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Em relação à afetividade entre pais e filhos, algumas atitudes podem auxiliar na formação de um bom vínculo afetivo. Identifique, dentre as atitudes listadas a seguir, a IMPRÓPRIA para a formação de um bom vínculo (fonte: educador.brasilescola.uol.com.br).
É importante que os/as pais/mães, ao buscarem os filhos na escola, mostrem para eles que, mesmo não estando presentes o tempo todo, por conta do trabalho, preocupam-se com as coisas de suas vidas.
Ao final do dia, é importante que pais/mães e filhos conversem, trocando informações sobre como foi o dia de cada um, o que sentiram ao ficarem afastados, como transcorreram as coisas.
Ouvir é uma atitude importante para quem quer demonstrar atenção, bem como conversar olhando nos olhos dos outros.
Dedicar-se a momentos de atividades com os filhos é uma forma de comprovar atenção e carinho.
Não demonstrar interesse pelas atividades escolares dos filhos.
Analise as afirmativas a seguir:
I. O conceito de matricialidade sociofamiliar se refere à necessidade de instituir políticas de desagregação da família, ou seja, trata-se de uma perspectiva em que cada família é entendida como um conjunto de indivíduos que não se relacionam e não têm qualquer dependência uns dos outros.
II. A oferta dos serviços no CRAS deve ser planejada e independente do conhecimento do território e das famílias que nele vivem.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
A hegemonia da perspectiva marxista no meio profissional do Serviço Social trouxe mudanças significativas na forma tradicional da profissão em trabalhar com as famílias no seu cotidiano institucional. Nesta visão, família é compreendida:
em sua condição de rede privilegiada de solidariedade e sociabilidade engendradas pela convivência e pela luta pelo sustento.
a partir da noção de totalidade onde a mediação se dá pelos vínculos intergeracionais.
como um circuito de afetos e laços de solidariedade constituídos na família nuclear.
enquanto uma estrutura responsável pelos cuidados e pela socialização dos indivíduos conforme a cultura de cada núcleo familiar específico.
como uma estrutura que tem sua dinâmica marcada pelas contradições da sociedade em um determinado momento histórico.
No trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais com famílias encontram-se as ações socioeducativas.
MIOTO, R. C. T. Trabalho com famílias: um desafio para os assistentes sociais. Revista Virtual Textos e Contextos, n. 3, dez/2004, com adaptações.
Acerca das ações socioeducativas, assinale a alternativa correta.
Diante de situações de sofrimento das famílias, expresso nas suas relações ou pelos seus membros, são desenvolvidas com intenção de alterar essas situações.
São construídas por meio do estudo e da avaliação das situações familiares, com vistas à emissão de um parecer social para outrem.
São realizadas com afim de prover as necessidades das famílias usuárias dos serviços sociais.
São desenvolvidas por meio do acolhimento e da articulação de recursos, procurando a ativação de serviços capazes de atender as demandas familiares.
São realizadas por meio da informação, da reflexão ou mesmo da relação, com o objetivo de provocar mudanças nos valores e na concepção de mundo.
De acordo com o documento Fundamentos ético-políticos e rumos teórico metodológicos para fortalecer o Trabalho Social com Famílias na Política Nacional de Assistência Social (2016), o trabalho social com famílias é desenvolvido no campo da política social e é realizado a partir de demandas postas pelos usuários que acessam os serviços da Política de Assistência Social. Segundo o referido documento, tais ações estão ancoradas no reconhecimento de que:
a família, independente de sua configuração, continua sendo espaço privilegiado de convivência humana e, ao lado da cultura, constitui um dos eixos organizadores da vida social.
a família enquanto espaço de proteção e cuidado impede que muitas necessidades de saúde e bem-estar se transformem em demandas para serviços sociais.
o foco na família representa a possibilidade de superar a fragmentação no contexto da atenção setorizada dos serviços, por necessidades, por segmentos ou por fenômenos.
as condições de vida de cada indivíduo independem das condições de sua escolha partidária e de sua situação específica.
a avaliação das condições dos indivíduos não está associada às condições de vida de sua família e de sua posição coletiva na sociedade.
