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Leia as afirmativas a seguir:
I. A compreensão da família é determinada pelas estruturas geracionais e de gênero presentes. Os conflitos e desigualdades vivenciados no âmbito familiar não devem ser analisados e trabalhados a partir da diferenciada distribuição de poder e responsabilidade entre seus membros.
II. As Unidades Básicas de Saúde não são o local prioritário de atuação das equipes de Atenção Básica.
III. Constitui atribuição privativa do Assistente Social: realizar a coordenação de seminários, encontros, congressos e eventos assemelhados sobre assuntos de Serviço Social.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Está correta a afirmativa I, apenas.
Está correta a afirmativa II, apenas.
Está correta a afirmativa III, apenas.
Todas as afirmativas estão corretas.
O trabalho com famílias, nas suas mais diversas configurações, compõe o cotidiano de trabalho do assistente social na quase totalidade de suas áreas de intervenção. A família não é apenas uma construção privada, mas também pública e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos, de tal modo que pode-se afirmar que é a família quem preenche as insuficiências das políticas públicas. Esta concepção de família
contrapõe-se àquelas que a consideram a partir de uma determinada estrutura, tomada como ideal (casal com seus filhos) e com papéis predefinidos.
reafirma as relações estabelecidas na família, seja no âmbito de seu domicílio, seja na sua rede social primária.
considera o núcleo familiar como o responsável exclusivo pelo bem-estar de seus membros, desconhecendo, em grande medida, mudanças ocorridas na sociedade.
desconsidera relações necessárias que são estabelecidas entre o grupo familiar e demais esferas da sociedade.
desvincula-a da relação com o Estado que se efetiva por meio de sua legislação, de suas políticas econômicas e sociais.
São funções do Assistente Social, no contexto dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, EXCETO:
desenvolver ações intersetoriais.
planejar ações e desenvolver educação permanente.
realizar mapeamento da sua área de atuação.
realizar visitas domiciliares necessárias.
Analise o microtexto a seguir.
O projeto da modernização conservadora, implementado pelo Estado pós-64, põe novas demandas à profissão, consolidando a necessidade de sua renovação; abre-se um espaço à explicitação de diferentes projetos profissionais deslegitimando a homogeneidade do Serviço Social tradicional. Ainda que limitado em seu potencial político, o ethos de ruptura desenvolve-se no interior da academia, de onde o aparecimento, nos anos 70, de elaborações teóricas, apontam para um debate teórico-metodológico significativo. Destaca-se a primeira expressão teórica dessa vertente, fruto deste peculiar projeto de ruptura no interior da autocracia burguesa.
À luz do que foi expresso, marque a alternativa que descreve a vertente a que se refere o texto.
Idealismo.
Positivismo.
Neotomismo.
Funcionalismo.
Marxismo.
- Nogueira e Monteiro (2013) apontam que o principal dilema no processo de assistências às famílias, em particular na saúde, trata-se:
Da concepção de família dos profissionais de saúde.
Da semelhança das funções do Estado e das famílias.
Da articulação dos serviços de saúde com a rede de proteção social.
Das obrigações familiares frente aos benefícios socioassistenciais.
Do desenvolvimento de uma assistência voltada para a realidade das famílias.
Qual serviço consiste no trabalho social com famílias, de caráter continuado, com a finalidade de fortalecer a função protetiva das famílias, prevenir a ruptura dos seus vínculos, promover seu acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida?
Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família.
Serviço Especializado em Abordagem Social.
Família Acolhedora.
Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos.
Para Mioto (2009), o desenvolvimento do modo de produção capitalista trouxe consigo mudanças radicais nas formas tradicionais de prover a proteção social, até então asseguras pela família. Com base nessa assertiva, é falso afirmar que:
na formação capitalista sob a égide do liberalismo, a família se conforma como o espaço privado por excelência responsável pela proteção social dos seus membros.
o contexto da formação sócio-histórica e do desenvolvimento dos sistemas de proteção social dos países latino-americanos e particularmente o Brasil, alinham-se ao denominado Estado familista.
o processo de desfamilização pressupõe a ampliação dos encargos familiares e a independência da família, através de politicas familiares/sociais.
o período de institucionalização dos novos marcos da proteção social brasileira coincide com o avanço da tese liberal do Estado Mínimo e do mercado enquanto instância reguladora da vida social, em termos mundiais.
Nos dias atuais, a família retorna à cena política como lócus privil egiado de promoção dos programas e políticas sociais na sociedade capitalista neoliberal.
No tocante ao debate sobre família, assinale a alternativa INCORRETA.
