Questões de Concurso sobre Sociologia do Trabalho

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
260 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

"O crescente emprego de máquinas e a divisão do trabalho despojaram a atividade do operário de seu caráter autônomo, tirando-lhe todo atrativo. O operário torna-se um mero apêndice da máquina e dele só se requer o manejo mais simples, mais monótono, mais fácil de aprender. Desse modo, o custo do operário se reduz, quase que exclusivamente, aos meios de subsistência que lhe são necessários para viver e perpetuar sua espécie. Ora, o preço do trabalho, como de toda mercadoria, é igual ao seu custo de produção. Portanto, à medida que aumenta o caráter enfadonho do trabalho, decrescem os salários. Mais ainda, na mesma medida em que aumenta a maquinaria e a divisão do trabalho, sobe também a quantidade de trabalho, quer pelo aumento das horas de trabalho, quer pelo aumento do trabalho exigido num determinado tempo, quer pela aceleração do movimento das máquinas etc." (Marx, Engels, 2008, p. 46).


No debate sobre a regulamentação das jornadas de trabalho no Brasil, em 2025, especialmente sobre o fim da escala 6×1, o trecho do texto acima citado fornece elementos para compreender como a organização do tempo de trabalho e a monotonia das atividades influenciam a exploração da força de trabalho.


Sobre essa questão, avalie o que se afirma.


I- O fim da escala 6×1 limitaria a intensificação do trabalho reduzindo parcialmente a sobrecarga física e psicológica do trabalhador, em consonância com a crítica de Marx à aceleração e monotonia da produção capitalista.

II- A manutenção da escala 6×1 permite que o operário desenvolva maior autonomia e criatividade, contrariando a ideia de alienação, pois a divisão do trabalho passa a gerar aprendizado especializado.

III- A escala 6×1, ao prolongar a jornada sem aumento proporcional de remuneração, evidencia o fenômeno segundo o qual o preço do trabalho se aproxima do valor de subsistência mínima, mantendo a submissão do trabalhador ao capital.

IV- Ao estabelecer limites de trabalho semanal, a discussão sobre o fim da escala 6x1 busca controlar a extração de mais-valia relativa, regulando diretamente o tempo socialmente necessário de produção do trabalhador.

V- A regulamentação da jornada fortalece temporariamente o trabalhador, sem alterar a propriedade privada ou a estrutura do capital, reorganizando parcialmente as condições de exploração do trabalho assalariado.


Está correto apenas o que se afirma em


A

I e IV.


B

II e V.


C

I, III e V.


D

II, III e V.


E

II, III e IV.

A implantação de hidrelétricas, mineradoras e ferrovias gera impactos socioeconômicos que alteram a morfologia das relações rurais. Sobre o fenômeno da "Salarização da Subsistência" e a desarticulação de modos de vida rurícolas, assinale a alternativa correta.


A

O abandono de práticas produtivas de subsistência (pesca, roça, extrativismo) em favor do trabalho assalariado temporário na obra gera uma vulnerabilidade social severa rurícola quando as vagas de emprego cessam após a fase de instalação do empreendimento federal.


B

A desterritorialização imaterial ocorre exclusivamente quando a empresa empreendedora rurícola realiza a doação de equipamentos agrícolas modernos que substituem a tração animal rurícola, sendo vedada a análise de impactos psicológicos no licenciamento federal.


C

A geração de empregos indiretos rurícolas no setor de serviços (hotelaria e lazer) em áreas de influência de mineradoras compensa integralmente a perda definitiva da soberania alimentar de comunidades tradicionais atingidas por contaminação de solos.


D

Impactos socioeconômicos indiretos, como o aumento da inflação local sobre alimentos básicos rurícolas, são considerados custos de oportunidade desejáveis pela Política Nacional do Meio Ambiente para estimular a eficiência do mercado consumidor regional.

“Se parece evidente que a produção de mercadorias, em sentido amplo, vem se metamorfoseando significativamente a partir da introdução do universo informacional-digital, seria plausível, então, conceber a possibilidade concreta de um capitalismo sem trabalho humano, desprovido de trabalho vivo?”.


ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital 1. ed. - São Paulo: Boitempo, 2018.


Sobre as transformações no mundo do trabalho observados por Ricardo Antunes no trecho acima, analise os itens abaixo:


I. Aexpansão exponencial de novos contingentes de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente no setor de serviços revela uma forte contratendência a este possível fim do trabalho humano no sistema capitalista.