As famílias atendidas pelo Serviço Social das Varas de Família são aquelas que enfrentam maiores dificuldades em solucionar questões relacionadas à criação dos filhos, após processos de separação ou ruptura. Outras famílias, entretanto, conseguem solucionar tais dificuldades, mas, em geral, não precisam da intervenção das equipes técnicas da Justiça de Família. Nesse contexto, estudos apontam a necessidade de o assistente social compreender a interrelação do espaço público com o privado, o que implica
compreender que os espaços públicos e privados estão desvinculados um do outro.
compreender que os espaços públicos e privados configuram no social; por isso, estão diluídos um no outro.
adotar o conceito de que tudo o que é privado refere-se à intimidade do casal.
valorizar a capacidade de as famílias encontrarem formas mais construtivas de se relacionarem.
supervalorizar a função pública de intervir, em determinadas situações, na vida privada.
Dentre as mudanças pelas quais passam as famílias brasileiras, pode-se observar uma variedade de arranjos familiares, um enxugamento desses grupos, além dos processos de empobrecimento acelerado. A Assistência Social entende que a família é provedora de cuidados aos seus membros, mas que precisa também ser cuidada e protegida. Portanto, a centralidade da família é garantida à medida que a Assistência Social desenvolva uma política que, em conjunto com as transferências de renda, ofereça suporte às tarefas cotidianas de cuidado e que valorize a
inserção laborativa de seus membros.
contrapartida exigida por essa política.
convivência familiar e comunitária.
capacitação para desempenho de seus papéis.
ruptura com a tutela desse grupo.
Ao abordarem o tema políticas familiares, Abrão e Mioto (2017) reconhecem que:
Não existe uma política, efetivamente, familiar no Brasil, na medida em que o que se verifica é, em verdade, a existência de um dado padrão de intervenção estatal na questão social, que apenas afeta as famílias.
A discussão sobre políticas familiares, enquanto uma questão de natureza pública e não privada, ganhou espaço na América Latina graças, em grande medida, ao movimento feminista.
A grande maioria dos países latino-americanos, ao contrário dos europeus, só introduziu medidas voltadas à regulação das relações familiares nos anos de 1960, no contexto de regimes autoritários.
A emergência do neoliberalismo promoveu um consenso entre os governos europeus e latino-americanos, quanto às políticas que devem ser trabalhadas dentro e fora da esfera pública.
Na União Europeia, predominam políticas familiares voltadas a assegurar as funções reprodutivas, particularmente vinculadas à saúde sexual, tendo em vista a necessidade de renovação demográfica.
Com o advento do pós-modernismo, temos as metanarrativas da modernidade sendo colocadas em xeque, principalmente o marxismo. No campo do conhecimento, o irracionalismo e o relativismo surgem como alternativas para explicar o mundo e seus fenômenos. No terreno da micropolítica, temos a desresponsabilização do Estado e a defesa da autonomia das famílias para suprir suas necessidades básicas. A responsabilização da família na provisão do bem-estar social é denominada como
pluralismo de bem-estar social.
neoliberalismo.
familismo.
neoconservadorismo.
A família, nas suas mais diversas configurações, constitui-se como um espaço altamente complexo. É construída e reconstruída histórica e cotidianamente, através das relações e negociações que estabelece entre seus membros, entre seus membros e outras esferas da sociedade e entre ela e outras esferas da sociedade, tais como Estado, trabalho e mercado. Acerca do debate sobre o trabalho com família, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) | A ideia central da proposta protetiva reside na afirmação da tradição secular que existem dois canais naturais para satisfação das necessidades dos indivíduos: a família e o mercado. Somente quando esses falham é que interferência pública deve acontecer e, de maneira transitória. |
( ) | a família é apenas uma construção privada, mas também pública e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos. |
( ) | A análise da família deve se dar a partir de sua estrutura relacional, não incorporando com as relações estabelecidas com outras esferas da sociedade |
( ) | Para pensar em trabalho com famílias é importante descartar as tendências predominantes na incorporação da família no campo da política social enquanto seu sujeito destinatário. |
As afirmativas são, respectivamente:
F – V – F– F.
F – V – V– V.
V – F –V – V.
F – F – F – F.
O trabalho do Serviço Social realizado no âmbito das famílias deve ocorrer a partir do seguinte aspecto:
Todas as famílias são organizadas em núcleos centrados no parentesco.
Os procedimentos realizados com as famílias devem ser sempre realizados em espaços coletivos, os quais têm o objetivo de trabalhar as particularidades daquele conjunto de sujeitos e de estimular a articulação entre eles.