No atual contexto de retração dos direitos, principalmente direitos sociais, outros dentre eles, indivíduos, família e o pode judiciário, são chamados a intervir e são responsabilizados por todos os problemas que estão fora da ação do estado.
Desde a crise econômica dos anos de 1970, a família vem sendo descoberta como um importante a gente privado de proteção social.
A família tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos e, portanto, não é apenas uma construção privada mas também pública.
A partir do Estado Novo, o governo assumiu uma feição mais humanizada e preocupada com o povo, principalmente com o trabalhador e sua família.
A família brasileira, após os anos 60, foi marcada por grandes transformações, ocasionando a diversificação de suas formas e a geração de modelo s de famílias.
Há uma conexão entre família, proteção social e política social. Outra variável, que é o trabalho, no contexto capitalista, precisa ser considerada para uma leitura crítica e mais efetiva, principalmente, quando a intervenção pretendida ocorrer no cotidiano das famílias e na vida de seus membros, podendo, muitas vezes, influenciar e até tensionar as relações entre eles. Nesse contexto, é correto afirmar que
as denominadas políticas de conciliação entre família e trabalho, que visam implementar ações e políticas que minorem a tensão entre as demandas do trabalho e as responsabilidades familiares enfrentadas, principalmente, pelas mulheres, se constituem em necessidade crescente, ao ser considerada a inclusão da mulher no mercado de trabalho.
não há possibilidade de relacionar ou estabelecer vínculos entre as políticas de seguridade social (saúde, assistência e previdência), trabalho familiar, políticas de conciliação entre trabalho e responsabilidades familiares e a condição da mulher na família e na sociedade, principalmente, em condições de pobreza, quando o objetivo é formular e implementar políticas públicas, voltadas para a família.
o assistente social deve se deter ao atendimento da família de modo a satisfazer suas necessidades imediatas, não se fazendo necessário entender de que modo, caso tais ocorrências existam, a falta de empregabilidade dos jovens da família, a idade avançada dos idosos de um dado núcleo familiar e a flexibilização das relações de trabalho poderão impactar no cotidiano familiar e nas relações estabelecidas entre seus membros.
o Estado, quanto mais se retrai no atendimento às necessidades da população e garantia de direitos, cria, paradoxalmente, maiores possibilidades de proteção à população e suas famílias ao favorecer novas relações entre os beneficiários dos programas ou serviços sociais e o que estes oferecem, a exemplo do Bolsa Família e do Melhor em Casa, reduzindo assim as ocorrências em que surgem o desamparo social, a exclusão e falta de renda, decorrente do alto índice de desemprego.
a inserção dos membros da família em postos de trabalho, principalmente os homens, deve se constituir como principal estratégia de valorização, aumento da renda, emancipação e autonomia dos membros de um mesmo grupo familiar, já que se pode contar com a mulher como aquela que, natural e culturalmente, poderá ficar em casa cuidando das crianças, dos idosos e demais afazeres domésticos, garantidores da manutenção da força de trabalho masculina, provedora de recursos e necessidades do lar.
Após o movimento de reconceituação, o tema família foi pouco focalizado pelo Serviço Social, visto que diante da necessidade de expansão do capitalismo a família passa a ser um trivial espaço de reprodução da mão de obra, porém, nas últimas décadas o debate sobre família intensifica-se e está presente nos aspectos que envolvem o âmbito de ação, as políticas sociais, a diversidade de constituição e organização familiar, aspectos relativos à divisão sexual e racial do trabalho, dentre outros. Deste modo as políticas públicas de atenção à família têm se tornado um núcleo central de programas e ações sociais que são compartilhados entre Estado e a própria família. Assim, é CORRETO afirmar que:
a centralidade da família nas políticas públicas se destaca na área da saúde e assistência social, aparecendo como estratégia mais adequada e eficiente para o enfrentamento das deficiências e ausências pelas quais são acometidas, possibilitando não só o enfrentamento de suas demandas como sua superação.
diante das reformas neoliberais e a retração do Estado nos gastos públicos, a tendência cada vez maior é ressaltar a centralidade da família como sujeito de direitos nas políticas públicas, garantindo a perspectiva do Estado de Bem-Estar Social.
o Estado e a família desempenham papéis análogos de provisão e bem-estar, mas de fato cabe às redes primárias e informais, de apoio espontâneo como a vizinhança e a parentela a principal responsabilidade de tais garantias.
o Estado e a família desempenham papéis análogos de provisão e bem-estar, e à família atribuem-se funções discriminadas aos gêneros, garantindo a necessária solidariedade e dependência, configurando um sistema harmônico e complementar que tem como objetivo primeiro prover o afeto, a socialização e o apoio mútuo.
