Questões de Concurso sobre Sociologia do Trabalho

 
 
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As dificuldades de atuação em equipes interprofissionais são derivadas das relações sociais, que são contraditórias. Assinale a alternativa Incorreta sobre os elementos de poder e saber, e demais relações profissionais no espaço institucional.


A

Trabalhar em equipe pressupõe cultivar o respeito, a colaboração e a articulação na busca do objetivo comum. A dinâmica é complexa, pois a disputa entre interesses também se apresenta.


B

É importante a construção de espaços que permitam a manifestação democrática dos diferentes atores sociais.


C

A criação de espaço democrático pressupõe esforço político que requer enfrentamento para que todos os atores envolvidos nesse processo estejam envolvidos.


D

O trabalho do/a Assistente Social não se desvincula do controle institucional, nesse sentido, é Importante que a relação poder-saber de uma determinada Instituição seja compreendida.


E

A garantia de um nível de poder profissional não está relacionada ao tratamento oferecido à população usuária. Dessa maneira, desqualificar os posicionamentos e saberes dos/as usuários/as garante visibilidade positiva da instituição.

Para Marx, o trabalho é fundamental para a interpretação da sociedade capitalista, já que define uma das classes fundamentais dessa sociedade: o proletariado. Contudo, não se trata apenas disso, pois, nesse tipo de sociedade, o trabalho também se transforma em mercadoria. Se para Marx o trabalho é uma atividade social, seu caráter depende


A

da forma de exercício da força física.


B

do grau de adaptação à natureza e à sociedade


C

do modo de desenvolvimento das forças produtivas.


D

do encontro entre competência e habilidade humanas.


E

da capacitação do indivíduo para realização de sua atividade laboral.

A categoria trabalho foi pensada por diversos autores

(I) como valor;

(II) como racionalidade capitalista; ou

(III) como elemento de interação do indivíduo na sociedade em suas dimensões tanto corporativa como de integração social.


Adaptado de BNCC Ensino Médio, p 556, in: http://basenacionalcomum.mec.gov.br


O trecho se refere, de I a III, às concepções de trabalho de


A

Adam Smith – David Ricardo – Vilfredo Pareto.


B

Karl Marx - Max Weber - Émile Durkheim.


C

David Ricardo – Jeremy Bentham – Karl Marx.


D

Thomas Malthus – John Rawls – Max Weber.


E

Max Weber – John Stuart Mill – David Ricardo.

Havia duas formas de trabalho infantil durante a Revolução Industrial: crianças classificadas como parish apprentice (órfão aprendiz) e free labor children (crianças que trabalhavam nas fábricas junto com os pais). As primeiras eram crianças órfãs que ficavam sob os cuidados do governo britânico. Os donos das fábricas forneciam abrigo e comida em troca de seu trabalho; elas não recebiam qualquer remuneração em dinheiro. Aquelas que recebiam salários extremamente baixos ganharam o título de free labor children; algumas tinham apenas cinco anos de idade e trabalhavam em fábricas e minas de carvão. Em virtude do crescimento das tecelagens, muitas crianças trabalhavam em moinhos de algodão, onde passavam a maior parte do tempo em locais com muito pouco ar fresco e nenhuma atividade. Também eram contratadas para trabalhar em fábricas de fósforo, como limpadores de chaminés, e na fabricação de tijolos.


(Condições do trabalho infantil na Revolução Industrial. Disponível em: ehow.com.br.)


O aspecto relativo à exploração da mão de obra infantil é apenas um dos muitos e sérios problemas sociais que eclodiram ou se intensificaram com a emergência da Revolução Industrial. Acirramento da miséria e péssimas condições de trabalho e vida de um lado, crescimento desigual e acumulação de riqueza de outro, enfim, um caos social que influenciou no surgimento das Ciências Sociais, na medida em que:


A

Juntamente com as transformações sociais e econômicas, as formas de pensamento também se transformaram, e junto às reações econômicas e sociais surgiam também novos paradigmas.


B

Concomitantemente à Revolução, surgia um período de muita mudança e de insatisfação, o que levou o próprio proletariado, já intelectualizado, a buscar teorias que os ajudasse a respaldar seus direitos


C

Com o surgimento das indústrias, muitos trabalhadores tiveram que ir do meio rural para a cidade e, nessa mudança, tiveram que se alfabetizar e se inteirar das novas ciências vigentes em busca de aceitação social.


