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Ao mesmo tempo em que o Estado possui o dever de garantir a saúde da população, o que faz por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a Constituição Federal reconhece à iniciativa privada a liberdade de desenvolver ações e serviços privados de saúde. A atuação da iniciativa privada na área da saúde pode ser suplementar ou complementar.
Com relação ao exposto, assinale a alternativa que descreve corretamente a saúde complementar.
Ações e serviços privados de saúde que também podem ser prestados por meio de planos de saúde.
É o setor que abriga os serviços privados de saúde prestados exclusivamente na esfera privada.
As instituições privadas podem participar do SUS, mediante contrato de direito público ou convênio.
Uma relação jurídica entre prestador de serviço privado de saúde e consumidor, organizada por meio de planos de saúde.
As ações e os serviços desenvolvidos por esse modelo de saúde não possuem vínculo com o SUS.
Analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa com a série correta.
I - A quarta Norma Operacional Básica do SUS (NOB-SUS 01/96) avançou o processo de municipalização do setor saúde. Ainda que se tenham estabelecido transferências regulares e automáticas “fundo a fundo” e a remuneração por serviços produzidos, alguns desafios referentes ao financiamento do sistema se mantiveram. (conselho.saude.gov.br/legislacao/nobsus96.htm)
II - A NOB 96 é decorrente, sobretudo, da experiência ditada pela prática dos instrumentos operacionais anteriores - em especial da NOB 1993 - o que possibilitou o fortalecimento da crença na viabilidade e na importância do SUS para a saúde de cada um e de todos os brasileiros. (conselho.saude.gov.br/legislacao/nobsus96.htm)
III - Como instrumento de regulação do SUS, esta mesma NOB/96, além de incluir as orientações operacionais propriamente ditas, explicita e dá consequência prática, em sua totalidade, aos princípios e às diretrizes do Sistema, consubstanciados na Constituição Federal e nas Leis Nº. 8.080/90 e Nº. 8.142/90, favorecendo, ainda, mudanças essenciais no modelo de atenção à saúde no Brasil. (conselho.saude.gov.br/legislacao/nobsus96.htm)
IV - A partir da publicação da NOAS-SUS 01/01, em 26 de janeiro de 2001, o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais de Saúde, através do CONASS, e as Secretarias Municipais de Saúde, através do CONASEMS, desencadearam diversas atividades de planejamento e de adequação de seus modelos assistenciais e de gestão aos preceitos estabelecidos, ponderando criticamente os avanços e os desafios que novas diretrizes organizativas trariam para sua realidade concreta. (...) As modalidades de habilitação previstas na NOAS-SUS 01/02 são: a) Nos municípios: Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada (GPAB-A) e Gestão Plena do Sistema Municipal (GPSM); b) Nos estados: Gestão Avançada do Sistema Estadual e Gestão Plena do Sistema Estadual.
(https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt0373_27_02_2002.html)
F; V; F; F.
V; F; V; F.
F; F; V; V.
V; V; F; V.
V; V; V; V.
A proposta de Clínica Ampliada no SUS engloba cinco eixos fundamentais. Dentre eles, a “Construção compartilhada dos diagnósticos e terapêuticas”. Este eixo pode ser traduzido como:
Fonte: Caderno de Textos HUMANIZA SUS - Cartilhas da Política Nacional de Humanização. DOCUMENTO BASE PARA GESTORES E TRABALHADORES DO SUS - Ministério da Saúde, Governo do Brasil, 2004. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/humanizasus>. (pg. 55-58)
o reconhecimento da complexidade da clínica, que deve significar o reconhecimento da necessidade de compartilhar diagnósticos de problemas e propostas de solução, tanto na direção da equipe de saúde, dos serviços de saúde e da ação intersetorial, como no sentido dos usuários.
a percepção de que a Clínica não é apenas o espaço público onde se dá o atendimento. Os demais espaços públicos e privados onde se desenvolve a vida real da pessoa atendida também podem ser espaço de atendimento e intervenção.
a necessidade de dividir com a equipe multiprofissional a responsabilidade pela formação de um diagnóstico globalizante, que não seja restrito ao conhecimento médico ou hospitalocêntrico.
a possibilidade de abertura para as diversas áreas do saber humano, inclusive saberes ancestrais transmitidos de geração em geração, como a farmacopeia popular, de modo a construir com os sujeitos o fortalecimento da cultura de cada território.
organização dos arranjos e dispositivos de gestão que privilegiem uma comunicação transversal na equipe e entre equipes, nas organizações e rede assistencial, mas, principalmente, são necessárias técnicas relacionais que permitam uma clínica compartilhada.
A atuação dos profissionais no SUS deve seguir a lógica de funcionamento do matriciamento como parâmetro importante para definir as estratégias de atuação. Considerando as referências técnicas de atuação de psicólogas(os) na atenção básica à saúde, produzidas pelo CREPOP, as práticas da psicologia no SUS
podem ser adaptações sistemáticas das práticas clínicas individuais à rotina desse sistema de saúde.
precisam ser mais amplas do que as práticas psicoterápicas ligadas a teorias e sistemas psicológicos.
necessitam ser construídas a partir de uma atuação verticalizada, focada na remissão de sintomas.
devem se constituir de atendimentos voltados, exclusivamente, ao reforço dos laços comunitários e da produção de saúde coletiva.
