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O indivíduo é o pior inimigo do cidadão. O ‘cidadão’ é uma pessoa que tende a buscar seu próprio bem-estar através do bem-estar da cidade — enquanto o indivíduo tende a ser morno, cético ou prudente em relação à ‘causa comum’, ao ‘bem comum’, à ‘boa sociedade’ ou à ‘sociedade justa’.
Adaptado de BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
No trecho acima, o autor analisa relações entre individualismo e cidadania.
É correto afirmar que esse trecho explicita
a tensão entre as aspirações individualistas e o compromisso com a cidadania.
um reconhecimento do papel da postura cética na para a integridade do social.
uma avaliação da cidadania como inerentemente limitadora e opressiva.
um elogio do individualismo como força para o progresso social.
uma incompatibilidade entre interesses individuais e coletivos.
Zygmunt Bauman (2001) se dedicou a analisar a transição e explicitar os termos da nova fase histórica da modernidade. Em relação a abordagem desse autor, considere as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A modernidade líquida troca a determinação heterônoma da posição social pela autodeterminação compulsiva e obrigatória.
( ) O consumo pode ser mensurado e saciado atualmente, por meio de técnicas flexíveis de produção por demanda.
( ) O que faz a sociedade atual ser ainda “moderna” é a sua obsessão contínua e irrefreável de destruição criativa, em processo sempre incompleto de modernização.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F.
V – V – F.
V – F – V.
F – V – F.
F – F – V.
A análise de Zigmunt Bauman, em sua obra Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, pretende mostrar que a sociedade de consumidores apresenta como seu bem mais valioso a perseguição obstinada da felicidade, a partir do consumo de mercadorias. E numa sociedade em que essa perseguição é tida como regra, deslegitima-se qualquer atitude àquele que a negue. Todavia, Bauman rechaça a possibilidade de o sujeito ser completamente feliz, uma vez que
o desperdício gerado pela sociedade do consumo gera uma infelicidade generalizada.
a sociedade do consumo se desenvolve mediante a infelicidade de seus membros.
a sociedade de consumo prospera enquanto consegue tornar a não satisfação de seus membros.
a sociedade de consumidores só é possível mediante uma profunda desigualdade social.
a felicidade não é um bem que pode se tornar produto de mercadoria.
Para o sociólogo Zygmunt Bauman, Identidade e Política Identitária se tornaram conceitos-chave para o entendimento da vida social na era da "modernidade líquida", respondendo a indagações como: qual é o espaço do eu e do outro? Qual é a medida da liberdade individual? E do respeito ao próximo, com todas as suas diferenças? É possível construir uma identidade sem levar a alteridade – o outro – em conta?
Com base nessa reflexão sociológica, analise as afirmativas a seguir sobre políticas de identidade na era da “modernidade líquida”.
I. Políticas de identidade são um tipo de agência importante para “minorias numéricas”, como indígenas, pessoas com deficiência e grupos LGBTI+, e também para “maiorias minorizadas na representação”, como mulheres e pessoas negras no Brasil, por exemplo.
II. Políticas de identidade geram sentimentos de pertencimento pautados em realidades ontológicas, seja de caráter étnico, linguístico ou de origem nacional, entre outros.
III. Políticas de identidade funcionam como âncoras sociais, em relação a situações políticas expressas em termos de raça, gênero, país, família, classe ou local de nascimento, visando o a pluralidade de direitos e a reparação de diferenças.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
“Quando Qu Tongzhou, uma assistente de fotografia em Xangai, partiu para uma tão aguardada viagem ao oeste da China em junho, ela achou as cidades que visitou pouco acolhedoras. Como efeito colateral das políticas de "zero-covid" do país, os moradores desconfiavam dos viajantes e alguns hotéis recusaram Qu, temendo que ela pudesse trazer o vírus. Então Qu recorreu ao Tantan e ao Jimu, dois aplicativos populares de namoro chineses parecidos com o Tinder. Ela estava ciente dos riscos envolvidos em conhecer estranhos, mas os aplicativos renderam uma fonte de novos amigos, incluindo um empresário de biotecnologia na cidade de Lanzhou, um médico tibetano na cidade de Xining e um funcionário público em Karamay, uma cidade do noroeste de Xinjiang. A cada parada, seus "matches" lhe davam hospedagem e a levavam a bares e outros locais da região”.
