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Leia o fragmento do poema “Operário em construção”, de Vinícius de Moraes, a seguir.

Considerando que a divisão do trabalho é uma das características das sociedades
alienação que se define como a análise dialética das relações capitalistas, ou seja, a interpretação pela qual os homens pensam sobre si mesmos e sua condição social.
mais-valia que representa a diferença entre o trabalho necessário à produção da vida do operário e o trabalho excedente.
solidariedade orgânica, uma vez que a diversidade entre indivíduos permite que ocorra a união através da interdependência de funções sociais.
consciência coletiva, pois expressa a forma moral vigente na sociedade, através de regras estabelecidas que atribuem valor e delineiam os atos individuais.
Sobre qualificação profissional e inserção no mundo do trabalho, assinale as afirmativas com (V) para as verdadeiras e com (F) para falsas.
( ) Na competição intensificada, os segmentos profissionais mais preparados, intelectual e pessoalmente, são mais capazes de sair ganhando financeiramente ou em outros aspectos da vida.
( ) A proficiência específica é significativamente mais importante que as disposições e virtudes. Não basta conhecimento, mas interesse, motivação e criatividade.
( ) Exige-se flexibilidade para enfrentar o emprego, o desemprego e o autoemprego, além do conhecimento e uso das tecnologia mais modernas.
( ) Não se trata apenas de qualificar para o trabalho em si, mas para a vida na qual também se insere o trabalho. O profissional deve estar preparado para fazer face às inúmeras consequências na vida social e pessoal.
Em relação às afirmativas anteriores, a sequência correta é
V, F, V, F.
V, F, V, V.
F, V, F, V.
V, V, F, V.
Leia a charge a seguir.

A análise da charge nos remete ao fenômeno da insegurança no emprego, que, nas últimas décadas, tornou-se um tópico de discussão essencial dentro da Sociologia do Trabalho. Sobre os efeitos nocivos da insegurança no emprego, é correto afirmar que
produz sensação de apreensão quanto à continuidade futura de um cargo e/ou de um papel dentro do ambiente de trabalho.
o maior aumento da insegurança no trabalho ocorreu, em meados dos anos de 1990, entre os trabalhadores que exercem atividades manuais.
trata-se de um fenômeno recente causado por profundas alterações no contexto do mercado de trabalho.
os estudos apontam que a insegurança no emprego é restrita ao ambiente de trabalho, não afetando a saúde e a vida pessoal dos empregados.
Segundo Edmundo Campos, algumas das características das organizações burocráticas modernas podem ser descritas do seguinte modo: pessoas organizadas a partir da hierarquia de cargos bem definidos; cada cargo possui uma esfera de competência legalmente determinada; a seleção dos candidatos ocorre através de qualificação técnica (exames, diplomas, concursos públicos); a remuneração tem por base um salário; o cargo é tido como a única ou a principal ocupação do funcionário. A respeito do modelo organizacional descrito acima, é INCORRETO afirmar:
O modelo de organização burocrática teve grande êxito econômico, social e político em todos os tempos.
O modelo de organização acima é incompatível com a existência das organizações religiosas.
O modelo de organização em questão tem sido mais eficiente apenas no setor empresarial.
A origem da corrupção endêmica do Estado brasileiro provém da adoção do tipo de organização burocrática em questão.
O modelo de organização acima foi criado durante a revolução industrial capitalista e ainda adquire importância.
Uma dos principais problemas da competição internacional é o chamado “dumping social”, que consiste
no aviltamento do trabalho através da exploração de crianças e adolescentes.
na falta de qualificação de mão de obra especializada.
na escassez de infraestrutura voltada para desenvolvimento da iniciativa privada.
na crise do sindicalismo mundial.
A reprodução da força de trabalho exige não apenas a reprodução da qualificação profissional, mas também a submissão à ideologia dominante.
De acordo com Ulrich Beck (1992), as mudanças nos modelos de emprego, o declínio da influência da tradição e do costume sobre a autoidentidade, o desgaste dos paradigmas familiares tradicionais e a democratização dos relacionamentos são características da
discriminação social.
reestruturação global.
sociedade de risco.
diáspora global.
Segundo H. Braverman, o trabalho humano é diferente daquele executado pelos outros animais, porque ele é
feito a partir de acasos, estudos, inspirações divinas ao passo que o dos outros animais é institivo.
feito a partir de acidentes e incidentes ocasionais e de estudos fenomenológicos, ao passo que o dos outros animais é institivo.
feito com base em tentativas e erros fortuitos e de acasos, mas todos com um propósito, ao passo que o dos outros animais é institivo.
feito com base em boa dose de cientificidade e de acaso, ao passo que o dos outros animais é institivo.
consciente e proposital ao passo que o dos outros animais é institivo.
Sobre o mundo do trabalho e suas transformações recentes, podemos afirmar, EXCETO:
No “toyotismo” o trabalho deve ser realizado em equipe, o que exige um trabalhador com conhecimentos especializados para executar tarefas específicas e repetitivas.
Juntos, o “fordismo” e o “taylorismo” viabilizaram, através do gerenciamento racional do trabalho, a produção em massa de mercadorias padronizadas. Já o “toyotismo” foca a produção conforme a demanda, ou seja, de acordo com a necessidade do mercado consumidor.
No “fordismo” há uma forte hierarquia na empresa, ou seja, as pessoas que executam as tarefas são supervisionadas de perto. Já o “toyotismo” quebra essa hierarquia, chamando o trabalhador de colaborador e convidando-o a compartilhar das decisões sobre os projetos e a participar dos lucros da empresa.
A flexibilização da produção notada nas últimas décadas foi acompanhada em muitos casos pela flexibilização da legislação trabalhista e a implantação da terceirização ou subcontratação. O que, por sua vez, implicou em instabilidade e condições precárias de trabalho.
Para H. Braverman, a divisão do trabalho na sociedade é característica de todas as sociedades conhecidas, no entanto a divisão do trabalho na oficina é
produto peculiar de sociedades antigas.
produto peculiar da sociedade capitalista.
um produto generalizado em sociedades de mercado consumidor.
um produto associado às sociedades africanas ao sul do Saara.
produto peculiar da sociedade socialista.
Claude Dubar, a partir do interacionismo simbólico, proposto por Everett Hughes, estabelece, no tocante ao mundo do trabalho e das profissões, que
a base da luta operária é a desqualificação do trabalho manual.
o ponto de partida de toda análise sociológica do trabalho humano é a divisão do trabalho.
o ponto de partida das relações trabalhistas é a luta de classes sem trégua.
a base das relações sociais vinculadas ao mundo do trabalho é a proletarização.
o ponto de partida das relações sociais são as leis trabalhistas.
De acordo com Ricardo Antunes, os processos de intensificação do uso de novas tecnologias e de novas formas de organização de produção, na era pós-fordismo, possibilitam um trabalho mais qualificado e revalorizado, acarretando, entretanto, o desemprego e exclusão dos trabalhadores. Isso ocorre devido:
à grande redução de custos e à otimização da produtividade industrial e dos seus serviços.
ao aumento de desempregados e à grande mobilidade destesembusca de emprego.
à redução dos custos e ao aumento da produção e da procura da mão de obra.
a uma valorização tardia do sistema Taylorista de produção.
à perda dos direitos trabalhistas.
Em A corrosão do cárater: consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo , o sociólogo Richard Sennett examina os efeitos desorientadores do novo capitalismo sobre a vida pessoal dos trabalhadores e as atividades profissionais. Figuram entre essas características:
a alta interação presencial dos trabalhadores.
comportamentos e estilos de trabalho flexíveis.
o comprometimento do trabalhador com uma carreira para toda a vida.
os investimentos de médio e longo prazo.
o desenvolvimento de vínculos de confianç

