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O trabalho do Serviço Social realizado no âmbito das famílias deve ocorrer a partir do seguinte aspecto:
Todas as famílias são organizadas em núcleos centrados no parentesco.
Os procedimentos realizados com as famílias devem ser sempre realizados em espaços coletivos, os quais têm o objetivo de trabalhar as particularidades daquele conjunto de sujeitos e de estimular a articulação entre eles.
O trabalho social a ser realizado com famílias demanda apenas de procedimentos coletivos imbricados à rede de serviços de um território, realizados de forma regular.
Ter a compreensão de que família remete a relacionamentos entre pessoas, que não necessariamente compartilham o mesmo domicílio e os mesmos laços sanguíneos ou de parentesco.
O trabalho social a ser realizado com famílias demanda, exclusivamente, de ações intersetoriais que visam atender às múltiplas facetas das necessidades de seus membros.
O tema sobre família no século XXI, no Brasil, como em outros países, implica a referência a mudanças e a padrões difusos de relacionamentos. Com seus laços esgarçados, torna-se cada vez mais difícil definir os contornos que a delimitam. Vivemos uma época em que a mais naturalizada de todas as esferas sociais, a família, além de sofrer importantes abalos internos tem sido alvo de marcantes interferências externas. Estas dificultam sustentar a ideologia que associa a família à ideia de natureza, ao evidenciarem que os acontecimentos a ela ligados vão além de respostas biológicas universais às necessidades humanas, mas configuram diferentes respostas sociais e culturais, disponíveis a homens e mulheres em contextos históricos específicos. Continuando, Carvalho (2000)) afirma que a família retoma um lugar de destaque na gestão e execução da política social. Verifica-se que ela é, ao mesmo tempo beneficiária, parceira e pode-se dizer uma ‘miniprestadora’ de serviços de proteção e inclusão social”. Além do papel de socialização de seus membros, particularmente as crianças e adolescentes, é visível um grande número de famílias que possui uma capacidade de acolhimento, sendo o público alvo:
As crianças que são uma responsabilidade exclusiva da mãe ou do pai.
Não somente dos membros gerados em seu seio, mas também os advindos de diferentes situações, como as famílias estendidas: pais, mães, avós, primos, sobrinhos, irmãos, parentes de diversas formas que passam a coabitar na mesma residência.
Os indivíduos originados nos casos de instabilidade familiar por separações e mortes, aliada à instabilidade econômica estrutural e ao fato de que não existem instituições públicas que substituam de forma eficaz as funções familiares.
As crianças e os idosos que são públicos mais vulneráveis e precisam de suporte como determina as legislações correlatas sendo estas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Estatuto do Idoso.
O conceito de família é polissêmico, comportando várias acepções. No sentido mais restrito, ele se refere ao núcleo familiar básico. No mais amplo, ao grupo de indivíduos vinculados entre si por laços consanguíneos, consensuais ou jurídicos. Nas sociedades contemporâneas ocidentais, o modelo mais frequentemente encontrado é a família conjugal tradicional, composta pelo casal e seus filhos. No entanto, o crescente avanço da urbanização, da industrialização e da modernização dessas sociedades, vem produzindo mudanças significativas na organização familiar; evidencia-se a sua capacidade de mudança e de adaptação às transformações econômicas, sociais e culturais mais amplas, bem como sua persistente relevância como espaço de socialização primárias, de proteção social e de
compaixão.
humanidade.
empatia.
solidariedade.
perseverança.
A política de assistência social considera a diversidade sociocultural das famílias, na medida em que reconhece que muitas vezes as relações familiares são movidas por hierarquias consolidadas e por uma solidariedade coativa, que se desdobram em desigualdades e opressões. Reconhece, ainda, que as fragilidades e contradições no interior das famílias são geradas pelas fortes pressões dos processos de exclusão aos quais são submetidas. Nessa perspectiva, a política de assistência social valoriza as heterogeneidades e as particularidades de cada grupo familiar, tendo um papel fundamental no processo de sua:
responsabilização
emancipação.
reestruturação.
manutenção.
