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Para Bauman, os estranhos na sociedade pós-moderna são preferencialmente banidos do mundo ordeiro para guetos e proibições de contato chegando à aniquilação cultural e física dos estranhos. Essa discussão tem a ver com a construção da entidade do indivíduo, que na idade moderna era concebida como um projeto de vida erguido passo a passo de forma planejada dentro de um vínculo com a ordem social, também concebida como projeto.
CARNEIRO LEÃO, Igor Zanoni Constant; CASTRO, Demian. A propósito de O Mal-Estar da Pós-Modernidade, de Zygmunt Bauman. Revista Economia & Tecnologia (RET), Curitiba, v. 9, n. 4, p. 137-148, out./dez. 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ret.v9i4.32947.
Tendo como referência o mundo pós-moderno, a partir da teoria de Zygmunt Bauman, assinale a alternativa INCORRETA.
O autor é uma referência para compreensão da sociedade pós-moderna, por colocar em perspectiva a crise atual nas relações de trabalho, mobilidade social, cultura e espaço público.
O mundo pós-moderno é caracterizado por uma situação de incerteza permanente e irredutível. Há um sentimento dominante de incerteza ligada, antes que à sorte e aos dons de uma pessoa, à futura configuração do mundo, à maneira correta de viver nele e como julgar erros e acertos.
Uma característica central da pós-modernidade é a fixação social dos indivíduos em um lugar, condensada numa lógica instrumental. Assim, o autor dá conta da falta de mobilidade social, bem como do reforço da identidade numa sociedade pós moderna.
Redes de segurança como a família e a vizinhança também foram bastante enfraquecidas ou desintegradas nesse processo. Os laços duradouros são quase inexistentes e as habilidades individuais e recursos inatos tendem a desaparecer diante das ferramentas tecnologicamente produzidas e mercantilizadas, desagregando coletividades dependentes do mercado.
Neste mundo indeterminável e maleável tudo pode acontecer e tudo pode ser feito, mas nada pode ser feito de uma vez por todas, os laços são dissimulados, as identidades se tornam máscaras sucessivamente usadas e se perde a história de vida. A construção da identidade é um processo inconcluso que gera o estranho;
O conceito de "modernidade líquida", desenvolvido por Zygmunt Bauman, tem sido usado para analisar transformações contemporâneas nos movimentos sociais e na ação coletiva em contexto de globalização. Sobre as características dos "novos movimentos sociais" e sua relação com processos de globalização, considere as afirmativas a seguir.
I. Os novos movimentos sociais, diferentemente dos movimentos operários clássicos, caracterizam-se pela fluidez identitária, múltiplas pautas simultâneas e organização em rede, sem hierarquias rígidas ou lideranças centralizadas permanentes.
II. O conceito de "enquadramento transnacional", de Sidney Tarrow, descreve processos pelos quais movimentos locais adaptam discursos globalizados de direitos humanos para legitimar suas reivindicações específicas.
III. As teorias da mobilização de recursos, formuladas nos anos 1970, explicam os movimentos contemporâneos como o Occupy Wall Street e as Jornadas de Junho no Brasil, uma vez que esses movimentos se estruturam a partir de organizações formais, lideranças centralizadas e mecanismos institucionais estáveis.
IV. A "glocalização" dos movimentos sociais refere-se à tensão entre demandas universalizantes (direitos humanos, justiça climática) e especificidades culturais-territoriais, produzindo hibridações entre repertórios globais e gramáticas políticas locais.
Estão corretas as afirmativas:
I e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
“Graças a sua flexibilidade e expansividade recentemente adquiridas, o tempo moderno se tornou, antes e acima de tudo, a arma na conquista do espaço. Na moderna luta entre tempo e espaço, o espaço era o lado sólido e impassível, pesado e inerte, capaz apenas de uma guerra defensiva, de trincheiras — um obstáculo aos avanços do tempo. O tempo era o lado dinâmico e ativo na batalha, o lado sempre na ofensiva: a força invasora, conquistadora e colonizadora. A velocidade do movimento e o acesso a meios mais rápidos de mobilidade chegaram nos tempos modernos à posição de principal ferramenta do poder e da dominação” (Bauman, 2021, p. 14).
Considerando os argumentos apresentados por Zygmunt Bauman, avalie o que se afirma.
I- A fluidez do mercado produtivo gera insegurança constante, promove alta competitividade e exploração da mão de obra, ao mesmo tempo em que a ausência de apoio institucional fragiliza e isola os sujeitos.