II. Ao contrário da eliminação completa do trabalho pelo maquinário informacional-digital, estamos presenciando o advento e a expansão monumental do novo proletariado da era digital, cujos trabalhos, mais ou menos intermitentes, mais ou menos constantes, ganharam novo impulso com as TICs, que conectam, pelos celulares, as mais distintas modalidades de trabalho.

III. Em vez do fim do trabalho na era digital, estamos vivenciando o crescimento exponencial do novo proletariado de serviços, uma variante global do que se pode denominar escravidão digital do século XXI.


Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):


A

Apenas I, II e III.


B

Apenas I e III.


C

Apenas II e III.


D

Apenas I e II.


E

Apenas II.

Quando mencionam que a reestruturação das relações de trabalho se dá no esteio de décadas de flexibilização do trabalho, os autores do texto 14A1-II referem-se


A

às benesses promovidas pela revolução industrial.


B

a oportunidades que se abrem no mercado de trabalho.


C

aos mecanismos contemporâneos de exploração do trabalho.


D

à possibilidade real de combater a concentração de capital.


E

à separação estrita entre elementos de caráter econômico e político.

Um grupo cada vez mais minoritário estará no topo dos assalariados. Entretanto, a instabilidade poderá levá-lo a ruir face a qualquer oscilação do mercado, com seus tempos, movimentos, espaços e territórios em constante mutação. A esses se somam ainda uma massa de “empreendedores”, uma mescla de burguês-de-si-próprio e proletário-de-si-mesmo.


ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital 1. ed. - São Paulo: Boitempo, 2018.


Ao refletir sobre as novas configurações das condições de trabalho em nossa sociedade, o autor aponta para a possibilidade de ocorrer:


A

Resistências das lutas sindicais para reforçar o mito do trabalhador autônomo.


B

Possibilidades de distribuição de lucros para os burgueses de si próprio.


C

Melhoria das condições de trabalho dos proletários de si mesmo.


D

Redução da exploração, dada pela redução na jornada de trabalho dos empreendedores digitais.


E

Supressão e flexibilização dos direitos trabalhistas vigentes.

A solidariedade mecânica é característica de sociedades onde a divisão do trabalho é pouco desenvolvida. Nestes contextos, o vínculo social é mantido por:


A

Contratos jurídicos complexos que regulam as trocas comerciais entre desconhecidos.


B

Uma forte diferenciação individual que permite a cada membro ter uma visão de mundo única e divergente da maioria.


C

Um sistema de produção industrial que integra diferentes regiões geográficas através do mercado.


D

Uma consciência coletiva que envolve quase totalmente a consciência individual, baseada na similitude de costumes e na religiosidade.

Tendo o texto 15A2-II como referência, assinale a opção correta no que se refere às transformações contemporâneas do trabalho e ao denominado processo de “uberização”.


A

O discurso dos coaches mirins promove a ideia de mobilidade social garantida pelo trabalho por plataformas, pois a ausência de contrato formal cria oportunidades iguais para todos os jovens trabalhadores de acordo com seu próprio empenho.


B

A cultura digital descrita no texto demonstra que a “uberização” substitui a lógica salarial por mecanismos mais estáveis de remuneração definidos pelas plataformas.


C

A demonização da CLT expressa um retorno ao modelo fordista de trabalho, já que esse modelo defendia maior informalidade, autonomia e ausência de direitos para estimular a produtividade industrial.


D

O trabalho por plataformas, visto como forma superior de autonomia trabalhista, elimina relações de subordinação e dependência econômica.


E

Os valores expressos pelas crianças no texto reproduzem a ideologia da “uberização”, na qual se identificam a naturalização da flexibilização extrema do trabalho, a individualização dos riscos e a desvalorização de vínculos formais e protegidos.

A Sociologia do Trabalho tem se dedicado a estudar os diferentes padrões de produção (Taylorismo, Fordismo e Toyotismo) no desenvolvimento do capitalismo industrial. Considerando também a emergência da "uberização" no trabalho de plataforma, assinale a alternativa que melhor distingue cada um desses modelos de organização do trabalho segundo suas principais características:


A

No taylorismo, domínio técnico do trabalho por fragmentação da tarefa; no fordismo, produção em massa por linha de montagem e salário elevado para estimular o consumo; no toyotismo, produção flexível com qualidade total, just-in-time e participação dos trabalhadores; na uberização, trabalho mediado por plataforma digital, autogestão aparente e ausência de vínculo formal.


