Questões de Concurso sobre Relações Família-Estado

 
 
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No debate acerca do Serviço Social e o trabalho com famílias no campo da política social, postula-se a realização de dois movimentos principais. Um desses movimentos consiste no redimensionamento do trabalho com famílias, tendo por base o pensamento social crítico, pautado em dois aspectos fundamentais. Esses aspectos consistem


A

na interpretação das demandas apresentadas pelas famílias e no alcance e direcionalidade das ações profissionais.


B

na interpretação das demandas apresentadas pelas famílias na perspectiva da identificação de problemas e na busca de resoluções.


C

na interpretação das demandas apresentadas pelas famílias, regulamentando-se a condução do atendimento a essas demandas.


D

na interpretação das demandas apresentadas pelas famílias e no monitoramento destas visando à proteção social.

Há uma grande transformação econômica, cultural e social em todo o mundo, e o Brasil está inserido nesse contexto. Como principais mudanças, destacam-se a saída do homem do campo para a cidade, o aumento da demanda por educação, o declínio da classe operária industrial e a entrada das mulheres no mercado de trabalho que altera as configurações familiares significativamente e é consequência do avanço das conquistas das mulheres no âmbito


A

legal e institucional.


B

pessoal e constitucional.


C

particular e espontâneo.


D

profissional e informal.


E

voluntário e radical.

É a partir dos anos 1970, apesar de já existir no Brasil um número expressivo de famílias chefiadas por mulheres, que elas passam a ter visibilidade e a ocupar lugar de destaque nas pesquisas sociológicas. Usualmente, as mulheres chefes de família acumulam uma dupla responsabilidade ao assumirem não apenas o cuidado da casa como também o sustento material de seus dependentes. Esse modelo de organização caracteriza a conhecida família.


A

nuclear.


B

solidária.


C

desestruturada.


D

monoparental.


E

orgânica.

Marque a alternativa INCORRETA

Sobre a inserção da família nas politicas sociais e sobre os conceitos de familismo e desfamilização discutidos por Mioto (2008) podemos afirmar que


A

Há uma tendência atual à “familiarização” das politicas sociais reforçada pela concepção do pluralismo de bem estar.


B

A desfamilização refere-se ao grau de abrandamento da responsabilidade familiar em relação à provisão de bem estar social, seja através do Estado ou do mercado.


C

As politicas familiares, de caráter familista, tendem a reforçar os papeis tradicionais de homens e mulheres na esfera doméstica e condicionar a posição destes no mercado de trabalho.


D

Os sistemas de proteção social na América Latina e no Brasil têm fortemente um caráter desfamilista, verificados tanto nas definições legais quanto operacionais das politicas sociais.


E

A família nunca deixou de ter papel significativo na organização e desenvolvimento dos diferentes sistemas de proteção social.

As reflexões de Mioto (2010, 2012 e 2013) apontam que uma das condições para estudar família na contemporaneidade é:


A

Apreciá-la com possibilidades de variações, mas entendendo também sua homogeneidade clássica.


B

Romper com as concepções que tratam a família como interiormente homogênea e apreciável em qualquer contexto social e histórico, ou seja, aceitar sua mutabilidade.


C

Compreender que a família é uma instituição natural, e também social e histórica, podendo assumir configurações diversificadas em sociedades ou no interior de uma mesma sociedade, conforme as classes e grupos sociais heterogêneos.


D

Perceber suas complexidades e mutações, dando ênfase às suas homogeneidades internas e as relações entre seus membros que são assimétricas e conservam diferenciações de gênero e de geração.


E

Entendê-la como espaço em que se reproduzem relações assimétricas entre gêneros e gerações.

A dinâmica dos denominados modelos familiares em sua organização torna visível a conversão dos arranjos familiares entre si, bem como reforça a necessidade de acabar com os estigmas sobre as formas familiares diferenciadas, evitando a naturalização das famílias onde precisamos compreendê-lo como grupo social complexo que mantém estreita relação com o contexto sociocultural. Neste contexto, o que se busca contrapor é o modelo idealizado de


A

ressocialização de grupos.