II- Os laços humanos no mundo líquido caracterizam-se pela precariedade e instabilidade, fazendo com que a busca por satisfação instantânea se torne uma estratégia para lidar com a ausência de segurança de longo prazo.
III- O vício em comprar reflete a tentativa de lidar com as incertezas constantes da modernidade líquida, funcionando como uma resposta à instabilidade social e às relações frágeis que caracterizam a sociedade atual.
IV- A modernidade líquida é marcada pela insegurança no mercado de trabalho, enquanto nos relacionamentos os indivíduos constroem vínculos duradouros que lhes conferem estabilidade frente às incertezas da vida contemporânea.
V- A modernidade líquida caracteriza-se pela ausência de formas fixas e de estabilidade, e sua fluidez representa a constante mobilidade e transformação das relações sociais, assim como os líquidos se adaptam sem manter contornos rígidos.
Está correto apenas o que se afirma em
II e III.
I e V.
I, II, III e V.
II, III e IV.
II, IV e V.
Um dos nomes mais significativos da crítica à globalização é a do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1927-2017). Em Globalização: as consequências humanas (1999), Bauman dirige seu olhar agudo para a sociedade contemporânea e chama atenção para os louvores com que o fenômeno da globalização vinha sendo aclamado.
JAIME, Pedro; LÚCIO, Fred. Sociologia das Organizações: conceitos relatos e casos, São Paulo, SP: Cengage, 2017, p. 137.
Conforme Zygmunt Bauman e a crítica à globalização, assinale a alternativa INCORRETA:
Para Bauman, os atores que levariam mais vantagem sobre o processo seriam as grandes corporações multinacionais e seus acionistas, sobretudo, no que se refere à dinâmica econômica que acontece na dimensão local: levam o trabalho mais extenuante e mal remunerado para os países de Terceiro Mundo, maximizando seus lucros;
No campo da comunicação, a crítica vai em direção ao excesso de informação que, por ter se tornado bastante acessível, sufocaria a memória e o raciocínio das pessoas, em vez de nutri-las com repertório para estimular a produção de conhecimento;
Na visão de Bauman, a globalização precariza relações e as torna efêmeras, nas suas várias esferas, além da política e da economia, em oposição a uma lógica instrumental e utilitarista;
O excesso de informação sufocaria a memória, em detrimento do estímulo ao pensamento crítico. Tal mecanismo seria um poderoso instrumento nas mãos de uma elite para manter ainda mais as pessoas dominadas pela ilusão de um conhecimento fluido e efêmero;
Crítico a todo esse processo, na esfera da política, Bauman é partidário da ideia de que o Estado-Nação esteja bastante desgastado e entrando em colapso, o que pode levar a uma desordem mundial.
Pierre Bourdieu, Jean Baudrillard, Zygmunt Bauman e os teóricos da Escola de Frankfurt Theodor Adorno e Max Horkheimer produziram importantes obras sobre a relação entre cultura e consumo. Em relação a esse assunto, assinale a opção correta.
O consumo é, segundo Bauman, fonte de felicidade e realização na vida moderna, não obstante os seus efeitos alienantes.
A maioria desses autores apresenta uma visão otimista em relação aos padrões de consumo por eles analisados.
A complexidade da vida moderna criou novas necessidades que levaram as pessoas a consumir mais para satisfazer a essas necessidades, que se reduzem às funcionalidades práticas dos objetos de consumo, segundo Baudrillard.
As análises de Adorno e Horkheimer sobre o assunto apontam para a relação entre cultura de massa, baseada no consumo de produtos fabricados pela indústria cultural do capitalismo, e alienação.
De acordo com Bourdieu, as pessoas consomem com base em seus hábitos, usos e costumes, sem se importar com o valor simbólico ou social que este ou aquele objeto de consumo representa.


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Zygmunt Bauman, ao se debruçar sobre a sociedade globalizada do século XX em sua obra Globalização: As consequências humanas, utiliza como centralidade a metáfora dos turistas e vagabundos para exemplificar como as sociedades tidas globalizadas moldam as relações sociais do trabalho, unindo e diferenciando os indivíduos.
Considerando essa obra, assinale a opção correta acerca do mundo do trabalho.
O tempo e o espaço, para os turistas e vagabundos, é disputado com base no poder de locomoção.
Os vagabundos vivenciam os mesmos cenários de temporalidade e espaço que os turistas.
Os turistas excluem os vagabundos, apesar destes serem a base de mão de obra barata necessária para o bem viver daqueles.
Para os vagabundos, o consumo e os espaços são flexíveis, enquanto, para os turistas, o consumo é amplo e livre.
