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O processo de reestruturação produtiva que vem ocorrendo com as empresas, diminuindo o número de empregos, provoca por outro lado uma modificação dos postos de trabalho dentro das empresas. Em relação à reestruturação produtiva, analise as afirmativas a seguir.
I. Muitas organizações estão cortando empregos. E aqueles que permanecem se transformam, mudando a forma de trabalhar dos empregados. A tradicional divisão do trabalho (técnica) em atividades específicas está perdendo terreno para o trabalho com base em equipes e projetos.
II. A rapidez em que ocorrem as modificações tecnológicas nesse fim de século torna o trabalhador flexível descartável para uma gama de atividades; as exigências são cada vez mais especializadas e demandam conhecimentos específicos.
III. O trabalho é parcelado e, enquanto a divisão social do trabalho subdivide a sociedade, a divisão parcelada do trabalho subdivide o homem, afinal, a abordagem parcelada evita sempre a compreensão do todo em que o sujeito está inserido.
IV. A nova organização que vai surgindo é dinâmica, facilmente adaptável às novas situações e, ainda, pressupõe que o indivíduo seja do nível operacional, seja do quadro dirigente, assuma um papel decisivo, intervindo no processo.
Está correto o que se afirma apenas em
I e IV.
II e IV.
I, II e III.
I, II e IV.
A partir da década de 1970 nos países capitalistas centrais e, desde a década de 1990 no Brasil, o setor de serviços passou a desempenhar um papel cada vez mais central na produção econômica. No Brasil, considerando-se o total de valor gerado em conjunto com a indústria e a agropecuária, o setor de serviços saltou do patamar de 24%, em 1950, para 57%, em 1996, e 73%, em 2018.
(Adaptado de: IBGE, Produto Interno Bruto dos Municípios - 2018; Jean Gadrey, “Emprego, produtividade e avaliação do desempenho dos serviços”. In: SALERNO, Mário Sérgio (Org.), Relação de Serviço: produção e avaliação. Editora Senac, 1996, pp. 23-65)
Dentre as mudanças ocorridas no mundo do trabalho, no Brasil contemporâneo, é correto afirmar:
o aumento do proletariado rural, em meio à reprimarização da economia brasileira ocorrida nos últimos anos como consequência do alto valor alcançado pelas commodities no mercado mundial.
a diminuição da participação das mulheres no setor de serviços, em decorrência do preconceito de gênero e do assédio sexual a que estão expostas.
a diminuição das exigências de qualificação para o trabalho, dado o crescimento do setor de serviços, no qual a especialização é pouco relevante.
o aumento do trabalho informal e do trabalho precarizado, em virtude da disseminação dos contratos temporários e de tempo parcial.
o aumento do desemprego nos últimos cinco anos em virtude dos limites rígidos à contratação impostos pela reforma trabalhista de 2017.
O termo “trabalho” significa realizar uma obra que expresse resultados, que traga reconhecimento social e permaneça além da vida, como também é sinônimo de esforço rotineiro e repetitivo. Karl Marx (1985) afirma que o trabalho, ao constituir a substância dos valores, é trabalho humano, igual dispêndio da mesma força do homem. O sistema capitalista nada mais é do que a força de trabalho que se transforma em mercadoria e fica no mercado, como objeto de troca. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. A divisão do trabalho é fator primordial para o sistema capitalista e, como o trabalhador não tem condições de exercer as muitas profissões necessárias e capazes de satisfazer e garantir sua sobrevivência e todas as suas necessidades, ele é forçado a vender sua força de trabalho, ficando dependente de quem tem capital para comprá-la.
II. O crescimento acelerado da indústria de bens de consumo, para os capitalistas, é curto, porque a base salarial não é igual, apenas algumas classes têm condições de consumi-los.
