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Deslange Paiva. Prédio Penthouse visto da favela de Paraisópolis, na Zona Sul de SP. Internet: <www.g1.globo.com>.
A partir da fotografia apresentada, assinale a opção correta acerca da formação histórica da sociedade de classes e dos processos de modernização no Brasil.
A fotografia evidencia a persistência de desigualdades estruturais na sociedade brasileira, nas quais a modernização e o crescimento econômico coexistem com a concentração histórica de renda e poder.
A fotografia retrata uma etapa transitória do desenvolvimento urbano brasileiro, tendente à redução progressiva das desigualdades espaciais.
A proximidade entre riqueza e pobreza na fotografia expressa integração funcional entre classes sociais em uma ordem competitiva consolidada.
A desigualdade representada na fotografia decorre principalmente de falhas de planejamento urbano das metrópoles, pouco se relacionando à formação histórica da sociedade brasileira.
O contraste entre favela e edifício de luxo resulta principalmente de diferenças individuais de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.
A construção da Sociologia como ciência implicou diferentes estratégias metodológicas para compreender a realidade social. Entre os clássicos, destacam-se abordagens objetivistas e compreensivas, voltadas à identificação de estruturas e sentidos. Com base nessas premissas, marque a alternativa correta.
A centralidade do conflito de classes em Marx expressa uma forma de ação social racional voltada à manutenção da ordem, revelando a ênfase do autor na normatização dos comportamentos.
A teoria marxista da ideologia baseia-se na noção de neutralidade axiológica, condição que também orienta a análise interpretativa de Weber sobre os fenômenos religiosos.
Durkheim compreende a anomia como uma disfunção institucional, típica de contextos onde as regras sociais perdem sua eficácia, comprometendo a coesão do tecido social moderno.
Weber afirma que a estratificação social se define exclusivamente por critérios econômicos, razão pela qual sua análise do capitalismo se alinha ao materialismo histórico marxista.
A racionalidade instrumental descrita por Weber está ancorada no consenso moral coletivo, o que a aproxima da solidariedade orgânica analisada por Durkheim nas sociedades tradicionais.
O surgimento da Sociologia como ciência está intrinsecamente ligado a um contexto histórico marcado por intensas transformações estruturais e ideológicas na Europa, entre os séculos XVIII e XIX. Considerando os elementos que impulsionaram a emergência da Sociologia e a configuração de seus objetos de estudo iniciais, assinale a alternativa correta.
A constituição da Sociologia como ciência no século XIX deve-se à consolidação das teorias marxistas e ao avanço do materialismo histórico, que deslocaram o foco dos estudos sociais para a análise do Estado e das superestruturas ideológicas.
As concepções sociológicas iniciais, ao priorizarem a análise das ações individuais desvinculadas das estruturas sociais, aproximaram-se das premissas do idealismo hegeliano, inaugurando uma perspectiva subjetivista dominante na teoria social clássica.
O desenvolvimento da Sociologia decorre da crítica ao cientificismo moderno e à lógica positivista, tendo como marco inicial a filosofia política iluminista e os estudos humanistas baseados na subjetividade e na metafísica.
A ruptura com as doutrinas teológicas medievais e a valorização da observação empírica permitiram que a Sociologia se constituísse como ciência normativa, voltada à prescrição de comportamentos sociais ideais e moralmente aceitáveis em contextos pós-revolucionários.
O nascimento da Sociologia está vinculado às transformações econômicas e políticas provocadas pelas revoluções burguesas, sendo inicialmente marcada por um esforço de compreensão objetiva da ordem social mediante os métodos das ciências naturais.
Como apontam Florestan Fernandes e Guerreiro Ramos, os “nossos clássicos” da sociologia, Marx, Durkheim e Weber, têm sido interpretados, visitados e revisitados, quase sempre com pontos que mais os distanciam do que os aproximam. A respeito dos conflitos teóricos e das aproximações em relação a esses três autores, identifique o item correto.
A oposição maior do pensamento weberiano é Marx, e não Durkheim, na medida em que o segundo via na interpretação dos fenômenos sociais sob o ângulo de sua condicionalidade histórica uma perspectiva particularmente fecunda, ao fim das contas, muito próxima de suas próprias preocupações.
