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No processo diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a atuação fonoaudiológica exige análise criteriosa das habilidades comunicativas e auditivas da criança, considerando tanto alterações periféricas quanto centrais da audição. Sobre a influência das perdas auditivas no diagnóstico diferencial do TEA, assinale a alternativa CORRETA:
A identificação de perda auditiva neurossensorial bilateral, independentemente do grau, inviabiliza o diagnóstico de TEA, uma vez que os prejuízos na interação social e na linguagem podem ser atribuídos à privação sensorial auditiva.
A coexistência entre TEA e perda auditiva é clinicamente improvável, pois ambos os quadros compartilham manifestações comunicativas semelhantes, o que dificulta a confirmação diagnóstica concomitante.
Alterações do processamento auditivo central podem intensificar comportamentos compatíveis com TEA, como dificuldades de atenção compartilhada e resposta ao nome, exigindo avaliação audiológica ampliada para adequada interpretação dos sinais clínicos.
A ausência de respostas consistentes a estímulos sonoros em exames comportamentais é suficiente para afastar a hipótese diagnóstica de TEA, não sendo necessária investigação adicional das habilidades pragmáticas da linguagem.
No diagnóstico do TEA, a avaliação auditiva tem caráter secundário, devendo ser realizada apenas após a confirmação do transtorno por instrumentos comportamentais padronizados.
No projeto de fundações de uma edificação, o engenheiro deve analisar diversos fatores antes de definir o tipo mais adequado, considerando aspectos técnicos, econômicos e de segurança. Entre esses fatores, destacam-se as características geotécnicas do terreno, as cargas transmitidas pela estrutura e as condições ambientais. Assim, a escolha entre sapatas, estacas ou tubulões deve considerar, prioritariamente:
As características do solo, cargas da edificação e nível do lençol freático.
O custo do concreto armado.
A disponibilidade de mão de obra local.
A preferência do construtor.
O prazo contratual da obra.
O diagnóstico audiológico infantil exige a integração de procedimentos objetivos e comportamentais, considerando a idade cronológica, o nível de desenvolvimento neurossensorial e as condições clínicas da criança. No que se refere à avaliação audiológica na infância, assinale a alternativa que melhor se alinha às boas práticas clínicas e aos princípios do diagnóstico audiológico infantil.
A avaliação audiológica comportamental é suficiente para o diagnóstico em lactentes, sendo os exames eletrofisiológicos indicados apenas em casos de falha na triagem auditiva neonatal.
O diagnóstico audiológico infantil deve basear-se exclusivamente em exames objetivos, uma vez que respostas comportamentais apresentam baixa confiabilidade nos primeiros anos de vida.
A integração entre emissões otoacústicas, potenciais evocados auditivos e métodos comportamentais permite maior precisão diagnóstica, especialmente na identificação do tipo e do grau da perda auditiva.
A ausência de emissões otoacústicas confirma, de forma isolada, a presença de perda auditiva neurossensorial em qualquer faixa etária pediátrica.
A avaliação audiológica infantil deve ser postergada até que a criança apresente compreensão de ordens simples, garantindo maior fidedignidade dos resultados.
Um psicólogo atua em uma instituição pública e acompanha, há alguns meses, um usuário adulto em atendimento psicológico regular. Em determinado momento, a coordenação institucional solicita, por escrito, acesso ao prontuário completo do usuário, alegando necessidade administrativa e planejamento interno de ações. O usuário não foi informado previamente sobre essa solicitação, nem autorizou o compartilhamento das informações. O psicólogo reconhece que parte do conteúdo registrado envolve aspectos íntimos da vida pessoal do usuário, sem relação direta com decisões institucionais.
Diante dessa situação, à luz do Código de Ética Profissional do Psicólogo, a conduta eticamente mais adequada é:
Atender integralmente à solicitação institucional, uma vez que o psicólogo mantém vínculo empregatício e deve colaborar com a gestão administrativa da instituição.
Negar qualquer fornecimento de informações, mantendo sigilo absoluto, independentemente da finalidade da solicitação e do contexto institucional.