O artigo "Projeto terapêutico singular: uma ferramenta de promoção da saúde do idoso" (Sousa et al., 2019) relata a experiência de residentes na construção de Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) destinados a idosos internados em um hospital público, avaliando as potencialidades e dificuldades envolvidas no processo. Nesse contexto, analise as assertivas abaixo:
I. O envelhecimento populacional é um fenômeno que vem ocorrendo no Brasil nas últimas décadas, e tal situação acarreta impactos no sistema de saúde. Como exemplo, pode-se mencionar que idosos tendem a apresentar elevadas taxas de internação hospitalar, além de necessitarem de maior tempo médio de permanência nos leitos hospitalares.
II. A experiência de implementação do PTS na unidade hospitalar analisada foi avaliada como positiva, tendo sido uma ferramenta que propiciou a escuta do usuário e de seus familiares.
III. Para os autores do artigo, a utilização do PTS com enfoque na saúde do idoso pode proporcionar a integralidade do cuidado para essa população.
IV. Os autores apontam a baixa adesão das famílias aos espaços de construção do PTS e o baixo engajamento das equipes de gestão do hospital no apoio ao processo como dificuldades a serem suplantadas.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Com a implantação do SUS, a saúde passa a ser entendida de forma mais ampliada, com o deslocamento da ênfase da doença para o sujeito concreto. Ações preventivas no contexto das políticas públicas em IST/HIV/aids constituem a prevenção combinada. Nas ações em IST/aids, a intervenção que pode ser entendida como Prevenção Primária e deve ser desenvolvida também pelos psicólogos é
a avaliação psicológica.
o atendimento a família e comunicantes.
o aconselhamento coletivo para testagem sorológica.
a intervenção para a adesão no início e ao longo do tratamento.
Assinale a alternativa que aponta somente diretrizes para o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial no âmbito do Sistema Único de Saúde, de acordo com a Portaria n° 3088/2011:
Atenção humanizada e centrada nas necessidades das pessoas e promoção de mecanismos de formação permanente aos profissionais de saúde.
Atenção humanizada e centrada nas necessidades das pessoas e desenvolvimento de estratégias de abstinência.
Promoção da equidade, reconhecendo os determinantes sociais da saúde e combate a estigmas e preconceitos.
Diversificação das estratégias de cuidado e monitorar e avaliar a qualidade dos serviços por meio de indicadores de efetividade e resolutividade da atenção.
Desenvolvimento de estratégias de Redução de Danos e produzir e ofertar informações sobre direitos das pessoas, medidas de prevenção e os serviços disponíveis.
Qual abordagem psicológica é reconhecida como uma base para reinventar as práticas psicológicas na Atenção Básica do SUS:
Psicanálise
Psicologia Comportamental
Psicologia Positiva
Psicologia Social Crítica
De acordo com a Portaria Nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011 que institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em seu Art. 2º constituem-se diretrizes para o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial. Dentre elas, pode-se destacar:
I. Respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia e a liberdade das pessoas.
II. Promoção da equidade, reconhecendo os determinantes sociais da saúde.
III. Combate a estigmas e preconceitos.
IV. Garantia do acesso e da qualidade dos serviços, ofertando cuidado integral e assistência multiprofissional, sob a lógica interdisciplinar.
V. Atenção humanizada e centrada nas necessidades das pessoas.
Estão CORRETOS:
I, II apenas.
III, IV apenas.
IV, V apenas.
I, IV, V apenas.
I, II, III, IV, V.
Com a Lei Orgânica da Saúde (Lei Nº 8.080/1990), foram criadas comissões intersetoriais com a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais abrange, em especial, as seguintes atividades: alimentação e nutrição; saneamento e meio ambiente; vigilância sanitária e farmacoepidemiologia; recursos humanos; ciência e tecnologia e:
saúde do trabalhador
saúde coletiva
saúde mental
educação
vacinas
A Atenção Primária refere-se a um conjunto de práticas em saúde, individuais e coletivas, que passou a se denominar Atenção Básica durante a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Considerando a Atenção Básica em Saúde no Brasil, analise as afirmativas a seguir.
I. É a atenção ambulatorial de primeiro contato, com programas focalizados e seletivos para a oferta de uma cesta restrita de serviços.
II. Considera o contexto no qual a doença ocorre e em que o usuário vive, lidando com uma menor variedade de problemas de saúde.
III. É a porta de entrada preferencial para o SUS, sendo a base de um novo modelo assistencial que visa a integralidade do cuidado em saúde.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Segundo a Lei Federal nº 8.080/1990, Art. 6º, está incluída no campo de atuação do SUS, a execução de ações de:
I. Assistência terapêutica integral.
II. Saúde do trabalhador.
III. Vigilância epidemiológica.
IV. Vigilância sanitária.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
Conforme a Portaria n.º 3.088, de 23 de dezembro de 2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), está CORRETO o que se afirma em:
Os Serviços Residenciais Terapêuticos e as Unidades de Acolhimento não fazem parte da RAPS por configurarem políticas específicas de desinstitucionalização e de atenção residencial de caráter transitório.