III. A liderança é percebida como prestígio, manutenção de posto, característica de um indivíduo.
IV. O desenvolvimento do sistema capitalista deu-se com a revolução industrial, quando a tecnologia aperfeiçoou os meios de produção. Este sistema acarreta cada vez mais o empobrecimento do proletariado; enquanto a classe privilegiada enriquece.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
A ênfase na flexibilidade está mudando o próprio significado do trabalho, e também as palavras que empregamos para ele. “Carreira”, por exemplo, significava originalmente, na língua inglesa, uma estrada para carruagens, e, como acabou sendo aplicada ao trabalho, um canal para as atividades econômicas de alguém durante a vida inteira. O capitalismo flexível bloqueou a estrada reta da carreira, desviando de repente os empregados de um tipo de trabalho para outro. A palavra job [serviço, emprego], em inglês do século XIV, queria dizer um bloco ou parte de alguma coisa que se podia transportar numa carroça de um lado para o outro. A flexibilidade hoje traz de volta esse sentido arcano de job, na medida em que as pessoas fazem blocos, partes de trabalho, no curso de uma vida.
(Richard Sennett. A corrosão do caráter:
consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo, 2015. Adaptado.)
A flexibilidade e as transformações no trabalho citadas pelo sociólogo Richard Sennett geram
consolidação dos direitos trabalhistas.
instabilidade ao empregador.
redução de vagas temporárias.
vulnerabilidade do emprego.
queda das taxas de desemprego.
“No campo político, os sindicatos e trabalhadores pressionam os dirigentes a editar normas e leis de caráter protetivo e proibitivo, restringindo a implementação de “novas tecnologias”, como no caso do sistema self-service nos postos de gasolina, ou apenas proibindo a dispensa de empregados [...] Além dessas formas jurídicas de proteção, os estudiosos sobre o tema sinalizam com a possibilidade de “outros caminhos” para essa proteção, sugerindo políticas públicas e, pela via judicial, com a utilização do mandado de injunção. Ainda que nosso objetivo seja o estudo da proteção jurídica do emprego pela via negocial, não se pode deixar de traçar algumas considerações sobre esses outros mecanismos de proteção".
CAVALCANTE, Jouberto Quadros Pessoa; JORGE NETO, Francisco Ferreira. Direito do Trabalho. São Paulo: Atlas, 2018. p. 66- 67.
Sobre a atuação dos trabalhadores no mundo contemporâneo quanto a novas legislações trabalhistas, assinale a alternativa que identifica as áreas que demandam uma melhor gestão das relações de trabalho.
Legislação contra a discriminação, a normatização do tempo de trabalho (que protege a saúde física e mental dos trabalhadores contra os riscos de fadiga e burnout) e as regras que protegem a privacidade no local de trabalho contra formas abusivas de vigilância.
Legislação de proteção no mercado de trabalho e a desregulação do tempo de trabalho (que protege a saúde física e mental dos trabalhadores contra os riscos de fadiga e burnout).
Os direitos que atribuem poder de negociação superior aos empregadores (que estão também consagrados nas normas legais) e regras que protegem a privacidade no local de trabalho contra formas abusivas de vigilância.
Defesa da dignidade humana no trabalho, legislação de proteção no mercado de trabalho formal e desregulação do mercado de trabalho informal.
Autonomia dos trabalhadores nas negociações trabalhistas, legislação contra a discriminação e defesa do negociado sobre o legislado.
Guimarães, Barone e Brito (2015, p. 396) afirmam que os anos entre 1960 e 2010 marcaram a consolidação da mercantilização do trabalho no Brasil. De acordo com o texto, isso significa que:
aumentou a propensão dos indivíduos a procurar sua sobrevivência no mercado.
aumentou o número de empresas de terceirização cujos lucros advém da subcontratação do trabalho.
a quantidade de produtos e serviços disponíveis no mercado se ampliou muito nesses 50 anos.
houve uma estabilização, ao final do período, do número de contratos de trabalho firmados no país.
houve uma estabilização do número de trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho.
“A criação, por meio do desemprego tecnologicamente induzido, de um exército industrial de reserva põe em foco as adaptações tecnológicas capazes de poupar mão de obra. Inovações que melhoram a eficiência e a coordenação, ou aceleram os tempos de rotação na produção e na circulação, produzem quantidades maiores de mais-valor para o capital”.
HARVEY, David. A loucura da razão econômica: Marx e o capital no século XXI. São Paulo: Boitempo, 2018. p. 114.
Tendo como referência o texto acima e considerando a perspectiva marxista, marque a alternativa CORRETA.
Podemos inferir que, na concepção marxista, na medida em que se produzem quantidades maiores de mais-valor, os rendimentos dos trabalhadores crescem.
A criação de um exército industrial de reserva, na medida em que a tecnologia avança, tem permitido ao capital criar mais empregos e menos trabalho, poupando mão de obra.
