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O debate entre família e políticas públicas demonstra que o Estado cada vez mais intervém no campo da reprodução social. Essa relação significa
ampliação do papel do Estado na execução de políticas públicas.
o reforço da responsabilidade da família, pois o Estado atua tornando-a como um de seus interlocutores bem como parceira na proteção social.
diminuição da responsabilidade da família, que pode ser exemplificado pelo incremento de programas de transferência de renda como o Bolsa Família.
a ampliação da responsabilidade do Estado no campo da saúde, devido à constante ampliação do Programa Estratégia Saúde da Família, em contrapartida reduz no campo da Assistência Social.
que nas legislações em favor da criança e do adolescente e do segmento das pessoas idosas, a família não aparece como a principal responsável pelos cuidados.
A crítica mais contundente à afirmação da família como referência das políticas públicas, na atualidade, está associada:
à manutenção da participação do Estado Social na provisão do bem-estar.
à participação do Estado Novo na provisão do bem-estar.
à regressão da participação do Estado Social na provisão do bem-estar.
à regressão da participação do Estado Novo na manutenção do bem-estar.
Pode-se reconhecer a família como objeto de políticas públicas quando:
para ela é estabelecido um padrão ou modelo de família a ser seguido e contemplado pelas políticas sociais.
o objetivo da política é o desenvolvimento humano, por meio da minimização da pobreza, acesso à educação, saúde, alimentação, moradia e proteção integral às suas crianças, adolescentes e idosos.
o Estado a reconhece como instância autônoma, capaz de resolver seus problemas independente de medidas socioeducativas e repasse financeiro.
o assistente social é livre para determinar a melhor intervenção junto à família que atende já que a vulnerabilidade é um impeditivo de identificação, para a família, de suas necessidades.
há apoio pelo profissional para resolução individual, por cada membro da família, de problemas que surgem na família ou que, vindo de fora, a afeta, gerando conflitos.
Ainda com relação ao debate sobre a centralidade da família e o Serviço Social, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Desde os primórdios da profissão de Serviço Social que a família se constitui em sujeito privilegiado na intervenção. No entanto, nesse período, o foco estava centrado na busca de soluções para as situações problemáticas a partir de recursos do ambiente e dos indivíduos.
( ) A partir da consolidação da profissão, a atuação com famílias ganha novo impulso, com a influência do marco conceitual do Serviço Social americano, especificamente a metodologia do estudo de caso que primava pela emancipação humana da família.
( ) Com a hegemonia da teoria social de Marx no Serviço Social, a análise e intervenção sobre as famílias deixa de conceber as demandas das famílias como simples problemas individuais ou familiares e passa a interpretá-las como expressões de necessidades sociais, decorrentes da estrutura social desigual do capitalismo.
( ) Os estudos sociais sobre as famílias, fundamentados na perspectiva positivista/funcionalista no Serviço Social, primavam por uma série de avaliações e posteriores exigências de ajustamento e mudanças do modo de vida dos sujeitos.
( ) A matriz da teoria social crítica no Serviço Social desde o final da década de 1970 apropriou-se da família como um dos objetos privilegiados de estudo, o que permitiu um grande desenvolvimento de pesquisas relacionadas a essa temática, auxiliando o campo da prática profissional
. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
V-F-V-V-F
F-V-V-F-V
V-V-V-F-F
V-F-V-V-V
V-V-V-V-V
A partir de 1970, as proposições neoliberais avançaram e, segundo Carloto (2015), nos sistemas de proteção social na América latina se intensifica uma perspectiva:
Familista.
Pública.
Coletiva.
Classista.
A incorporação da família como referência na política social brasileira reavivou o debate em torno do trabalho com famílias, que por muito tempo ficou relegado a segundo plano no âmbito do Serviço Social brasileiro. Com base nesta afirmação, assinale a alternativa correta.
Nos anos 2000 a questão da família no Serviço Social vai ter pouca visibilidade se comparada à produção sobre política social e direitos sociais.
A ideia central da proposta familista reside na afirmação da tradição secular que existem dois canais naturais para satisfação das necessidades dos indivíduos: a família e o Estado.
A família é um sujeito privilegiado de intervenção do Serviço Social desde os primórdios da profissão.
Os processos políticos organizativos vinculam o conjunto de ações profissionais desenvolvidas com enfoque no planejamento institucional como instrumento de gestão e gerência de políticas e serviços. Buscam o deslocamento do foco do atendimento dos objetivos institucionais para o atendimento das necessidades das famílias.
