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Paciente Beltrano, 51 anos, sexo masculino, apresenta disfunção de mobilidade e estabilidade do segmento lombar, caracterizada por preferência direcional em extensão e intolerância à flexão de tronco. Observa-se déficit de controle motor dos músculos estabilizadores profundos (transverso do abdômen e multífidos) e redução da amplitude de movimento (ADM) ativa devido ao quadro álgico e à postura antálgica em inclinação lateral. Síntese do diagnóstico fisioterapêutico definido pelo Dr. Fulano, como Deficiência CinéticoFuncional Neuroperiférica (CBDF-D01), apresentando moderada redução de força muscular em miótomo de L5 e alteração sensorial em dermátomo correspondente, associada a limitação na mobilidade para inclinação de tronco (CBDF-M02) e restrição na participação de atividades sentadas (CBDF-P03) devido ao quadro álgico e instabilidade segmentar lombar L4-L5.


Diante da informação acima, analise as assertivas abaixo.


I- O código CBDF-D01 justifica-se pela presença de sinais de compressão nervosa periférica, manifestados clinicamente pela parestesia no dermátomo de L5 e pela redução de força nos músculos dorsiflexores do tornozelo e extensor longo do hálux (miótomo de L5).

II- As classificações CBDF-M02 e CBDF-P03 indicam que a condição de saúde do paciente ultrapassa a deficiência estrutural, resultando em limitações funcionais para realizar movimentos de flexão/inclinação de tronco e restrições em seu papel social, como a incapacidade de permanecer sentado para atividades laborais.

III- O diagnóstico CBDF-D01 refere-se a uma Deficiência Cinético-Funcional Neurocentral, uma vez que a hérnia de disco localizase na coluna vertebral, atingindo o sistema nervoso central através da medula espinhal em nível lombar.

IV- A instabilidade segmentar L4-L5 mencionada obriga a substituição do código D01 pelo código D03 (Deficiência Musculoesquelética), uma vez que a CBDF impede a utilização de diagnósticos de sistemas diferentes para o mesmo segmento vertebral.

V- De acordo com a CBDF, a postura antálgica e a escoliose funcional apresentadas pelo paciente devem ser classificadas exclusivamente no bloco de Participação Social (CBDF-P), pois limitam a interação do indivíduo com o ambiente externo.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

II, III e V.


B

III e IV.


C

I, II e V.


D

IV e V.


E

I e II.

Com base na RESOLUÇÃO Nº 610, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2025, que dispõe sobre a Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF-1) e que dá outras providências, é CORRETO afirmar que:


A

a CBDF-1 fundamenta a prescrição de intervenções mínimas em saúde e a avaliação integral do paciente, garantindo um modelo de assistência baseado em evidências e alinhado aos princípios da saúde internacional.


B

a Comissão Nacional do CREFITO 1 será responsável pela atualização bienal da CBDF, garantindo sua evolução contínua e alinhamento com as melhores práticas científicas e assistenciais.


C

o processo de atualização do CBDF-1 contará com contribuições exclusivas dos Conselhos Regionais, para assegurar que a CBDF mantenha sua uniformidade e aplicabilidade teórica.


D

a CBDF-1 deve ser utilizada excepcionalmente para realizar os diagnósticos por imagem, assegurando coerência interpretativa e integração com os demais sistemas de classificação de imagens em saúde adotados internacionalmente.


E

a CBDF-1 estrutura os diagnósticos fisioterapêuticos em quatro categorias principais: CBDF-S (Saúde Cinético-Funcional), CBDF-D (Deficiências Cinético-Funcionais), CBDF-M (Atividades de Mobilidade) e CBDF-P (Participação Social).

Ano: 2026
Prova: FEPESE - Prefeitura de Florianópolis - Fisioterapeuta - 2026

Na CBDF-1 - Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (2025), a parte que realiza diagnósticos que analisam o nível de envolvimento do indivíduo em atividades sociais, educacionais, ocupacionais, recreativas e familiares é conhecida como:


A

CBDF A – Ambiente.


