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A evolução da Administração Pública no Brasil perpassa a adoção de diferentes modelos, de acordo com a moldura política, social e econômica vigente, sendo que o modelo
patrimonialista, ao contrário do burocrático, separa o patrimônio público do patrimônio dos governantes.
gerencial, ao contrário do burocrático, é focado na meritocracia e adota controles apriorísticos, de natureza formal.
patrimonialista impôs a proteção do patrimônio público e mecanismos para evitar práticas clientelistas.
burocrático, diversamente do patrimonialista, introduziu um fortalecimento da máquina pública, com estruturas hierarquizadas.
burocrático, ao contrário do gerencial, propõe controles de resultados, meritocracia e combate ao nepotismo.
No processo de evolução da Administração Pública, com sucessão de modelos com diferentes características e premissas próprias, tem-se que o modelo
burocrático mostrou-se ineficiente em função do clientelismo e nepotismo que estão fortemente presentes em tal modelo, que despreza o papel técnico dos agentes públicos.
patrimonialista diverge do modelo gerencial em face da maior preocupação com a preservação do patrimônio público, enquanto, no gerencial, as privatizações são priorizadas.
patrimonialista busca, como o próprio nome sugere, a separação entre o patrimônio do Estado e dos governantes, e propõe maior intervenção do Estado no domínio econômico.
gerencial busca a eficiência na atuação da Administração, com avaliação de resultados, estruturas fortemente hierarquizadas e adoção de mecanismos de controle preventivos.
burocrático representou uma evolução em relação ao patrimonialista, por adotar a meritocracia e pelo fortalecimento das estruturas administrativas, ainda que com excessivo formalismo.
Os modelos teóricos de administração pública — patrimonialista, burocrático e gerencial — refletem diferentes momentos históricos e concepções de gestão estatal. Considerando suas características, a principal diferença entre os modelos burocrático e gerencial é que o modelo
gerencial elimina a necessidade de controles e auditorias, diferentemente do modelo burocrático que os exige.
burocrático busca maior flexibilidade administrativa, enquanto o gerencial valoriza procedimentos formais e rígidos.
gerencial concentra o poder nas elites políticas, enquanto o burocrático visa aproximar o público e o privado.
burocrático foca na legalidade e no controle por processos, enquanto o gerencial enfatiza resultados, eficiência e desempenho.
burocrático incentiva a autonomia dos gestores, enquanto o gerencial reforça a hierarquia como instrumento central de coordenação.
Quanto ao modelo de administração pública burocrática, assinale a alternativa CORRETA.
Emerge na segunda metade do século XX como um modelo cuja característica central é a ausência de distinção patrimonial entre os bens do Estado e os do governante, sendo o erário tratado como propriedade pessoal e as decisões tratadas de acordo com os interesses pessoais de quem governa.
Emerge na segunda metade do século XIX como resposta à expansão das funções econômicas e sociais do Estado ao desenvolvimento tecnológico e ao processo de globalização da economia, após a segunda guerra mundial. Neste modelo, destacam-se como princípios orientadores a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o formalismo.
Surge na segunda metade do século XIX como forma de combater a corrupção e o nepotismo característicos do modelo patrimonialista, tendo como princípios orientadores a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o formalismo.
Foi predominante até a segunda metade do século XIX como um modelo cuja característica central era a ausência de distinção patrimonial entre os bens do Estado e os do governante, sendo o erário tratado como propriedade pessoal e as decisões tratadas de acordo com os interesses pessoais de quem governa.
O modelo de administração pública burocrática surge entre o final do século XX e início do século XXI como forma de combater as limitações características do modelo de administração pública gerencial, tendo como princípios a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade e o formalismo.
Em relação à Administração Pública, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. No patrimonialismo, o aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder do soberano, e os seus auxiliares, servidores, possuem status de nobreza real.
II. Na administração burocrática, a estratégia volta-se para o controle ou a cobrança a posteriori dos resultados.
III. No plano da estrutura organizacional, na administração pública gerencial, a descentralização e a redução dos níveis hierárquicos tornam-se essenciais.
