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A Política Nacional de Assistência Social promove a defesa dos direitos das famílias. Dentre as modalidades de garantias sociais destaca‐se a de inserção social, que é estruturada para
propiciar acesso a bens, serviços e direitos sociais
constituir apoio direto nas situações de calamidade.
garantir renda à população marginalizada socialmente.
incentivar a participação política da população usuária.
averiguar situações de violação de direitos sociais.
O debate contemporâneo acerca da família tem apresentado perspectivas conservadoras, mas outras progressistas. Logo, pensar a família sob este último prisma é concebê-la como:
unidade social que se realiza concretamente dentro de uma situação de classe, numa realidade histórica e com importância nas várias dimensões da vida social.
parte de uma totalidade pela qual será realizada a transformação social, mobilizando suas capacidades e tornando-se o sujeito histórico da revolução.
conjunto de indivíduos sociais com suas singularidades e que se articulam em um movimento histórico para a ruptura com a ordem instituída capitalista.
espaço privilegiado das relações sociais de produção econômica atravessado pelas dimensões subjetivas e religiosas e marco do primeiro processo de socialização.
campo tensionado de conflitos econômicos, sociais e políticos que atribuem aos sujeitos pertencentes determinadas tarefas e funções sociais.
Szymanski (1995) argumenta que existe um tipo de família que emerge da análise da observação do cotidiano familiar e que pode ser descrita da seguinte maneira: “um grupo de pessoas, vivendo numa estrutura hierarquizada, que convive com a proposta de uma ligação afetiva duradoura, incluindo uma relação de cuidado entre os adultos e deles para com as crianças e idosos que aparecem nesse contexto” (GOMES, 1988 apud SZYMANSKI, 1995, p. 26). Para a autora, a família que emerge da análise da observação do cotidiano é denominada
Família extendida.
Família matriarcal.
Família patriarcal.
Família vivida.
Para Cynthia Sarti ''são da família aqueles com quem se pode contar, isto quer dizer, aqueles que retribuem ao que se dá''. No bojo dessa reflexão, é explicado que ''a família se define, assim, em torno de um eixo moral...'', em que
a noção de cuidado sobrepõe-se à de proteção.
a noção de solidariedade sobrepõe-se à de consanguinidade.
a noção de pertencimento sobrepõe-se à de direitos.
a noção de obrigação sobrepõe-se à de parentesco.
A partir dos anos 1990, acirra-se no Brasil um processo de disputa entre diferentes projetos políticos para a sociedade brasileira, em que a questão da proteção social tem papel fundamental. Esse processo é caracterizado, por um lado, pela tensão entre a afirmação da proposta de institucionalização da proteção social nos moldes definidos pela Constituição de 1988 e a sua desconstrução por meio da retração do Estado. Por outro lado, é caracterizado pela tensão entre
o sensível e o natural como condições mínimas para garantir o necessário respeito ao ser humano.
a desfamiliarização e a afirmação da família como parceira na condução das políticas sociais.
o específico e o geral como determinantes de padrões e critérios de atendimento de natureza seletiva.
o particular e o universal como estratégia para o enfrentamento da pobreza e sua superação gradativa.
o público e o privado como entes interligados na proteção social universalizada e seu alcance.
A respeito das famílias na sociedade brasileira atual, assinale a alternativa CORRETA:
Apesar das mudanças, a estrutura patriarcal é a única forma de organização familiar existente no Brasil.
Hoje, é crescente o número de lares chefiados por mulheres.
A estrutura familiar jamais sofreu alterações desde o período colonial até os dias atuais.
O modelo familiar tradicional é a aspiração de todas as famílias brasileiras.