D

O mundo passava por transformações na vida e estrutura social de uma maneira geral, abandonando inexoravelmente suas antigas tradições e passando a valorizar os conhecimentos acadêmicos e científicos.


E

Os pensadores sociais, que já estavam organizados em várias escolas e respaldados por uma série de teorias consensualmente aceitas, foram chamados pelos órgãos públicos para sanar tais problemas periféricos.

É no movimento do real que o trabalho enquanto concretude a ser compreendida pelo pensamento se transforma, levando-nos a conceitos que acompanham cada momento deste devir. Partindo do entendimento do trabalho como atividade humana, analise as afirmativas a seguir.


I. O trabalho não é mera atividade que tira da natureza elementos que satisfazem as necessidades da existência, mas ele transforma a natureza para que os objetos produzidos possam satisfazer necessidades propriamente humanas.

II. O ser humano não transforma apenas o material sobre o qual opera; ele imprime ao material o projeto que tinha conscientemente em mira, o qual constitui a lei determinante do seu modo de operar e ao qual deve subordinar sua vontade.

III. O trabalho não é mera ação entre o ser humano e a natureza, mas uma atividade orientada para um fim que, ao alterar a base material sobre o qual opera, mantém o ser humano inalterado.

IV. Ao alterar a natureza e produzir bens necessários, os seres humanos produzem novas necessidades. Para plantar ou arrancar raízes, ou preparar a terra para plantio, criaram-se instrumentos que passam a ser necessários e devemque ser produzidos.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I e III.


B

II e III.


C

III e IV.


D

I, II e IV.


E

II, III e IV.

Em sua obra Os sentidos do trabalho, Ricardo Antunes sustenta que a principal característica do metabolismo social do capital é


A

subsumir o trabalho ao capital.


B

ser um sistema de produção e intercâmbio de mercadorias.


C

preservar as funções vitais individual e societal.


D

ter uma determinação ontológica inalterável.


E

mediar trabalho e capital.

“Pela instrumentalidade da ___________, pela condição e capacidade de o Serviço Social operar transformações, alterações nos objetos e nas condições (meios e instrumentos), visando alcançar seus objetivos, vão passando elementos progressistas, _____________, próprios da razão ___________”.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.


A

profissão – doutrinadores – pura


B

profissão – emancipatórios – dialética


C

profissão – emancipatórios – pura


D

sociedade – doutrinadores – dialética


E

sociedade – emancipatórios – pura

Na década de 1970, a Organização Internacional do Trabalho conceitua um setor econômico que abrange formas ocupacionais atípicas ao padrão assalariado, que se expandem atreladas à reestruturação produtiva – especialmente em países da periferia capitalista –, constituindo alternativas laborais para amplos contingentes da força de trabalho. Em termos operativos, sua categoria basilar é a de trabalhador por conta própria, podendo-se agregar outras (DE TONI, 2011).


Qual conceito sociológico abaixo melhor descreve esse setor do mercado de trabalho?


A

Ergologia.


B

Informalidade.


C

Automação.


D

Qualificação.


E

Digitalização.

Leia os seguintes trechos:


“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)

“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)

“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)


Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:


A

Em Emile Durkheim, a sociedade é um fenômeno sui generis, não redutível às leis da natureza, pois seus processos essenciais de coerção, generalidade e exterioridade em relação ao indivíduo decorrem de normas propriamente humanas e coletivas, possuindo uma natureza própria.


B

Em Karl Marx, os tipos específicos de sociedade existentes na história humana resultam do nível de desenvolvimento das forças produtivas em face das relações sociais de produção. A luta de classes, para este pensador, é o motor da História. Nesse sentido, o indivíduo é um sujeito da práxis social.


C

Em Karl Marx, a sociedade é um fenômeno supraindividual, que resulta do intercâmbio histórico entre o homem e a natureza através do trabalho, que ao mesmo tempo cria e transforma as relações sociais entre os seres humanos.


