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Autonomia de decisão de gerentes e flexibilização dos gerentes são eixos fundamentais, tanto do modelo burocrático quanto do modelo pós-burocrático.
A coordenação dos ministros de Estado e das autoridades de primeiro escalão é exercida predominantemente por meio da atuação direta do presidente da República.
Os gestores públicos devem, simultaneamente, atuar de acordo com o interesse comum e buscar resultados continuamente. Há, além disso, um controle democrático, que não existe de maneira similar na gestão de organizações privadas, o que assegura ao cidadão, ao menos teoricamente, participação nas decisões do setor público.
Alguns pontos podem ser buscados para se alcançar uma nova gerência pública, tais como: eliminar da organização tudo aquilo que não agrega valor a seus serviços, desenvolver novas tecnologias, desenvolver processos continuados de planejamento e desenvolver programas de capacitação contínua.
A modernização do sistema de compras governamentais, no período entre 1995 e 2002, ilustra-se pelo advento de modalidades tais como consulta e pregão eletrônico.
A elaboração do planejamento estratégico tende a ser mais fácil e ágil em uma organização pública do que em empresas privadas, em virtude de a autonomia administrativa ser maior no setor público que no privado.
A reengenharia é um modelo de gestão que pode ser útil no processo de modernização da gestão pública, pois possibilita, por processo paulatino e contínuo, um repensar dos processos organizacionais.
A administração pública extragovernamental compreende o conjunto de entes com vínculo de cooperação com o poder público mediante convênios, termos de parceria e contratos de gestão.
O sistema de ocupação de cargos comissionados correspondentes a posições de direção e assessoramento na administração federal é semi-aberto, restrito aos servidores, na base, e aberto a nomeados sem vínculo com o serviço público, no topo.
Uma das principais diferenças entre a administração pública burocrática e a administração pública gerencial reside nos mecanismos de controle. No primeiro caso a ênfase é no controle de procedimentos enquanto no segundo controlamse os resultados.
Transparência, verticalização da estrutura organizacional e trabalho em equipe constituem o modelo pós-burocrático na administração pública.
À luz dos novos preceitos de um Estado moderno e eficiente, entre as ações de modernização administrativa existe a busca pela otimização das ferramentas gerenciais no âmbito da administração pública, sendo a única exceção o desinteresse explícito dos órgãos oficiais pela melhoria dos sistemas de informação, pela transparência e pelas ferramentas de governo eletrônico.
A administração paralela do governo JK assim se denominava devido à instituição de grupos executivos, estruturas ad hoc dotadas de grande flexibilidade que coexistiam com as formas burocráticas tradicionais.
A forma ideal de preparar os gerentes públicos é promover o ingresso desses em escolas de administração de empresas, a fim de que aprendam as técnicas mais inovadoras de gestão.
A estratégia de modernização da burocracia governamental federal no período entre 1964 e 1985 baseava-se na expansão e diferenciação da administração indireta, dotada de maior flexibilidade para implementação de projetos desenvolvimentistas.
Serviços de relevância pública devem, por definição, se submeter ao regime de prestação estatal.
O principal mecanismo de implementação do desenvolvimentismo do período JK foram os grupos executivos que, embora constituíssem estruturas ad hoc dotadas de grande flexibilidade, acabaram sendo posteriormente engolfadas pela burocracia governamental.
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