Os turistas vivenciam cenários de consumo excludentes, enquanto os vagabundos fornecem o consumo a eles.
“Quanto ao poder, ele navega para longe da rua e do mercado, das assembleias e dos parlamentos, dos governos locais e nacionais, para além do alcance do controle dos cidadãos, para a extraterritorialidade das redes eletrônicas. Os princípios estratégicos favoritos dos poderes existentes hoje em dia são fuga, evitação e descompromisso, e sua condição ideal é a invisibilidade. Tentativas de prever seus movimentos e as consequências não previstas de seus movimentos (…) têm uma eficácia prática semelhante à da ‘Liga para Impedir Mudanças Meteorológicas’” (Bauman, 2001, p. 50).
Em novembro de 2025, em Belém (PA), a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) reuniu Estados-membros, atores da sociedade civil, povos indígenas, comunidade científica e representantes do setor produtivo para avaliar e redefinir compromissos relacionados ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas discutidos no contexto da Conferência, esteve a “pegada ambiental” da indústria tecnológica, especialmente aquela associada às Big Techs, cujo impacto ambiental se expressa no consumo intensivo de energia e de recursos naturais locais, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e da Inteligência Artificial (IA).
À luz dos argumentos desenvolvidos por Zygmunt Bauman acerca das transformações do poder na contemporaneidade, avalie o que se afirma.
I- O poder exercido pelas Big Techs exemplifica a extraterritorialidade característica da modernidade líquida, tal como descrita por Bauman, na medida em que seus fluxos de capital, dados e decisões operam em redes globais, escapando às jurisdições territoriais dos Estados-nação e dificultando a atribuição de responsabilidades ambientais diretas.
II- A estratégia de fuga e evitação própria do poder líquido, segundo Bauman, mostra-se limitada, pois os Estados-Nação – apoiados em agências reguladoras territorialmente estáveis – preservariam a capacidade decisiva de controlar, fiscalizar e sancionar as Big Techs por seus impactos ambientais.
III- A crescente dependência da IA em relação a recursos energéticos e minerais tende a fortalecer a solidez das instituições ambientais globais, na medida em que os acordos multilaterais têm conseguido submeter o poder corporativo global das Big Techs a regras estáveis e coercitivas.
IV- O impacto ambiental das Big Techs evidencia uma contradição central da modernidade líquida: a exaltação da liberdade, da mobilidade e da conectividade ilimitadas colide com a incapacidade política de controlar as consequências materiais, sociais e ecológicas dessa expansão.
V- Fóruns multilaterais como a COP30 podem ser compreendidos, à luz de Bauman, como instrumentos capazes de recompor a solidez perdida da política moderna, ao converter o poder fluido das redes digitais globais em compromissos jurídicos estáveis, passíveis de fiscalização efetiva pelos Estados-Nação.
Está correto apenas o que se afirma em
I e IV.
II e V.
II e III.
I, III e IV.
II, III e V.
Como indica Zigmunt Bauman, no livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, “é inquestionável que as várias formas de viver e os fenômenos sociais que podem ser apresentados como universalmente presentes entram em algum tipo de configuração. O modelo do ‘consumismo’ aqui proposto, assim como os da ‘ sociedade de consumidores’ e da ‘cultura de consumo’, são o que Max Weber denominou abstrações que tentam apreender a singularidade de uma configuração composta de ingredientes que não são singulares” (Bauman, 2022. Adaptado).
Ressalta o autor que tais abstrações são também denominadas por Max Weber como
palavras-chave.
meios e fins.
ações formais.
nomes próprios.
tipos ideais.
Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que nós, seres humanos, podemos fazê-lo, sendo capazes de perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los.
BAUMAN, Z. apud OLIVEIRA, D. Bauman: para que a utopia renasça, é preciso confiar no potencial humano. Revista Cult, jan. 2017.
De acordo com o autor, qual é a função da utopia no contexto das transformações sociais?
Habilitar memórias afetivas.
Apontar alternativas possíveis.
Legitimar experiências pretéritas.
Perpetuar paradigmas científicos.
Empreender soluções conclusivas.
Considere a seguinte afirmação: “Numa sociedade de consumidores, tornar-se uma mercadoria desejável e desejada é a matéria de que são feitos os sonhos e os contos de fadas” (Zygmunt Bauman, 2022).
A afirmação permite concluir que
o consumismo permite ao trabalhador conscientizar-se de sua situação de classe e buscar superá-la.
os indivíduos da era dos consumidores adotam uma perspectiva realista em relação a sua condição social.
a sociedade de consumo promove uma relação equilibrada dos consumidores com os recursos naturais do planeta.
a transformação do indivíduo em mercadoria altera sua visão de mundo além de explorar sua força produtiva.
os hábitos de consumo da sociedade contemporânea propiciam a emergência do consumo responsável.