Weber se aproxima de Marx, quando via na interpretação dos fenômenos históricos sob o ângulo de sua condicionalidade econômica uma perspectiva particularmente fecunda, ao fim das contas, muito próxima de suas próprias preocupações.
A aproximação maior do pensamento weberiano é Durkheim, e não Marx, na medida em que o terceiro via na interpretação dos fenômenos sociais sob o ângulo de sua condicionalidade histórica uma perspectiva particularmente fecunda, ao fim das contas, muito próxima de suas próprias preocupações.
A teoria de Marx se move no terreno da distribuição e da apropriação dos recursos escassos, ao passo que o pensamento de Weber se move no âmbito do trabalho e da produção.
Weber se aproxima de Durkheim, quando via na interpretação dos fenômenos sociais sob o ângulo de sua condicionalidade histórica uma perspectiva particularmente fecunda, ao fim das contas, muito próxima de suas próprias preocupações.
Quais autores da sociologia clássica trabalham com o princípio da interação na formulação de seus conceitos?
Marx e Weber.
Marx e Durkheim.
Durkheim e Weber.
Weber e Engels.
Durkheim e Engels.


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Em qual das alternativas a seguir, o modo de produção é visto como a base do regime social, determinando não apenas o seus caráter, mas a própria organização da sociedade?
marxismo
funcionalismo
positivismo
sociologia compreensiva
teoria crítica da sociedade
Sobre as análises sociológicas clássicas acerca do mundo contemporâneo, marque a alternativa correta.
Partilham com as ciências naturais o modelo de distinção entre natureza e ser humano.
As teorias sociológicas clássicas não foram criticadas por autores contemporâneos.
Max Weber e Émile Durkheim não constam entre os autores clássicos da sociologia.
A sociologia clássica não investiga as condições materiais nas quais os sujeitos estão imersos.
Considerando as ideias contidas na obra Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber (2002), assinale a alternativa CORRETA sobre o pensamento de Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon:
Saint-Simon acreditava no industrialismo como domínio da natureza, sendo a história humana a do trabalho material e espiritual ou do esforço coletivo - que engloba os avanços da ciência. A característica fundamental da sociedade moderna era, para ele como o fora para os iluministas, o progresso.
Precursor imediato da Sociologia, Saint-Simon considerava que o caos e a ausência de moralidade e solidariedade nas sociedades pré-revolucionárias eram consequência da desorganização social e da falta de novas instituições que substituíssem eficazmente as antigas estruturas, como a Igreja e as corporações de ofícios, que anteriormente garantiam estabilidade e coesão social.
Uma das grandes preocupações de Saint-Simon era a crise de sua época, que ele atribuía à desorganização social, moral e intelectual. Ele acreditava que a solução estaria na criação de uma nova ciência social capaz de reorganizar a sociedade e promover a ordem e o progresso, eliminando a desordem intelectual e moral que prevalecia.
Saint-Simon difundiu o chamado darwinismo social - a teoria do evolucionismo biológico aplicada à compreensão dos fenômenos e, particularmente, das desigualdades sociais, por meio de conceitos como: evolução, seleção natural, luta, sobrevivência.
Ele acreditava ser necessário descobrir novas fontes de solidariedade e de consenso entre os membros da sociedade para fortalecer sua coesão. Saint-Simon foi um liberal democrata disposto a levar à frente os ideais revolucionários de 1789.
