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No artigo Política social e trabalho familiar: questões emergentes no debate contemporâneo, sua autora afirma que “o caráter familista da política social vem se efetivando e se reforçando em vários níveis e tem se refletido em especial no campo da oferta dos serviços sociais”.
Segundo a autora, é incorreto afirmar que isso tem se realizado basicamente por meio de:
insuficiência / ausência de serviços, especialmente públicos / estatais de caráter universal.
forte investimento de recursos em subsídios à oferta de serviços por entidades governamentais.
forte investimento de recursos em subsídios à oferta de serviços que tendem a ser focalizados, seletivos, precários e normalizantes.
incorporação das famílias no cotidiano dos serviços ofertados.
As reconfigurações dos espaços públicos, em termos dos direitos sociais assegurados pelo Estado de um lado e, de outro, dos constrangimentos provenientes da crise econômica e do mundo do trabalho, determinaram transformações fundamentais na esfera privada, ressignificando as formas de composição e o papel das famílias. Nessa direção, o Plano Nacional de Atendimento Social define a matricialidade sociofamiliar como a
a composição da família diferentemente daquela concebida pela sociedade como constituída por pessoas com laços consanguíneos.
a centralidade da família como núcleo social fundamental para a efetividade de todas as ações e serviços da política de assistência social.
a hierarquização de um grupo de pessoas ligadas por interesses socioafetivos em um espaço definido.
os agrupamentos comunitários nos quais seus membros possuem mais ou menos os mesmos hábitos e interesses.
a família constituída pelas suas três dimensões clássicas: sexualidade, procriação e convivência.
Nas políticas públicas evidencia-se a multiplicidade de conceitos que definem as famílias, especialmente quanto às suas formas e funções. Uma vertente caracteriza a estrutura e as funções das famílias, a partir de elementos históricos da formação da sociedade brasileira, fundamentados na concepção patriarcal e seus impactos na vida social, na legislação e na configuração dos serviços públicos. Outra perspectiva é aquela que se preocupa com questões como sua constituição, provisão, desempenho dos papéis domésticos e sociais e questões geracionais. Nesse sentido, ganha importância os estudos que percebem a família como uma complexa rede de relações, fator este que define suas funções, associada à sua condição
socioeconômica.
territorial.
funcional.
intersubjetiva.
reflexiva.
No que se refere ao trabalho social com famílias, assinale a alternativa INCORRETA.
Uma família acompanhada por um serviço deve, preferencialmente, ser atendida por diferentes serviços de diferentes equipes de referência, evitando sobreposição.
O serviço de acompanhamento sociofamiliar deve articular os demais serviços e atendimentos socioassistenciais e intersetoriais, garantindo ações coordenadas e evitando fragmentação.
O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) busca uma atuação preventiva e não restrita a atendimentos particularizados.
As atividades desenvolvidas com famílias do PAIF devem ser planejadas e avaliadas com a participação das famílias usuárias, fortalecendo o seu protagonismo.
O Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) faz parte da Proteção Social Especial de Assistência Social.
As transformações dos modelos familiares dos últimos tempos nos levam a refletir sobre a formação sócio educacional de crianças e adolescentes. mas nada muda o entendimento de que ela continua sendo o alicerce e a primeira escola de todo ser humano. A atuação da família, seja consciente ou inconscientemente, vai influenciar no desenvolvimento de habilidades essenciais para o convívio social destes indivíduos enquanto cidadãos.
Podemos afirmar que NÃO configura uma destas habilidades:
Inteligência emocional.
Sociabilização.
Desenvolvimento cognitivo.
Desempenho escolar.
Desenvolvimento do esquema corporal.
Assinale a opção que representa uma das modalidades de família na contemporaneidade:
Patriarcal.
Matrimonial.
Biológica.
Homoparental.
A intervenção do Serviço Social no contexto familiar ocorre da seguinte maneira:
Considerando que a relação entre o Estado e a família é mediada por profissionais representantes das instituições e executores das políticas sociais , o assistente social é o único técnico responsável na condução dessa mediação.
Cabe ao profissional de Serviço Social direcionar sua ação para inserir as famílias nas redes sociais primárias por meio da oferta de serviços socioassistenciais.
Aos profissionais, especialmente aos assistentes sociais, cabe identificar as expressões sociais da questão social que, revestidas de múltiplas formas, configuram-se em processos que levam à exclusão de direitos pessoais e sociais e, consequentemente, à violência em seu sentido mais amplo.
O Assistente Social tem como atribuição exclusiva assegurar condições protetivas às famílias, na perspectiva da efetivação de direitos.
O Assistente Social deve compreender no âmbito do trabalho social direcionado com famílias apenas a pluralidade em suas formas de organização e as particularidades que emergem da condição de classe social.
