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A atuação do psicólogo junto a medicina intensiva tem suas particularidades que devem ser preservadas visando a segurança do paciente, mantendo um trabalho humanizado. Desta forma é correto afirmar que:
a busca da Humanização não deve comprometer a segurança do paciente, nem deve transpor as barreiras éticas ou legais.
a autonomia do paciente e da família não pode ser manifestada em função de comprometer a segurança do paciente.
a busca da Humanização deve comprometer a segurança do paciente, pois a privacidade do paciente deve ser preservada.
a busca da Humanização não deve comprometer a segurança do paciente, deve transpor as barreiras éticas ou legais.
a busca da Humanização deve comprometer a segurança do paciente, nem deve transpor as barreiras éticas ou legais.
A intervenção cirúrgica representa uma ameaça na vida de qualquer pessoa, pois envolve uma carga emocional específica e diferenciada. Sobre os aspectos emocionais relacionados a intervenções cirúrgicas é CORRETO afirmar:
As dificuldades de adaptação acontecem no momento em que o paciente não é atendido adequadamente em suas necessidades básicas, agravando com isso as sensações de isolamento e angústia pré-existentes;
A ansiedade provocada pela possibilidade de uma intervenção cirúrgica não pode afetar o paciente se este sentimento não for expresso e conscientizado;
As equipes de saúde sempre consideram os aspectos psicológicos nas situações de tratamentos cirúrgicos evitando o aumento da predisposição para complicações emocionais que prejudicam a convalescença;
Os atendimentos àqueles pacientes que ainda não realizaram um evento cirúrgico devem ser feitos somente a pedido da equipe;
Os familiares não devem estar cientes de todas as informações do procedimento cirúrgico, pois acabam informando ao paciente e aumentando o nível de ansiedade.
Para Azzi e Andreoli (Knobel, Andreoli e Erlichman, 2008), no contexto do cuidado à criança hospitalizada com doença grave, existe a família que no geral apresenta muitas demandas para a psicologia. É correto pensar sobre a criança hospitalizada e sua família
Para a criança hospitalizada tudo é desconhecido e estressante. O conhecimento sobre o comportamento e funcionamento da criança prévio à doença e hospitalização, em nada influencia para compreender seu estado atual.
Uma atitude que vêm pressionando a mudança de cultura nos hospitais, diz respeito a menor participação dos pais no cuidado de seu filho e o menor envolvimento nas decisões do tratamento.
A exposição a múltiplas internações pode aumentar o potencial de impacto negativo da experiência. Tanto a família quanto a própria criança podem se sentir incapazes para enfrentar as transformações, seja pelo momento em que a doença incide em seu desenvolvimento, seja pelo momento em que se encontra o ciclo de vida dessa família.
O impacto da hospitalização pode incidir em qualquer fase do desenvolvimento infantil, sendo alguns períodos mais vulneráveis a episódios de desestruturação. Os mais novos (crianças com menos de 4 anos) se encontram com mais recursos tanto cognitivos quanto emocionais, podem ter mais facilidade em compreender a doença e a hospitalização.
Entre os fatores que têm sido destacados como favorecedores ao adequado enfrentamento encontram-se pais ausentes e sensíveis às necessidades do filho.
Simonetti (2004) propõe um diagnóstico psicológico a partir de quatro eixos. O eixo ___________ – o modo como a pessoa reage a doença; ___________ a sua condição médica; ___________ – análise das diversas áreas da vida do paciente; ___________ – análise de suas relações. A alternativa que preenche as lacunas corretamente é:
médico, reacional, transferencial, situacional
reacional, médico, situacional, transferencial
transferencial, médico, situacional, reacional
situacional, médico, reacional, transferencial
reacional, situacional, médico, transferencial
De acordo com a definição do órgão que rege o exercício profissional do psicólogo no Brasil, o CFP (2003a), o psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar tem sua função centrada nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde, atuando em instituições de saúde e realizando atividades como. Assinale a alternativa incorreta:
Atendimento psicoterapêutico, grupos psicoterapêuticos e grupos de psicoprofilaxia.