Os processos de planejamento e gestão no trabalho com famílias implicam ações que privilegiem e incrementem a discussão da relação família e proteção social na esfera pública, visando a manutenção da ideologia vigente da família como responsável da proteção social, buscando a garantia e ampliação dos direitos sociais.
Considerando que é correto afirmar que, no Brasil, a partir da constituição Federal de 1988, as políticas sociais públicas passam a ter centralidade na família, podemos dizer que, no texto constitucional, o conceito de família:
Considera as relações homoafetivas.
Restringe-se ao tripé pai-mãe-filhos.
Considera somente uniões legalizadas.
Considera o tripé pai-mãe-filhos e a monoparentalidade.
Vicente (2008), em seu texto “O direito à convivência familiar e comunitária: uma política de manutenção do vínculo”, que compõe o livro de Kaloustian (2008), faz uma análise sobre a colocação em família substituta ou o abrigamento de crianças e adolescentes.
Segundo este autor o que corresponde à perda de vínculos que justifique um abrigamento ou colocação em família substituta?
A pobreza crescente.
O uso abusivo de drogas durante a gestação.
A situação dos moradores em situação de rua.
O acontecimento de tragédia com perda de toda família.
Segundo Sarti (2010), assinale a alternativa correta.
As famílias contemporâneas são nucleares.
Nos casos em que a mulher assume a responsabilidade econômica do lar, não ocorrem modificações no jogo das relações de autoridade, ela não pode assumir de fato como chefe de família e definir-se como tal.
As ameaças de desemprego não são mais constantes em famílias pobres, mas sim, assolam todas as classes sociais.
A vulnerabilidade da família pobre ajuda a explicar as rupturas.
A revalorização da família nas políticas sociais tem significado um:
recuo das responsabilidades do Estado
avanço na redistribuição dos recursos sociais
projeto político comprometido com justiça social
recuo das responsabilidades no âmbito da família
A atuação do Assistente Social na implementação de políticas sociais voltadas para a família exige que esse profissional compreenda que
as famílias se constituem em sistemas fechados, por isso cada membro precisará ser atendido isoladamente.
as famílias em situação de extrema pobreza precisam ter sua atuação substituída pelo estado para que sobrevivam.
a família é um grupo de pessoas que compartilha o mesmo domicílio e que tem os mesmos laços sanguíneos ou parentesco.
a família em condição de vulnerabilidade não dispõe de condições para potencializar as ações promovidas pelas políticas a ela destinadas.
cabe ao assistente social efetuar, pela sua ação, a inclusão das famílias nas organizações do poder público e sociedade civil com o objetivo de assegurar condições protetivas às famílias, efetivando direitos e promovendo justiça social.
A família nuclear é a família composta por:
Uma pessoa (homem ou mulher)
Pai e filhos
Pai, mãe e filhos.
Pai, mãe e netos.
Qualquer política que vise reforçar o papel da família na provisão social tem que considerar as novas estruturas familiares, compreendidas como síntese de múltiplas determinações sócio-históricas, econômicas e culturais. Deve considerar também os reflexos que as famílias sofrem em razão das contradições da sociedade capitalista e das imposições do neoliberalismo às políticas públicas estatais. No que se refere à intervenção profissional, é estratégico evidenciar a ideologia que fundamenta essa política, bem como as possibilidades de contribuição do grupo familiar. Nessa perspectiva, a revalorização da família na política de assistência social pode significar a
sua responsabilização pela própria proteção.
sobreposição do público em relação ao privado.
autonomia desse grupo frente às vulnerabilidades sociais.
retomada dos modelos familiares pregressos.
conscientização de sua competência socioeconômica.
No que concerne ao debate sobre família no Serviço Social, assinale a alternativa INCORRETA.
O recurso ao espaço familiar e comunitário como locus de reprodução social não é uma novidade desse momento na política social.
A política de saúde, como forma de enfrentamento da questão social, encontrou, no cotidiano da família dos trabalhadores, o espaço para a reprodução de sua lógica.
A análise da abordagem familiar e comunitária exige sua apreensão para além de uma ferramenta de trabalho, mas como expressão de um conjunto de determinações.
Não há um reconhecimento das transformações sócio-históricas da família, mas há uma reafirmação da centralidade da família nas políticas sociais e da função protetiva desta por meio do cuidado.