B

matricialidade familiar.


C

proteção sociofamiliar.


D

família contemporânea.


E

família nuclear.

Analisando as várias dimensões das relações entre família e políticas públicas, podemos destacar algumas semelhanças entre o exercício vital das famílias e as funções das políticas voltadas para este segmento, que é dar conta da reprodução e da proteção social dos grupos sob sua tutela. Uma dimensão importante do Estado moderno, nos países capitalistas centrais, principalmente no período pós-guerra foi


A

ofertar bens e serviços descartando a família e privilegiando o indivíduo-cidadão.


B

propiciar às famílias condições de procriação com incentivos monetários.


C

colaborar com a criação de dispositivos de atenção a família.


D

corroborar com a oferta de serviços e políticas voltadas para as mulheres provedoras.


E

introduzir o conceito de família como célula central da sociedade.

O Texto “A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano” (DESSEN e POLONIA, 2007) destaca que a escola, no século XXI, tem o objetivo precípuo de estimular o potencial do aluno, levando em consideração as diferenças socioculturais em prol da aquisição do seu conhecimento e desenvolvimento global. Quanto aos objetivos que são comuns e devem ser buscados pelas escolas modernas, julgue os itens abaixo marcando V (VERDADEIRO) ou F (FALSO). A seguir, assinale a sequência CORRETA.


I) Estimular e fomentar o desenvolvimento em níveis físico, afetivo, moral, cognitivo e de personalidade.

II) Transmitir valores, crenças, ideias e significados que estão presentes nas sociedades.

III) Desenvolver a consciência cidadã e a capacidade de intervenção no âmbito social.

IV) Promover uma aprendizagem de forma contínua, propiciando ao aluno formas diversificadas de aprender e condições de inserção no mercado de trabalho.

V) Exercer influência no comportamento dos indivíduos, especialmente das crianças, que aprendem as diferentes formas de existir, de ver o mundo e de construir as suas relações sociais.


A

F, V, F, V, V


B

V, V, V, F, V


C

V, V, F, F, F


D

F, F, V, V, V


E

V, F, V, V, F

Analise as seguintes prerrogativas do texto constitucional sobre a família, criança, adolescente e idoso e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.


( ) É reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar.

( ) O planejamento familiar é uma livre decisão do casal.

( ) Como direito à proteção especial, o Estado promoverá programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente dependente de entorpecentes e drogas afins.

( ) Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal não são exercidos, igualmente, pelo homem e pela mulher.

( ) O casamento religioso não tem efeito civil.


Assinale a sequência CORRETA.


A

V V F V F


B

F V V V V


C

V V V F F


D

V F V F F

As novas feições da família estão intrínseca e dialeticamente condicionadas às transformações societárias contemporâneas, ou seja, às transformações econômicas e sociais, de hábitos e costumes e ao avanço da ciência e da tecnologia. O novo cenário tem remetido à discussão do que seja a família, uma vez que as três dimensões clássicas de sua definição já não têm o mesmo grau de imbricamento que se acreditava outrora. Nesta perspectiva, podemos dizer que estamos diante de uma família quando encontramos um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade. Como resultado das modificações anteriormente mencionadas, superou-se a referência de tempo e de lugar para a compreensão do conceito de família. São consideradas as três dimensões clássicas de definição da família, conforme contexto anterior.


A

Sexualidade, procriação e convivência.


B

Legalidade, autonomia e unidade social.


C

Sexualidade, etnia e orientação religiosa.


D

Convivência afetiva, agregação financeira e autonomia.

Ano: 2016
Prova: FURB - Prefeitura - Assistente Social - 2016

Uma família que necessita de proteção integral (moradia, alimentação e higienização) e trabalho protegido diante do rompimento dos vínculos familiares e comunitários, submetida à situação de violência doméstica, será atendida pelo(s):


A

Serviço Social de Abordagem de Rua.


B

Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família.


C

Serviços de Cuidado no Domicílio.


D

Serviço de Acolhimento Institucional.


E

Centros Terapêuticos.

