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A “teoria crítica” se opõe
à união entre coletividade e indivíduo.
ao uso ideológico de reprodução da ideologia pelos grupos subalternos.
ao uso da indústria cultural como forma de adestramento das classes subalternas.
à predominância dos interesses humanos sobre os interesses econômicos.
Theodor Adorno e Max Horkheimer conceituam indústria cultural como
obra de arte como desvinculada da indústria cultural.
fenômeno que preserva a auréola com relação à obra de arte.
obra de arte como não fazendo parte das relações mercadológicas das elites.
o momento da exploração comercial da obra de arte por meio de sua reprodutividade para o mercado.
A mercadoria, nas sociedades pós-modernas, promove um “domínio sobre as pessoas, exercido em virtude de sua fascinação pelas aparências artificiais tecnicamente produzidas” (HAUG, Wolfgang Fritz (1996) Crítica da Estética da Mercadoria. São Paulo, Unesp, p.67).
Essa reflexão do pensador alemão e crítico da cultura contemporânea Wolfgang Fritz Haug tem sua melhor expressão no conceito de tecnocracia:
da vitalidade.
da ciência.
política.
da sensualidade.
da economia.
“A indústria cultural de hoje herdou a função civilizatória da democracia e da livre iniciativa, que de resto nunca manifestou uma sensibilidade muito refinada para com as diferenças espirituais. Todos são livres para dançar e se divertir, como, desde a neutralização histórica da religião, são livres para ingressar em uma das inumeráveis seitas. A liberdade na escolha das ideologias, contudo, que sempre reflete a pressão econômica, revela-se em todos os setores como liberdade do sempre igual. [...] As reações mais secretas dos homens são assim tão perfeitamente reificadas diante de seus próprios olhos que a ideia do que lhes é específico e peculiar apenas sobrevive sob a forma mais abstrata: personalidade não significa praticamente – para eles – outra coisa senão dentes brancos e liberdade de suor e de emoções. É o triunfo da propaganda na indústria cultural, a assimilação neurótica dos consumidores às mercadorias culturais [...].”
(Adorno, 2007.)
Tendo em vista a teoria de Adorno e suas concepções sobre “indústria cultural”, analise as afirmativas a seguir.
I. Na contemporaneidade, o “caos cultural” gerado pela diferenciação técnica e social, pela especialização e pela efervescência da liberdade e criatividade sem limites, suprime totalmente a possibilidade da arte sobreviver à indústria.
II. O cinema e o rádio e até outras mídias perdem muito sua característica como arte. São considerados negócios e divulgam ideologias que legitimam o que produzem de propósito.
III. A produção cultural assume-se enquanto indústria. Justifica o que produz na necessidade de obter lucros. Os valores do capital e da economia de mercado estabelecem-se como fatores que podem determinar a produção cultural.
IV. A estandardização dos produtos atinge escala regional, nacional e, muitas vezes, global, gerando a racionalização técnica no que diz respeito à produção e à distribuição da “arte”.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
II e III.
III e IV.
II, III e IV.

Os grafites acima veiculam mensagens baseadas no conceito sociológico elaborado por Max Horkheimer e Theodor Adorno, em Dialetica do Iluminismo (1947).
A esse respeito, assinale a opção que identifica corretamente esse conceito.
Socialização estandardizada.
Indústria cultural.
Cultura totalitária.
Indústria do imaginário.
Democratização cultural.
Num encontro por ocasião da 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Silvio de Abreu, autor de novelas da Rede Globo, falou sobre como suas obras ajudam a combater o preconceito contra homossexuais: “Ela [novela] não modifica sua cabeça, mas coloca os temas que serão discutidos, que poderão ter uma consequência maior dentro da sociedade, eu acredito. Acho inclusive que a aceitação maior do homossexual se deve muito às novelas, porque quando a gente passou a fazer isso [apresentar personagens gays na TV], passou a mostrar que não era nenhum bicho de sete cabeças”.