De acordo com Daflon e Sorj, “Qualquer pessoa familiarizada com os manuais e os cursos acadêmicos de sociologia clássica é capaz de recitar de cor os pensadores canônicos. Os mesmos autores são apontados como os pais fundadores das ciências sociais quase sem variações. Apesar das inúmeras diferenças que os separam, os autores que compõem esse cânone possuem uma característica comum: todos são homens. Em defesa dessa escolha, costuma-se dizer que a subordinação e a opressão das mulheres ao longo do período crítico para o desenvolvimento das ciências sociais foram tão profundas que isso impediu que elas se apoderassem dos meios necessários para produzir e difundir pensamento. [...] a despeito de imensas dificuldades, houve efetivamente uma produção intelectual significativa e impactante feita por mulheres no século XIX. Muitas delas se esgueiraram pela margem de sociedades patriarcais para escrever e se fazer ler; foram ‘marginais’ ou mesmo ‘malditas’ em seu tempo. Outras foram intelectuais influentes, amplamente lidas, difundidas e atuantes dentro dos mesmos círculos frequentados pelos autores tradicionais” (DAFLON, V. T.; SORJ, B. Clássicas do pensamento social: mulheres e feminismos no século XIX. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2021).
Em relação à perspectiva apresentada no trecho acima, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As autoras buscam recuperar elos e genealogias do pensamento de mulheres invisibilizadas no campo da Sociologia.
( ) O argumento principal é de que acadêmicos de Sociologia não saberiam recitar de cor os pensadores canônicos, caso se tratassem de mulheres.
( ) O texto sugere que as intelectuais do período foram marginalizadas por não abordarem temas de interesse social à época.
( ) Questiona-se que a ausência de mulheres no cânone sociológico se explique exclusivamente pela subordinação feminina socialmente mais profunda no período de surgimento da disciplina.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F – V.
V – V – F – F.
V – F – V – V.
F – V – F – F.
F – F – V – V.
A Teoria do Fato Social, criada pelo Sociólogo Émile Durkheim pode ser definida como um conceito sociológico relativo ao modo de agir da pessoa pertencente a determinado grupo e do próprio ser humano, membro da sociedade. Sob esta ótica, o autor promoveu estudos relativos ao suicídio enquanto fato social. De acordo com a Teoria do Fato Social, analise o caso abaixo. Os soldados Jesecleverson e Lâseja, ambos da Polícia Militar do Estado do Ceará, chegando a uma ocorrência de um aparente suicídio no bairro Messejana, da capital Cearense, tomaram conhecimento por familiares de que o fato se deu por crise econômica e social. No caso apresentado, os militares estão diante da espécie de:
Suicídio Anômico.
Suicídio Altruísta.
Suicídio Egoísta.
Suicídio Passional.
Suicídio Fútil.


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Weber e Durkheim, assim como Marx ajudaram a construir a sociologia, com seu objeto próprio e métodos, e elestêm em comum o fato de se ocuparem do mesmo tipo de sociedade: a capitalista. Os pontos em comum cessam aqui: cada um deu um direcionamento específico aos seus estudos. Relacione adequadamente os princípios às suas respectivas características.
1. Émile Durkheim.
2. Max Weber.
( ) Procura respostas para a questão: quais são as formas de organização que se impõem aos homens?
( ) Procura respostas para a questão: quais são as orientações que os homens articulam às suas ações e vão formando uma rede que os mantém em relação?
( ) Nunca se preocuparia com a anomia. Seu foco era o que chamou de “desencantamento do mundo”, que seria uma forma específica de racionalismo característico da sociedade moderna ocidental.
( ) Formula modelos de explicação com base no funcionamento da sociedade como um organismo vivo, procurando mostrar como os órgãos que o constituem se relacionam.
A sequência está correta em
1, 2, 2, 1.
2, 2, 2, 1.
1, 1, 2, 2.
1, 2, 1, 2.
2, 2, 2, 1.
Considerando as perspectivas teórico-metodológicas dos autores, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os trechos de obras clássicas da sociologia com seus respectivos autores.
Coluna 1
1. Émile Durkheim.
2. Max Weber.
3. Karl Marx.
Coluna 2
( ) “De fato: essa ideia singular, hoje tão comum e corrente e na verdade tão pouco autoevidente, da profissão como dever [...] — é essa ideia que é característica da “ética social” da cultura capitalista e em certo sentido tem para ela uma significação constitutiva”.
( ) “É fato social toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter”.
( ) “Pode-se distinguir os homens dos animais pela consciência, pela religião ou pelo que se queira. Mas eles mesmos começam a se distinguir dos animais tão logo começam a produzir seus meios de vida [...] O que eles são coincide, pois, com sua produção, tanto com o que produzem como também como o modo como produzem”.
( ) “[...] a educação tem justamente por objeto formar o ser social; pode-se então perceber, como que num resumo, de que maneira este ser se constitui através da história. A pressão de todos os instantes que sofre a criança é a própria pressão do meio social tendendo a moldá-la à sua imagem, pressão de que tanto os pais quanto os mestres não são senão representantes e intermediários”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 2 – 3 – 3.
2 – 1 – 3 – 1.
2 – 3 – 1 – 2.
3 – 1 – 2 – 2.
3 – 1 – 3 – 2.
"É uma ilusão acreditar que podemos educar nossos filhos como queremos. Há costumes com relação aos quais somos obrigados a nos conformar. Se os desrespeitarmos, muito gravemente, eles se vingarão em nossos filhos. Estes, uma vez adultos, não estarão em estado de viver no meio de seus contemporâneos, com os quais não encontrarão harmonia. (...) Há, pois, a cada momento, um tipo regulador de educação, do qual não podemos separar sem vivas resistências, e em que restringem as veleidades dos dissidentes" (Educação e sociologia. 3. ed. Tradução de Lourenço Filho. São Paulo: Melhoramentos, 1952. p. 30).
O fragmento do texto acima reflete as concepções sociológicas de educação do seguinte pensador:
Karl Marx
Émile Durkheim
Pierre Boudieu
Max Weber
Antonio Gramsci
A categoria trabalho foi pensada por diversos autores
(I) como valor;
(II) como racionalidade capitalista; ou
(III) como elemento de interação do indivíduo na sociedade em suas dimensões tanto corporativa como de integração social.
Adaptado de BNCC Ensino Médio, p 556, in: http://basenacionalcomum.mec.gov.br
O trecho se refere, de I a III, às concepções de trabalho de
Adam Smith – David Ricardo – Vilfredo Pareto.
Karl Marx - Max Weber - Émile Durkheim.
David Ricardo – Jeremy Bentham – Karl Marx.
Thomas Malthus – John Rawls – Max Weber.
Max Weber – John Stuart Mill – David Ricardo.
Existem diversas correntes sociológicas que versam sobre o tema educação, cada uma com um enfoque, com um olhar. Uma dessas correntes considera ser possível, na sociedade capitalista, o rompimento ou superação da lógica de alienação desse sistema conduzindo o trabalhador a um processo emancipatório através da educação, caso esta contemplasse uma educação completa (mental, física e uma educação tecnológica). Qual pensador acreditava/defendia essa concepção?
Émile Durkheim
Karl Marx
Pierre Bourdieu
Max Weber
Antonio Gramsci


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Émile Durkheim e Max Weber criaram marcos teóricos referenciais para a Sociologia, com os quais cientistas sociais dialogam até hoje, cada um defendendo teses distintas, às vezes antagônicas, sobre a identidade epistemológica da Sociologia, seus objetos e métodos de investigação.
Considerando as concepções sociológicas de Durkheim e Weber, é correto afirmar que, para
Weber, a produção do conhecimento sociológico é marcada pela subjetividade do pesquisador.
Durkheim, a Sociologia manteria com as ciências exatas uma relação de dependência metodológica.
Weber, a dominação racional é mais eficaz para a governança do que a dominação carismática.
Durkheim, a noção de “território” desempenha um papel central para a compreensão da sociedade.
Weber, estudos sobre a origem do capitalismo devem considerar aspectos essencialmente econômicos.
Leia os seguintes trechos:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:
Em Emile Durkheim, a sociedade é um fenômeno sui generis, não redutível às leis da natureza, pois seus processos essenciais de coerção, generalidade e exterioridade em relação ao indivíduo decorrem de normas propriamente humanas e coletivas, possuindo uma natureza própria.
Em Karl Marx, os tipos específicos de sociedade existentes na história humana resultam do nível de desenvolvimento das forças produtivas em face das relações sociais de produção. A luta de classes, para este pensador, é o motor da História. Nesse sentido, o indivíduo é um sujeito da práxis social.
Em Karl Marx, a sociedade é um fenômeno supraindividual, que resulta do intercâmbio histórico entre o homem e a natureza através do trabalho, que ao mesmo tempo cria e transforma as relações sociais entre os seres humanos.
Em Karl Marx e Emile Durkheim, a sociedade é um fenômeno formado pela expectativa recíproca dos sentidos que as ações individuais têm. Isto é o que determina inclusive o método adotado por ambos os autores, a utilização dos Tipos Puros ou Ideais.
Para Max Weber, sociólogo alemão, a sociedade é resultado das múltiplas ações sociais praticadas por indivíduos e grupos que, quando reciprocamente orientadas, se manifestam como relações sociais. Por essa razão a complexidade da sociedade é extremamente difícil de ser entendida. Nesse sentido, cabe ao sociólogo buscar compreender o sentido das ações e relações sociais.
Em relação aos métodos de análise da realidade social é possível afirmar que, os assim considerados principais pensadores fundadores da Sociologia, Marx, Durkheim e Weber, possuíam entre si semelhanças e diferenças metodológicas evidentes. Enquanto Marx utilizava um método dedutivo, Durkheim e Weber utilizavam um método empirista.
Assinale a alternativa que melhor nomeie o método utilizado por Marx, Durkheim e Weber respectivamente:
Método Simples em Durkheim e Weber e Método Complexo em Marx
Método Direto em Marx e Weber e Método Indireto em Durkheim
Dialética Materialista em Marx; Método Comparativo em Durkheim e Método Compreensivo em Weber
Dialética Hegeliana em Marx; Empirismo Apriorístico em Weber e Sofismo em Durkheim
Método Comportamental em Marx e Durkheim e Pesquisa Cognitiva em Weber
Considerando as abordagens teóricas envolvidas, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando definições sintéticas do conceito de “classe social” com seus respectivos autores.
Coluna 1
1. Karl Marx.
2. Max Weber.
3. Pierre Bourdieu.
Coluna 2
( ) As classes são definidas pela posição nas relações produtivas, em uma dinâmica macrossocial conflitiva polarizada entre detentores dos meios de produção e vendedores da força de trabalho.
( ) As lutas de classe são conflitos materiais e simbólicos pela acumulação de diferentes tipos de capital.
( ) A classe social não forma uma comunidade, compreendendo uma pluralidade de indivíduos com oportunidades de vida semelhantes e bases possíveis para as ações sociais.
( ) Classes sociais apresentam não somente condições econômicas semelhantes, mas prováveis homologias com práticas culturais, valores e estilos de vida.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 1 – 3 – 2.
1 – 3 – 2 – 3.
2 – 3 – 1 – 2.
3 – 1 – 2 – 3.
3 – 2 – 3 – 1.
Três teóricos são os expoentes da Sociologia: Émile Durkheim (1858-1917), Max Weber (1864-1920) e Karl Marx (1818-1883).
Sobre a teoria sociológica de cada um deles, assinale a alternativa correta.
A ideia de que o indivíduo é o elemento fundante na explicação da realidade social atravessa a produção epistemológica e metodológica de Max Weber, operando uma verdadeira revolução nas ciências sociais. O autor inaugurou na sociologia um novo caminho de interpretação da realidade social: a teoria sociológica compreensiva.
O coletivismo metodológico está fortemente presente na afirmação de Karl Marx feita em O manifesto do Partido Comunista, de que “a história das sociedades é a história da luta de classes”, ou mesmo na sua valorização do trabalho e da práxis social como elementos estruturantes da vida social.
A partir de 1895, a religião passou a ser encarada por Max Weber como um elemento central da vida social. Tratava-se, para ele, de uma verdadeira “revolução”, na medida em que ele enxergava nos fatos religiosos os elementos que originam as diversas manifestações da vida social.
O processo de racionalização é caracterizado especialmente pela eliminação da magia como meio de salvação, ou seja, pelo desencantamento do mundo, uma das mais famosas fórmulas do vocabulário durkeimiano e que pode ser considerada uma síntese de sua visão do mundo moderno, em suas duas dimensões: a religiosa e a científica.


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