(WANG, Zixu e CHE, Chang. Aplicativos de namoro prosperam na China, mas não apenas para romances. Portal Terra. Brasília, 25 out2022. Disponível em: < https://www.terra.com.br/noticias/aplicativos-de-namoro-prosperam-na-china-mas-nao-apenas-para-romances,629c2fcb3b2fe9b0836ec6766660022csje1nhic.html>. Acesso em 25 jan. 2023).
O fragmento de notícia acima, sobre a expansão dos aplicativos de namoro na China, são exemplares do que Zygmunt Bauman definiu, em seu livro Modernidade Líquida, como:
Relacionamentos
Instituições
Conexões
Laço social
Consumismo
Essa parte da História, que agora chega ao fim, poderia ser chamada, na falta de nome melhor, de era do hardware, ou modernidade pesada — a modernidade obcecada pelo volume, uma modernidade do tipo “quanto maior, melhor”, “tamanho é poder, volume é sucesso”. A mudança em questão é a nova irrelevância do espaço, disfarçada de aniquilação do tempo. No universo de software da viagem à velocidade da luz, o espaço pode ser atravessado, literalmente, em “tempo nenhum”; cancela-se a diferença entre “longe” e “aqui”. O espaço não impõe mais limites à ação e seus efeitos, e conta pouco, ou nem conta. Perdeu seu “valor estratégico”, diriam os especialistas militares.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro. Zahar. 2014, adaptado.
Bauman, na sua contribuição sobre debate da modernidade e pós-modernidade, destaca duas formas de modernidade: a modernidade pesada e a modernidade leve. Essa modernidade leve se caracterizaria pela:
instantaneidade do tempo e desengajamento das relações.
corporificação do trabalho e volatilidade do capital.
valorização do espaço e descorporifi cação do trabalho.
desvalorização do espaço e engajamento das relações.
incertezas do movimento e rotinização do tempo.
Ali tudo foi, nada é. Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito. Umas tantas cidades moribundas arrastam um viver decrepito, gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas de dantes. Pelas ruas ermas, onde o transeunte é raro, não matracoleja sequer uma carroça; de há muito, em matérias de rodas, se voltou aos rodízios desse rechinante símbolo do viver colonial – o carro de boi. Erguem-se por ali soberbos casarões apalaçados, de dois e três andares, sólidos como fortalezas, tudo pedra, cal e cabiúna, o sangue, a vida para sempre refugiram. Vivem dentro, mesquinhamente, vergônteas mortiças de famílias fidalgas, de boa prosápia entroncada na nobiliarquia lusitana. Pelos salões vazios, cujos frisos dourados se recobrem da patina dos anos e cujo estuque, lagarteado de fendas, esboroa à força de goteiras, paira o bafio da morte. Há nas paredes quadros antigos, crayons, figurando efigies de capitães-mores de barba em colar. Há sobre os aparadores Luiz XV brônzeos candelabros de dezoito velas, esverdecidos de azinhavre. Mas nem se acendem as velas, nem se guardam os nomes dos enquadrados – e por tudo se agruma o bolor rancido da velhice. São os palácios mortos da cidade morta. (LOBATO, Monteiro. Cidades Mortas. São Paulo: editora brasiliense, 1972, p. 3)
O trecho de Monteiro Lobato aponta para alguns dilemas desse fenômeno das cidades. A questão urbana atravessa inúmeras abordagens sociológicas. Quanto ao tema da cidade, é CORRETO afirmar:
Em Max Weber, a cidade ocidental é caracterizada pelo acúmulo de diferentes funções de regulamentação da vida econômica, política e cultural dos cidadãos. Não é apenas as cidades ocidentais que reúnem tais características.
Em Manuel Castells, para se pensar a cidade, exigiria uma separação clara entre a análise do espaço urbano e as lutas sociais e processos políticos.
Em Georg Simmel, a grande cidade será o lugar da criação de condições psicológicas para a diminuição dos estímulos nervosos dos indivíduos que moram na metrópole.
Em Zygmunt Bauman, um dos traços da cidade contemporânea é a crescente sensação de medo e insegurança, bem como o afastamento em relação às localidades e às pessoas fisicamente vizinhas, mas social e economicamente distantes.
Em Pierre Bourdieu, a análise em torno da cidade surgirá a partir do debate dos chamados efeitos de lugar, ou seja, o urbano está livre dos efeitos de naturalização, no qual as diferenças produzidas pela lógica histórica podem parecer surgidas da natureza das coisas.
Um dos livros mais conhecidos de Zygmunt Bauman é sem dúvida "Modernidade Líquida". Nele, encontramos um singular diagnóstico acerca dos inúmeros dilemas postos por nossa contemporaneidade. Diante disso, quanto aos argumentos de Bauman, no referido livro, é CORRETO afirmar:
Vivemos diante de padrões, códigos, regras, cada vez mais estáveis e duradouros. A humanidade, nesta contemporaneidade, recorre cada vez mais à força das normas.
Redefinimos a ideia de esfera pública como um palco em que dramas privados são encenados apenas intimamente, expostos e assistidos nos recantos da privacidade.
Nossa relação com o tempo se modifica abruptamente. Superamos a instantaneidade do tempo por meio da construção de laços mais estáveis e duradouros.
O que acontece hoje é uma redistribuição e realocação dos poderes de derretimento da modernidade, afetando as instituições existentes, as molduras que circunscreviam as ações e escolhas.
A falta de endereço fixo e de Estado de origem marcam o estágio líquido da modernidade, cuja ideia de cidadania está diretamente ligada à ideia de território e limites nacionais.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman tem pautado suas análises em compreender os efeitos do que é chamado por ele de sociedade líquida e de como essa sociedade afeta os sujeitos. Entre esses efeitos, estaria o consumo, como um dos únicos elementos balizadores da existência e também da vida agorística, baseada em viver tudo no imediato, sem pausa, gerando uma condição de cansaço e estafa permanentes. Para Bauman:
a sociedade do consumo exerce sobre os sujeitos a ideia de que a existência é mediada pelo consumo e tudo vira objeto de consumo, desde os bens materiais, como outros produtos que outrora não eram, como o afeto e as relações, que são cada vez mais voláteis e menos duradouras.
tudo que é sólido se desmancha no ar, mas algumas coisas mantêm sua solidez, como as relações românticas/amorosas e as relações interpessoais.
a sociedade líquida é essa sociedade em que vivemos, onde a forma das coisas é dada pelo momento, e as pessoas investem cada vez mais tempo em relações pessoais duradouras e menos tempo em coisas efêmeras.
a sociedade líquida e a sociedade do consumo não têm ligação entre si, pois têm origens e mantêm relações de formação diferentes.
na sociedade do consumo, apenas mercadorias que podem ser vendidas e compradas entram nesse rol mercadológico. As relações amorosas e a vida agorística têm outros fundamentos, por esse motivo não sofrem influência dos tempos líquidos.
O filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, visando a explicar a sociedade do consumo, afirmou que, em uma sociedade de consumidores, todo mundo precisa ser, deve ser e tem que ser um consumidor por vocação. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
Uma sociedade de consumidores é caracterizada por sua capacidade de produção de bens de consumo.
A sociedade de consumidores descrita por Bauman não existe em países pobres, já que a miséria e a pobreza impedem a existência de consumidores.
Por sociedade de consumidores, Bauman está se referindo exclusivamente às elites econômicas que possuem poder de compra.
É necessário que haja, em um país, consciência política de seus cidadãos e uma economia forte para existir essa sociedade de consumidores destacada por Bauman.
A sociedade de consumidores descrita por Bauman é composta por indivíduos inseridos em uma lógica consumista.
O que caracteriza o atual período histórico da humanidade? Sobre esse questionamento, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman trouxe importantes reflexões, especialmente na sua obra best-seller “Modernidade Líquida” (2001). Em relação a esse referencial teórico, é INCORRETO afirmar que:
Para o autor, a intensa interatividade e a multiplicação das relações em rede criam vínculos sociais duradouros e quadros de referência e identidade estáveis, favorecendo a emergência do indivíduo como cidadão.
Os efeitos principais do avanço dos novos meios de comunicação, nos locais mais isolados, são a padronização dos comportamentos, o desaparecimento das diversidades culturais e das tradições comunitárias.
A mobilidade dos líquidos costuma ser associada com a ideia de leveza, porém a fluidez das formas de relações sociais da atualidade pode ocultar o peso de certas influências ou determinações sociais.
O espírito que move a atividade consumista não é mais um conjunto mensurável de necessidades articuladas, mas o “desejo” como objeto constante, ainda que o seja na qualidade de uma entidade volátil e efêmera, fadado a permanecer insaciável.
A esfera pública seria colonizada pelo “privado”, sendo o interesse público reduzido à curiosidade sobre as vidas privadas de figuras públicas e o espaço público onde se faria a confissão dos segredos e intimidades privadas.