B

CBDF D – Deficiências Cinético-funcionais.


C

CBDF M – Atividades de Mobilidade.


D

CBDF P – Participação.


E

CBDF S – Saúde Cinético-funcional.

A Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF), instituída pela Resolução COFFITO nº 555/2022, representa um marco normativo para a padronização do diagnóstico fisioterapêutico no Brasil. Sobre a CBDF, assinale a alternativa correta.


A

A CBDF é um instrumento opcional, sem caráter normativo, podendo ser utilizada apenas para fins acadêmicos e de pesquisa.


B

A CBDF restringe o diagnóstico fisioterapêutico às alterações estruturais, não contemplando aspectos funcionais, atividades e participação.


C

A CBDF substitui a Classificação Internacional de Doenças (CID) e deve ser utilizada exclusivamente para identificação de patologias médicas.


D

A CBDF padroniza a terminologia e a codificação dos diagnósticos fisioterapêuticos, com base no modelo biopsicossocial e na linguagem da CIF, sendo complementar ao Referencial Brasileiro de Procedimentos Fisioterapêuticos (RBPF).

A Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) e sua primeira atualização (CBDF-1) aprimoraram a sistematização dos diagnósticos fisioterapêuticos, estabelecendo um padrão epidemiológico robusto para a identificação de condições de saúde relacionadas ao movimento humano e à funcionalidade dos sistemas orgânicos. Segundo a CBDF-1, integram a estrutura de categorias para diagnósticos fisioterapêuticos, EXCETO


A

saúde cinético-funcional.


B

deficiências cinético-funcionais.


C

fatores pessoais.


D

atividades de mobilidade.


E

participação social.

Paciente do sexo feminino, 62 anos, com histórico de acidente vascular cerebral isquêmico há 3 meses, apresenta hemiparesia à direita, diminuição do equilíbrio em ortostatismo, lentificação da marcha e dificuldade para realizar atividades de vida diária, como vestir-se e caminhar em ambientes externos. Na avaliação fisioterapêutica, observa-se redução da força muscular em membros inferiores direitos, déficit de controle postural e limitação na participação social.


Com base na Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) e no estabelecimento de metas funcionais, assinale a alternativa que melhor representa uma conduta adequada e alinhada ao modelo biopsicossocial:


A

Formular o diagnóstico fisioterapêutico com base na CBDF, descrevendo as deficiências cinético-funcionais, e estabelecer metas funcionais voltadas para melhora da marcha, do equilíbrio e da independência nas atividades de vida diária e participação social.


B

Priorizar apenas alterações estruturais, sem considerar limitações de atividade e restrições de participação, definindo metas exclusivamente relacionadas à amplitude de movimento.


C

Utilizar a CBDF apenas para fins administrativos, sem relação com o planejamento terapêutico e sem definição de metas funcionais mensuráveis.


D

Registrar apenas o diagnóstico médico (AVC isquêmico) e estabelecer como meta funcional exclusiva o ganho de força muscular global.

Com base na publicação da Resolução COFFITO nº 610, de 26 de fevereiro de 2025, houve uma alteração indireta, mas extremamente significativa, na aplicação da Resolução COFFITO nº 565/2022 (Atenção Domiciliar). Embora o texto da Resolução COFFITO 565/2022 — que trata da organização da equipe, carga horária e responsabilidades na assistência domiciliar — não tenha sido revogado, a forma como o fisioterapeuta deve registrar e codificar o atendimento mudou obrigatoriamente. Nesse contexto, analise as assertivas abaixo.


I- A Resolução COFFITO 565/2022 estabelece em seu artigo 5º que o fisioterapeuta deve realizar a avaliação e estabelecer o diagnóstico fisioterapêutico. Com a nova Resolução COFFITO 610/2025, esse diagnóstico deverá ser descritivo livre e baseado no CID.