Assinalar a alternativa CORRETA em conformidade com a exposição de MIOTO (na obra organizada por SALES, MATOS e LEAL). Para a autora, o empenho para a proteção integral da infância e da juventude passa pela revisão de dois aspectos fundamentais, sendo um deles a mudança na maneira de conceber a assistência às famílias. Consiste, sobremaneira, em compreender que existe uma conexão direta entre a proteção das famílias, nos seus mais diversos arranjos, e a proteção aos direitos individuais e sociais de crianças e adolescentes. Dessa forma, eles têm o direito de serem assistidos para que possam desenvolver, com tranquilidade, suas tarefas de proteção e socialização das novas gerações e:
Não serem penalizados por suas dificuldades.
Sendo vedada a sua participação cidadã.
Ter a oferta de moradia digna.
Culpabilizados por seus fracassos.
Nogueira e Monteiro (2013) indicam que a centralidade adquirida pelas famílias na cena contemporânea das políticas sociais se expressa na saúde em propostas como: Assinale Verdadeiro ou Falso e Marque a alternativa CORRETA.
( ) Práticas terapêuticas
( ) Desospitalização dos doentes crônicos
( ) Redução do tempo de internação
( ) Incentivo ao tratamento domiciliar
V, V, V, V
V, V, F, V
V, F, F, V
F, V, V, V
F, F, V, V
A família brasileira na contemporaneidade apresenta mudanças importantes em todos os segmentos da população. A partir da década de 90 do século passado, ela apresenta algumas características significativas. Dentre estas características, destaca-se a (o):
diminuição do número de pessoas que vivem sós.
diminuição do número de gravidez precoce.
aumento das famílias recompostas.
aumento de homens jovens no sustento da família.
aumento das uniões estáveis e heterossexuais nas famílias de baixa renda.
Nogueira e Monteiro (2013) a partir de Alencar (2011), destacam que a centralidade da família na sociedade brasileira se constrói em uma sociabilidade fundada:
Na desregulamentação do mundo do trabalho
Na precariedade da vida social
No padrão tradicional de família
Na flexibilização de direitos
Em uma concepção restrita de cidadania
A proposta de proteção à família em que o Estado intervém de modo temporário e focalizado quando a família não consegue suprir suas necessidades, chama-se:
Proposta protetiva.
Proposta familista.
Proposta de proteção básica.
Proposta de proteção especial.
O reconhecimento da importância da família no contexto da vida social está explícito no art. 226 da Constituição Federal, e se reafirma nas legislações específicas de Assistência Social, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso e na própria Lei Orgânica da Assistência Social. Nas legislações citadas, a família não é:
A centralidade do assistencialismo e da benemerência, para a efetivação das políticas de assistência social.
A base da sociedade, com especial proteção do Estado.
O núcleo natural e fundamental da sociedade, com direito a proteção da sociedade e do Estado.
A principal protagonista e responsável pelo processo de cuidado e proteção de seus membros.
Segundo Bruschini (2005), os estudos antropológicos sobre o parentesco em diversos tipos de sociedades não capitalistas permitem depreender duas características basilares da instituição família:
a primeira de que cada nação tem um modelo legítimo de família, e a segunda de que este modelo é atualizado regularmente.
a de que a instituição família não é natural, e a de que a instituição família é mutável.
a primeira de que cada tipo de sociedade adota um modelo oficial e um não oficial, e a segunda de que o modelo de família é modificado regularmente.
a primeira de que cada tipo de sociedade adota um modelo oficial e um não oficial, e a segunda de que o modelo de família é modificado de uma geração para outra.
a primeira de que a família é uma instituição natural a todos os grupos sociais, e a segunda de que a família é uma instituição perene.
São componentes da família nuclear, EXCETO:
Pai
Mãe
Filho
Neto
Considere que uma família residente no município de Guabiruba foi ao Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) buscar a orientação dos serviços direcionados a crianças de até 6 anos, na Proteção Social Básica. De acordo com o que prevê a Política Nacional de Assistência Social, qual o serviço disponível especificamente a esse público:
Serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.
Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa.
Acolhimento Institucional.
Serviço Especializado em Abordagem Social.
Associação de Pais e Filhos.
De acordo com Pereira in SALES, MATOS e LEAL, em relação à concepção de pluralismo coletivista, assinalar a alternativa CORRETA:
É a transferência de responsabilidade da Família para o Estado.
É a transferência de responsabilidade do Estado para a sociedade civil.
É a participação da sociedade, porém não descartando a presença do Estado na provisão social.
É a participação do Estado sob supervisão da Família.