IV. A administração pública gerencial constitui um avanço e, até certo ponto, um rompimento com a administração pública burocrática. Isso não significa, entretanto, negação de todos os seus princípios.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas II, III e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.


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A evolução da Administração Pública demonstra que o modelo burocrático, embora tenha cumprido o papel histórico de combater o patrimonialismo, gerou rigidez excessiva ao focar no controle minucioso de procedimentos. Sob essa ótica, a transição para o paradigma gerencial, iniciada de forma sistemática na década de 1990, buscou modernizar o Estado para enfrentar a crise fiscal e as crescentes demandas dos cidadãos por eficiência. Nesse sentido, a premissa fundamental que orienta a nova arquitetura de supervisão do aparelho estatal estabelece que a ênfase deve deslocar-se do acompanhamento passo a passo dos processos administrativos para o:
Cumprimento estrito das normas procedimentais, assegurando a impessoalidade e a legalidade em cada etapa da execução.
Fortalecimento da hierarquia funcional e da centralização decisória, com o intuito de reduzir a margem de erro na gestão.
Monitoramento preventivo de todas as despesas públicas, com o objetivo de evitar o desperdício de recursos orçamentários.
Controle dos resultados alcançados pelas instituições, garantindo-lhes autonomia na gestão de recursos humanos e financeiros.
Originado no contexto do Estado Liberal, o modelo burocrático de administração pública surgiu em resposta às pressões sociais pela ampliação e racionalização dos serviços públicos, para atender às demandas de grandes corporações industriais e reestruturar o Estado rumo a um projeto de desenvolvimento. Fundamentando-se no tipo ideal de burocracia formulado por Max Weber (1864-1920), considere os itens abaixo.
I. Profissionalização, carreira, hierarquia, impessoalidade, formalismo e racionalidade da gestão.
II. Controle administrativo exercido a priori, como forma de combater a corrupção e o nepotismo.
III. Legitimidade dos governos baseados na tradição, fundamentada na dominação racional-legal.
IV. Organização caracterizada pela previsibilidade e pela especialização funcional.
Os itens que representam o ideal weberiano são:
I e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
I, II e IV, apenas.
No âmbito da Gestão Pública, o modelo burocrático de Max Weber é fundamental para compreender a organização do Estado moderno. Sobre a visão clássica desse autor, assinale a alternativa CORRETA:
A burocracia é definida como um sistema ineficiente por natureza, devido ao distanciamento dos funcionários em relação às demandas sociais e ao excesso de "papelismo".
A burocracia representa a forma administrativa da dominação racional-legal, caracterizando-se pela impessoalidade, hierarquia clara e normas estabelecidas racionalmente para atingir a máxima eficiência.
A burocracia reside, em sua base conceitual, na dominação tradicional, em que a legitimidade do poder advém do respeito aos costumes e à hereditariedade dos cargos.
A burocracia atinge sua plenitude quando as normas regulamentares são substituídas pela discricionariedade e pelo carisma dos ocupantes de cargos de chefia.
A evolução dos modelos de administração pública revela distintas racionalidades institucionais quanto à organização do aparelho estatal, aos mecanismos de controle e à orientação por resultados. Nesse contexto, instrumentos como planejamento estratégico, tático e operacional, bem como indicadores de desempenho, não se confundem com modelos administrativos em si, embora possam ser mobilizados de modo mais intenso em determinadas matrizes de gestão.
Considerando essas premissas, analise as alternativas a seguir e assinale a que está CORRETA.
O modelo burocrático se caracteriza pela centralidade da impessoalidade, da formalização procedimental e da hierarquia funcional, ao passo que a administração gerencial, sem eliminar a juridicidade da atuação estatal, reforça a orientação para resultados, o monitoramento por indicadores e a diferenciação entre níveis de planejamento.
O patrimonialismo se distingue da burocracia por adotar mecanismos objetivos de profissionalização, padronização procedimental e separação rigorosa entre o patrimônio público e os interesses privados dos agentes estatais, razão pela qual constitui a base histórica dos sistemas modernos de controle administrativo.
O planejamento estratégico, por definir rotinas específicas de execução setorial e tarefas de curto prazo, corresponde ao nível mais operacional da gestão, ao passo que o planejamento tático assume função intermediária apenas na mensuração quantitativa de indicadores institucionais.