A tecnologia que gera desemprego é algo novo na produção capitalista, aparecendo no desenvolvimento capitalista do pós-guerra.
Na medida em que a tecnologia avança, a produção aumenta, não obstante, considerando que quem produz riqueza é o trabalho, este tem seu valor reduzido.
O valor do trabalho é fundamental no capitalismo, por isso valor do trabalho e preço pago em forma de salário se tornam equivalentes.
No que se refere aos modos de organização do trabalho, assinale a alternativa correta.
O sistema taylorista caracteriza-se pela administração rigorosa do tempo usado na produção e pela especialização das funções ou tarefas dos trabalhadores.
A principal característica do fordismo é a especialização da mão de obra.
A produção taylorista proporcionou maior controle do trabalhador quanto à sua força produtiva, possibilitando-lhe maiores condições de exigências em acordos trabalhistas.
A implementação do fordismo reduziu a apropriação, por parte da burguesia, da riqueza produzida pelo trabalhador, o que Marx denominou de mais-valor.
O toyotismo possibilitou a ampliação de estoques da produção industrial, garantindo maior sustentabilidade comercial em caso de crises de desabastecimento.
“O processo de trabalho acaba sendo fortemente condicionado por essa entrada da comunicação na produção. Ele agora deve ser o mais flexível possível, estruturado segundo módulos mais ágeis, mas, sobretudo, requer uma força de trabalho altamente capaz de se deslocar de uma máquina a outra, de uma tarefa a outra sem problemas. O lugar da produção deve assegurar o máximo de visibilidade (‘o trabalho na vitrine’), a fi m de que cada obstáculo dentro do fluxo produtivo, de caráter subjetivo ou objetivo, consiga ser evitado a tempo e de modo que todas as informações em circulação possam ser captadas no momento oportuno”.
MARAZZI, Christian. O lugar das meias: a virada linguística da economia e seus efeitos sobre a política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 18.
Como podemos identificar a relação que Marazzi aponta do trabalho com a comunicação?
Marazzi considera o trabalho no pós-fordismo como um ambiente em que a produção e a comunicação não se separam e atuam reciprocamente. É um novo modelo de trabalhador, não mais especializado, mas versátil, capaz de se adaptar a novas exigências.
A entrada da comunicação na produção é uma consequência do trabalho alienado e da produção em massa para o consumo em massa, típicos da produção flexível.
As tendências atuais de mercado com seus avanços tecnológicos reduzem a importância da comunicação no ambiente de trabalho, até pelo fato de a tecnologia fazer tudo isso.
Estando o mercado cada dia mais exigente e mais tecnológico, a comunicação se torna cada vez mais maquinizada, típica desde as primeiras técnicas da industrialização.
Pela importância da comunicação no mundo do trabalho, este tem estado mais rígido em sua estrutura legal e social.
Talvez a corrosão de caracteres seja uma consequência inevitável. “Não há mais longo prazo”, desorienta a ação a longo prazo, afrouxa os laços de confiança e compromisso e divorcia a vontade do comportamento.
SENETT, Richard. A corrosão do caráter. As consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2015. p.105.
Analisando os processos ocorridos na organização do mundo do trabalho pós-fordista e suas consequências ao trabalhador, Richard Sennett descreve um fenômeno chamado “corrosão do caráter” no qual as expectativas impostas aos trabalhadores dispensam aspectos do caráter – como lealdade, objetivos de longo prazo, confiança e comprometimento - e acabam por valorizar:
a divisão do trabalho, o progresso moral e a defesa da individualidade.
a flexibilidade, o trabalho em rede e a possibilidade de cada um ser capaz de se reinventar o tempo todo.
o cumprimento dos deveres trabalhistas, o cooperativismo e o sindicalismo de empresa.
a flexibilização das rotinas, o bem-estar social e a regulação moral.
a liberdade sindical, as rotinas burocráticas e a possibilidade de cada um ser capaz de transformar a vida dos trabalhadores.
O modelo fordista-taylorista entrou em crise na década de 1970: as novas demandas do mercado e a alta concorrência levaram as empresas a oferecer produtos cada vez mais variados e adaptados às diferenças culturais e econômicas dos diversos grupos sociais. A crise do fordismo-taylorismo teve um importante desdobramento no mundo do trabalho, que ficou conhecido como reestruturação produtiva.
