assinale a alternativa correta.
A recomendação é de que profissionais e equipes assistentes no hospital assumam de forma pessoal os sentimentos apresentados pelos pacientes e familiares nessa fase da terminalidade, gerando maior intensidade no laço transferencial.
Quando chega o final de vida, os mecanismos de enfrentamento que os pacientes utilizaram no passado para manter a autoestima e a estabilidade tornam-se o ponto principal de apoio nesse momento.
Os pacientes que desconhecem a gravidade do próprio diagnóstico tendem a lidar melhor com as notícias dos médicos.
O paciente hostil e na fase da raiva com a sua condição clínica tende a criar laço positivo com o psicólogo em detrimento de outros laços.