Disponível em: http://primeira-serie.blogspot.com.br. Acesso em: 07 dez. 2011 (adaptado).
Na imagem do início do século XX, identifica-se um modelo produtivo cuja forma de organização fabril baseava-se na
autonomia do produtor direto.
adoção da divisão sexual do trabalho.
exploração do trabalho repetitivo.
utilização de empregados qualificados.
incentivo à criatividade dos funcionários.
Um período de revolução social pode ocorrer quando as relações de produção entram em contradição com as forças produtivas de uma dada infraestrutura societária.
A produção flexível permite abastecer um mercado consumidor que procura mercadorias não padronizadas.
O sindicalismo da década de 70 do século passado, desconsiderando as comissões de fábrica, propôs um modelo de estrutura sindical atrelado ao poder do Estado.
a expulsão dos camponeses das terras feudais na Inglaterra liberou a mão de obra para trabalhar no sistema fabril.
Define-se globalização, em linhas gerais, como o processo e o resultado de transformações econômicas, tecnológicas, sociais e culturais que abrangem todo o planeta, formando uma sociedade em rede.
Claude Dubar (2005) afirma que [...] a "formação" se tornou uma componente cada vez mais valorizada não somente do acesso aos empregos mas também das trajetórias de emprego e das saídas de emprego. [...] No entanto, isso não significa que seja necessário reduzir as identidades sociais a status de emprego e a níveis de formação. É evidente que, antes de se identificar pessoalmente a um grupo profissional ou a um tipo de formação, o indivíduo, já na infância, herda uma identidade sexual, mas também uma identidade étnica e uma identidade de classe social, que são as de seus pais, de um deles ou de quem tem a incumbência de educá-lo.
A partir do trecho destacado e da leitura do livro de Dubar (2005) é correto afirmar que o autor
nega a abordagem psicanalítica centrada na construção da identidade individual.
opõe-se à importância da escola e da família como espaços de construção da identidade social na infância.
afirma que na situação de desemprego os indivíduos perdem seus laços identitários.
defende a ideia de que o trabalho, o emprego e a formação constituem aspectos importantes para os processos de identificações sociais.
sustenta que as identidades de gênero, classe social e etnia determinam os processos identitários de modo definitivo.