II- No atendimento domiciliar, é obrigatório o uso da CBDF-1. Se o paciente domiciliar tem sequela de Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, o registro deve ser classificado no Bloco A (ex: D02.01 - Deficiência Cinético-funcional Neurocentral Hemiparética).

III- A Resolução COFFITO 610/2025 introduz uma estrutura que deve ser integrada aos prontuários de assistência domiciliar: CBDFS (Saúde), CBDF-D (Deficiência), CBDF-M (Mobilidade) e CBDF-P (Participação Social).

IV- No contexto da Atenção Domiciliar, os eixos CBDF-M e CBDF-P são fundamentais, pois mensuram a capacidade de deslocamento no ambiente doméstico e a interação social do indivíduo.

V- O prontuário na atenção domiciliar deve agora obrigatoriamente conter a estrutura da CBDF-1, na qual o Bloco A identifica o sistema e o Bloco B apresenta os qualificadores de magnitude de 0 a 4.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

II e III.


B

I e IV.


C

II, IV e V.


D

II, III, IV e V.


E

III e V.

Ano: 2026
Prova: FEPESE - Prefeitura de Florianópolis - Fisioterapeuta - 2026

Na CBDF-1 - Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (2025), no domínio de Deficiência, ao se avaliar a dor, encontram-se possibilidades de quantificação e categorização da dor.


Assim sendo, quando o paciente estiver com dor insuportável, a classificação da dor se dá pelo identificador de número:


A

2.


B

3.


C

4.


D

8.


E

9.

O paciente Sicrano, diagnosticado com uma doença neuromuscular (Esclerose Lateral Amiotrófica), apresenta-se à clínica do Dr. Fulano com queixas de cansaço aos pequenos esforços e dificuldade para expectorar. Anamnese: Dr. Fulano identifica que Sicrano tem dificuldade em manter a ventilação espontânea por longos períodos. Exame Físico-Funcional: É detectada fraqueza acentuada da musculatura respiratória (diafragma e intercostais) e redução do volume corrente. Com base na Resolução nº 610, de 26 de fevereiro de 2025, que dispõe sobre a Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF-1) e dá outras providências, é CORRETO afirmar que:


A

por se tratar de uma doença progressiva, a CBDF-1 desobriga o fisioterapeuta de realizar a codificação funcional, permitindo que o profissional utilize apenas o CID-10 (Código Internacional de Doenças) para o registro no prontuário de Sicrano.


B

o diagnóstico fisioterapêutico deve ser codificado como D03.04 (Deficiência Musculoesquelética de Origem Neural), uma vez que a causa primária é a Esclerose Lateral Amiotrófica, focando a intervenção apenas em ganho de força de membros superiores.


C

o diagnóstico fisioterapêutico de Sicrano deve ser classificado no bloco A, como D04.04 (Deficiência Cinético-funcional Respiratória Neuromuscular), devendo o código ser complementado pelos qualificadores de magnitude para descrever a gravidade da deficiência funcional detectada


D

o diagnóstico estabelecido é de Deficiência Cinético-funcional Respiratória Metabólica (D04.02), visto que a fadiga muscular é decorrente de alteração nas trocas gasosas periféricas e no ciclo de Krebs.


E

o Dr. Fulano deve classificar o paciente no código D02.04 (Deficiência Neuro central), prescrevendo prioritariamente o treinamento de marcha com carga, visto que a fraqueza do diafragma é um achado secundário que não altera a classificação funcional.

Na CBDF-1 - Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (2025), o domínio de Deficiência possui como primeiro código identificador e status estrutural o quantitativo de:


A

9 códigos identificadores e 2 status estruturais.


B

8 códigos identificadores e 2 status estruturais.


C

10 códigos identificadores e 3 status estruturais.


D

10 códigos identificadores e 4 status estruturais.


E

11 códigos identificadores e 3 status estruturais.