B

No taylorismo, ênfase em produção em massa com elevado salário; no fordismo, fragmentação disciplinar do operário; no toyotismo, ausência de tecnologia e automação; na uberização, retorno ao trabalho rural e artesanal.


C

No taylorismo, foco no trabalhador com autonomia plena; no fordismo, ausência de especialização; no toyotismo, hierarquia rígida e longa jornada fixa; na uberização, estabilidade empregatícia garantida pelas plataformas.


D

No taylorismo, produção flexível centrada no trabalhador autônomo; no fordismo, pequena escala artesanal; no toyotismo, comando centralizado e rigoroso controle temporal; na uberização, trabalho ligado exclusivamente a sindicatos e contratos coletivos.


E

No taylorismo, predomina a interdependência funcional entre especialistas; no fordismo, produção sob demanda com flexibilidade total; no toyotismo, desregulação completa dos direitos trabalhistas; na uberização, regulação estatal forte e vínculo público.

O conceito de "uberização" transcende o modelo específico da empresa Uber. Acerca desse tema, julgue as frases abaixo:


I.Uberização refere-se a um fenômeno mais amplo de transformação das relações trabalhistas por meio de plataformas digitais. Este processo caracteriza-se pela transferência de riscos e custos operacionais para trabalhadores formalmente autônomos, criando novas formas de subordinação mediadas por algoritmos.

II.A uberização do trabalho tem gerado uma série de debates críticos, sobretudo em relação à precarização das relações de trabalho, uma vez que os trabalhadores, embora subordinados às plataformas digitais, não possuem vínculo formal de emprego nem acesso a direitos trabalhistas básicos.

III.No Brasil, a uberização manifesta-se em diversos setores (transporte, entrega, limpeza, cuidados) e representa fundamentalmente um modelo de economia colaborativa que promove relações horizontais entre usuários, trabalhadores e plataformas digitais.


Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).


A

Apenas II.


B

Apenas III.


C

Apenas I e II.


D

Apenas II e III.


E

Apenas I e III.

Ainda no século XIX, pensadores como Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber forneceram contribuições seminais para a chamada sociologia do trabalho, a qual viria a se desenvolver significativamente no século seguinte e até os dias atuais. Nesse sentido, observe os pares de temas de interesse sociológico listados a seguir:


I. Teorias de emprego do passado e do presente/impactos de mudanças científicas e tecnológicas na produção e na empregabilidade.

II. Movimentos sociais relacionados ao trabalho/organizações sindicais e cooperativas.

III. Supressões de garantias e precarização do trabalho/disparidades salariais e estratificação profissional.

IV. Estado e controle da organização do trabalho/status ocupacional e relações de poder.


Dos pares de temas acima citados, alguns se situam no domínio da sociologia do trabalho. Por esse prisma, estão corretas as afirmativas:


A

I e II, apenas.


B

II e IV, apenas.


C

I e III, apenas.


D

I, II, III e IV.

Considerando os conceitos de uberização e pejotização no contexto das mudanças no mundo do trabalho, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)A uberização do trabalho caracteriza-se pela intermediação digital, que reorganiza a forma como tarefas são distribuídas, monitoradas e remuneradas.

(__)A pejotização é um fenômeno jurídico regulado exclusivamente por acordos coletivos de trabalho.

(__)Tanto a uberização quanto a pejotização reforçam a estabilidade do vínculo empregatício, com ênfase na proteção trabalhista formal.

(__)A uberização altera dinâmicas tradicionais de subordinação, introduzindo formas de controle algorítmico.

(__)A pejotização pode resultar na descaracterização da relação empregatícia, mesmo quando há subordinação e habitualidade.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


A

V − F − F − V − V.


B

F − V − F − F − V.


C

F − F − V − V − F.


D

V − V − F − F − F.


E

F − F − V − V − V.

A apresentação de uma atividade de pesquisa realizada pelos estudantes evidenciou que os serviços informais e o trabalho doméstico não remunerado, majoritariamente realizados por mulheres pobres e negras, integram os chamados “serviços invisíveis”. Discutiu-se também como modelos flexibilizados e uberizados acentuam essas desigualdades. Para promover a autonomia discente diante desses temas, a abordagem didática colaborativa e crítica que incentiva a análise social, o protagonismo e a produção coletiva, é:


A

Participação ativa em grupos de estudo.


B

Organização do tempo de estudo e tarefas.


C

Pesquisa individual utilizando diversas fontes de informação.


D

Avaliação sobre o próprio processo de aprendizagem.