(Fonte: http://g1.globo.com/poparte/flip/2014/noticia/2014/08/novelas-
ajudam-gay-ser-mais-aceito-afirma-autor-silvio-de-abreu.html).
No que diz respeito ao funcionamento da indústria cultural, tal como entendida pelos teóricos da Escola de Frankfurt, a caracterização positiva de personagens homossexuais em novelas de uma grande emissora de televisão como a Globo pode ser entendida como:
uma evidência da imposição, pela indústria cultural, da ideologia das classes dominantes;
uma resposta ao imperativo do lucro, dado o espaço cada vez maior ocupado pelo mercado homossexual;
uma evidência que desmente um dos pressupostos de tal Escola, na medida em que abre um espaço de afirmação para um discurso contra-hegemônico;
uma prova de que a indústria cultural, ao nivelar “por baixo” suas produções, contribui para a narcotização da consciência;
uma operação de alienação, na medida em que desvia a atenção do público para questões mais fundamentais da existência, como a exploração econômica.
Leia o trecho da música A Televisão da banda Titãs:
A Televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!...
O sorvete me deixou gripado
Pelo resto da vida
E agora toda noite
Quando deito
É boa noite, querida....
Oh! Cride, fala pra mãe
Que eu nunca li num livro
Que o espirro
Fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
Pelo menas uma vez
Criatura!
[...]
< http://letras.mus.br/titas/49002/ >.Acesso em: 23 de Novembro de 2013.
O trecho da música acima analisa de certa forma a influência da mídia na vida das pessoas. Assinale a alternativa que possua o nome do autor ou corrente sociológica que mais se preocupou em estudar as influências da mídia na sociedade:
Auguste Comte.
Émile Durkheim.
Escola de Frankfurt.
Max Weber.
Escola dos Annales.
Na obra Dialética do esclarecimento, Adorno e Horkheimer examinam o fenômeno que denominam “indústria cultural”. Esse conceito refere-se à
Adorno e Horkheimer cunharam a expressão indústria cultural para indicar uma cultura baseada no consumo de produtos culturais fabricados em série. Ao definir indústria cultural como sendo uma reconciliação aparente, baseada numa falsa identidade entre o universal e o particular, os autores estavam apontando para o fato de que
o indivíduo e o todo apenas parecem estar reconciliados; na verdade, a indústria cultural é um instrumento poderoso para gerar lucros e controlar socialmente as massas.
a alta qualidade dos produtos oferecidos pela indústria cultural é resultado das demandas dos próprios consumidores.
a participação de milhões de pessoas nessa indústria impõe métodos que tornam impossível a disseminação de bens culturais padronizados.
a indústria cultural favorece a criatividade, a sensibilidade e o pensamento crítico do público.
a padronização dos produtos artísticos é um poderoso instrumento de democratização da cultura.
Leia a história em quadrinhos a seguir.

A televisão é uma indústria que depende de investimentos, mercados, propaganda. Sendo uma indústria, preocupa-se com o lucro, a moda e o consumo. A história faz uma crítica da televisão por
privilegiar a transmissão de programas culturais que exigem atenção, pensamento, reflexão e crítica por parte do telespectador.
dar preferência à transmissão de filmes de ação e programas sobre violência, isto é, situações em que os sentimentos são pasteurizados e previsíveis.
privilegiar a transmissão de assuntos longos e que exigem pluralidade de informações e aprofundamento dos pontos de vista.
dar preferência a programas que valorizam a expressão de ideias, opiniões e sentimentos complexos.
privilegiar a transmissão de assuntos culturais ligados ao respeito às diferenças e à diversidade cultural.
Comparativamente ao passado, os meios de comunicação de massa hoje têm parcela maior de responsabilidade na formação do cidadão contemporâneo.
No mundo da sociedade de massa, não há por que usar de estudos de população. Estes perdem o sentido, já que as massas são mobilizadas de modo vertical, a partir de um planejamento imposto para que um comportamento esperado seja produzido.