Uma jovem paciente, 45 anos, sexo feminino, apresenta disfunção de mobilidade e estabilidade do segmento lombar, caracterizada por preferência direcional em flexão e intolerância à extensão de tronco. Observa-se déficit de controle motor dos músculos estabilizadores profundos (transverso do abdômen e multífidos) e redução da amplitude de movimento (ADM) ativa devido ao quadro álgico e à postura antálgica em flexão anterior. O diagnóstico fisioterapêutico estabelecido aponta para Deficiência Cinético-Funcional Neuroperiférica (CBDF-D01), apresentando moderada redução de força muscular em miótomo de L4 e alteração sensorial em dermátomo correspondente, associada à limitação na mobilidade para flexão de tronco (CBDF-M02) e restrição na participação de atividades em pé por tempo prolongado (CBDF-P03) devido ao quadro álgico e instabilidade segmentar lombar L3-L4.


Considerando as alterações clínicas e neurofuncionais apresentadas, pode-se afirmar que a conduta fisioterapêutica e o achado semiológico mais apropriado ao caso, são:


A

avaliar o reflexo aquileu para confirmar o acometimento de L4 e prescrever exercícios de estabilização segmentar enfatizando o recrutamento isolado e estático do reto abdominal.


B

investigar déficit de força na extensão do joelho (quadríceps), diminuição de sensibilidade na face anterior da coxa e joelho, e instituir treinamento de controle motor dos estabilizadores profundos associado a exercícios com preferência direcional em flexão.


C

constatar fraqueza na dorsiflexão do tornozelo, hipoestesia na face lateral da perna e dorso do pé e focar o tratamento em exercícios de preferência direcional para extensão lombar.


D

realizar teste de reflexo patelar (que estará reduzido) e priorizar condutas de fortalecimento global em extensão máxima de tronco na fase aguda, respeitando a intolerância relatada.


E

indicar repouso absoluto no leito até a remissão completa da postura antálgica em flexão e realizar tração lombar mecânica de alta carga para descompressão imediata de L3-L4.

O paciente Beltrano, 62 anos, com diagnóstico clínico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) em estágio avançado, busca atendimento fisioterapêutico com queixas de dispneia progressiva e limitação severa nas atividades de vida diária. Anamnese: O profissional observa que o paciente apresenta tosse produtiva crônica, com secreção espessa de difícil eliminação e episódios frequentes de exacerbação. Exame Físico-Funcional: Nota-se hiperinsuflação torácica, uso de musculatura acessória, redução da expansibilidade basal e presença de ruídos adventícios (roncos e sibilos) à ausculta pulmonar.


Com base na Resolução nº 610, de 26 de fevereiro de 2025, que dispõe sobre a Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF-1), é CORRETO afirmar:


A

a resolução determina que o diagnóstico fisioterapêutico tem caráter meramente consultivo e não precisa constar formalmente no prontuário do paciente para fins de fiscalização pelo CREFITO.


B

o diagnóstico fisioterapêutico deve focar exclusivamente na patologia de base (DPOC), sendo desnecessária a codificação de deficiências funcionais específicas das vias aéreas se o diagnóstico médico já estiver estabelecido.


C

a CBDF-1 desobriga o fisioterapeuta de realizar a consulta e o diagnóstico funcional em pacientes crônicos, permitindo que o plano terapêutico seja baseado apenas na prescrição de outros profissionais da saúde.


D

os termos contidos na CBDF-1 são idênticos aos da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças), não havendo distinção entre o diagnóstico da doença e o diagnóstico das alterações físico-funcionais.


E

de acordo com a CBDF-1, a identificação de “Limpeza Ineficaz de Vias Aéreas” e “Troca de Gases Prejudicada” constitui parte do diagnóstico fisioterapêutico funcional, devendo ser codificada conforme os domínios de deficiência das funções dos sistemas respiratório e cardiovascular.