D

Em Karl Marx e Emile Durkheim, a sociedade é um fenômeno formado pela expectativa recíproca dos sentidos que as ações individuais têm. Isto é o que determina inclusive o método adotado por ambos os autores, a utilização dos Tipos Puros ou Ideais.


E

Para Max Weber, sociólogo alemão, a sociedade é resultado das múltiplas ações sociais praticadas por indivíduos e grupos que, quando reciprocamente orientadas, se manifestam como relações sociais. Por essa razão a complexidade da sociedade é extremamente difícil de ser entendida. Nesse sentido, cabe ao sociólogo buscar compreender o sentido das ações e relações sociais.

Assinale a alternativa que apresenta um quadro do trabalho realizado por mulheres no Brasil.


A

O Brasil é caracterizado pela simetria de salários entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo.


B

Atualmente, as mulheres ocupam diversos cargos no mercado de trabalho, e são poucas as que necessitam realizar concomitantemente o trabalho doméstico.


C

Há uma inserção muito maior da mulher em diversos âmbitos do mercado de trabalho no Brasil; entretanto ainda se apresentam desigualdades de gênero, como na questão salarial e na presença feminina em cargos de gerência ou chefia.


D

O cenário brasileiro, diferente de diversos outros países, demonstra que quase metade dos cargos de chefia, em grandes empresas, é ocupado por mulheres.


E

Uma das características que denotam atenção no quadro do trabalho feminino no Brasil é que, de forma geral, os salários das mulheres são maiores que de homens em cargos semelhantes.

De acordo com os atuais estudos da Sociologia do Trabalho no Brasil, podemos afirmar que:


A

desde a reestruturação produtiva, iniciada no Brasil nos anos 1970, os dados apontam para uma intensificação na precarização do trabalho, caracterizada pela terceirização e flexibilização dos direitos trabalhistas.


B

desde os anos 1990, todos os governos eleitos, de alguma forma, intensificaram o receituário neoliberal no Brasil, com medidas flexibilizadoras do trabalho. Apenas as legislações referentes ao trabalho escravo não sofreram tentativas de alterações.


C

embora a ofensiva neoliberal iniciada no Brasil nos anos 1990 tenha inaugurado uma onda de terceirizações, retirada de direitos e precarização no mundo do trabalho, a eleição de governos alinhados a movimentos sociais reverteu esta tendência.


D

em todas as dimensões e modalidades de precarização do trabalho no Brasil, a terceirização está presente como fenômeno central. Assim, tendemos a uma sociedade da terceirização total.


E

percebemos, no Brasil, um crescimento do setor secundário e terciário nos últimos anos, enquanto o setor primário vem diminuindo sua participação no PIB. Isto acontece uma vez que o Brasil faz parte dos BRIC’s e apresenta considerável desenvolvimento econômico e capacidade produtiva, já tendo feito parte, inclusive, das 10 maiores economias mundiais.

No Brasil, a valorização do trabalho e do trabalhador, conforme preceitos traçados pelo OIT, fora inserida na Constituição de 1934, a primeira a Constituição Brasileira a incorporar os direitos sociais e a ordem econômica em nosso país. Em 1º de maio de 1943, foi promulgada a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Deve-se ressaltar que a CLT não teve apenas efeito sobre as relações de trabalho, mas também no âmago do trabalhador, fazendo com que ele passasse a se valorizar e, com isso, exigir ser valorizado, como descreve Márcio Túlio Viana: “desse modo, ao lado da CLT, a imagem do nosso trabalhador foi mudando – até para ele mesmo. Antes, o trabalho já valorizava os produtos que ele fazia, agora, ele próprio ganhava um valor que antes parecia não ter. Já não era preguiçoso ou ignorante. Era de raça boa, exemplo para o mundo. E tinha agora uma identidade – a identidade que os anarquistas queriam lhe dar e que a própria CLT lhe oferecia, mesmo de maneira um tanto diferente”.


(VIANA, 2013.)


A ideia do trabalho como forma de realização do homem em sociedade infelizmente atinge uma parcela pequena de trabalhadores, de modo que no mundo do trabalho atual convivem, sob a mesma legislação, trabalhadores com características muito distintas. Além disso, na atualidade brasileira, especificamente:


A

Verifica-se assim que a sociedade e o mundo do trabalho contemporâneo são voláteis, às vezes se modificam conforme as necessidades corporativas ou individuais.