O trabalho social a ser realizado com famílias demanda apenas de procedimentos coletivos imbricados à rede de serviços de um território, realizados de forma regular.
Ter a compreensão de que família remete a relacionamentos entre pessoas, que não necessariamente compartilham o mesmo domicílio e os mesmos laços sanguíneos ou de parentesco.
O trabalho social a ser realizado com famílias demanda, exclusivamente, de ações intersetoriais que visam atender às múltiplas facetas das necessidades de seus membros.
O tema sobre família no século XXI, no Brasil, como em outros países, implica a referência a mudanças e a padrões difusos de relacionamentos. Com seus laços esgarçados, torna-se cada vez mais difícil definir os contornos que a delimitam. Vivemos uma época em que a mais naturalizada de todas as esferas sociais, a família, além de sofrer importantes abalos internos tem sido alvo de marcantes interferências externas. Estas dificultam sustentar a ideologia que associa a família à ideia de natureza, ao evidenciarem que os acontecimentos a ela ligados vão além de respostas biológicas universais às necessidades humanas, mas configuram diferentes respostas sociais e culturais, disponíveis a homens e mulheres em contextos históricos específicos. Continuando, Carvalho (2000)) afirma que a família retoma um lugar de destaque na gestão e execução da política social. Verifica-se que ela é, ao mesmo tempo beneficiária, parceira e pode-se dizer uma ‘miniprestadora’ de serviços de proteção e inclusão social”. Além do papel de socialização de seus membros, particularmente as crianças e adolescentes, é visível um grande número de famílias que possui uma capacidade de acolhimento, sendo o público alvo:
As crianças que são uma responsabilidade exclusiva da mãe ou do pai.
Não somente dos membros gerados em seu seio, mas também os advindos de diferentes situações, como as famílias estendidas: pais, mães, avós, primos, sobrinhos, irmãos, parentes de diversas formas que passam a coabitar na mesma residência.
Os indivíduos originados nos casos de instabilidade familiar por separações e mortes, aliada à instabilidade econômica estrutural e ao fato de que não existem instituições públicas que substituam de forma eficaz as funções familiares.
As crianças e os idosos que são públicos mais vulneráveis e precisam de suporte como determina as legislações correlatas sendo estas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Estatuto do Idoso.
O conceito de família é polissêmico, comportando várias acepções. No sentido mais restrito, ele se refere ao núcleo familiar básico. No mais amplo, ao grupo de indivíduos vinculados entre si por laços consanguíneos, consensuais ou jurídicos. Nas sociedades contemporâneas ocidentais, o modelo mais frequentemente encontrado é a família conjugal tradicional, composta pelo casal e seus filhos. No entanto, o crescente avanço da urbanização, da industrialização e da modernização dessas sociedades, vem produzindo mudanças significativas na organização familiar; evidencia-se a sua capacidade de mudança e de adaptação às transformações econômicas, sociais e culturais mais amplas, bem como sua persistente relevância como espaço de socialização primárias, de proteção social e de
compaixão.
humanidade.
empatia.
solidariedade.
perseverança.
A política de assistência social considera a diversidade sociocultural das famílias, na medida em que reconhece que muitas vezes as relações familiares são movidas por hierarquias consolidadas e por uma solidariedade coativa, que se desdobram em desigualdades e opressões. Reconhece, ainda, que as fragilidades e contradições no interior das famílias são geradas pelas fortes pressões dos processos de exclusão aos quais são submetidas. Nessa perspectiva, a política de assistência social valoriza as heterogeneidades e as particularidades de cada grupo familiar, tendo um papel fundamental no processo de sua:
responsabilização
emancipação.
reestruturação.
manutenção.
O conceito sobre a família na Política de Assistência Social superou a referência de tempo e lugar. Dessa forma, assinale a opção que corresponde a essa compreensão:
Um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou vitalício.
Um conjunto de pessoas da mesma família, tipo sanguíneo compatível, sem qualquer laço de afetividade.
Um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade.
Um conjunto de pessoas que se unem para formar uma família, sem as os direitos estabelecidos em lei.
Um conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos, não necessariamente estabelecidos pelo regime de bens.