Beltrano, de 22 anos, atleta profissional de voleibol (ponteiro), sofreu uma entorse traumática grave do tornozelo direito durante uma aterrissagem de bloqueio. Após avaliação clínica e exames complementares, foi diagnosticada uma lesão ligamentar lateral complexa. Atualmente, no exame físico-funcional, ele se apresenta com dor grave ao esforço na região maleolar lateral (graduada como 3), limitação moderada da mobilidade articular em flexão plantar e inversão (graduada como 2) e redução leve das funções musculares dos inversores e eversores do tornozelo (graduada como 1). Diante desses achados semiológicos, o fisioterapeuta estabeleceu o Diagnóstico Fisioterapêutico normatizado conforme a Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF), gerando a codificação: D03.01.3.2.1.4, acompanhada por M04.01.4 (com completa limitação para locomoção/deslocamento básico) e P05.01.4 (com restrição para participação em atividades esportivas devido a deficiência cinéticofuncional).


Diante das informações apresentadas e da estruturação do Sistema CBDF, é CORRETO afirmar que:


A

o código principal D03.01.3.2.1.4 representa uma Deficiência Cinético-Funcional Musculoesquelética (D03), em que o status funcional inicial indica a presença de alteração estrutural/funcional (01), com os qualificadores do Bloco B apontando, sequencialmente, dor grave (3), moderada alteração de mobilidade articular (2) e leve redução das funções musculares (1), afetando o segmento de um membro ou parte específica do corpo (4).


B

o indicador M04.01.4 está incorreto em sua raiz estrutural, pois a locomoção e o deslocamento de curto alcance em ambiente plano deveriam ser obrigatoriamente classificados dentro do grupo de Atividades Avançadas de Membros Inferiores, cuja codificação inicial de bloco deveria ser padronizada pela letra "A" e não pela letra "M".


C

o dígito 4, posicionado de forma isolada ao final do qualificador de mobilidade (M04.01.4), quantifica uma limitação leve ou parcial no desempenho das transferências posturais dinâmicas executadas pelo atleta durante as sessões de reabilitação cinético-funcional.


D

de acordo com o Bloco C de codificação para o sistema musculoesquelético, o sexto subcódigo final "4" no código D03.01.3.2.1.4 indica, de forma genérica, que a alteração fisioterapêutica está restrita à região da cabeça e do pescoço, contrariando o quadro de entorse apendicular baixa descrito no caso clínico.


E

a codificação P05.01.4 indica que o atleta apresenta saúde cinético-funcional preservada e sem riscos iminentes no ambiente esportivo de alta performance, visto que o número 4 ao final do Bloco B representa o nível máximo de independência e participação social sem restrições.

Beltrano, de 25 anos, atleta de handebol, sofreu uma luxação traumática anterior de ombro direito durante uma partida. Após a redução médica e período de imobilização, ele apresenta dor grave à palpação da interlinha articular, moderada apreensão positiva a 90° de abdução e rotação externa, além de fraqueza leve nos rotadores externos. Sua Deficiência Cinético-Funcional Musculoesquelética é D03.01.2.1.3.3, com M07.01 (Básica): Atividades básicas de membro superior limitada, M08.01 (Avançada): Atividades avançadas de membro superior com completa limitação. P05.01: Participação em atividades esportivas com Deficiência Cinético-Funcional com restrição. Diagnóstico Fisioterapêutico (CBDF): D03.01.2.1.3.3 | M08.01.4 | P05.01.4.


Diante das informações, analise as assertivas a seguir.


I- O Resumo do Diagnóstico Fisioterapêutico Completo é “Paciente apresenta Deficiência Cinético-Funcional Musculoesquelética (D03) associada a quadro de instabilidade e dor no ombro, com grave redução de funções musculares e controle do movimento, resultando em limitação completa para atividades avançadas de membro superior (M08) e restrição completa de participação esportiva (P05)”.

II- M08.01.4 (Atividades Avançadas de Membro Superior): Bloco A (M08.01) identifica Atividades Avançadas de Membro Superior (como o gesto do arremesso no handebol) com presença de Deficiência Cinético-Funcional.

III- M08.01.4 (Atividades Avançadas de Membro Superior): Bloco B (.4) caracteriza o grau de limitação como incompleta, o que significa que o paciente é capaz de realizar o gesto esportivo no momento.