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No livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, Zigmunt Bauman aponta: “Numa enorme distorção e perversão da verdadeira substância da revolução consumista, a sociedade de consumidores é com muita frequência representada como se estivesse centralizada em torno das relações entre o consumidor, firmemente estabelecido na condição de sujeito cartesiano, e a mercadoria, designada para o papel de objeto cartesiano” (2022).
Segundo o excerto, para Zigmunt Bauman, na sociedade de consumidores,
a prestação de serviços opera como meio de humanização do consumo.
o consumidor transforma-se em objeto de transações econômicas.
as instituições bancárias assumem o financiamento do consumo.
o modo de produção capitalista é ineficaz para suprir o consumo.
a produção de mercadorias é um elemento econômico secundário.
Os adolescentes equipados com confessionários eletrônicos portáteis são apenas aprendizes treinando e treinados na arte de viver numa sociedade confessional – uma sociedade notória por eliminar a fronteira que antes separava o privado e o público, por transformar o ato de expor publicamente o privado em uma virtude e em um dever públicos, e por afastar da comunicação pública qualquer coisa que resista a ser reduzida a confidências privadas, assim como aqueles que se recusam a confidenciá-las. Como Jim Gamble, diretor de uma agência de monitoramento de rede, admitiu ao jornal britânico The Guardian, “ela representa tudo aquilo que se vê no playground – a única diferença é que nesse playground não há professores, policiais ou moderadores que fiquem de olho no que se passa”.
(Zygmunt Bauman, 2022. Adaptado)
Na passagem, Zygmunt Bauman problematiza
o uso inadequado e sem regulação de tecnologias de comunicação.
as práticas de consumo irresponsável de adolescentes europeus.
a propagação proposital de desinformação nas redes sociais.
o impacto ecológico do descarte de equipamentos tecnológicos.
a falta de transparência dos algoritmos das redes sociais digitais.
Zygmunt Bauman faz a defesa da relevância da sociologia para o mundo contemporâneo, no bojo das transformações que originaram a chamada “modernidade líquida”.
Considerando o posicionamento de Bauman, analise as afirmativas abaixo e classifique V, para as sentenças verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) Embora diagnosticar as “doenças” da sociedade não seja o mesmo que “curá-las”, a falta de diagnósticos favorece tais “doenças”.
( ) O trabalho sociológico deve ter por objetivo reduzir ou mesmo eliminar a miséria humana.
( ) Os sociólogos podem optar por uma forma descomprometida de fazer sociologia.
A sequência correta, de cima para baixo, é
F - V - V.
V - V - F.
V - F - F.
F - F - V.
Um empregador “ponto com” pode comentar, com aprovação, sobre um empregado: “Ele é um chateação zero”, querendo dizer que ele está disponível para assumir atribuições extras, responder a chamados de emergência, ou ser realocado a qualquer momento. Morar a alguma distância do emprego e/ou carregar o peso de uma mulher ou filho aumentam o “coeficiente de chateação” e reduzem as chances de emprego do candidato. O empregado ideal seria uma pessoa sem vínculos, compromissos ou ligações emocionais anteriores, e que evite estabelecê- -los agora; uma pessoa pronta a assumir qualquer tarefa que lhe apareça e preparada para se reajustar e reacomodar de imediato suas próprias inclinações; uma pessoa acostumada a um ambiente em que “acostumar-se” é algo malvisto e, portanto, imprudente; além de tudo, uma pessoa que deixará a empresa quando não for mais necessária, sem queixa nem processo.
(Zygmunt Bauman, 2022)
No excerto, aponta(m)-se criticamente
a conceção de regalias que comprometem o lucro da empresa.
a irresponsabilidade profissional das novas gerações.
a falta de adaptabilidade de profissionais das novas tecnologias.
as vantagens profissionais de pessoas altamente qualificadas.
as formas de exercício da mais-valia no capitalismo digital.
Assinale a alternativa que melhor expressa o objetivo da Sociologia de acordo com Zygmunt Bauman.
Desnaturalizar a vida em sociedade, analisando criticamente as transformações, as desigualdades sociais e seus efeitos sobre os grupos sociais.
Desenvolver o raciocínio lógico-dialético.
Manter o estágio atual de desenvolvimento da humanidade.