Na esfera das políticas sociais e econômicas, nacionais e internacionais, a tendência atual é a de considerar a centralidade da família como objeto, sujeito e instrumento. São políticas que assumem coletivamente as necessidades familiares na direção da inclusão social e da oferta de uma rede intersetorial de serviços, desresponsabilizando o grupo familiar da provisão de seu bem-estar. O oposto dessa tendência, o familismo, reforça a família como a principal provedora de bem-estar de seus membros, é caracterizada pela escassez, pelo caráter seletivo e focalizado de serviços e benefícios e pela reafirmação na família de
seu poder emancipador.
seus novos arranjos.
seu viés transformador.
sua independência relacional.
seus papéis tradicionais.
Analise as afirmativas a seguir:
I. No Brasil, o idoso é impedido de buscar refúgio em instituições públicas de assistência social ou serviços de saúde quando se encontrar em situação de risco ou vulnerabilidade, ou mesmo quando sua saúde estiver em risco.
II. A família é o conjunto de pessoas unidas exclusivamente por laços consanguíneos, cuja sobrevivência e reprodução social não pressupõem obrigações recíprocas ou o compartilhamento de renda e/ou dependência econômica.
III. No Brasil, o serviço de acolhimento divide-se em duas modalidades: acolhimento institucional e acolhimento familiar. A diferença entre ambos se refere à idade do menor submetido a esse tipo de pena: enquanto o acolhimento institucional é direcionado às crianças infratoras, o acolhimento familiar é voltado para adolescentes que cometeram crimes.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
odas as afirmativas estão corretas.
Sobre as novas modalidades de família, é correto afirmar:
A Família Monoparental é formada pela relação do(s) filho(s) com apenas um dos seus genitores.
A Família homoafetiva é compreendida por uma unidade familiar formada por pessoas do mesmo sexo, facultando a mesma tutela legal atribuída às famílias heteroafetivas, assegurada pela Constituição Federal de 1988.
A Família Extensa é aquela que adquire a guarda, tutela e/ou adoção da criança ou adolescente sem ter nenhum vínculo parentesco com a família de origem.
A Família Mosaico é aquela composta por parentes sem diversidade de gerações e sem a verticalidade dos vínculos, dentro da ideia de uma formação familiar.
A Família Anaparental é constituída quando um ou ambos os parceiros já possuem filhos havidos em uniões anteriores, resultando assim a pluralidade dos vínculos parentais.
O uso de estratégias metodológicas para o trabalho social com famílias deve contribuir para a construção de propostas comprometidas com
a lógica da assistência, da superação de problemas familiares e do fortalecimento da capacidade resolutiva dos sujeitos.
a lógica do dever, da construção de sujeitos sociais responsáveis e participativos.
a lógica do direito, da construção de sujeitos sociais conscientes e participativos.
a lógica do amor, da solidariedade e da fraternidade entre os sujeitos sociais.
a lógica do respeito, da ajuda mútua e da cultura de paz.
Muitas políticas sociais estão diretamente relacionadas ao atendimento de famílias. Considerando o debate teórico sobre família, assim como o trabalho do assistente social nesse campo, é correto afirmar que:
A família passou a ser um sujeito privilegiado de intervenção do Serviço Social a partir da Constituição Federal de 1988.
No trabalho com famílias, o assistente social deve vincular a satisfação das necessidades sociais à competência ou incompetência individual /
Na década de 1990, a questão da família no Serviço Social teve pouca visibilidade se comparada à produção sobre política social e direitos sociais, embora tenha sido anunciada sua pertinência.
As necessidades expressas nas famílias e pelas famílias são “casos de família” e, por conseguinte, as questões que as afligem se circunscrevem no campo da competência ou incompetência delas próprias enquanto sujeitos.
Desde o final dos anos de 1920, houve uma grande incorporação da chamada terapia familiar de orientação sistêmica na prática dos assistentes sociais brasileiros, particularmente aqueles vinculados à área da saúde mental.
Ainda que determinadas mudanças relacionais e de configuração familiar suscitam questionamentos sobre a centralidade e o futuro desse grupo social na contemporaneidade, suas funções sociais não perderam a relevância. A família é apontada como elemento-chave na socialização de seus componentes, na transmissão do capital cultural e econômico, da propriedade do grupo, bem como das relações de gênero e de solidariedade entre gerações. No entanto, fragilizada pelos processos sociais e econômicos que marcam a atual realidade, a família, em relação à proteção social de seus membros, vê crescer
seus acessos.
suas conquistas.
sua autoridade.
seu interesse.
suas responsabilidades.