O artigo “Famílias monoparentais: indagações de autoria de VITALE, M.A.F., Revista Serviço Social e Sociedade nº71, (2002), aborda os inúmeros desafios que permeiam a vida das famílias brasileiras na contemporaneidade. Nesta sequência, leia as afirmações a seguir e marque a alternativa INCORRETA:
A monoparentalidade cresceu estatisticamente em todos os segmentos da população e as redes familiares oferecem alguma forma de apoio, segundo seus desenhos de classe e possibilidades situacionais. Em muitos casos, esses auxílios eventuais visam aproximar a família do status social originário do chefe de família.
As crianças de famílias monoparentais podem ser criadas entre dois lares, elas vão e voltam entre o lar de origem e o lar de acolhimento, o que, com o tempo resulta numa ruptura de laços, devido a uma dualidade de vínculos e de estada; outras crianças ficam por um longo tempo em lares de parentes; outras são doadas para famílias substitutas.
As relações, as condições de vida de uma família monoparental, configuram-se segundo diferentes momentos do percurso de vida. Assim, as expectativas, as atitudes, as relações, as necessidades com relação a filhos pequenos, adolescentes ou jovens adultos imprimem características próprias na vida dessas famílias.
A rede social e as trocas intergeracionais, ou seja, as solidariedades familiares, ajudam a existência das famílias monoparentais. Mas, essas devem ser refletidas na relação com o encolhimento do Estado e com a ausência de políticas públicas consistentes ante questões sociais que se expressam no âmbito familiar.
No contexto brasileiro, a centralidade da família se expressa nas seguintes políticas sociais:
população negra, pessoa com deficiência, adolescente e jovem
saúde, assistência social, criança e adolescente e idoso
LGBT, criança e adolescente, população negra e saúde
criança, adolescente e jovem, idoso e LGBT
Em seu texto, no livro intitulado Familismo, direitos e cidadania: contradições da política social (2015), Solange Teixeira analisa a centralidade conferida às famílias, no desenho de políticas sociais em anos recentes e alerta para alguns de seus riscos para o trabalho social com famílias. Um desses riscos pode ser definido como:
A promoção de um trabalho social inovador, que ultrapassa a perspectiva normativa, disciplinadora e centrada nos papeis sociais tradicionalmente atribuídos a pais e mães.
A tendência ao provimento de suporte público às famílias vulneráveis, por meio de ações de cuidado e apoio, prestadas por organizações não governamentais.
A permanência de julgamentos das famílias pobres como incapazes, incompetentes para criar seus filhos, e responsáveis pelos problemas que seus membros enfrentam.
A oferta de uma rede de proteção social mista, com primazia da responsabilidade do Estado, na provisão de serviços e na regulação do setor privado.
A ruptura com o legado das políticas públicas anteriores, fortemente marcadas pela reprivatização do trato da questão social e desresponsabilização do Estado.
Assinale a alterativa que apresenta informações apropriadas sobre as novas modalidades de famílias na contemporaneidade.
A Constituição Federal reconhece a família com base da sociedade, com proteção do Estado e prescreve que a celebração do casamento civil seja exclusivamente de forma paga.
O Código Civil determina a união estável como uma entidade familiar, configurada na convivência pública e duradoura, porém não reconhece esta condição entre pessoas do mesmo sexo.
O concubinato é compreendido como união livre entre homem e mulher, com o intuito de estabelecer vida em comum, com a observância das formalidades do casamento.
Paralelamente a família matrimonial, é possível encontrar outras constituições familiares fora do matrimônio, a exemplo da união estável e o concubinato.
A família monoparental se configura em um relacionamento estável e duradouro, com intimidade e afetividade entre pessoas do mesmo sexo.
O avanço do debate teórico-metodológico do Serviço Social operou mudanças fundamentais na profissão e instituiu uma nova forma de pensar e trabalhar a família, onde as demandas das famílias:
passam a ser vistas como trazidas por sujeitos singulares cujas mudanças culturais levam ao crescimento de núcleos familiares desajustados em nossa sociedade.
são interpretadas como expressões de necessidades humanas não satisfeitas, decorrentes da desigualdade social própria da organização capitalista.
são compreendidas como problemas individuais, gerados histórico-estruturalmente em virtude da deterioração das condições materiais e de manutenção dos vínculos parentais.
passam a ter uma nova interpretação relacionada à ordem econômica, à organização do trabalho e à perda de valores de solidariedade.
são entendidas como resultantes dos baixos salários, da carência de serviços públicos e da perda da hierarquia interna do núcleo familiar.