O enfoque individual e moral da família abre caminho para que os serviços oferecidos pelas políticas sociais promovam a manutenção dessas relações sob a perspectiva terapêutica.
Sobre trabalho com família, é correto afirmar que
cada profissional terá uma interpretação da história da família.
cada família terá uma versão de sua história, a qual dá significado à experiência vivida.
todas as famílias apresentam histórias iguais, pois estão dentro do mesmo contexto de vida.
a história da família não pode influenciar o acompanhamento familiar, haja vista, que a própria condição de vulnerabilidade faz com que a família tenha compreensões distorcidas da sua realidade.
Em relação ao “familismo”, sob o ponto de vista de Campos e Mioto (2003), analise os itens abaixo:
I. Pauta-se na solidariedade entre seus membros e nega a função protetora feminina.
II. Reitera a função protetora feminina.
III. Pauta-se, principalmente, na preservação, evitando o esgotamento da capacidade familiar.
IV. Defende a perspectiva tradicional de proteção social, realizada a partir da família nuclear, centrada no modelo previdenciário.
Está(ão) CORRETO(S), apenas,
II e III.
II.
I.
II, III e IV.
IV.
Segundo Mioto (2010), quando os profissionais passaram a discutir a profissão do Serviço Social dentro das bases da teoria social marxista, duas mudanças fundamentais foram instituídas na forma de pensar e trabalhar a família. São elas:
A interpretação das demandas das famílias como questões de ordem moral e comportamental; e o redimensionamento do alcance e da direcionalidade da ação profissional do assistente social para a construção de um modelo ideal de família.
A interpretação das demandas das famílias como problemas individuais/familiares, ou seja, como “casos de família” e o redimensionamento do alcance e da direcionalidade da ação profissional do assistente social para sua eficiência operativa.
A interpretação das demandas das famílias como circunscritas ao campo da competência ou incompetência de seus membros; e o redimensionamento do alcance e da direcionalidade da ação profissional do assistente social para sua instrumentalidade.
A interpretação das demandas das famílias como expressões de necessidades humanas não satisfeitas, decorrentes da desigualdade social; e o redimensionamento do alcance e da direcionalidade da ação profissional do assistente social para a transformação social.
A interpretação das demandas das famílias sobre lógica do auxílio público provisório e o redimensionamento do alcance e da direcionalidade da ação profissional do assistente social para os procedimentos e a regulamentação do atendimento às famílias.
No Brasil, a intervenção do Serviço Social desde os seus primórdios, privilegia a instituição família uma vez que essa intervenção nasce vinculada aos movimentos de ação social numa proposta de dinamização da missão política de apostolado social junto às classes subalternas, especificamente junto à família operária. O trabalho do Serviço Social com famílias começa a ganhar impulso e maior qualificação técnica no período de consolidação da profissão, através da apropriação do marco conceitual do Serviço Social americano. Contudo, no século XXI, o tema família ganha relevância no Serviço Social, no instante em que
emerge a hipótese segundo a qual as necessidades expressas nas famílias e pelas famílias são “casos de família” e as questões que as afligem se circunscrevem ao campo da competência ou incompetência individual dos sujeitos.
se aprimoraram os instrumentos e técnicas direcionados ao processo de averiguação e controle dos modos de vida das famílias, especialmente através de uma forte burocratização dos procedimentos.
a política social brasileira, no contexto da reforma do Estado, passa a se estruturar dentro da proposta do pluralismo de bem-estar social, enfatizando amplamente a família.
se vincula à ideia de uma dinâmica familiar reduzida à compreensão das relações de afeto e cuidado no interior da família, percebendo-a como uma construção singular, arquitetada no entrecruzamento das múltiplas relações.
O modelo patriarcal de família não contribuiu para a organização social do Brasil, o que acarretou o incentivo à formação do patronato político.
Gama (2014) analisa que estudos recentes vêm mostrando novas tendências na estrutura familiar brasileira, Sobre ela, assinale a alternativa INCORRETA.
Constante diminuição nas taxas de fecundidade.
Queda no número de famílias compostas por casais com filho.
Significativo crescimento no número de famílias monoparentais, compostas por mulheres chefes de família e crianças, sem a presença do marido.
As famílias monoparentais formadas por mulher e filho são mais observadas nos grupos de maior poder aquisitivo.
Pesquisas apontam que as famílias compostas por casais com filhos são ainda um grupo majoritário.