De acordo com Alencar (2006), a realidade brasileira revela um quadro de retração do Estado na esfera social, ressurgindo práticas de cunho conservador relacionadas à família. Uma dessas práticas consiste em:
reconhecer as diferentes formas de composição familiar
ampliar as políticas sociais voltadas ao atendimento as famílias
transferir para as famílias as responsabilidades com os seus membros
investir em programas assistenciais de transferência de renda
As premissas do Trabalho Social com as Famílias devem partir da compreensão contextualizada das situações de vulnerabilidade e risco pessoal e/ou social vivenciadas pelas famílias, de suas demandas e potencialidades. Precisam, ainda, ser conduzidas por profissionais capacitados e, necessariamente, com a participação das famílias. Exigem, também, a construção de vínculos e compromissos entre as famílias e os profissionais. Nesse sentido, as práticas baseadas no senso comum, que reproduzem ideias carregadas de preconceitos e culpabilizam as famílias por sua situação social, de forma a manter o status quo, e impossibilitar os movimentos de transformação da realidade, devem ser:
compartilhadas.
penalizadas.
corroboradas.
incentivadas.
evitadas.
No texto “Trabalho com Famílias: um desafio para os Assistentes Sociais”, Mioto (2004) aponta algumas ações realizadas no cotidiano profissional quando o assistente social presta atendimento às famílias. Entre essas ações, a autora aponta a socioeducativa, que pode ser definida como aquela:
desenvolvida diante de situações de sofrimento das famílias, expressas nas suas relações ou pelos seus membros, com a intenção de alterar essa situação.
que, através do estudo e da avaliação das situações familiares, visa à emissão de um parecer social para outrem.
que, através da informação, da reflexão ou mesmo da relação, visa provocar mudanças (valores, modos de vida).
ação de provimento e de sustentação para atendimento das necessidades das famílias usuárias.
que promove o acolhimento e o apoio na articulação de recursos através da ativação, integração e modificação das redes sociais e de serviços para atender as demandas familiares.
Analise as afirmativas a seguir:
I. O Plano de Apoio decorre do Plano de Providências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e consiste no instrumento de planejamento do assessoramento técnico e, quando for o caso, financeiro, para a superação das dificuldades dos entes federados na gestão e execução dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais. O Plano de Apoio contém as ações de acompanhamento, assessoramento técnico e financeiro prestadas de acordo com as metas estabelecidas no Plano de Providências.
II. A compreensão da família é determinada pelas estruturas geracionais e de gênero presentes. Os conflitos e desigualdades vivenciados no âmbito familiar não devem ser analisados e trabalhados a partir da diferenciada distribuição de poder e responsabilidade entre seus membros.
III. No caso das crianças e dos adolescentes submetidos à alienação parental, sinais de ansiedade, nervosismo, afetividade e felicidade, entre outros, podem ser indicativos de que a situação está ocorrendo.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
A construção de metodologias de trabalho social com famílias, visando ao aumento da sua capacidade protetiva, deve
possibilitar aproximações e interações com núcleos familiares contemporâneos, ampliando sua capacidade de ação.
recolocar a família como objeto da intervenção social, visando ao enfrentamento de suas fragilidades e necessidades.
dar primazia às decisões da equipe multidisciplinar em relação às da família na condução do plano de acompanhamento familiar.
considerar a inexistência de função protetiva das famílias das classes subalternas.
ofertar o suporte do Poder Público para responsabilizar a mulher pelo cuidado dos membros da família.
As legislações sociais voltadas para a criança, o adolescente e o idoso instituem formalmente o direito à convivência familiar e comunitária quando afirmam a excepcionalidade de colocação em família substituta ou do atendimento asilar. De acordo com estudiosos do assunto, há nas entrelinhas dessas legislações uma tendência em responsabilizar a família por esses seus membros, independentemente de laços afetivos e de condições para cumprir esse papel. Para o enfrentamento dessas condições, tais teóricos defendem a criação de outras formas de suporte básico à família para
melhor responsabilizá-las.
qualificar o acolhimento institucional.
acompanhá-las cotidianamente.
apoiá-las nesse cuidado.
avaliar sua atuação.
Sobre violência intrafamiliar, assinale a alternativa INCORRETA.
É toda ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de outro membro da família.
Pode ser cometida dentro ou fora de casa por algum membro da família, incluindo pessoas que passam a assumir função parental, ainda que sem laços de consanguinidade, e em relação de poder à outra.
O conceito de violência intrafamiliar não se refere apenas ao espaço físico onde a violência ocorre, mas também às relações em que se constrói e efetua.
A violência doméstica distingue-se da violência intrafamiliar por incluir outros membros do grupo, sem função parental, que convivam no espaço doméstico. Incluem-se aí empregados, pessoas que convivem esporadicamente, agregados.
É qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.