O conceito sobre a família na Política de Assistência Social superou a referência de tempo e lugar. Dessa forma, assinale a opção que corresponde a essa compreensão:
Um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou vitalício.
Um conjunto de pessoas da mesma família, tipo sanguíneo compatível, sem qualquer laço de afetividade.
Um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade.
Um conjunto de pessoas que se unem para formar uma família, sem as os direitos estabelecidos em lei.
Um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos, não necessariamente estabelecidos pelo regime de bens.
A Igreja compartilha com o Estado a atuação diante da questão social, na tarefa de recristianização da sociedade, através de grupos sociais básicos. Impõe-se uma ação doutrinária e organizativa com o objetivo de livrar o proletariado das influências da vanguarda socialista do movimento operário e harmonizar as classes em conflito por meio do comunitarismo cristão. À luz do que foi expresso assinale a alternativa CORRETA quanto ao grupo básico que teve especial atenção na tarefa de recristianização.
Lideranças comunitárias.
Partidos políticos.
Família.
Estudantes.
Protestantes.
O artigo “Famílias monoparentais: indagações de autoria de VITALE, M.A.F., Revista Serviço Social e Sociedade nº71, (2002), aborda os inúmeros desafios que permeiam a vida das famílias brasileiras na contemporaneidade. Nesta sequência, leia as afirmações a seguir e marque a alternativa INCORRETA:
A monoparentalidade cresceu estatisticamente em todos os segmentos da população e as redes familiares oferecem alguma forma de apoio, segundo seus desenhos de classe e possibilidades situacionais. Em muitos casos, esses auxílios eventuais visam aproximar a família do status social originário do chefe de família.
As crianças de famílias monoparentais podem ser criadas entre dois lares, elas vão e voltam entre o lar de origem e o lar de acolhimento, o que, com o tempo resulta numa ruptura de laços, devido a uma dualidade de vínculos e de estada; outras crianças ficam por um longo tempo em lares de parentes; outras são doadas para famílias substitutas.
As relações, as condições de vida de uma família monoparental, configuram-se segundo diferentes momentos do percurso de vida. Assim, as expectativas, as atitudes, as relações, as necessidades com relação a filhos pequenos, adolescentes ou jovens adultos imprimem características próprias na vida dessas famílias.
A rede social e as trocas intergeracionais, ou seja, as solidariedades familiares, ajudam a existência das famílias monoparentais. Mas, essas devem ser refletidas na relação com o encolhimento do Estado e com a ausência de políticas públicas consistentes ante questões sociais que se expressam no âmbito familiar.
Em seu texto, no livro intitulado Familismo, direitos e cidadania: contradições da política social (2015), Solange Teixeira analisa a centralidade conferida às famílias, no desenho de políticas sociais em anos recentes e alerta para alguns de seus riscos para o trabalho social com famílias. Um desses riscos pode ser definido como:
A promoção de um trabalho social inovador, que ultrapassa a perspectiva normativa, disciplinadora e centrada nos papeis sociais tradicionalmente atribuídos a pais e mães.
A tendência ao provimento de suporte público às famílias vulneráveis, por meio de ações de cuidado e apoio, prestadas por organizações não governamentais.
A permanência de julgamentos das famílias pobres como incapazes, incompetentes para criar seus filhos, e responsáveis pelos problemas que seus membros enfrentam.
A oferta de uma rede de proteção social mista, com primazia da responsabilidade do Estado, na provisão de serviços e na regulação do setor privado.
A ruptura com o legado das políticas públicas anteriores, fortemente marcadas pela reprivatização do trato da questão social e desresponsabilização do Estado.
Assinale a alterativa que apresenta informações apropriadas sobre as novas modalidades de famílias na contemporaneidade.
A Constituição Federal reconhece a família com base da sociedade, com proteção do Estado e prescreve que a celebração do casamento civil seja exclusivamente de forma paga.
O Código Civil determina a união estável como uma entidade familiar, configurada na convivência pública e duradoura, porém não reconhece esta condição entre pessoas do mesmo sexo.