Buscar uma sociedade em que as diferenças de classe sejam respeitadas e entendidas como características naturais das coletividades humanas.
Transmitir mensagens estimulantes, que provoquem respostas contínuas do senso comum no sentido da harmonia social.


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sociólogo alemão Zygmunt Bauman deixou uma grande contribuição para as ciências sociais ao desenvolver reflexões sociológicas acerca da modernidade. Qual a alternativa abaixo expressa a visão do autor sobre “modernidade líquida”?
Como um período de estabilidade e certezas duradouras nas relações sociais.
Como um estágio em que a tecnologia supera as limitações humanas.
Como uma era de incertezas, fluidez e constantes mudanças nas identidades e nas relações sociais.
Como uma época em que as tradições e os costumes são completamente abandonados.
Como uma fase de avanço moral e ético universal.
Na obra Para que serve a sociologia?, Zygmunt Bauman apresenta a caracterização de que a Sociologia consiste em “um diálogo com a experiência humana”.
Depois de propor tal caracterização geral, Bauman (2015) acrescenta que é
necessário considerar as questões de classe envolvidas nas relações interpessoais.
preciso distinguir “experiência” de “vivência” resultantes das interações entre pessoa e mundo.
relevante aspirar a um despertar da consciência subjetiva para superar a alienação social.
essencial duvidar de relatos sobre fatos experienciados devido a sua falta de verificabilidade.
crucial avaliar objetivamente relatos concernentes a pensamentos, impressões e emoções.
Sobre a interpretação de Zygmunt Bauman (2001) a respeito da atual fase histórica da modernidade e suas principais características, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A sociedade que entra no século XXI não é menos moderna do que a do século anterior, pois mantém sua insaciável sede de destruição criativa.
II. A individualização compulsória implica a colonização da esfera pública pelo “privado”, favorecendo a lenta desintegração da cidadania.
III. O espírito consumista se traduz em um montante cada vez mais mensurável de necessidades e desejos de mercado.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas a assertiva III está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
O indivíduo é o pior inimigo do cidadão. O ‘cidadão’ é uma pessoa que tende a buscar seu próprio bem-estar através do bem-estar da cidade — enquanto o indivíduo tende a ser morno, cético ou prudente em relação à ‘causa comum’, ao ‘bem comum’, à ‘boa sociedade’ ou à ‘sociedade justa’.
Adaptado de BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
No trecho acima, o autor analisa relações entre individualismo e cidadania.
É correto afirmar que esse trecho explicita
a tensão entre as aspirações individualistas e o compromisso com a cidadania.
um reconhecimento do papel da postura cética na para a integridade do social.
uma avaliação da cidadania como inerentemente limitadora e opressiva.
um elogio do individualismo como força para o progresso social.
uma incompatibilidade entre interesses individuais e coletivos.
Em vários de seus livros, o sociólogo Zygmunt Bauman argumentou que a sociedade contemporânea seria marcada por estruturas sociais, econômicas e culturais fluidas e voláteis. Ao contrário da modernidade “sólida”, esquematicamente associada ao período do capitalismo fordista e do Estado de bem-estar social, a modernidade “líquida” revelaria a era do predomínio de relações sociais cada dia mais incertas e instáveis. Assinale a alternativa que sintetiza corretamente a visão do autor a respeito da sociedade atual.
Apesar de menos duradouras, na modernidade líquida, as relações interpessoais se tornariam mais profundas, tendo em vista a necessidade dos indivíduos se apoiarem mutuamente em tempos de incerteza.
No âmbito econômico, o emprego se torna cada dia mais precário e flexível. A proteção do trabalhador diminui, os sindicatos entram em crise e os indivíduos são constantemente incentivados a se adaptar e a reinventar suas carreiras, lidando com a situações incertas e com o aumento da competitividade entre eles.
A identidade dos indivíduos está cada dia mais distante de padrões previsíveis de consumo, pois, ao invés de se apoiarem em valores e tradições estéticas compartilhadas por todos, as identidades individuais são construídas tendo por referência o universo da produção industrial.
Buscando reagir ao aumento das incertezas sociais, os diferentes Estados nacionais envolvem-se em um esforço regular os mercados e desmercantilizar os serviços públicos, acentuando a intervenção na economia e apoiando soluções politicamente autoritárias.
Após o período de internacionalização da economia no pós-Segunda Guerra dissolver fronteiras e conectar as estruturas produtivas em grandes cadeias globais, a modernidade líquida promove o recuo da globalização por meio da reabsorção das empresas outrora terceirizadas e do fortalecimento da proteção das classes trabalhadoras nacionais.


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