Atendimentos em ambulatório e unidade de terapia intensiva; pronto atendimento e enfermarias em geral.
Psicomotricidade no contexto hospitalar; avaliação diagnóstica; psicodiagnóstico; consultoria e interconsultoria.
Atendimento psicoterapêutico, grupos psicoterapêuticos e grupos de psicoprofilaxia, discussão de casos e visitas domiciliares.
As unidades de internação ou enfermarias são a essência, a característica principal de um hospital. No que diz respeito às Unidades de Terapia Intensiva é correto afirmar que:
as unidades de terapia intensiva (UTI) são aquelas destinadas a receber pacientes em estado grave, mas sem possibilidade de recuperação
nessas unidades, o psicólogo irá abordar com o paciente sua hospitalização, o que ela significa para o doente e para sua família, além de tentar conhecer um pouco de sua história de vida e sua doença.
apenas o paciente deve ser objeto da atenção do psicólogo.
a UTI pouco modernizou-se em termos tecnológicos e não aumentou a preocupação com a humanização e com o atendimento personalizado ao indivíduo.
a equipe de saúde não vivencia no seu cotidiano esse significado de viver e morrer ou sentimentos ambivalentes de onipotência e impotência, mas apenas o paciente os vivencia.
Podemos definir:
“_______________ como o conjunto das atividades que visam evitar ou remover a exposição de um indivíduo ou de uma população a um fator de risco ou causal antes que se desenvolva um mecanismo patológico”.
Assinale a alternativa que preenche, CORRETAMENTE, o conceito definido.
Para responder a uma interconsulta psicológica, no contexto hospitalar que tem como objetivo auxiliar profissionais de outras áreas no tratamento de pacientes com problemas psiquiátricos ou psicossociais, as etapas que o psicólogo deve seguir são:
Entrevistar o paciente e elaborar um atestado psicológico; encaminhar para o serviço especializado; fornecer devolutiva para o profissional que solicitou;
Coletar informações com a equipe; aplicar bateria de testes psicológicos; encaminhar para atendimento especializado; elaborar declaração;
Coleta de informações com pacientes, familiares e equipe; aplicar bateria de testes psicológicos elaboração do diagnóstico situacional; encaminhamento ao serviço especializado;
Coletar informações com pacientes, familiares e equipe; elaborar o diagnóstico situacional; devolução; acompanhamento;
Realizar um psicodiagnóstico; elaborar um parecer psicológico; devolução e assessoramento à equipe.
Com base no texto de Almeida (2000), são destaques da autora com relação à prática do psicólogo no hospital geral, EXCETO
Contrapondo-se à visão mecanicista, Birman (1991) chama a atenção para o discurso naturalista da medicina que legitima as práticas de medicalização do espaço social, silenciando as dimensões simbólica, ética e política do processo saúde-doença.
Trabalhar em equipe interdisciplinar significa buscar o diálogo com as disciplinas vizinhas, bem como questionar a hegemonia do saber médico visando promover a hierarquia estabelecida.
Segundo Spink (1992) a atuação do psicólogo no hospital geral é mais do que um novo campo de trabalho, apontando a necessidade de novas técnicas e substituição do modelo individual, clínico, privado na graduação por ações integradas com e equipe.
De acordo com Silva (1998) no hospital geral o ideal do trabalho solidário em equipe geralmente é substituído por uma organização de trabalho que promove a competição entre as especialidades e o corporativismo.
Pensar a prática do psicólogo no hospital não pode dispensar a reflexão sobre a situação do sistema público de saúde, sua organização, as possibilidades de acesso da população aos serviços, as condições de trabalho dos profissionais, as características sociais da população atendida e os fatores envolvidos no processo saúde-doença.
