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Assinale a alternativa que apresenta uma característica do modelo saúde da família.
Prioriza a assistência individual, com ênfase na especialização e no uso de tecnologias do tipo material.
Organiza a assistência a partir da demanda espontânea.
Apresenta falta de comunicação e integração entre os serviços que compõem as redes.
Articula ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças e de reabilitação.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A compreensão da família é determinada pelas estruturas geracionais e de gênero presentes. Os conflitos e desigualdades vivenciados no âmbito familiar não devem ser analisados e trabalhados a partir da diferenciada distribuição de poder e responsabilidade entre seus membros.
II. No Brasil, atualmente, podem exercer a profissão de Assistente Social os profissionais possuidores de diploma em curso de graduação em áreas de administração, economia e turismo, apenas.
III. As crianças e os adolescentes submetidos à alienação parental podem apresentar sinais de ansiedade, nervosismo, agressividade e depressão, por exemplo.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Sobre os Núcleos de Apoio à Saúde da Família, assinale a alternativa INCORRETA.
O trabalho do NASF é orientado pelo referencial teórico-metodológico do apoio matricial.
O NASF desenvolve trabalho compartilhado e colaborativo em pelo menos duas dimensões: clínico-assistencial e técnico-pedagógico
O NASF faz parte da atenção básica, e se constitui como um serviço com espaço físico independente.
Existem hoje, três modalidades de NASF financiados e reconhecidos formalmente pelo Ministério da Saúde.
As ações desenvolvidas pelo NASF têm, via de regra, dois principais públicos-alvo: as equipes de referência apoiadas (eSF, eAB para populações específicas – consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais) e diretamente os usuários do Sistema Único de Saúde.
A família brasileira, a partir dos anos de 1990, apresentou mudanças significativas, mudanças estas decorrentes do processo de modernização da sociedade, que ocorrem, de forma significativa, a partir da segunda metade do século XX. Neste sentido, a família brasileira tem uma configuração marcada por alguns traços importantes.
Dentre eles, podemos destacar o (a):
aumento da concepção em idade precoce.
diminuição do papel da mulher na manutenção e subsistência da família.
diminuição de pessoas que optam por viverem sozinhas.
aumento do número de filhos.
diminuição da presença de idosos como mantenedores da família.
São múltiplas as relações sociais que fazem com que o indivíduo exista socialmente. A família existe enquanto relação, pois não é qualquer homem/mulher/criança que constitui uma família. Sobre relações sociais, analisar os itens abaixo:
I. No capitalismo, os grandes proprietários dispõem do patrimônio da mobilização e da organização política.
II. São nas relações sociais que passamos a existir e nas quais nos identificamos.
III. As relações sociais são mediadas por determinações concretas e reais.
IV. No modo capitalista de produção, a relação de trabalho/salário, estável ou precária, determina a sobrevivência de grande parte das pessoas.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II, III e IV.
Todos os itens.
O advento da modernidade ressignificou vários âmbitos da vida cotidiana, e dentre eles podemos citar os tipos de organização familiar, o mundo do trabalho, o casamento, a concepção de novos seres que foi dissociada da união entre um homem com uma mulher, assim como a violência. Esta última trata-se de um fenômeno complexo e abrangente que abarca diferentes contextos da vida humana, pois não é autoexplicável e é pluricausal. Destarte, no Brasil evidencia-se que crianças, adolescentes e jovens sejam vítimas em potencial das mais diversas formas de violência, tanto no âmbito familiar, institucional, urbano, através do aliciamento pelo tráfico de drogas ou ainda sexual. Analise as afirmativas a seguir.
I. As camadas pobres estão mais suscetíveis à violência, considerando-se que muitas vezes os adolescentes e jovens que vivem nas áreas periféricas estão expostos a maiores riscos, e mesmo diante da intensificação do isolamento da vida pública e privada não é possível garantir a segurança dos mesmos e de suas famílias.
II. O aumento da violência no Brasil se coloca como prioridade na agenda das políticas sociais públicas, visto que a luta dos movimentos sociais por melhores condições de vida e garantia de direitos sociais tem alcançado reconhecimento em suas ações e de seus interlocutores, atenuando a desigualdade social e elevando os níveis de mobilização da sociedade.
III. O individualismo exacerbado coloca-se como uma das consequências produzidas pela violência, pois está diante da impossibilidade da construção de uma esfera pública marcada pela desregulamentação do Estado e pela ausência ou insuficiência de políticas sociais universais.