O trabalho doméstico, atravessado por marcadores sociais de gênero e raça, evidencia como a produção e a reprodução social se articulam. Em 2022, havia 5,8 milhões de pessoas empregadas nesse setor, sendo 91,4% mulheres, e destas, 64% se reconhecem como negras (DIEESE, 2023; IBGE, 2022/2023). Durante a pandemia, o contingente caiu de 6,4 milhões (2019) para 4,9 milhões (2020), enquanto persistem desigualdades no tempo dedicado ao cuidado não remunerado. Considerando-se esses dados, é correto afirmar que a divisão sexual do trabalho


A

estrutura desigualdades interseccionais tanto no mercado quanto no ambiente doméstico, afetando de modo mais intenso as mulheres.


B

estrutura desigualdades interseccionais no espaço privado da família, sem repercussões significativas no campo ocupacional ou nas relações de trabalho.


C

trata de diferenças biológicas entre homens e mulheres, sem considerar fatores sociais, culturais ou históricos.


D

foi completamente neutralizada por choques recentes, como a pandemia, não apresentando mais desigualdades relevantes.


E

ocorre de forma independente de raça ou classe social, não se articulando com outros eixos de desigualdade.

Ricardo Antunes, no livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, indica que: “Particularmente nas últimas décadas a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações nas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mudanças no interior do mundo do trabalho”(Adaptado).


No novo cenário da sociabilidade humana decorrente da crise do capital, Ricardo Antunes ressalta as mudanças relativas


A

à progressiva automação na produção industrial.


B

à globalização e consequente mobilidade laboral.


C

ao desemprego estrutural e ao trabalho precarizado.


D

ao desenvolvimento do capitalismo financeiro.


E

à implementação generalizada de trabalho remoto.

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a seguridade social passou a ser concebida como um amplo sistema de proteção social, integrando saúde, previdência e assistência social. A chamada “Constituição Cidadã” redefiniu a forma de disciplinar a seguridade social.


Uma das inovações trazidas por esse novo ordenamento foi:


A

a vinculação da seguridade social ao Regime Geral da Previdência Social;


B

a regressividade dos mecanismos de financiamento e centralização do processo decisório;


C

o acesso à assistência social por aqueles que realizam contribuições regulares à seguridade social;


D

a articulação entre Estado e sociedade na implementação de ações destinadas a garantir os direitos sociais à saúde, à previdência e à assistência social;


E

a ampliação do acesso à previdência a todos os cidadãos brasileiros, além de assistência social e saúde como direitos aos mais necessitados com base na renda familiar.

Considere a seguinte notícia: “A Justiça do Trabalho registrou, em 2024, um total de 285.055 processos que pedem o reconhecimento de vínculo empregatício, segundo dados compilados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). O número representa um aumento de 57% em comparação com 2023 e reflete o crescimento das ações sobre a chamada ‘pejotização’. Sob o argumento de fraude à relação trabalhista, profissionais registrados como pessoa jurídica (PJ) ou autônomos têm ido à Justiça do Trabalho em busca do reconhecimento de direitos”.


(https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/pejoti zacao-processos-que-pedem-vinculo-de-emprego-crescem-57- em-2024/#goog_rewarded)


O regime de pessoa jurídica permite que:


A

trabalhadores terceirizados sejam contratados, desde que não exerçam a atividade-fim da empresa;


B

os encargos trabalhistas, na contratação como prestador de serviços, sejam divididos entre contratado e contratante;


C

trabalhadores regidos pela CLT sejam legalmente substituídos por prestadores de serviço, desde que sem vínculo de exclusividade;


D

o contratado tenha os mesmos direitos trabalhistas previstos na CLT, desde que tenha inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica;


E

o contratado atue como prestador de serviços por meio de empresa própria, eximindo o contratante das obrigações trabalhistas típicas da relação celetista.

O processo de reconfiguração do trabalho nas sociedades contemporâneas tem promovido não apenas transformações nas formas contratuais e nas relações de produção, mas também impactos subjetivos sobre os trabalhadores. Nesse cenário, emerge uma lógica de empreendedorismo de si, fortemente atrelada à ideologia da meritocracia e à dissolução das fronteiras entre tempo de vida e tempo de trabalho. À luz dessas discussões, assinale a alternativa correta.


A

A flexibilização das relações de trabalho ampliou os direitos dos trabalhadores ao permitir maior autonomia contratual e capacidade de negociação direta, fortalecendo vínculos estáveis e horizontais nas organizações.