O concubinato é compreendido como união livre entre homem e mulher, com o intuito de estabelecer vida em comum, com a observância das formalidades do casamento.
Paralelamente a família matrimonial, é possível encontrar outras constituições familiares fora do matrimônio, a exemplo da união estável e o concubinato.
A família monoparental se configura em um relacionamento estável e duradouro, com intimidade e afetividade entre pessoas do mesmo sexo.
O atual conservadorismo tem um caráter reacionário que defende a família tradicional, monogâmica e cristã, ao mesmo tempo em que ataca os direitos das pessoas negras, das mulheres e da população LGBTQIA+.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os pressupostos da metodologia da problematização utilizados para contribuir no cumprimento dos objetivos do trabalho social desenvolvido com as famílias.
Estabelecer uma relação vertical entre profissionais e usuários do serviço.
Adotar a metodologia dialética, pautada no diálogo e na escuta.
Centrar o trabalho social em reflexões que possibilitem à família pensar que os problemas sociais são responsabilidades específicas de seus membros.
Fomentar o trabalho na problematização que permita reconhecer que a sociedade civil organizada deve se responsabilizar por atender as demandas das famílias.
Investigar o universo temático das famílias usuárias do PAIF, a fim de eleger “temas geradores” a serem com elas trabalhados.
As novas formações familiares são fruto de mudanças sociais, de desejos pessoais e a busca da felicidade das pessoas e podem ser classificadas em vários tipos. Assinale a alternativa INCORRETA sobre os novos arranjos familiares
Substituta: Tipo familiar previsto também pela Lei nº 8.069/1990, que a prevê como uma forma excepcional, quando criança ou adolescente será colocado em nova família, que ocorrerá por meio e guarda, tutela ou adoção.
Família Extensiva: Constituída por um dos pais biológicos e os filhos (independente dos vínculos externos ao núcleo).
Homoafetiva: Família nuclear composta por casal homoafetivo.
Família Unipessoal: é constituída por apenas uma pessoa. Ocorre no caso de pessoas viúvas ou solteiras que moram sozinhas.
Para desenvolver a Abordagem Familiar é necessário utilizar ferramentas adequadas para poder desenvolver uma boa metodologia de trabalho. Relacione corretamente as colunas abaixo em relação ao assunto.
Coluna 1 Ferramentas
1. Genograma
2. Ecomapa
3. Ciclo de Vida
4. APGAR
5. FIRO
Coluna 2 Conceitos
( ) Permite realizar estudos de grupos inseridos em sistemas sociais e propõe a caracterização de grupos e famílias nas dimensões de inclusão, controle e intimidade.
( ) Contribui para realizar uma representação gráfica da família, agrupando num mesmo esquema os membros, as relações que os unem e a qualidade desta relação.
( ) Permite analisar as diversas fases pelas quais a família passa, possibilitando prever os fatores estressores que podem levar os membros a viver determinados problemas.
( ) Possibilita avaliar a satisfação de cada membro da família, e os diversos escores devem ser comparados e avaliados, permitindo compreender o estado funcional desta.
( ) Possibilita desenvolver um diagrama que contribui para observar as relações estabelecidas entre a família e a comunidade. Auxilia para avaliar os apoios e suportes disponíveis e sua utilização pela família.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
1 • 5 • 3 • 4 • 2
2 • 4 • 3 • 5 • 1
3 • 4 • 2 • 5 • 1
4 • 2 • 1 • 3 • 5
5 • 1 • 3 • 4 • 2
Diversidade familiar é um termo utilizado para o sistema intrafamiliar de suporte e estrutura que vai além das paredes de edificação da casa. Por exemplo, os pais podem casar-se, novamente, ou o filho pode ou não deixar a casa quando adulto, mas no final a família transcende longos períodos e inevitáveis mudanças, no estilo de vida.
Certo
Errado
É possível compreender o trabalho com famílias na perspectiva crítica partindo da compreensão da realidade social como parte de um todo contraditório, não harmônico, desigual mas combinado, articulado na própria lógica capitalista geradora
das possibilidades de conquistas para as famílias nessa sociedade.
do retorno dessas famílias aos padrões preestabelecidos na sociedade.
da dinamicidade das famílias.
das múltiplas expressões da questão social.
do desenvolvimento de uma sociedade pacífica.