Nas últimas décadas, o protagonismo da família nos diversos programas sociais, com conteúdo e objetivos diferentes, expressam tendências contemporâneas no âmbito da proteção social. Desta forma, para o Estado, a família tornou-se:
objeto de intervenção capturado pela lógica capitalista, através da política de assistência social e da matricialidade sociofamiliar.
campo das capacidades a serem desenvolvidas pelos sujeitos como superação das desigualdades sociais intensificadas nos países de capitalismo periférico.
núcleo de construção de novas estratégias para combater a questão social, apoiado na emancipação dos indivíduos.
mecanismo de defesa social para a superação do subdesenvolvimento econômico, baseado no discurso das capacidades.
lócus privilegiado do conjunto de ações de enfrentamento e combate à pobreza no país, fundado no princípio da matricialidade sociofamiliar.
Na prática atual do Assistente Social, observa-se uma diversidade de modelos familiares. Comumente encontrado, o modelo denominado “monoparental” é aquele constituído
por pai, mãe e filhos. Representa, assim, o modelo que faz parte do imaginário social.
apenas por grupo de irmãos. Nesse modelo, os pais são ausentes.
por grupo de pessoas que possuem ligações de amizade, não tendo qualquer ligação consanguínea.
por pessoas que compõem as chamadas uniões homoafetivas.
pela mulher, que sustenta sozinha a família. Nesse modelo, a figura masculina é totalmente ausente, não participando nem de forma cambiante.
Sobre os desafios que ainda permanecem no trabalho do Assistente Social com família, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para falsa.
( ) Ultrapassar a visão da família como instituição natural a-histórica.
( ) Romper com a concepção da família como espaço homogêneo e de forte unidade.
( ) Reconhecer que o foco das ações socioassistenciais deve ser a garantia de direitos sociais.
As afirmativas são, respectivamente,
V, V e V.
F, V e F.
V, F e F.
V, V e F.
F, F e V.
Sobre as limitações da família como instância de apoio e proteção social no Brasil, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A família é um espaço contraditório no qual se articulam situações de proteção e violência.
( ) A família diminuiu de tamanho o que coloca limites para as práticas de apoio entre seus membros.
( ) As famílias, quando chefiada por mulheres, tendem a se caracterizar pela pobreza e pelos baixos salários.
As afirmativas são, respectivamente,
V, V e V.
F, V e F.
V, F e F.
V, V e F.
F, F e V.
Considerando que as dinâmicas familiares são atingidas pelos processos de transformação societária, é fundamental que o assistente social que direciona seu trabalho a famílias tenha o entendimento de que as funções da família na sociedade capitalista se referem:
ao conjunto de indivíduos sociais que interagem voltados para a dimensão simbólica do consumo.
às formas de participação dos elementos do grupo familiar no mercado de trabalho, as quais irão definir a unidade de renda e de consumo da família
aos diversos sujeitos, independente de correlação sanguínea, que constituem fonte de força de trabalho do exército industrial de reserva.
a um núcleo agregador de valores e tradições que apresenta expressões multiculturais de uma determinada sociabilidade.
ao espaço de produção e reprodução da cultura, da religião, das concepções de mundo e do padrão de sociabilidade burguesa.
As funções consideradas próprias do grupo familiar, para Cristina Bruschini (1993), podem ser classificadas como:
biológica, afetiva e revelação religiosa.
protetiva, política e determinação ética.
educativa, coercitva e desenvolvimento naturalista.
econômica, socializadora e reprodução ideológica.
A redescoberta da família, como instância de proteção social, ganhou força, na década de 1980, a partir da perspectiva do pluralismo de bem-estar, segundo a parceria ou corresponsabilidade de três esferas.
Assinale a opção que indica essas três esferas.
Instituição, governo e filantropia.
Informal, científica e burocrática.
Estado, mercado e sociedade.
Economia, política e privada.
Pública, corporativa e social.
Segundo a análise de Mioto (1997), a família brasileira apresenta mudanças significativas desde, pelo menos, a segunda metade do século passado. Essas novas configurações apresentam algumas características como o(a):
diminuição das famílias recompostas.
aumento da concepção em idade precoce.
predomínio das famílias não nucleares.
diminuição da coabitação e da união consensual.
predomínio da concepção da vida produtiva nas mulheres com mais de trinta anos.