O Centro Pop e a Equipe de Consultório na Rua compõem pontos de caráter terciário da RAPS por atenderem populações específicas conforme quadro de vulnerabilidade da situação de rua.
Os objetivos gerais da Rede de Atenção Psicossocial são reduzir danos provocados pelo consumo de crack, álcool e outras drogas e promover a equidade, reconhecendo os determinantes sociais da saúde.
O Centro de Convivência e o Centro de Referência de Assistência Social são dispositivos que por serem intersetoriais, simultaneamente integram a RAPS e a rede socioassistencial.
O objetivo específico da Rede de Atenção Psicossocial é prevenir o consumo e a dependência de crack, álcool e outras drogas.
Matriciamento, ou apoio matricial, é um modo de produção de cuidado em saúde em que duas ou mais equipes, em um processo de construção compartilhada, criam uma proposta de intervenção pedagógico-terapêutica.
São características desse processo:
privilegiar uma tecnologia no matriciamento, conforme a necessidade identificada, sendo elas a visita domiciliar, a discussão temática, o atendimento compartilhado ou o acolhimento conjunto.
atribuir à gestão central a coordenação do processo de apoio matricial nas unidades, restringindo a participação apenas a categorias profissionais específicas da saúde.
reconhecer a equipe da atenção primária como coordenadora do cuidado, e o usuário como protagonista.
atuar no curto prazo, buscando a resolutividade imediata do caso e objetivando o processo de cura e a autonomização do usuário.
elencar coordenação médica e corpo de apoio transitório e excepcional para acompanhamento do caso e produção de dados sobre a evolução do usuário.
De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de uma estratégia de propostas de condutas terapêuticas articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar. Essa estratégia é entendida como uma variação da discussão de “caso clínico” nos espaços de cuidado à saúde mental, é realizada perante situações-problemas mais complexos, podendo ser pensada ou executada não somente para indivíduos mas também para grupos ou famílias. Essa descrição refere-se a um instrumento utilizado no cuidado à saúde mental na atenção psicossocial conhecido como
projeto terapêutico singular.
clínica ampliada.
visita domiciliar conjunta.
projeto de escuta qualificada.
consulta conjunta.
O Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS se materializa dentro do SUAS – Sistema Único de Assistência Social com o objetivo de promover a superação das situações de violação de direitos para toda a população em situação de exclusão e em vulnerabilidade social. Este centro é uma unidade pública estatal de proteção social especial de:
Média complexidade.
Baixa complexidade.
Alta complexidade.
Baixa e média complexidade.
Média e alta complexidade.
Com relação à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), analise as afirmativas a seguir.
I. É constituída por um conjunto integrado e articulado de diferentes pontos de atenção para atender pessoas em sofrimento psíquico e com necessidades decorrentes uso prejudicial de álcool e outras drogas.
II. Funciona por meio de ações intersetoriais para garantir a integralidade do cuidado no âmbito do SUS.
III. A assistência em saúde mental no Brasil envolve o Governo Federal, os Estados e os Municípios.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
O SUS é composto pelo agrupamento das ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde executados pelos entes federativos, de forma direta ou indireta, mediante a participação complementar da iniciativa privada, sendo arranjado de modo regionalizado e hierarquizado. Poderão ser estabelecidas Regiões de Saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes, por ato contíguo dos respectivos Estados em articulação com os Municípios. (Decreto nº 7.508/2011). Considerando o supracitado, a Região de Saúde deve conter para ser instituída, no mínimo, ações e serviços de:
Atenção secundária.
Atenção preventiva.
Atenção psicossocial.
Vigilância epidemiológica.
Orientação dos fluxos das ações e dos serviços de saúde.
Os serviços e ações desenvolvidas na Atenção Básica no Brasil são conduzidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF). O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) foi criado posteriormente.
Sobre as características do NASF, assinale a alternativa correta.
O NASF foi constituído para executar a atenção em saúde em nível terciário (hospitalar), respeitando a dimensão do município.
A equipe do NASF tem o objetivo final de prestar retaguarda assistencial e tecno-pedagógica às Equipes da ESF, ampliando a abrangência do cuidado e resolutividade da ESF.
A equipe do NASF é frequentemente constituída pelos profissionais da Medicina, da Enfermagem e do Serviço Social.
Na prática dos psicólogos no NASF, há o objetivo e o predomínio de atividades administrativas ou da gestão da saúde.
Na forma da Lei nº 8.080/90, definiu-se como instrumentos de planejamento do SUS:
O Plano de Saúde e a Programação Anual de Saúde (PAS).
O Plano de Ações Articulas (PAR) e a Programação Plurianual de Saúde (PPS).
O Plano Nacional de Saúde Pública (PNSP) e a Programação Nacional de Saúde Suplementar (PNSS).
O Plano Estratégico de Organização do SUS (PEOSUS) e a Plano de Regulação (PR).