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A experiência com os conselhos na sociedade brasileira, entre eles o de assistência social, está inserida em uma dinâmica societária que assegura a constituição de espaços públicos e plurais, assim como o exercício do controle social pelos agentes e beneficiários da política.
A descentralização é entendida como um processo de redistribuição de poder, ou seja, de recursos humanos, físicos e financeiros, com a respectiva garantia dos meios para exercê-lo. Porém, isso não implica a descentralização do poder de decisão.
O controle social dificulta a participação da sociedade civil organizada na formulação e revisão das regras pactuadas, como também no acompanhamento da implementação de decisões delas decorrentes.
As estratégias utilizadas para o enfretamento da questão social caracterizam-se pelo conflito entre projetos sociais que diferem na concepção de políticas sociais adotadas: um, que prioriza os princípios da universalidade e da democratização das relações entre o Estado e a sociedade; e outro, que enfatiza a focalização e a mercantilização do atendimento às necessidades básicas.
Nas últimas décadas, a eficiência e a racionalização dos gastos governamentais têm fundamentado a recomendação de que a política de assistência social deve ser seletiva e focalizada na pobreza extrema.
Na realidade brasileira atual os direitos de cidadania e, particularmente, os direitos sociais:
são dádivas e concessões da classe dominante aos diferentes grupos populacionais, em busca de consensos e apoios.
apontam a regressão desses direitos sociais e a afirmação de novos direitos relativos ao meio ambiente, sexualidade e bioética.
constituem, juridicamente, a expressão máxima da cidadania e apontam para a emancipação humana e social
mostram que foram sendo a partir das lutas da classe dominante para tinha em vista a reprodução social e a reposição da força de trabalho
mostram que a luta por direitos está esgotada e consolidada, conforme evidencia o ritmo regular da criação dos direitos sociais.

Com base nas informações do texto acima, assinale a opção correta.
Segundo Marilda Iamamoto, as leis sociais surgem em conjunturas históricas determinadas que, a partir do aprofundamento do capitalismo em dada formação econômico-social, marcam o deslocamento da questão social para o centro das contradições que atravessam a sociedade. Nas diferentes sociedades capitalistas, tal processo envolveu necessariamente:
a legitimação da Igreja Católica como mediador fundamental entre as classes e os governos;
a formação e a entrada da classe trabalhadora no cenário político;
o reconhecimento pelo Estado das demandas sociais e a perda de espaço dos sindicatos;
a ocupação dos governos nacionais por partidos sociais democratas e a adoção das leis anti-greve;
medidas de corte residual em oposição as políticas universais antes em vigor.
As transformações econômicas e sociais, nacionais e internacionais, que repercutem no espaço local, considerado como o âmbito municipal são:
1. mundialização do capital e inserção da economia brasileira na ordem globalizada.
2. reestruturação industrial e tecnológica com rebatimentos no mundo do trabalho, com a desregulamentação e precarização das relações de trabalho.
3. crise do capital determinante de processos de sua reestruturação.
4. crise econômica brasileira.
5. crescimento insuficiente do país e ajustes fiscais restringindo os gastos sociais.
Estão corretas as afirmativas:
1, 2 e 3, apenas.
4 e 2, apenas.
2 e 3, apenas.
1, 4 e 5, apenas.
1, 2, 3, 4 e 5.
A pobreza existente nas sociedades pré-industriais era considerada um fato natural e necessário à acumulação capitalista.
As políticas sociais focalizadas contribuem para a superação dos problemas estruturais e para a eliminação do estigma moral da pobreza.
Com a falência do modelo nacional desenvolvimentista estabeleceu-se no Brasil a partir do final da década de 1980, um novo padrão de atuação do estado, que passa de executor a regulador. Analise os enunciados sobre o processo e o modelo que compõem esse novo padrão e indique a resposta certa.
1- Diferentemente do que ocorreu na reforma do Estado em outros países, no Brasil somente depois da regulamentação da Constituição Federal de 1988 é que foram fixadas as regras disciplinadoras da ordem econômica, atribuindo ao Estado o papel de fiscalização.
2- O processo de desestatização se caracteriza pelo incremento da delegação ou prestação indireta, na qual as empresas privadas concessionárias ou permissionárias atuam como longa manus em setores que permanecem sob a responsabilidade constitucional do Estado.
3- Enquanto forma de retirada do Estado da prestação de serviços públicos, a privatização difere da delegação porque nela o Estado se retira por completo da prestação do serviço, não restando responsabilidade nem direta nem residual.
Somente a primeira está certa.
A segunda e a terceira estão certas.
Somente a segunda está certa.
A primeira e a terceira estão certas.
A primeira e a segunda estão certas.
São características do sistema de proteção social no Brasil pré-Constituição Federal de 1988, exceto:
o alto grau de centralização desde a definição de prioridades e diretrizes até a execução, pelo nível federal.
a superposição de programas, clientelas e serviços intra e inter esferas federal, estadual e municipal.
as fontes instáveis de financiamento, provenientes de recursos fiscais e tributários, complementados por outros de natureza variada.
o nível de renda e/ou inserção no mercado de trabalho como critérios de acesso aos benefícios e a alguns dos serviços prestados.
a omissão do Estado na implementação, com parcela significativa dos serviços contratados com o setor privado, filantrópico ou lucrativo.
A Constituição Federal, identificada como Constituição Cidadã, incorporou uma avançada concepção de proteção social materializada na instituição da Seguridade Social. Ainda que avançada, a concepção de Seguridade Social, não inclui os direitos relativos à educação, à habitação e ao trabalho.
Considere os resultados de um estudo apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2001, que mostra que a pobreza atinge 61% dos negros de 7 a 14 anos de idade, enquanto entre os brancos este percentual é de 33%. Na adolescência e no início da vida adulta, ou seja, entre 15 e 25 anos de idade, 47% dos negros são pobres e, os brancos, apenas 22%. É correto concluir que esses dados evidenciam, apesar da convivência harmoniosa entre milhões de brasileiros, que a pobreza atinge, em sua grande maioria, a população negra, apartada da cidadania social.
Uma das formas de intervir em situações de exclusão racial é por meio de ações afirmativas, que são mecanismos que realizam a inclusão por meio da aplicação do princípio da discriminação positiva, fundamentado na lógica de tratar desigualmente os desiguais.
Sob a influência do neoliberalismo, a ação do Estado na área social tem como característica:
priorização do desenvolvimento econômico sob forte regulação estatal acompanhada da garantia de políticas universais de redistribuição de renda.
subordinação do mercado às políticas sociais.
políticas públicas orientadas pela mercadorização do acesso a bens e serviços e garantia de mínimos de sobrevivência.
unificação dos programas sociais em nome do "welfare state" e avanço dos direitos e retração das relações mercantis.
minimização do protagonismo do Estado em favor da liderança da sociedade e inclusão do mercado no processo de provisão social.
Entre os indicadores de vulnerabilidade destacam-se os índices de mortalidade até um ano de idade, probabilidade de sobrevivência até 40 anos de idade, percentual de crianças de 10 a 14 anos de idade que trabalham, entre outros. Entretanto, para calcular o índice relativo ao nível de vida digna, o indicador utilizado é o PIB per capita.