IV- O código P05.01.4 descreve o impacto na vida social e profissional do atleta. Bloco A (P05.01) identifica a participação em atividades recreativas, de lazer e esportivas com presença de Deficiência Cinético-Funcional.

V- O código P05.01.4 descreve o impacto na vida social e profissional do atleta. Bloco B (.4) caracteriza uma restrição completa, indicando que o atleta está totalmente afastado das competições e treinos de handebol devido à luxação.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

II, III, IV e V.


B

I e III .


C

I, II, IV e V.


D

I e IV.


E

II, III e V.

Menor, 10 anos, com pneumonia lobo médio direito, apresentando derrame pleural com dreno ativo, em uso de cateter de oxigênio a 2 L/min, clinicamente estável, afebril, normotenso e normocárdico. Após a avaliação do Dr. Fulano, fisioterapeuta, com síntese do diagnóstico cinético funcional, CBDF D04.02.0.4.0.0, Deficiência Cinético-Funcional respiratória de caráter restritivo em hemitórax direito (lobo médio), acompanhada de redução da expansibilidade torácica e necessidade de oxigenoterapia suplementar (baixo fluxo), com manutenção de estabilidade hemodinâmica e ausência de desconforto respiratório agudo no repouso.


Considerando o quadro clínico descrito, é CORRETO afirmar que a conduta fisioterapêutica adequada é:


A

suspender a fisioterapia respiratória até que o paciente apresente a retirada total do dreno de tórax e a interrupção completa do uso de oxigênio suplementar, visando a evitar complicações.


B

realizar manobras de reexpansão pulmonar com vibrocompressão vigorosas no hemitórax direito para deslocar a secreção, seguidas de aspiração traqueal profunda para garantir a desobstrução total das vias aéreas.


C

indicar a realização imediata de drenagem postural em posição de Trendelenburg para facilitar o dreno torácico e aumentar o fluxo Trendelenburg de secreção em direção à traqueia.


D

aplicar técnicas de reexpansão pulmonar com pressão positiva (como incentivador respiratório ou exercícios de inspiração sustentada), associadas a exercícios de mobilidade torácica, monitorando a saturação de oxigênio durante a atividade


E

utilizar técnicas de compressão torácica durante a expiração forçada, independentemente da colaboração do paciente, para garantir a mobilização da secreção e expansão torácica no lobo médio.

O Sr. Beltrano, 68 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 50 anos/maço), apresenta-se ao serviço de Fisioterapia com queixa de dispneia aos pequenos esforços, como o ato de banhar-se, acompanhada de tosse produtiva crônica. Durante o exame físico, o fisioterapeuta observou: Inspeção: Uso de musculatura acessória (esternocleidomastoideo), aumento do diâmetro anteroposterior do tórax (tórax em tonel) e cianose de extremidades. Palpação: Expansibilidade torácica diminuída globalmente e Frêmito Toraco-Vocal (FTV) reduzido. Percussão: Hipersonoridade pulmonar bilateral. Ausculta: Murmúrio vesicular reduzido, com presença de roncos dispersos e sibilos expiratórios.


Com base no quadro clínico sugestivo de Deficiência Cinético-Funcional Respiratória Obstrutiva (CBDF D04.02) e na semiologia pulmonar, analise as assertivas a seguir.


I- A Radiografia de Tórax é um recurso complementar que permite identificar sinais de hiperinsuflação, como a retificação das cúpulas diafragmáticas e o aumento do espaço retroesternal, corroborando o achado clínico de tórax em tonel.

II- A Gasometria Arterial é contraindicada em pacientes que apresentam cianose de extremidades e uso de musculatura acessória, devido ao risco de alcalose metabólica compensatória imediata durante a coleta.

III- A Espirometria é o exame padrão-ouro para confirmar e quantificar o distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo o diagnóstico funcional definido por uma relação VEF1/CVF acima de 0,90 após o uso de broncodilatador.