BOMENY, Helena [et al.] Tempos modernos, tempos de sociologia: ensino médio: volume único 2. ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2013. p. 427.
Sobre as características da reestruturação da produção, julgue os itens e assinale a alternativa CORRETA.
I - Menores expectativas de carreira profissional de longa duração e surgimento de novos tipos de emprego (temporário, trabalho em casa, terceirizado, entre outros);
II - Crescimento do trabalho informal e retrocessos dos direitos trabalhistas em diversos Estados.
III - Menor concentração do capital e a reestruturação nos padrões gerenciais e técnicos da estrutura produtiva.
Estão CORRETOS os itens:
todos
apenas I e III.
apenas II e III.
apenas I e II.
nenhum.
O Taylorismo e o Fordismo transformaram o modo de produção e as relações de trabalho. O Taylorismo utiliza-se da administração científica para sistematizar e organizar o trabalho. Já o Fordismo é um modo de produção baseado na padronização de produtos e na linha de produção.
Com base em tais fatos, considera-se que:
I. O Taylorismo tem sua ênfase na estrutura das organizações.
II. O Fordismo baseia seu modelo na produção em massa.
III. O Taylorismo parte da ideia central da organização racional do trabalho.
Estão corretas as afirmativas
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Seu turno de trabalho acabou, você já está em casa e é hora do jantar da família. Mas, em vez de relaxar, você começa a pensar na possibilidade de ter recebido alguma mensagem importante no e-mail profissional ou no grupo de WhatsApp da empresa. Imediatamente, você fica distante. Momentos depois, com alguns toques na tela do celular, você está de volta ao ambiente de trabalho. O jantar e a família ficaram em segundo plano.
A simples vontade de checar mensagens do trabalho pós-expediente prejudica sua saúde — e a de sua família. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 4 dez. 2018.
O texto indica práticas nas relações cotidianas do trabalho que causam para o indivíduo a
proteção da vida privada.
ampliação de atividades extras.
elevação de etapas burocráticas.
diversificação do lazer recreativo.
desobrigação de afazeres domésticos.
Vivemos um processo de alteração da natureza do direito do trabalho que recebe o nome de “uberização” e que atinge desde motoristas de caminhão até manicures, passando por trabalhadores da tecnologia da informação e representantes de venda. Pode envolver trabalhadores com altos salários, mas também atinge boa parte dos trabalhadores com remuneração baixa.
A respeito deste novo modelo de trabalho e dos desafios que ele coloca à teoria sociológica do trabalho, avalie as afirmativas a seguir.
I. Propõe novos temas para a pesquisa, entre os quais, as modalidades de flexibilização do espaço e do tempo laboral, as novas fronteiras entre vínculo empregatício e trabalho autônomo, entre setores industrial e de serviços, por exemplo.
II. Identifica as características da uberização do trabalho, como a deslocalização das grandes empresas para países ou localidades com regimes fiscais particularmente favoráveis e com baixos custos laborais, entre outras.
III. Avalia os impactos sociais da modernização das relações de trabalho, pautadas na contratação sob demanda, no trabalho intermitente e no pagamento pelo tempo de serviço efetivamente usufruído pelo empregador, por exemplo.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Ao mesmo tempo, graças às amplas possibilidades que tive de observar a classe média, vossa adversária, rapidamente concluí que vós tendes razão, inteira razão, em não esperar dela qualquer ajuda. Seus interesses são diametralmente opostos aos vossos, mesmo que ela procure incessantemente afirmar o contrário e vos queira persuadir que sente a maior simpatia por vossa sorte. Mas seus atos desmentem suas palavras.
ENGELS, F. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2010.
No texto, o autor apresenta delineamentos éticos que correspondem ao(s)
conceito de luta de classes.
alicerce da ideia de mais-valia.
fundamentos do método científico.
paradigmas do processo indagativo.
domínios do fetichismo da mercadoria.
Leia o texto 'SOCIOLOGIA E TRABALHO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que, sob uma determinada perspectiva, a relação salarial seria o ponto de referência central por intermédio do qual todos os demais aspectos da sociedade, da organização política, da cultura, dos sistemas cognitivos, da família, do sistema moral, da religião, dentre outros, deveriam ser deduzidos.