B

A emergência do trabalho imaterial, centrado na comunicação, afeto e criatividade, representa um rompimento com as formas de exploração clássicas, uma vez que permite ao trabalhador controlar os meios de produção simbólica.


C

A precarização das condições laborais atinge apenas as classes periféricas, não afetando os setores médios especializados devido à sua qualificação e inserção em nichos de trabalho intelectual.


D

A substituição do contrato formal por arranjos flexíveis como o "trabalho sob demanda" constitui avanço nos direitos sociais, pois reconfigura as noções tradicionais de segurança e bem-estar.


E

O discurso do "protagonismo do trabalhador" desloca o foco da crítica estrutural sobre o capital para a responsabilização individual pelos fracassos e êxitos, obscurecendo os mecanismos de exploração contemporâneos.

A igualdade de gênero e a proteção das mulheres com mais de 60 anos no mercado de trabalho são temas que têm ganhado destaque no Brasil e no mundo. Apesar das políticas públicas e das normativas legais que buscam garantir os direitos dessas mulheres, a realidade ainda é marcada por desafios significativos. A Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, adotada pela ONU, e a Constituição Federal de 1988, com seus princípios de igualdade, são marcos legais importantes. No entanto, a discriminação etária e de gênero continua presente, refletindo-se na dificuldade de inserção e permanência dessas mulheres no mercado de trabalho. Além disso, a crise de identidade do envelhecimento, somada à invisibilidade social e à falta de políticas específicas de apoio, tornam o ambiente de trabalho ainda mais hostil para essas mulheres. Aurora tem 63 anos e trabalha como assistente administrativa em uma empresa de médio porte. Ela sempre se destacou por sua competência e experiência ao longo dos anos, mas, recentemente, notou que suas sugestões durante reuniões não têm sido ouvidas, especialmente em um contexto de novas tecnologias e processos modernos que a empresa está implementando. Além disso, em conversas informais com colegas, Aurora percebeu que muitas de suas ideias são desconsideradas por serem atribuídas à sua idade, e ela já ouviu comentários como "você é de outra geração". Em busca de ajuda, Aurora procurou o departamento de recursos humanos da empresa e questionou se havia alguma forma de garantir a igualdade de tratamento, especialmente por ser uma mulher com mais de 60 anos.


Qual das alternativas abaixo está correta com relação à proteção de Aurora contra discriminação por idade e gênero no ambiente de trabalho, conforme a legislação brasileira?


A

A empresa pode ignorar as sugestões de Aurora sem que haja violação da legislação, pois a discriminação por idade não é considerada ilegal no Brasil.


B

Aurora tem direito à proteção contra discriminação por idade e gênero, uma vez que a Constituição Brasileira e a Lei Maria da Penha garantem a igualdade de tratamento, e as leis anti-discriminação proíbem qualquer forma de exclusão ou desvalorização devido ao sexo ou idade.


C

A empresa pode tratar Aurora de forma desigual, uma vez que a idade avançada não é considerada uma condição de vulnerabilidade para fins de igualdade de gênero no ambiente de trabalho.


D

A discriminação por idade e gênero no ambiente de trabalho é permitida desde que a empresa justifique que os novos processos exigem maior adaptabilidade por parte dos funcionários mais velhos.

Observe a imagem a seguir.


Fonte: https://gilmaronline.blogspot.com/2017/10/uber.html


Na imagem, três personagens são apresentados: O primeiro, à esquerda, diz “sou engenheiro, mas perdi o emprego”. A segunda, no centro, comenta: “sou jornalista e o jornal fechou e fui para a rua”. O terceiro, à direita, afirma “sou metalúrgico, mas fui demitido”. Na parte inferior da imagem, os três personagens estão em seus carros e, juntos, dizem: “agora somos motoristas do uber”.


É correto afirmar que a imagem ilustra


A

a informalidade do trabalho, decorrente da falta de regulação estatal, que o trabalhador se aproprie integralmente da produção.


B

a precarização das condições do trabalho, decorrente da ausência de direitos trabalhistas, mesmo o trabalhador tendo vínculo empregatício com a plataforma contratante.


C

a agilidade do fornecimento do trabalho, decorrente da automação na prestação de serviços, que reduz a concorrência na oferta desses serviços.


D

a flexibilidade da natureza trabalho, decorrente das condições desfavoráveis do mercado de trabalho, que oferece uma alternativa à falta de emprego formal.


E

a possibilidade de trabalho que permite ao trabalhador gerenciar seu tempo e produzir conforme sua organização, pois sua produtividade depende apenas de sua dedicação.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado