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Vários analistas no interior do Serviço Social, e mesmo fora dele, apontam o surgimento no Brasil das políticas sociais públicas de responsabilidade Estatal vinculado às seguintes variáveis:
o processo de industrialização e urbanização no contexto do capitalismo concorrencial e a agudização das expressões da “questão social”;
o processo de organização técnicocientífico das atividades de filantropia organizadas pelo apostolado católico como resposta à “questão social”;
o processo de industrialização e urbanização no contexto do capitalismo monopolista requisitando respostas mais sistemáticas e orgânicas à “questão social”;
as estratégias do Governo Vargas que regulamentou os direitos sociais com um discurso de benesses, entrando para a história na memória das classes populares como o “Pai dos Pobres”;
nenhuma das alternativas acima está correta.
As políticas sociais focalizadas valem-se da ausência de poder de pressão social de parte dos necessitados para oferecer-lhes benefícios e serviços de baixa qualidade.
A Conferência Nacional de Assistência Social, convocada anualmente pelo Conselho Nacional de Assistência Social, além de espaço de participação da sociedade civil organizada, constitui espaço de definição, avaliação e proposição dos recursos financeiros e orçamentários para o desenvolvimento das atividades a serem realizadas no ano seguinte.
A partir da compreensão da atividade profissional como integrante de um processo de trabalho coletivo no âmbito das instituições prestadoras de serviços sociais, as políticas sociais e a questão social podem ser tomadas como:
objeto de trabalho;
meio e objeto de trabalho respectivamente;
instrumentais de trabalho;
objeto e meio de trabalho respectivamente;
produto do trabalho.
A compreensão das múltiplas expressões da questão social a partir da análise de micro teorias e sem relacioná-las aos processos sociais mais gerais, visando garantir maior fidelidade à complexidade dos fenômenos, expressa uma tendência de abordagem metodológica:
fenomenológica;
marxista;
funcionalista;
estruturalista;
pós-moderna.
O quadro destacado no texto reflete a situação vivenciada por um vasto segmento da população, caracterizando um caso de patologia, cujo tratamento requer mudança de atitude dos pobres, independentemente dos mecanismos econômicos, políticos e sociais.
Para calcular a variável longevidade são considerados os indicadores tempo médio de escolaridade e acesso aos serviços de saúde materno-infantil.
A concepção de descentralização, de corte neoliberal, é identificada como estratégia de redução do gasto público, na qual algumas responsabilidades são transferidas para órgãos e(ou) instâncias ligadas às necessidades e condições locais.
A origem da questão social localiza-se na apropriação privada da riqueza socialmente produzida, extrapolando para a esfera pública a partir das lutas sociais que passam a exigir a interferência do Estado na garantia de direitos e deveres.
O tema da descentralização vincula-se a um movimento de reação a uma tendência centralizadora em favor do fortalecimento da esfera local.
A transparência, o controle democrático, a representação de interesses coletivos, a ampliação dos fóruns de decisão política, o enfrentamento da cultura autoritária e a superação da cultura assistencial constituem elementos essenciais para a efetivação das potencialidades dos conselhos.
As atuais reflexões sobre o desenvolvimento sustentado têm dado maior visibilidade à questão da degradação ambiental, propondo uma nova ética ecopolítica.
O agravamento da pobreza não se deve apenas a razões históricas de formação da sociedade brasileira, mas também às medidas erráticas do desenvolvimento econômico, acopladas a outras causas de ordem política e cultural.