II. As informações presentes no texto permitem concluir que é nos clássicos das ciências sociais que encontramos a origem da interpretação de que a economia formava uma esfera central e socialmente diferenciada do conjunto da vida social.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Leia o texto 'SOCIOLOGIA E TRABALHO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto faz referência a uma concepção de que as formas de utilização industrial da força de trabalho seriam presididas por um tipo de racionalidade estratégica amoral, desvinculada de quaisquer critérios imediatos de referência ao mundo doméstico ou a lealdades de cunho particularista.
II. Após a análise do texto, é possível inferir que para teóricos clássicos das ciências sociais, o ethos utilitário, por exemplo, prevaleceria no sistema econômico, ao passo que na família e no sistema de parentesco as atribuições de qualidades e a expressividade teriam primazia.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Leia o texto 'SOCIOLOGIA E TRABALHO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Para Marx, a racionalidade capitalista industrial é a responsável por tolher a continuidade do desenvolvimento das forças produtivas, como se pode perceber a partir da análise dos dados e informações do texto.
II. Uma das ideias presentes no texto é a de que desde a sua constituição como uma subárea da Sociologia, a Sociologia do Trabalho incorporou o ponto de vista então predominante entre os intérpretes das sociedades modernas de que a economia formava uma esfera central e socialmente diferenciada do conjunto da vida social.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
“A preocupação de Durkheim em relação ao processo da divisão do trabalho está relacionada às consequências da especialização que pode significar um sintoma das deficiências da coordenação moral dos vários grupos profissionais. Reconhece o autor o caráter alienante do processo da divisão do trabalho moderno, que se dá de modo repetitivo e de forma monótona sem que o trabalhador se interesse por ele e sem que o compreenda. Para ele, a desumanização do trabalhador não decorre da divisão do trabalho em si, da sua fragmentação, mas sim da posição moral anômica do trabalhador. Significa com isto que a causa dessa posição anômica do trabalhador deriva do fato de este realizar uma tarefa especializada sem a noção clara da unidade de propósitos entre sua atividade e o esforço produtivo coletivo”.
(Teixeira, Aurenice da Mota. A educação e seus reflexos na divisão social do trabalho. Revista Magistro. Vol. 8, no 2, 2013, p. 57)
Com apoio do texto, indique a alternativa correta.
A divisão social do trabalho humaniza o trabalhador ao propiciar uma visão fragmentada do trabalho.
A posição anômica do trabalhador moderno lhe possibilita clareza moral sobre a importância de seu trabalho.
O esforço produtivo coletivo passa desapercebido ao trabalhador devido à divisão social do trabalho.
A realização de tarefas especializadas promove o interesse do trabalhador pelo processo produtivo.
O caráter alienante do trabalho moderno é minimizado pela progressiva especialização dos trabalhadores.
Compreender as transformações no mundo do trabalho e seus impactos na vida dos trabalhadores é essencial na atuação de um sociólogo. A respeito das diferentes interpretações sociológicas sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
As inovações no sistema de organização do trabalho, proporcionadas pelo modelo taylorista-fordista de produção, diminuíram o nível de rotatividade dos trabalhadores e estimularam a qualificação educacional e profissional dos operários. Esse contexto apresentou um novo passo para as relações entre empregadores e empregados no século XX, proporcionando aumento do poder econômico das famílias.
A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber, constitui-se como um importante estudo sobre como o protestantismo (fator religioso) foi a causa do capitalismo ocidental. Essa afirmação é pautada na ideia de que o comportamento do protestante (ascese), de acordo com a teologia calvinista, deveria ser de estímulo ao trabalho profissionalizado e de busca pela riqueza.
Para Marx, a economia é fundamentada pelas relações de trabalho, sendo por meio do trabalho que o homem transforma a natureza e reproduz a sua existência.
Segundo Émile Durkheim, as sociedades modernas estão enquadradas teoricamente no tipo de solidariedade mecânica, caracterizando-se pelo alto grau de divisão do trabalho, maior diferenciação cultural, especialização das funções entre os indivíduos e enfraquecimento da consciência coletiva.
Os novos modelos de liberalização econômica, introdução da robótica e renovação das relações de trabalho (terceirização) acarretaram melhorias na vida do trabalhador, fortalecimento dos sindicatos e seguridade trabalhista.