IV. A violência na sociedade brasileira tem seu recrudescimento também pela anulação da política que exclui o debate público, responsabilizando a sociedade civil por suas agruras e mazelas, delegando as providências para o âmbito privado e atribuindo suas causas aos aspectos socioeconômicos e culturais.
Com base nas afirmativas, assinale a alternativa CORRETA.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
De acordo com Freitas, Braga e Barros (2013) no artigo “Famílias e Serviço Social- algumas reflexões para o debate”, as políticas públicas brasileiras voltadas para as famílias continuamente vêm
Quebrando os paradigmas sociais arraigados das famílias patriarcais.
Reafirmando os papeis de gênero, contribuindo pouco para a transformação dos mesmos.
Estimulando as práticas da rede de “circulação de crianças”.
Reafirmando a responsabilidade estatal para com as famílias, especialmente as famílias pobres.
Reconstruindo as normas e dispositivos legais em função dos movimentos sociais.
A família é o lócus privilegiado da constituição da subjetividade humana. Família com o passar dos tempos vem ganhando novas roupagens, atualmente conceituar família não é uma tarefa fácil. Sobre as novas modalidades de família, marque a opção correta.
Famílias extensas são famílias que adquirem uma característica nova ao acolher um novo membro, mas temporariamente.
Família nuclear é aquela formada por pai, mãe, filhos, avós e netos ou outros parentes, isto é, a família formada por três ou quatro gerações.
Famílias Monoparentais são as famílias chefiadas só pelo pai ou só pela mãe.
Famílias de casais são famílias formadas por pessoas (apenas um ou o casal) que foram casadas, que podem ou não ter crianças do outro casamento.
Conforme aponta Mioto (2010), a compreensão da família como sujeito de direitos permite que o assistente social avalie os riscos sociais aos quais ela pode estar sujeita e também questione as atuais políticas de proteção social que a assistem de forma compensatória e temporária. Assinale a alternativa que responde a esse impasse entre a proteção social ofertada e os riscos sociais que permeiam o cotidiano das famílias brasileiras:
Consolidação do Estado de Bem‐Estar Social para aqueles que fazem bom uso dos serviços da Seguridade Social.
Políticas de prevenção às situações de risco e violências.
Políticas Públicas de caráter universal.
Defesa do direito através de ações judiciais.
Realização de grupos socioeducativos para orientação de benefícios sociais.
Atualmente, a ação dos Assistentes Sociais está sendo considerada muito aquém das exigências que lhes estão sendo colocadas. Essas exigências estão relacionadas à necessidade de consolidação do atual projeto ético-político da profissão, de qualificação das ações profissionais nessa área, além da afirmação do espaço do Serviço Social num campo cada vez mais disputado por outras profissões. Segundo Mioto (2004), um campo no qual o Assistente Social tem como objeto privilegiado de intervenção durante toda sua trajetória histórica é conhecido como:
Sociedade.
Proletariado.
Famílias.
Classes subalternas.
“Realizar estudos socioeconômicos com usuários para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades” (CRESS/SC, 1999). Lima (2005) e Mioto e Nora (2006), apoiadas na literatura, apontam três indicadores importantes para definir família na realização dos estudos socioeconômicos para acesso às políticas sociais. Analise os indicadores de avaliação abaixo e identifique o(s) correto(s):
I- O domicílio, o parentesco e os afetos.
II- Laços consanguíneos, domicílio e união estável.
III- Renda, domicílio e união estável.
IV- Trabalho, laços consanguíneos e os afetos.
Está(ão) correto(s) o(s) indicador(es):
Apenas II e III.
Apenas III.
Apenas IV.
Apenas I
Apenas II.
Corresponda as categorias referentes aos tipos de famílias aos seus conceitos:
Coluna 1 Tipos de famílias
1. Anaparental
2. Reconstituída
3. Paralela
4. Eudemonista
Coluna 2 Conceitos
( ) Indivíduo mantém duas relações ao mesmo tempo. Por exemplo, casado que também possui uma união estável.
( ) Pais separados, com filhos, que começam a viver com outro também com filhos.
( ) Formada unicamente pelo afeto e solidariedade de um indivíduo com o outro, buscando principalmente a felicidade.