De acordo com Carvalho e Lustosa (2008), o papel da psicologia no ambiente hospitalar é bastante amplo, sendo assim o interconsultor psicológico tem um trabalho complexo a desempenhar, que vai englobar três principais níveis de atividade
Assistência psicológica a pacientes, famílias e equipe de saúde; realização de avaliações diagnósticas; e promoção de conhecimentos teórico-técnicos.
Assistência psicológica a pacientes, famílias e equipe de saúde; realização de pesquisas científicas; e atuação diante da terminalidade.
Assistência psicológica a pacientes, famílias e equipe de saúde; realização de pesquisas científicas; e promoção de conhecimentos teórico-técnicos.
Assistência a pacientes, famílias, equipe de saúde e gestores; realização de pesquisas científicas; e promoção de conhecimentos teórico-técnicos.
Assistência psicológica a pacientes, famílias e equipe de saúde; busca pela interdisciplinaridade; e promoção de conhecimentos teórico-técnicos.
Solange é paciente da clínica cirúrgica do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA) e na véspera de sua cirurgia de laparotomia exploradora, solicita atendimento psicológico. Encontra-se ansiosa porque seu irmão fez uma cirurgia há dois meses e teve complicações necessitando de UTI. Com relação ao atendimento psicológico pré-cirúrgico, deve-se:
Acolher a ansiedade do paciente e escutá-lo de forma não-diretiva;
Realizar sessões psicoeducativas diárias e tentar adiamento da cirurgia para conseguir atender a paciente outras vezes;
Sugerir que a paciente busque o médico e peça dele informações pertinentes sobre a cirurgia;
Utilizar as técnicas da psicoterapia breve para diminuir a ansiedade, apontando enfaticamente as consequências positivas da cirurgia, enquanto realiza escuta clínica para fazer o paciente sentir-se acolhido;
Chamar a família da paciente, explicar a situação e pedir que eles conversem com ela para convencê-la a realizar a cirurgia que foi indicada pela equipe médica responsável.
Segundo Moura, no texto “Psicanálise e Urgência Subjetiva”, a questão da Urgência no Hospital permite marcar uma diferença entre a resposta da ciência e da psicanálise. Neste sentido, está CORRETO assinalar que a medicina vai escutar o chamado:
respondendo também prontamente a este, porém sendo a dimensão do tempo do sujeito eliminada. A psicanálise, ao escutar o chamado da urgência, vai articular a pressa exigida pela urgência com a situação ao tempo do sujeito que precisará advir.
respondendo também prontamente a este, porém sendo a dimensão do tempo do sujeito eliminada. A psicanálise, ao escutar o chamado da urgência, vai confirmar a pressa exigida pela urgência com o tempo dos protocolos médicos.
respondendo também prontamente a este, porém nunca eliminando o tempo do sujeito. A psicanálise, ao escutar o chamado da urgência, vai articular a pressa exigida pela urgência abafando o sujeito que precisará advir.
do sujeito em urgência, para depois avaliar os protocolos médicos a serem seguidos. A psicanálise, ao escutar o chamado da urgência, vai articular a pressa exigida pela urgência com a situação ao tempo do sujeito que precisará advir.
A formação do psicólogo na residência em psicologia hospitalar e da saúde busca
levar profissionais da psicologia a conhecerem a fundo e exclusivamente o cuidado no ambiente hospitalar.
reforçar a atuação de profissionais da psicologia, preferencialmente em atendimentos individualizados como modo de fortalecer a especialização do conhecimento em clínica.
fomentar o estudo da doença centrado em sua dimensão psicológica, sem envolver outras disciplinas e áreas do conhecimento.
prestar uma assistência multi e interdisciplinar, integral e comprometida com o bem-estar do paciente, sem considerar a comunidade na qual está inserida.
abranger a promoção e recuperação da saúde física e mental de pessoas e grupos.