Qual alternativa abaixo está incorreta quando se refere às diretrizes metodológicas do trabalho social com as famílias?
Negar posturas prescritivas, adaptativas, modeladoras e moralistas.
Relacionar a história das famílias com a história e contexto do território em que vivem.
Afirmar concepções, valores e posturas que reafirmem a condição de subalternidade das mulheres na esfera familiar.
Valorizar a relação entre gerações, sua convivência e trocas afetivas e simbólicas no âmbito familiar.
Em conformidade com Mioto in SALES, MATOS e LEAL, em sua análise sobre os programas de orientação e apoio sociofamiliar, esses serviços:
Continuam se movimentando a partir de expectativas relacionadas aos papéis típicos de uma concepção funcional de família.
Não têm concepções estereotipadas de famílias e papéis familiares.
Devem buscar moradia digna para as famílias.
Precisam culpabilizar as famílias por seus fracassos.
Assiste-se, então, um processo de supervalorização da família, especialmente no âmbito das políticas públicas. [...] Nos países mais pobres que tradicionalmente são marcados por desigualdades sociais de caráter estrutural e por sistemas de proteção social de caráter familista, assiste-se o incremento desse processo.
MIOTO, Regina Célia Tamaso. Família e políticas sociais. In: BOSCHETTI, Ivanete. et. al. (Orgs). Política Social no Capitalismo: tendências contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2008, p. 141.
Considerando o texto, essa perspectiva contemporânea de supervalorização da família, no âmbito das políticas sociais, diz respeito a um fenômeno
que ocorre em decorrência de um projeto neoliberal, que visa responsabilizar, o máximo possível, a própria família na garantia das suas necessidades humanas e sociais.
que ocorre nos países dependentes de participação da sociedade civil na elaboração, gestão e implantação das políticas de proteção sociais voltadas às famílias.
contemporâneo, nos países de economia central, de universalização das políticas de proteção social voltadas às famílias.
de reconhecimento por parte do Estado, no contexto internacional de centralidade da família, para a concretização dos sistemas de proteção social.
de reconhecimento social e político por parte do Estado, no âmbito das políticas sociais, das diferentes formas de famílias existentes na sociedade contemporânea.
A análise da prática profissional com famílias pode acontecer a partir de diferentes perspectivas, dentre elas estariam o percurso histórico da profissão, o seu papel na divisão sócio técnica do trabalho e de seus condicionamentos macroestruturais, da formação profissional e da responsabilidade dos assistentes no processo de apropriação do projeto ético-político da categoria.
MIOTO, Regina Célia Tamaso. Trabalho com Famílias: um desafio para os Assistentes Sociais. Textos & Contextos Revista Virtual. Nº 3, ano III, dez. 2004.
Sobre o trabalho com famílias, pode-se considerar que:
O projeto ético-político da profissão não consegue dar conta da realidade, mediante as inúmeras transformações, pelas quais vêm passando as famílias nos últimos anos.
A lógica para o trabalho com famílias pelo assistente social ocorre apenas nas situações de rompimento dos vínculos familiares.
O atendimento às famílias parte do pressuposto da desresponsabilização dos sujeitos.
A prática profissional com famílias ocorre nos diversos espaços ocupacionais do assistente social, tendo como base a autonomia do indivíduo, legitimado pelo Projeto Ético Político da Profissão.
O trabalho com as famílias não tem relação direta com o significado e o papel que estes se constituíram a partir da divisão sócio técnica do trabalho.
Conjunto de procedimentos efetuados a partir de pressupostos éticos, conhecimento teórico-metodológico e técnico-operativo, com a finalidade de contribuir para a convivência, reconhecimento de direitos e possibilidades de intervenção na vida social de um conjunto de pessoas, unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou solidariedade - que se constitui em um espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias:
Trabalho Social com famílias.
Política Nacional de Assistência Social.
Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família.
Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos.