Questões de Concurso - Página 189 | Gran Questões

Questões de Concurso

 
 
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O checklist é uma ferramenta de controle utilizada pelo cerimonialista em todas as fases de um evento. Em relação à sua função técnica, essa ferramenta é utilizada para


A

determinar a ordem de precedência das autoridades em mesas de honra.


B

registrar a cronologia das falas e atos previstos no roteiro da cerimônia.


C

orientar a logística de distribuição e entrega de convites institucionais.


D

monitorar o cumprimento de tarefas e materiais para a execução do evento.

Uma psicóloga da Câmara Municipal teve seu pedido de aposentadoria deferido, efetivando seu desligamento definitivo da instituição. Diante da inexistência de outro psicólogo no quadro funcional ou de substituto nomeado por concurso público para assumir a responsabilidade técnica imediata, e considerando as normativas do Conselho Federal de Psicologia sobre guarda e registro documental, o procedimento ético adequado para garantir o sigilo e a integridade dos prontuários durante a vacância do cargo é


A

transferir a responsabilidade técnica e a chave do arquivo para a chefia imediata do setor de saúde, mediante termo de confidencialidade, garantindo que a administração possa consultar dados estritamente necessários para a gestão de afastamentos laborais.


B

encaminhar a totalidade do acervo documental, devidamente lacrado e catalogado, para a sede do Conselho Regional de Psicologia (CRP) da jurisdição, solicitando a guarda temporária do material até que um novo concurso público seja realizado e um novo psicólogo seja nomeado.


C

lacrar os arquivos físicos ou eletrônicos na presença de um representante administrativo da instituição, lavrando-se ata que transfira a responsabilidade pela guarda material do acervo à Câmara Municipal, mantendo-o inacessível até a chegada de um novo psicólogo responsável técnico.


D

convocar os usuários com atendimentos em andamento ou prontuários ativos e entregar-lhes os documentos originais, mantendo na instituição apenas um resumo estatístico dos atendimentos, transferindo assim a guarda das informações diretamente aos titulares dos dados.

A Síndrome de Burnout é conceituada pela literatura especializada como um fenômeno ocupacional, resultante de estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi manejado com sucesso. Para fins de diagnóstico diferencial e avaliação institucional, o marcador que distingue o burnout do estresse ocupacional genérico e da fadiga comum é


A

o desenvolvimento de uma atitude de cinismo e distanciamento mental, traduzida por sentimentos negativos ou impessoais em relação às tarefas laborais e ao público atendido.


B

a presença de manifestações psicofisiológicas de ansiedade, como sudorese e tensão muscular, desencadeadas pela pressão por produtividade e pelo cumprimento de prazos institucionais.


C

a persistência de sintomas de hiperativação fisiológica e ansiedade antecipatória, que se limitam aos períodos de maior demanda produtiva e tendem a estabilizar-se com a aplicação de técnicas de gestão de tempo.


D

a manifestação de um quadro de anedonia generalizada e humor deprimido que se estende às atividades de lazer e convívio familiar, persistindo de forma contínua independentemente do contato com os estressores laborais.

No planejamento de uma solenidade, o cerimonialista é instado por uma autoridade superior a flexibilizar a ordem de precedência estabelecida em decreto, sob a justificativa de conveniência política momentânea e cortesia pessoal. Diante do conflito entre a discricionariedade da autoridade e o rito protocolar legal, a atuação ética e a responsabilidade institucional do cerimonialista devem-se pautar por


A

exercer a função técnico-consultiva, advertindo formalmente a autoridade sobre a natureza cogente da norma e os reflexos institucionais da inobservância do protocolo.


B

prestigiar a autonomia da autoridade máxima presente, visto que o cerimonial público admite interpretações extensivas em prol da harmonia entre os poderes.


C

submeter a decisão final à assessoria jurídica do órgão, eximindo-se da responsabilidade técnica sobre a montagem do dispositivo de honra.


D

adaptar o roteiro conforme a solicitação, registrando em ata que a alteração visou atender aos princípios da eficiência e da hospitalidade oficial.

No ambiente institucional, o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC) pode ser, inicialmente, confundido com um perfil de servidor exemplar. Contudo, clinicamente, o TPOC é caracterizado por um padrão invasivo de


A

rituais mentais e comportamentais repetitivos, reconhecidos pelo próprio indivíduo como excessivos ou irracionais, realizados para reduzir ansiedade associada a pensamentos intrusivos recorrentes.


B

controle interpessoal marcado por necessidade de reconhecimento da própria competência, sensibilidade a críticas e tendência a vivenciar discordâncias como desvalorização pessoal.


C

busca por admiração e validação, com sobrevalorização de conquistas pessoais e utilização instrumental das relações institucionais para reforçar autoimagem de superioridade.


D

perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas, acompanhado de uma preocupação excessiva com detalhes, regras e listas, resultando em rigidez e teimosia que prejudicam a eficiência da equipe.

Ao discutir as dinâmicas de poder e produção de sofrimento psíquico, a Referência Técnica do CREPOP sobre Relações Raciais conceitua a branquitude não apenas como marcador fenotípico, mas como um constructo sociopsicológico historicamente constituído e articulado a relações assimétricas de poder. À luz do referencial adotado pelo Conselho Federal de Psicologia, a branquitude opera predominantemente por meio de


A

processos de discriminação racial explicitados sobretudo nas interações interpessoais, nos quais práticas excludentes decorrem de posicionamentos conscientes e atitudes individuais, podendo ser analisadas prioritariamente a partir de condutas observáveis dos sujeitos envolvidos.


B

um arranjo simbólico de manutenção de hierarquias raciais, no qual o grupo branco se posiciona como referência universal e não racializada, naturalizando posições de privilégio e deslocando a marca racial para os grupos subalternizados, frequentemente sob discursos de neutralidade e mérito.


C

dinâmicas de diferenciação cultural que produzem trajetórias subjetivas distintas entre grupos raciais, exigindo leituras psicológicas atentas às especificidades identitárias e às experiências singulares associadas à pertença étnico-racial.


D

mecanismos coletivos de regulação social que se intensificam em contextos de tensão e reconfiguração social, nos quais a racialização emerge como elemento reativo às disputas por reconhecimento e recursos, assumindo centralidade variável conforme o cenário histórico.

Um determinado dispositivo de reprodução de vídeo, ao apresentar mau funcionamento, foi levado para reparação. O técnico detectou, em seu circuito eletrônico, um fusível queimado e fez a troca. Ao ligar novamente para testar, ele percebeu que o dispositivo funcionou por um tempo de aproximadamente 1h, mas que depois houve mau funcionamento. Ao fazer novamente a desmontagem, notou que o fusível queimou novamente. Qual pode ser a causa direta dessa queima contínua de fusíveis?


A

Sobretensão gerada por capacitores.


B

Variação de tensão de curta duração (VTCD) devido à interferência eletromagnética.


C

Curto-circuito em um trecho do circuito.


D

Sobrecarga ou excesso de consumo por deficiência de algum componente.

Durante atendimento psicológico, um servidor pede sigilo ao verbalizar pensamentos recorrentes de morte, associados a sentimentos de inutilidade e desejo de interrupção da própria existência, sem que, na escuta inicial, se evidenciem elementos claros de planejamento com meios específicos ou intenção imediata. À luz das diretrizes técnicas do Conselho Federal de Psicologia e da literatura atual sobre manejo do comportamento suicida, a conduta técnica pertinente é


A

proceder à quebra do sigilo profissional mediante contato imediato com familiar responsável, de modo a garantir um estado de alerta e vigilância, mesmo em quadro de ideação sem plano estruturado, respaldandose no Princípio Fundamental do Código de Ética que prioriza o direito absoluto à vida sobre a confidencialidade em qualquer nível de manifestação autodestrutiva.


B

indicar avaliação psiquiátrica prioritária e afastamento laboral temporário como medida preventiva, compreendendo que a retirada do servidor do contexto ocupacional e a condução do caso para acompanhamento especializado externo reduzem riscos imediatos e resguardam a continuidade do cuidado psicológico no serviço.


C

realizar a estratificação clínica do risco, acolher o sofrimento, identificar fatores de proteção e construir um plano de segurança conjunto, preservando o sigilo profissional nessa etapa, mas estabelecendo um contrato terapêutico claro de que a quebra de confidencialidade ocorrerá obrigatoriamente caso haja evolução do quadro para risco grave ou iminente.


D

promover uma escuta acolhedora de caráter não diretivo, priorizando a expressão espontânea do servidor sobre seu sofrimento, evitando intervenções avaliativas mais estruturadas nesse momento inicial, com o objetivo de evitar o risco de sugestão iatrogênica do ato e prevenir a ruptura da aliança terapêutica pela introdução precoce de uma lógica interrogativa e normativa.

Os dispositivos com circuitos digitais estão presentes no mundo contemporâneo. Um dos fundamentos desses circuitos são as portas lógicas, que geralmente são implementadas por meio de circuitos integrados (CI). Para representar as operações que ocorrem nesses circuitos, tipicamente é utilizada a álgebra booleana, aplicada genericamente a qualquer cálculo lógico envolvendo variáveis que assumem somente valores discretos mutuamente exclusivos entre si – 0 e 1. Considere uma aplicação na qual é necessária detecção de sinais: A e B, sinais principais, e C e D, sinais secundários. Essa aplicação deve produzir uma saída alta apenas quando pelo menos um sinal principal for alto ou quando todos os sinais secundários forem altos. A expressão booleana que representa esse circuito é


A

A+B+C.D


B

A.B.C+D


C

A.B+C.D


D

A+B.C.D

Em uma Câmara Municipal, uma equipe interprofissional é mobilizada para responder a uma crise institucional envolvendo adoecimento psíquico de servidores. Enquanto o setor jurídico demanda respostas imediatas para subsidiar decisões administrativas, as áreas técnicas da saúde sustentam a necessidade de tempo prolongado para avaliação, escuta e acompanhamento. O impasse revela a coexistência de temporalidades institucionais distintas no interior da equipe. À luz das teorias sobre trabalho interdisciplinar em contextos públicos, a atuação tecnicamente consistente do profissional de psicologia nesse cenário é


A

atuar na mediação do processo decisório, reconhecendo a legitimidade das diferentes temporalidades institucionais e contribuindo para construir arranjos deliberativos que conciliem consistência técnica, responsividade administrativa e possibilidade de revisão das decisões.


B

reordenar os procedimentos de avaliação psicológica segundo os marcos temporais do processo decisório administrativo, adotando critérios de celeridade e padronização como parâmetros prioritários de legitimidade da intervenção institucional.


C

sustentar a prevalência da temporalidade clínica como referência normativa das decisões, defendendo que a subordinação da avaliação psicológica a prazos administrativos compromete a validade técnicocientífica e a ética profissional da intervenção.


D

condicionar a continuidade da participação do psicólogo à harmonização prévia das temporalidades institucionais envolvidas, sob o entendimento de que a assimetria temporal inviabiliza a produção de decisões tecnicamente responsáveis no âmbito interdisciplinar.

 
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