IV- A utilização de escalas de dispneia validadas é fundamental para quantificar a percepção subjetiva da dispneia relatada pelo paciente, auxiliando na sistematização da assistência e na prescrição da intensidade do exercício.

V- A Oximetria de Pulso substitui a necessidade de gasometria arterial para a avaliação do equilíbrio acidobásico, pois a saturação de oxigênio fornece dados diretos sobre a pressão parcial de gás carbônico no sangue.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

II e V.


B

I e IV.


C

III e V.


D

I, II, III e IV.


E

I, III, IV e V.

O Sr. Beltrano, 65 anos, internado com Pneumonia, já se encontra no 3º dia de acompanhamento pela Fisioterapia. Durante o atendimento de rotina, o fisioterapeuta realiza novos testes funcionais para verificar a evolução do quadro, observando que o paciente ainda mantém “Deficiência Cinético-Funcional Respiratória (CBDF D04.01.2.1.2.1), afetando o lobo inferior do pulmão direito, com moderada redução da mobilidade e moderada presença de secreção”. Com base nesses achados atualizados, o profissional estrutura a manutenção das técnicas de higiene brônquica e reexpansão, estabelecendo metas específicas de curto prazo para viabilizar a alta hospitalar nas próximas semanas.


Considerando as etapas do processo de atendimento descritas no enunciado, o ato de verificar a evolução do quadro comparativamente ao estado inicial e a estruturação das metas e condutas para atingir o objetivo da alta correspondem, respectivamente, a quais etapas?


A

Diagnóstico Clínico e Alta.


B

Diagnóstico Fisioterapêutico e Prognóstico.


C

Avaliação e Intervenção.


D

Reavaliação e Plano de Tratamento.


E

Exame e Intervenção.

A Sra. Sicrana, 62 anos, comparece ao consultório do Dr. Fulano, fisioterapeuta, com dor na face medial do joelho direito há 6 meses, que piora ao descer escadas de forma constante e limitante durante o esforço. No exame físico, apresenta crepitação articular, redução moderada da amplitude de movimento de flexão em 30% e fraqueza de quadríceps significativa, que dificulta muito a função, mas não é total. O fisioterapeuta define que ela possui "Deficiência Cinético-Funcional Musculoesquelética” (CBDF D03.01.2.3.3.3), caracterizada por moderada redução de mobilidade articular, grave redução de força muscular e grave presença de dor, afetando o segmento do joelho direito, decorrente de processo degenerativo articular. Considerando as etapas do processo de atendimento descritas no enunciado, a definição dada pelo fisioterapeuta sobre a condição da Sra. Sicrana e a decisão de realizar o fortalecimento de quadríceps para que ela volte a descer escadas sem dor em 8 semanas, correspondem, respectivamente, a quais etapas?


A

Diagnóstico Fisioterapêutico e Prognóstico.


B

Avaliação e Intervenção.


C

Reavaliação e Plano de Tratamento.


D

Diagnóstico Clínico e Alta.


E

Exame e Intervenção.

Em observância das disposições presentes na Lei nº 8.295/1991, assinale a alternativa que indica corretamente a quem cabe a coordenação e a fiscalização dos trabalhos do Estado-Maior-Geral, visando ao cumprimento das determinações e políticas estabelecidas pelo Comandante-Geral.


A

Diretores.


B

Controlador.


C

Chefe do Gabinete do Comandante-Geral.


D

Chefe do Estado-Maior-Geral.

Acerca das disposições expressas na Lei Federal nº 8.255/1991, é correto afirmar que o Estado Maior-Geral compreende:


A

Chefe do Estado Maior-Geral; Secretaria e Seções, que não poderão exceder o número de 05 (cinco).


B

Chefe do Estado Maior-Geral e Secretaria.


C

Secretaria e Seções, que não poderão exceder o número de 15 (quinze).


D

Chefe do Estado Maior-Geral; Secretaria e Seções, que não poderão exceder o número de 10 (dez).

 
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