Sobre o trabalho do Assistente Social com famílias, é CORRETO afirmar que


A

a entrevista é a forma exclusiva de se conhecer a realidade do núcleo familiar em que o profissional está atuando.


B

as visitas domiciliares serão realizadas para fins de obtenção de dados familiares que garantam inclusão em programas sociais.


C

o exercício profissional com famílias ainda se desenvolve por meio de processos pautados nos padrões de normatividade e estabilidade.


D

de acordo com o código de ética, o trabalho com a família é princípio fundamental em nossa atuação.


E

nos trabalhos com família, o profissional não deve perder de vista a religiosidade, tão fundamental para o crescimento de todos os membros.

O Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária em seu marco conceitual apresenta diferentes definições de “família”, “família extensa” e “rede social de apoio”. Quanto a esta última, o documento a define como:


A

Comunidade formada pelos pais ou qualquer um de seus descendentes responsável pela sobrevivência, cuidado e da socialização de crianças e adolescentes.


B

Arranjos do tipo nuclear e monoparental para dar conta da sobrevivência, cuidado e da socialização de crianças e adolescentes.


C

Grupo de pessoas unidas por laços de cosanguinidade responsável pela sobrevivência, cuidado e da socialização de crianças e adolescentes.


D

Grupo de pessoas unidas por laços afetivos responsável pela sobrevivência, cuidado e da socialização de crianças e adolescentes.


E

Arranjos constituídos no cotidiano para dar conta da sobrevivência, cuidado e da socialização de crianças e adolescentes.

Relacione a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, observando a distinção de competências na relação educador social, educando e família.


COLUNA I


1. Educador social

2. Família

3. Educando


COLUNA II


( ) Intervém, apoia e potencializa as habilidades das pessoas para que elas mesmas possam desenvolver e solucionar os seus problemas individuais ou grupais.

( ) Usuário em situação de vulnerabilidade social.

( ) É o ambiente imediato no qual os seres humanos exercem seus papéis e que lhes provê recursos essenciais necessários para facilitar o enfrentamento e ajustamento a condições internas e externas que estão em constante mudança.

( ) Desenvolve junto aos educandos meios para facilitar a descoberta de novos caminhos e alternativas.


Assinale a sequência CORRETA.


A

3 2 1 3


B

1 2 3 1


C

2 1 3 2


D

1 3 2 1

O “ressurgimento” da família, ou as expectativas em relação às suas funções de proteção social, inclusão e integração social se ampliam, nas últimas décadas, favorecidas:


A

pelas propostas neoliberais de que a intervenção estatal deve se dar junto com as fontes naturais de proteção social, sejam as formais como mercado, terceiro setor, sejam as informais como família e comunidade.


B

pela estratégia econômica em contar com a família para potencializar a proteção social oferecida, e diminuir sua sobrecarga de trabalho.


C

pelas transformações urbanas e o aumento das redes de apoio à família.


D

pelo recuo do Estado no provimento social, pela defesa de um regime de bem-estar plural que envolve o mix público/privado na provisão social.


E

pelo aumento no tamanho das famílias, proteção pública e a disponibilidade das mulheres para o cumprimento do papel de proteção.

Nas descrições de Teixeira (2010 e 2013), refletindo sobre famílias; a incorporação da família como referência na política social brasileira reavivou o debate em torno do trabalho com famílias, (relegado a segundo plano no âmbito do Serviço Social brasileiro). A secundarização desses temas se deve:


A

ao conservadorismo que marcou essas temáticas somente antes da Reconceituação.


B

à concepção de família orientada eminentemente e permanentemente pelo conservadorismo católico.


C

ao histórico e permanente viés orientador do trabalho do assistente social guiado por matizes psicologizante e moralizadores centrado no indivíduo e na família.


D

à visão da permanente intervenção social como temporária, depois de esgotada as possibilidades e recursos da própria família.


E

às exigências teórico-metodológicas impostas para a consolidação da profissão nos marcos da teoria social crítica.