Considerando a Portaria nº 1.271, de 6 de junho de 2014, em especial os casos envolvendo suspeita e/ou confirmação de que um paciente está sendo vítima de violência interpessoal ou autoprovocada, é correto afirmar que a/o
notificação compulsória é obrigatória somente para os médicos, dos serviços públicos de saúde, que prestam assistência ao paciente, em conformidade com o art. 8º da Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975.
notificação compulsória é uma comunicação obrigatória à autoridade de saúde, realizada pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, sobre a ocorrência de suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública, podendo ser imediata ou semanal.
violência não deve ser considerada entre os agravos de notificação compulsória, pois precisa de comprovação para que se realize esse procedimento.
psicólogo deve evitar se aproximar dos procedimentos inerentes a outras áreas da saúde, como a vigilância epidemiológica e a notificação dos agravos.
hospitalização deve ser entendida como um mero processo de institucionalização hospitalar. Assim, a questão dos agravos de notificação não deve ser considerada no ambiente hospitalar.
Considerando aspectos da comunicação de diagnóstico ao paciente hospitalizado, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Diante de um diagnóstico ruim, é importante o médico comunicar ao paciente que nem tudo está perdido e que não irá abandoná-lo.
( ) A reação do paciente não depende unicamente da maneira como o médico lhe comunica um diagnóstico, seja este difícil ou não.
( ) Quando o paciente finge não conhecer a verdade, ele sinaliza não estar pronto ainda para ouvir seu diagnóstico, e torna-se desumano um médico forçá-lo a aceitar e confirmar a realidade.
( ) Especificar o número de meses de vida é uma conduta considerada ruim para qualquer paciente, por mais forte que ele seja.
Assinale a sequência CORRETA.
V F V V
F V V F
V V V V
F F F F
No âmbito hospitalar, em decorrência da prioridade do cuidado da equipe de enfermagem ou medicina ao paciente, o Psicólogo pode se deparar com a necessidade de interrupções, adiantamentos e cancelamentos dos atendimentos que previu e planejou. Nesse contexto, tem-se uma característica essencial da prática hospitalar e que o Psicólogo deve, sempre, considerar, ou seja, a necessidade da
elaboração das vivências transferencias e contratransferenciais com a equipe.
possível flexibilização dos aspectos constitutivos do enquadre terapêutico.
estimulação de uma relação empática e de apoio entre os membros da equipe.
superação das barreiras de contato desencadeadas pelo estresse ocupacional.
identificação das estratégias de enfrentamento utilizadas no âmbito da equipe.
Considerando os diversos fundamentos teóricos que orientam a prática do Psicólogo no hospital, analise as afirmações abaixo e assinale a INCORRETA.
Não raro, entre os pacientes em processo de tratamento e hospitalização, observa-se a recorrência a mecanismos defensivos, como a regressão, quando, por exemplo, duvidando dos exames feitos, exigem-se outros para confirmação do diagnóstico.
Para os pacientes terminais, a fase da depressão, que se segue à de negociação ou barganha, ocorre quando, por exemplo, têm ciência de seu estado frágil e debilitado, que lhes impõe a certeza da morte.
O sentimento de despersonalização pode ser vivenciado tanto pelo paciente, enquanto uma reação ao tratamento desindividualizado que lhe é dado, como pelo profissional de saúde. Nesse caso, como uma reação de insensibilidade emocional adquirida para lidar com as ansiedades decorrentes de sua atividade prática.
Dentre os objetivos possíveis para a intervenção terapêutica no âmbito hospitalar, temos a reorganização da condição de autocuidado, a adesão ao esquema terapêutico e a adaptação ao processo de hospitalização.
Um paciente internado, por exemplo, com uma doença crônica grave, vivencia uma condição de sofrimento, a qual pode se associar ao temor sobre a perda do controle da autonomia física e cognitiva ou ao medo e à insegurança diante de estranhos, enfermeiros e médicos, que têm o poder de agir sobre seu corpo.