O pensamento clássico da sociologia, ciência que surge juntamente com a consolidação da sociedade capitalista no século XIX, interessa-se, nesse momento, em entender os problemas sociais que vêm junto com a chamada modernidade capitalista. Ao longo do século XX, o capitalismo passou por constantes mudanças, que afetaram as formas de se pensar as relações sociais, o modo de olhar para o outro, de se comunicar e de se relacionar. O que, para alguns estudiosos, caracteriza um novo momento do mundo moderno capitalista. Neste sentido, de acordo com a teoria sociológica contemporânea, marque a alternativa que relaciona corretamente o autor e sua interpretação sobre a contemporaneidade:
Zygmunt Bauman afirma que, na sociedade contemporânea, nada é feito para durar, pois estamos vivendo a era da modernidade líquida, que representa uma nova fase do capitalismo.
De acordo com Jean-François Lyotard, o ser humano é marcado pela angústia de que há algo errado com ele, pois as certezas e verdades, prometidas pela ciência na modernidade, abrem espaço para a ideia de fracasso na pós-modernidade.
Anthony Giddens defende a tese de que o ser humano entra em um consciência pósmoderna, a partir da década de 1980, a partir da administração da vida de maneira racional e da reflexão moral.
Guy Debord, defensor da tese da pós-modernidade, diz que vivemos em uma sociedade do desempenho, que obriga o indivíduo a ser sempre produtivo, ainda que não esteja em seu ambiente de trabalho, em um processo de aceleração do tempo e de afirmação do eu.
Para Gilles Lipovetsky, a sociedade contemporânea é de autoafirmação e de incentivo à autocontemplação do eu, o que podemos ver a partir da popularização da Internet e, consequentemente, das redes sociais virtuais.
Leia e analise a reportagem abaixo.
Quem é o Digital Influencer?
O tamanho da audiência não é o único critério para definir se alguém é um digital influencer.
Um influenciador digital é aquele que tem, além de uma rede consumindo seu conteúdo, pessoas altamente engajadas com aquilo que ele produz. São seguidores que curtem e compartilham, perguntam, votam, pedem por assuntos, comentam e interagem com fotos, vídeos e textos daquele criador de conteúdo.
Seja no YouTube, Instagram ou até em outros canais online, essa relação de proximidade e confiança é o que gera influência real sobre as pessoas. O influencer conquista um papel de autoridade para seus seguidores, estejam eles em qualquer rede social.
(Blog Bume, Disponível em: <https://blog.bume.com/digital-
influencer/#:~:text=O%20influencer%20conquista%20um%20papel,muito%20interesse%20no%20que
%20dizem>. Acesso em: 27 dez. 2020).
O mundo mudou e as relações de consumo estão cada vez mais dinâmicas. Prova disso é a crescente influência de pessoas que, por meio de suas redes sociais, influenciam o consumo e as opiniões de milhões de pessoas que as seguem.
Essa tendência contemporânea condiz com a modernidade líquida, sobre a qual Bauman (1991) destaca que
as relações sociais de consumo são estabelecidas de forma sólida, demonstradas pela forma gradual e constante com que os seguidores acompanham os seus influenciadores digitais.
as individualidades dão lugar, cada vez mais, ao senso coletivo visível na formação de grupos liderados pelos influenciadores digitais.
os indivíduos são, acima de tudo, consumidores e constroem suas identidades a partir do consumo de características que geram relações e identificações transitórias e superficiais.
a superficialidade e efemeridade da vida social dão lugar ao pertencimento identitário, por meio de laços fortes entre os influenciadores digitais e seus seguidores, persistindo por longos períodos.
No seu estudo sobre a sociedade informática, Manuel Castells observa que enquanto o capital flui livremente, a política continua irremediavelmente local. A rapidez do movimento torna o verdadeiro poder extraterritorial. Podemos dizer que, uma vez que as instituições existentes não conseguem mais reduzir a velocidade de movimento do capital, os políticos perdem progressivamente autoridade, o que acaba gerando uma crescente apatia política e um progressivo desinteresse do eleitorado por tudo que tenha um “caráter político”.
BAUMAN, Zygmunt. Em busca da política. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. (Adaptado)
Com base no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente os impactos da relação entre economia e política.
Os organismos internacionais, como o FMI, têm diminuído o seu campo de atuação global.
A consolidação de modelos econômicos distintos remonta à dissolução da União Soviética.
A crescente indiferença pela política é uma consequência da democratização do acesso ao consumo.
A esfera política continua determinando a dinâmica da vida econômica, mas de forma extraterritorial.
A globalização neoliberal possibilitou ao capital financeiro assumir a liderança nas tomadas de decisão.