B

A doutrina dominante em relação ao trabalho tem exposto que a natureza da relação de emprego só pode ser contratual independentemente da vontade das partes.


C

Mesmo após a abolição da CLT continuam as relações de precarização do trabalho e do trabalhador, bem como a ausência de políticas públicas que visem a criação de empregos.


D

O que dificulta garantir o caráter real do direito do trabalho, sem fazer com que ele perca sua essência, é identificar os trabalhadores que necessitam realmente de sua proteção.


E

As relações de trabalho, sejam elas de emprego ou não (uma relação de emprego sempre é relação de trabalho; mas nem toda relação de trabalho é relação de emprego), são geridas unicamente pela CLT.

A expressão “classe-que-vive-do-trabalho”, que utilizamos nesta pesquisa, tem como primeiro objetivo conferir validade contemporânea ao conceito marxiano de classe trabalhadora. Quando tantas formulações vêm afirmando a perda da validade analítica da noção de classe, nossa designação pretende enfatizar o sentido atual da classe trabalhadora, sua forma de ser. Portanto, ao contrário dos autores que defendem o fim das classes sociais, o fim da classe trabalhadora, ou até mesmo o fim do trabalho, a expressão classe-que-vive-do-trabalho pretende dar contemporaneidade e amplitude ao ser social que trabalha, à classe trabalhadora hoje, apreender sua efetividade, sua processualidade e concretude.


Qual é o objetivo da expressão “classe-que-vive-do-trabalho” mencionada no trecho?


A

Destacar a perda da validade analítica da noção de classe em várias formulações.


B

Manter as características tradicionais do conceito de classe trabalhadora marxista.


C

Enfatizar a importância das classes sociais na sociedade contemporânea.


D

Dar relevância e amplitude à classe trabalhadora no contexto atual, reconhecendo sua existência e características específicas.


E

Rejeitar a validade contemporânea do conceito marxiano de classe trabalhadora.

Sobre os paradigmas taylorista e fordista de organização do trabalho (CATTANI; HOLZMANN, 2011), analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.


I. Uma das técnicas preconizadas no taylorismo é o estudo de tempos e movimentos, a fim de se definir a melhor maneira de executar uma tarefa.

II. No fordismo, a produção é desencadeada pela demanda do mercado, por meio do sistema justin-time.

III. No início do século XX, a empresa Ford organizou um Departamento de Sociologia visando avaliar o comportamento dos trabalhadores fora do local de trabalho.

IV. O fordismo representou a consagração da produção e do consumo em massa.


A

Todas estão corretas.


B

Todas estão incorretas.


C

Apenas I e IV estão corretas.


D

Apenas II e III estão corretas.


E

Apenas I, III e IV estão corretas.

No final do século XIX, os trabalhadores de algumas categorias profissionais inglesas (como alfaiates, pedreiros, impressores, mineiros e da indústria têxtil), organizam- -se em sindicatos cuja atuação passa a ser oficialmente reconhecida.


Considerando a organização sindical inglesa na segunda metade do século XIX, é correto afirmar que os sindicatos


A

viabilizaram a conquista de direitos previdenciários.


B

conseguiram regulamentar férias anuais remuneradas.


C

propiciaram a emergência de uma “baixa classe média”.


D

permitiram estabelecer descansos não religiosos.


E

ampararam a grande maioria dos trabalhadores.

Acerca de sociedade, trabalho, emprego e de relações sociais e transformações do trabalho, assinale a opção correta.


A

Nas últimas décadas, as mudanças no mundo do trabalho contribuíram significativamente para o fortalecimento da identidade dos trabalhadores.


B

Determinadas transformações recentes no trabalho, como a flexibilização e a instabilidade, têm efeitos negativos sobre o caráter dos trabalhadores, gerando insegurança e corroendo compromissos de longo prazo.


C

Com contínuas mudanças no mundo contemporâneo, em especial no âmbito do trabalho, os trabalhadores estão satisfeitos e seguros em suas posições.


D

O mundo do trabalho moderno apresenta mudanças pouco significativas em relação às que predominaram no início do século XX no que respeita às condições e à natureza do trabalho.