Compartilhar apenas as informações solicitadas, desde que não contenham juízos de valor, ainda que sem consentimento do usuário, por se tratar de demanda institucional formal.
Avaliar criticamente a solicitação, resguardar o sigilo profissional, fornecer apenas informações estritamente necessárias para os objetivos institucionais, e, sempre que possível, informar e orientar o usuário sobre o compartilhamento, respeitando os limites éticos e legais.
Encaminhar o prontuário completo à coordenação, desde que retire dados pessoais sensíveis, considerando que o registro pertence à instituição.
Uma psicóloga é convidada por uma instituição privada para atuar como avaliadora psicológica em um processo seletivo interno para promoção de cargos. Ao analisar a lista de candidatos, identifica que um dos avaliados realizou psicoterapia com ela há dois anos, vínculo encerrado formalmente e sem contato posterior. A instituição afirma que a avaliação será apenas técnica e solicita confidencialidade absoluta sobre o processo. A psicóloga reconhece que possui informações prévias relevantes sobre o histórico emocional do candidato, ainda que não relacionadas diretamente à função avaliada.
Considerando a situação apresentada, a postura profissional que melhor sustenta uma prática eticamente responsável é:
Realizar a avaliação normalmente, uma vez que o vínculo terapêutico foi encerrado e não há contato atual com o candidato.
Aceitar a avaliação, desde que se comprometa a não utilizar informações obtidas no processo terapêutico anterior.
Recusar-se a realizar a avaliação desse candidato específico, comunicando formalmente à instituição o impedimento ético, mantendo sigilo sobre a natureza do vínculo anterior.
Proceder com a avaliação, desde que outro profissional revise o laudo final para minimizar possíveis vieses.
Realizar a avaliação e registrar no laudo a existência de vínculo anterior, para garantir transparência institucional.
As esquadrias são elementos construtivos presentes em portas, janelas e fachadas, desempenhando funções técnicas e funcionais no ambiente construído. Sua correta especificação contribui para o conforto e segurança dos usuários. Assim, têm como função principal:
Apenas estética.
Vedação, iluminação, ventilação e segurança dos ambientes.
Isolamento estrutural.
Suporte de cargas verticais.
Controle de fundações.
Nos últimos anos, o Brasil enfrentou surtos e epidemias amplamente divulgados pela mídia, exigindo ações do poder público e da população.
Uma medida fundamental para o enfrentamento dessas situações é:
A desinformação da população para evitar pânico
A redução do acesso aos serviços de saúde
A suspensão das políticas de vigilância sanitária
A exclusão do tema dos meios de comunicação
A adoção de campanhas de prevenção e vacinação
Conforme definição contida no Artigo 6º, §1º, da Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/90), a competência da Vigilância Sanitária (VISA) abrange um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde, intervindo sobre:
Bens de consumo (água, alimentos, medicamentos), serviços de saúde, meio ambiente e processos produtivos que guardem relação direta ou indireta com a saúde humana.
Exclusivamente nos estabelecimentos hospitalares pertencentes à rede pública estadual.
Apenas na limpeza urbana e na conservação de jardins e praças públicas.
Conflitos trabalhistas e negociações salariais entre sindicatos de profissionais da área da saúde.
A fiscalização do tráfego de veículos automotores em vias públicas de jurisdição federal.
A coleta e análise contínua de dados são componentes essenciais da prática baseada em evidências na ABA. Ao observar que determinado procedimento não está produzindo progresso consistente, o psicólogo deve:
Manter o procedimento inalterado por período indefinido.
Encerrar a intervenção imediatamente.
Alterar as metas sem registro formal.
Transferir o caso para outro profissional sem justificativa técnica.
Revisar os dados coletados e ajustar as estratégias com base na análise funcional.
No processo de generalização de habilidades adquiridas em ambiente terapêutico, é fundamental que o psicólogo:
Restrinja o ensino ao setting clínico para maior controle experimental.
Oriente familiares e cuidadores para promover aplicação das habilidades em múltiplos contextos.
Evite a participação da família para prevenir interferências.
Trabalhe apenas com reforçadores artificiais.
Mantenha estímulos altamente estruturados sem variação.