De acordo com Dessen e Polonia (2007), a família e a escola emergem como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos das pessoas, atuando como propulsoras ou inibidoras do seu crescimento físico, intelectual, emocional e social. Acerca da relação família e escola destacada no texto, assinale a alternativa INCORRETA:


A

As escolas devem procurar inserir no seu projeto pedagógico um espaço para valorizar, reconhecer e trabalhar as práticas educativas familiares e utilizá-las como recurso importante nos processos de aprendizagem dos alunos.


B

Um dos avanços na integração família-escola é que esta comporta, em seus espaços acadêmicos, sociais e de interação, os diferentes segmentos da comunidade e, por isso, possibilita a distribuição equitativa das competências e o compartilhar das responsabilidades.


C

A estrutura familiar tem um forte impacto na permanência do aluno na escola, podendo evitar ou intensificar a evasão e a repetência escolar.


D

As redes de apoio são constituídas pela diversidade de interações entre as pessoas e são estas que permitem a construção de repertórios para lidar com as adversidades e problemas surgidos, possibilitando sua superação com sucesso.


E

As escolas deveriam investir no fortalecimento das associações de pais e mestres, no conselho escolar, dentre outros espaços de participação da família na escola.

Sílvia Losasco, na obra Família, Redes, Laços e Políticas Públicas (2008), observa que a Família recebe o impacto das transformações advindas do contexto socioeconômico. Sendo assim, ela concebe a família atual


A

baseada em relações de afeto recíproco onde o cuidado com os membros seja o objetivo comum.


B

ainda baseada em relações de consanguinidade mesmo que fragmentadas, ou seja, famílias monoparentais, avós com guarda de netos, tios com tutela de sobrinhos.


C

composta por membros interdependentes que ainda buscam o modelo de uma família tradicional composta por casal (heterossexual ou homossexual) e filhos (naturais ou adotivos).


D

estruturada a partir de condições sócio-históricas existentes em que o sustento de seus membros é o eixo comum que determina sua configuração


E

baseada mais no afeto do que nas relações de consanguinidade, parentesco ou casamento. É uma constelação de pessoas interdependentes girando em torno de um eixo comum.

O modo como a família é incorporada à política pública reflete na organização dos serviços e na proposição e organização do trabalho com as famílias no cotidiano dos serviços, programas e projetos (MIOTO apud TEIXEIRA, 2010).

O trabalho social com famílias


A

pode ser realizado em grupos de famílias, funcionando como um recurso terapêutico para tratar seus conflitos internos.


B

compreende as famílias como núcleos internamente homogêneos e que as relações entre seus membros são simétricas.


C

tem como objetivo promover a autonomia e o protagonismo da família, compreendidos na perspectiva de participação social e do coletivo.


D

compreende a família como uma instituição natural apesar de ela assumir configurações diversificadas entre sociedades ou no interior de uma mesma sociedade.


E

desenvolve-se com base em uma determinada estrutura ideal de família que tem papéis predefinidos, como o de ser responsável pelo bem-estar de seus membros.

Mioto (2010), tratando dos processos sócio-históricos e das configurações do trabalho com famílias, afirma que, no escopo das contradições presentes no cenário contemporâneo, é que se configuram os dilemas com os quais os profissionais se defrontam cotidianamente, especialmente no campo da Política Social onde o trabalho social com Famílias tem seu lócus privilegiado. Entre muitos, delineiamse três dilemas:


A

entre o familismo e a proteção social municipal, entre o familismo e a proteção social, e entre o controle social e a garantia de direitos.


B

entre o familismo e a defesa da cidadania social, entre o controle social e a garantia de direitos, e entre uma perspectiva unidimensional e uma perspectiva tridimensional do trabalho social com famílias.


C

entre a proteção social básica e o familismo, entre o controle social e a garantia de direitos, e entre uma perspectiva unidimensional e uma perspectiva tridimensional do trabalho social com famílias.


D

entre o familismo e a defesa da cidadania social, entre a proteção social básica e a proteção social especial, e entre o controle social e a garantia de direitos.


E

entre o familismo e a defesa da cidadania social, entre o controle social e a garantia de direitos, e entre o familismo e a proteção social estadual.

   
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