( ) Sem pais, formadas apenas pelos irmãos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
O trabalho com famílias, nas suas mais diversas configurações, compõe o cotidiano de trabalho do assistente social na quase totalidade de suas áreas de intervenção. A família não é apenas uma construção privada, mas também pública e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos, de tal modo que pode-se afirmar que é a família quem preenche as insuficiências das políticas públicas. Esta concepção de família
contrapõe-se àquelas que a consideram a partir de uma determinada estrutura, tomada como ideal (casal com seus filhos) e com papéis predefinidos.
reafirma as relações estabelecidas na família, seja no âmbito de seu domicílio, seja na sua rede social primária.
considera o núcleo familiar como o responsável exclusivo pelo bem-estar de seus membros, desconhecendo, em grande medida, mudanças ocorridas na sociedade.
desconsidera relações necessárias que são estabelecidas entre o grupo familiar e demais esferas da sociedade.
desvincula-a da relação com o Estado que se efetiva por meio de sua legislação, de suas políticas econômicas e sociais.
- Nogueira e Monteiro (2013) apontam que o principal dilema no processo de assistências às famílias, em particular na saúde, trata-se:
Da concepção de família dos profissionais de saúde.
Da semelhança das funções do Estado e das famílias.
Da articulação dos serviços de saúde com a rede de proteção social.
Das obrigações familiares frente aos benefícios socioassistenciais.
Do desenvolvimento de uma assistência voltada para a realidade das famílias.
Para Mioto (2009), o desenvolvimento do modo de produção capitalista trouxe consigo mudanças radicais nas formas tradicionais de prover a proteção social, até então asseguras pela família. Com base nessa assertiva, é falso afirmar que:
na formação capitalista sob a égide do liberalismo, a família se conforma como o espaço privado por excelência responsável pela proteção social dos seus membros.
o contexto da formação sócio-histórica e do desenvolvimento dos sistemas de proteção social dos países latino-americanos e particularmente o Brasil, alinham-se ao denominado Estado familista.
o processo de desfamilização pressupõe a ampliação dos encargos familiares e a independência da família, através de politicas familiares/sociais.
o período de institucionalização dos novos marcos da proteção social brasileira coincide com o avanço da tese liberal do Estado Mínimo e do mercado enquanto instância reguladora da vida social, em termos mundiais.
Nos dias atuais, a família retorna à cena política como lócus privil egiado de promoção dos programas e políticas sociais na sociedade capitalista neoliberal.
No tocante ao debate sobre família, assinale a alternativa INCORRETA.
No atual contexto de retração dos direitos, principalmente direitos sociais, outros dentre eles, indivíduos, família e o pode judiciário, são chamados a intervir e são responsabilizados por todos os problemas que estão fora da ação do estado.
Desde a crise econômica dos anos de 1970, a família vem sendo descoberta como um importante a gente privado de proteção social.
A família tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos e, portanto, não é apenas uma construção privada mas também pública.
A partir do Estado Novo, o governo assumiu uma feição mais humanizada e preocupada com o povo, principalmente com o trabalhador e sua família.
A família brasileira, após os anos 60, foi marcada por grandes transformações, ocasionando a diversificação de suas formas e a geração de modelo s de famílias.
Há uma conexão entre família, proteção social e política social. Outra variável, que é o trabalho, no contexto capitalista, precisa ser considerada para uma leitura crítica e mais efetiva, principalmente, quando a intervenção pretendida ocorrer no cotidiano das famílias e na vida de seus membros, podendo, muitas vezes, influenciar e até tensionar as relações entre eles. Nesse contexto, é correto afirmar que
as denominadas políticas de conciliação entre família e trabalho, que visam implementar ações e políticas que minorem a tensão entre as demandas do trabalho e as responsabilidades familiares enfrentadas, principalmente, pelas mulheres, se constituem em necessidade crescente, ao ser considerada a inclusão da mulher no mercado de trabalho.
não há possibilidade de relacionar ou estabelecer vínculos entre as políticas de seguridade social (saúde, assistência e previdência), trabalho familiar, políticas de conciliação entre trabalho e responsabilidades familiares e a condição da mulher na família e na sociedade, principalmente, em condições de pobreza, quando o objetivo é formular e implementar políticas públicas, voltadas para a família.
o assistente social deve se deter ao atendimento da família de modo a satisfazer suas necessidades imediatas, não se fazendo necessário entender de que modo, caso tais ocorrências existam, a falta de empregabilidade dos jovens da família, a idade avançada dos idosos de um dado núcleo familiar e a flexibilização das relações de trabalho poderão impactar no cotidiano familiar e nas relações estabelecidas entre seus membros.