E

As mudanças no mundo do trabalho têm impacto reduzido sobre os trabalhadores e suas vidas, sendo os efeitos dessas transformações irrelevantes para a análise sociológica.

Essa forma de organização do trabalho afeta milhões de trabalhadores nas sociedades contemporâneas, onde a produção econômica transformou-se no objetivo imposto às pessoas, em vez de a pessoa humana ser o objetivo da produção. Esse processo acentuouse no século XIX, quando o trabalho na maioria das indústrias tornou-se cada vez mais rotineiro, automatizado e especializado, subdividindo-se em múltiplas operações. Os empresários industriais visavam, com isso, economizar tempo e aumentar a produtividade.

(adaptado de COTRIM, 2006).

No que se refere ao mundo do trabalho, assinale a alternativa que apresenta o conceito ao qual o excerto faz referência.


A

Trabalho alienado


B

Trabalho escravo


C

Trabalho terceirizado


D

Trabalho flexível

Leia o texto a seguir: “Uma cooperativa é uma associação _______ de pessoas unidas voluntariamente para suprir suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais em comum por meio de uma empresa de propriedade conjunta e _______ controlada. [...] As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua, autorresponsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Na tradição de seus fundadores, os cooperativistas acreditam nos valores _______ da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com os outros” (ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL, 1995).


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima:


A

heterônoma – democraticamente – estéticos


B

autônoma – democraticamente – éticos


C

inclusiva – autocraticamente – estéticos


D

autônoma – autocraticamente – éticos


E

heterônoma – autocraticamente – universais

“O controle sobre o processo de trabalho e o trabalhador sempre foi crucial para a capacidade do capital de sustentar a lucratividade e a acumulação de capital. Durante toda a sua história, o capital incentivou, inovou e adotou formas tecnológicas cujo principal objetivo é melhorar seu controle sobre o trabalho, tanto no processo de trabalho quanto no mercado de trabalho. Essa tentativa de controle envolve não só a eficiência física, mas também a autodisciplina dos trabalhadores empregados, a qualidade da mão de obra disponível no mercado, os hábitos culturais e a mentalidade dos trabalhadores em relação às tarefas que se espera que realizem e os salários que esperam receber”.


HARVEY, David. 17 contradições e o fi m do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 102.


Podemos afirmar CORRETAMENTE, em relação ao controle sobre o trabalho e o trabalhador:


A

os rigorosos e intensos controles sobre o trabalhador ocorrem de forma padronizada seguindo um padrão do capitalismo e seus gestores.


B

o controle sobre o trabalho e o trabalhador decorre das concepções variadas de gestão segundo os critérios de cada empresa e seus gestores, mas sem se distanciar de certos padrões gerais do capitalismo, principalmente nas grandes empresas.


C

os princípios e tendências amplas de organização social do trabalho, onde o controle é parte estrutural desses mecanismos, têm sido flexibilizados sob a ótica da tecnologia, o que amplia a qualidade da mão de obra, os direitos dos trabalhadores.


D

o controle sobre o trabalho e o trabalhador tem se tornado secundário no mundo do trabalho em que a tecnologia é fundamental.


E

a lucratividade do capital, que historicamente foi ligada ao controle sobre o trabalho, perde sua importância na medida em que o trabalho flexível avança.

A construção de plataformas digitais como marketplaces surge como transposição da ideia de mercado ou feira para a internet. No âmbito das relações de trabalho, o seu enquadramento legal é ambíguo quando ultrapassa o aspecto da venda de produtos e é aplicada também na oferta de prestação de serviços. Entre as plataformas digitais, há aquelas que apenas realizam a intermediação entre diferentes usuários, sem se imiscuir diretamente nas transações. Outras, contudo, interferem sobre a forma e a qualidade do serviço prestado, além de imporem preço e remuneração. É o que ocorre com muitos aplicativos de entrega de comida, mercadorias e transporte de pessoas. Em que pesem esses impasses, tem sido crescente o contingente da força de trabalho que adere a esse modelo (CARELLI et al., 2020). O fenômeno social específico a que se refere o parágrafo acima tem sido nomeado pela literatura sociológica recente como:


A

Ergonomia.


B

Fordismo.


C

Know-how.


D

Taylorismo.


E

Uberização.

   
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