Sobre a relação entre Estado e Família, no Brasil, analise as afirmativas a seguir:
I. Esta relação foi sempre mediada pelo componente exclusivo da coerção estatal.
II. O Estado brasileiro define normas e regras para a garantia dos direitos da família.
III. A família sempre tendeu a ter autonomia na realização de suas funções protetivas.
Assinale:
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente a afirmativa II estiver correta.
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.
O trabalho com família na atualidade vem adquirindo centralidade no conjunto das políticas sociais. Nesse contexto, o reforço da abordagem familiar requer dos assistentes sociais:
uma retomada aos referenciais neotomistas.
o deslocamento dos conflitos societários para o âmbito privado.
mediações profissionais disciplinadoras de classe.
um cuidado para evitar a produção de regressões conservadoras.
o desafio da reatualização do conservadorismo.
No conjunto das transformações societárias contemporâneas articuladas com as mudanças no mundo do trabalho, e na relação com as políticas sociais, a família, a partir de uma análise crítica, é compreendida como:
um local de segurança social , considerando que as políticas públicas centralizam suas ações para garantia de atendimento das necessidades sociais apresentadas pelos indivíduos no âmbito familiar.
um espaço de contradições sociais, de reprodução de valores burgueses que encontra nas políticas sociais determinadas respostas sobretudo no âmbito da saúde publica.
um território composto por indivíduos sociais que no processo de sucateamento das políticas públicas e de precarização do trabalho se reorganizam para alcance de uma renda informal que garanta sua sobrevivência.
uma única possibilidade real para o provimento das necessidades dos indivíduos diante na inoperância ou mesmo da ausência de mecanismos de proteção social articulados ao crescente processo de precarização do trabalho.
A compreensão acerca do papel social da família refere-se a uma estrutura perpassada pelos processos econômicos e sociais contemporâneos produzindo determinadas modificações em sua forma de ser. Portanto a análise sobre família a considera como:
lócus afetivo, que trata das dimensões emocionais trazendo para seus componentes a sensação de segurança e proteção diante das condições adversas da cena contemporânea, representando as relações interpessoais.
espaço que expressa uma realidade histórica, nas várias dimensões da vida social, com corte de classe e que na busca de condições de sobrevivência volta suas ações para a reprodução de força de trabalho em seus aspectos materiais e ideológicos.
ambiente de contradições sociais que revelam o processo de individualismo tendencial da sociedade capitalista, ocasionando o esfacelamento das relações afetivas e das dimensões subjetivas entre seus membros, não sendo considerada o local da segurança social.
estruturas compostas por indivíduos sociais que, a partir de seus laços afetivos e consanguíneos, reproduz valores burgueses sem a distinção de pertencimento de classe retornando a sua condição de núcleo básico da sociedade.
Políticas públicas que consideram as famílias como as principais responsáveis pelo bem-estar de seus membros e o Estado como aquele que possui menor responsabilidade na provisão de bem-estar da população expressam o conceito de:
familismo
ajuda pública
desfamilização
solidarismo familiar
Para Potyara Pereira (2004) desde a crise econômica mundial da década de 70, a família vem sendo redescoberta como um agente privado de proteção social. Apesar dessa tendência, dadas as afirmações,
I. Não existe uma política de família em muitos países capitalistas centrais e nos países periféricos como o Brasil.
II. Existe uma política de família desde a constituição do welfare state no continente europeu; modelo apropriado pelo Brasil na Constituição de 1988.
III. Uma política de família somente passou a existir a partir da década de 90 com os Programas de Transferência Condicionada de Renda, cujo Brasil constitui-se em um país modelo em decorrência do Bolsa Família.
verifica-se que está(ão) correta(s) apenas
II.
I e II.
I.
II e III.
I e III.