o Estado, quanto mais se retrai no atendimento às necessidades da população e garantia de direitos, cria, paradoxalmente, maiores possibilidades de proteção à população e suas famílias ao favorecer novas relações entre os beneficiários dos programas ou serviços sociais e o que estes oferecem, a exemplo do Bolsa Família e do Melhor em Casa, reduzindo assim as ocorrências em que surgem o desamparo social, a exclusão e falta de renda, decorrente do alto índice de desemprego.
a inserção dos membros da família em postos de trabalho, principalmente os homens, deve se constituir como principal estratégia de valorização, aumento da renda, emancipação e autonomia dos membros de um mesmo grupo familiar, já que se pode contar com a mulher como aquela que, natural e culturalmente, poderá ficar em casa cuidando das crianças, dos idosos e demais afazeres domésticos, garantidores da manutenção da força de trabalho masculina, provedora de recursos e necessidades do lar.
Após o movimento de reconceituação, o tema família foi pouco focalizado pelo Serviço Social, visto que diante da necessidade de expansão do capitalismo a família passa a ser um trivial espaço de reprodução da mão de obra, porém, nas últimas décadas o debate sobre família intensifica-se e está presente nos aspectos que envolvem o âmbito de ação, as políticas sociais, a diversidade de constituição e organização familiar, aspectos relativos à divisão sexual e racial do trabalho, dentre outros. Deste modo as políticas públicas de atenção à família têm se tornado um núcleo central de programas e ações sociais que são compartilhados entre Estado e a própria família. Assim, é CORRETO afirmar que:
a centralidade da família nas políticas públicas se destaca na área da saúde e assistência social, aparecendo como estratégia mais adequada e eficiente para o enfrentamento das deficiências e ausências pelas quais são acometidas, possibilitando não só o enfrentamento de suas demandas como sua superação.
diante das reformas neoliberais e a retração do Estado nos gastos públicos, a tendência cada vez maior é ressaltar a centralidade da família como sujeito de direitos nas políticas públicas, garantindo a perspectiva do Estado de Bem-Estar Social.
o Estado e a família desempenham papéis análogos de provisão e bem-estar, mas de fato cabe às redes primárias e informais, de apoio espontâneo como a vizinhança e a parentela a principal responsabilidade de tais garantias.
o Estado e a família desempenham papéis análogos de provisão e bem-estar, e à família atribuem-se funções discriminadas aos gêneros, garantindo a necessária solidariedade e dependência, configurando um sistema harmônico e complementar que tem como objetivo primeiro prover o afeto, a socialização e o apoio mútuo.
Assinalar a alternativa CORRETA em conformidade com a exposição de MIOTO (na obra organizada por SALES, MATOS e LEAL). Para a autora, o empenho para a proteção integral da infância e da juventude passa pela revisão de dois aspectos fundamentais, sendo um deles a mudança na maneira de conceber a assistência às famílias. Consiste, sobremaneira, em compreender que existe uma conexão direta entre a proteção das famílias, nos seus mais diversos arranjos, e a proteção aos direitos individuais e sociais de crianças e adolescentes. Dessa forma, eles têm o direito de serem assistidos para que possam desenvolver, com tranquilidade, suas tarefas de proteção e socialização das novas gerações e:
Não serem penalizados por suas dificuldades.
Sendo vedada a sua participação cidadã.
Ter a oferta de moradia digna.
Culpabilizados por seus fracassos.
O Trabalho Social com famílias se configura em um conjunto de procedimentos realizados a partir de um conjunto de pressupostos éticos, conhecimentos teórico-metodológicos e técnico-operativos, com o objetivo de construir para a convivência, reconhecimento de direitos e possibilidades de intervenção na vida social de um conjunto de pessoas unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade. (Secretaria do Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, RJ).
Para que o trabalho social seja efetivado na prática, é necessário:
Adoção exclusiva de abordagens metodológicas.
Conhecimento de território socioterritorial.
Desenvolvimento de uma prática disciplinar entre os profissionais que compõem as equipes de referências.
Conhecimento específico sobre os ciclos de vidas das famílias que compõem o território de abrangência.
Compreensão de um ato exclusivamente metódico realizado por meio do conhecimento da realidade social.