Modernidade líquida é um termo cunhado por Bauman para definir o mundo globalizado. Para o autor, vivemos em tempos líquidos em que nada foi feito para durar. A partir da ideia de modernidade líquida, são feitas as seguintes afirmações:
I. As redes sociais significam uma nova maneira de manter contatos e de criar vínculos, porém o diálogo não é real, já que os indivíduos tendem a se proteger em grupos fechados, evitando o controverso.
II. Para Bauman, os laços de uma sociedade agora se dão em rede e não mais em comunidade.
III. Na modernidade líquida, os vínculos humanos podem ser rompidos a qualquer momento e gerar uma predisposição ao isolamento social.
IV. Para Bauman, o século 20 passou de uma sociedade de produção para uma sociedade de consumo.
Estão corretas as afirmativas
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Em Modernidade Líquida, Bauman anuncia o advento do capitalismo leve e flutuante, marcado pelo desengajamento e enfraquecimento dos laços que prendem o capital ao trabalho.
Sobre a modernidade líquida são feitas as seguintes afirmações:
I. A modernidade líquida É fluida.
II. A modernidade líquida Está em movimento.
III. A modernidade líquida É imprevisível.
IV. A modernidade líquida É previsível.
Estão corretas apenas as afirmativas
I, II e III.
I, II e IV.
I e III.
II, III e IV.
Ao tratar da história da modernidade, metaforicamente, Zygmunt Bauman (2001) diz que a modernidade deixou de ser “sólida” para se transformar em “líquida”.
Acerca dessa transformação, e sobre os conceitos metaforicamente empregados por Bauman, assinale a alternativa correta.
Na passagem do mundo sólido ao líquido, Bauman chama atenção para a estabilidade das formas sociais
Vivemos em um período com características distintas daquelas dos estágios iniciais da sociedade moderna, a que ele chama de “modernidade fluida”
Ao contrário do que ocorre na “modernidade sólida”, uma das principais características da “modernidade liquida” é a de que as ameaças para a existência humana eram muito mais evidentes
Na “modernidade fluida” os perigos eram reais, palpáveis e não havia muito mistério sobre o que fazer para neutralizá-los
A analogia deve-se ao fato de que os líquidos, diferentemente dos sólidos, não conservam sua forma com facilidade, os fluidos não se atêm muito a qualquer forma e estão constantemente prontos a mudar
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta:
“Zygmunt Bauman revela algumas características da __________________. Para Bauman, sociedade atual é desregulamentada, pois o _______________é aquilo que dita as regras e as regras do mercado são marcadas pelo objetivo econômico capitalista: a aniquilação dos concorrentes e o sucesso com os consumidores. O_______________ exacerbado é transposto para uma vida sem referenciais fixos, uma vida líquida”.
O conceito de cultura é a subjetividade objetificada; é um esforço para compreender o modo como uma ação individual é capaz de possuir uma validade supraindividual; e como a realidade dura e consistente existe por meio de uma multiplicidade de interações individuais. A ideia de cultura parece encaixar-se no modelo postulado por C. Wright Mills para a investigação sociológica centrada na ligação entre biografia individual e história social.
(BAUMAN, Z. Ensaios sobre o conceito de cultura. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2012).
Segundo Bauman, que elemento aparece como um atributo da cultura, implícito nesse trecho?
A noção de humanidade, que aponta para uma cultura como herança de nossos ancestrais.
A noção de universalidade, que aponta para uma cultura única.
A noção de naturalidade, que aponta para uma cultura como parte da natureza humana.
A noção de comunidade, que aponta para a sensação de segurança que a cultura traz ao indivíduo.
A noção de autoridade, que aponta para a cultura como estágio de evolução da espécie.
“Num mundo em que o capital não tem domicílio fixo e os fluxos financeiros estão bem além do controle dos governos nacionais, muitas das alavancas da política econômica não mais funcionam."
BAUMAN, Z. Em busca da política. Rio de Janeiro, Zahar, 2000, p. 64).
Na afirmação acima, Zygmunt Bauman procura descrever a dinâmica contemporânea do capital, em relação a esta afirmação, analise as proposições.
I. Essa nova dinâmica do capitalismo tem protegido as sociedades dos países periféricos de sucessivas crises.
II. Há uma divisão entre Estado e economia nas sociedades contemporâneas.
III. A velocidade de movimento do capital aumentou o bastante para se manter sempre à frente da capacidade do Estado (territorial) de conter ou redirecionar o movimento do capital.
IV. A redução do tempo espaço, produzido por essas novas relações, tem estimulado um processo de industrialização nos países de capitalismo avançado.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente a afirmativa II é verdadeira.