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Durante a criação do Grupo de Trabalho Interministerial População Negra, o então presidente Fernando Henrique Cardoso adotou uma postura bastante progressista e enfatizou a necessidade de modificar o quadro de discriminação por cor, bem como de encontrar mecanismos e processos capazes de tornar mais democrática a relação entre raças, grupos sociais e classes sociais. Apesar dessas importantes mudanças no modo como o Estado brasileiro historicamente se posicionava em relação à questão racial, a adoção de políticas afirmativas, como as cotas nas universidades, teve início somente após a realização da III Conferência Mundial Contra a Discriminação Racial, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância Correlata, ocorrida em 2001, em Durban, na África do Sul. A partir de então, foi possível identificar uma resposta ativa, por meio da criação e(ou) potencialização de órgãos governamentais dedicados ao tratamento das questões raciais nos países latinos.
Luciana Garcia de Mello. Da crítica à política: tensões entre reconhecimento e democracia racial
na política de cotas da UFRGS. In: Civitas, 17(2), maio-ago./2017, p. 311 (com adaptações).
Com relação a questões sociológicas envolvendo diversidade étnica e cultural, julgue os itens subsecutivos.
Embora vigente há anos, a política federal de ações afirmativas para o acesso à educação superior tem mostrado poucos resultados.
Certo
Errado