A administração gerencial, por priorizar eficiência e desempenho, mostra-se incompatível com controles formais, de modo que a utilização de indicadores substitui a necessidade de procedimentos administrativos estruturados e de mecanismos prévios de conformidade institucional.
Os indicadores de desempenho, por representarem técnica de mensuração quantitativa de resultados, constituem elemento definidor do modelo burocrático, no qual a avaliação da legalidade cede espaço ao controle finalístico como critério primário de legitimação administrativa.
A administração pública burocrática distingue-se da administração patrimonialista por estruturar-se a partir da
descentralização administrativa.
flexibilização das estruturas organizacionais.
profissionalização do corpo administrativo com base no mérito.
substituição do controle formal pelo controle a posteriori dos resultados.


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A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos.
Fonte: Chiavenato, Idalberto, Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações / Idalberto Chiavenato - 7. ed. rev. e atual. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. Páginas 258 e 262.
Acerca dessa teoria, na visão de Max Weber, é CORRETO afirmar que a burocracia tem, entre outras, as seguintes características:
Caráter racional e divisão do trabalho e pessoalidade nas relações.
Hierarquia de autoridade e completa imprevisibilidade do funcionamento.
Caráter legal das normas e regulamentos e pessoalidade nas relações.
Competência técnica e meritocracia e especialização da administração.
Profissionalização dos participantes e caráter informal das comunicações.
Pode-se dizer que a Administração Pública evoluiu por meio de três modelos básicos. O modelo de Max Weber que passou a ser difundido na Europa, e posteriormente no Brasil, é chamado:
patrimonial.
burocrático.
gerencial.
consumerism.
Public Service Orientation.
Uma das principais contribuições para a evolução do conhecimento da Administração surgiu com o conceito de organizações burocráticas. Posteriormente, outros estudiosos da Administração apresentaram as disfunções da burocracia. Segundo Max Weber, ao detalhar o tipo ideal de burocracia, o autor apontou três características:
Formalidade, Impessoalidade e Profissionalismo.
Particularismo, Excesso de regras e Mecanicismo.
Individualismo, mecanicismo e desestímulo à inovação.
Poder coercitivo, poder manipulativo e poder normativo.
A dominação racional-legal, presente no modelo burocrático de administração pública, é uma forma de dominação baseada em normas e leis, na qual as leis são elaboradas a partir de normas coerentes com a respectiva realidade social.
Certo
Errado
O modelo burocrático se propunha a reger os agrupamentos sociais por meio de regras, estatutos, regulamentos, documentação, obediência hierárquica, formalidade e impessoalidade.
Certo
Errado


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A autoridade legal, típica da organização burocrática, é um tipo de dominação legítima que depende da criação de normas legais no seio de um grupo e do acordo entre os membros do grupo para sujeitá-los aos ditames do sistema legal.
Certo
Errado
A teoria da Administração Pública enfrenta uma crise de legitimidade, pois suas bases convencionais não atendem plenamente às necessidades de teóricos, profissionais e cidadãos.
Assinale a afirmativa correta acerca do consenso implícito sobre a direção da teoria da Administração Pública, conforme a herança intelectual de Max Weber e a herança política de Woodrow Wilson.
A herança de Weber enfatiza a separação entre política e administração.
A herança de Wilson propõe a substituição da burocracia por organizações informais.
A herança de Weber destaca a burocracia racional como base da Administração Pública.
A herança de Wilson defende a integração total entre política e administração.
As heranças de Weber e Wilson sugerem a substituição da Administração Pública convencional pela Nova Gestão Pública.
A administração pública gerencial parte do pressuposto que o modelo burocrático é ineficiente e marcado pela corrupção, por isso busca eficiência por meio da centralização administrativa, em que as agências reguladoras têm o papel de regular e fiscalizar serviços público concedidos à iniciativa privada.
Certo
Errado
O modelo de administração pública burocrática, teorizado por Max Weber, caracteriza-se por ter um corpo profissional de servidores permanentes e especializados e pela não distinção entre o político e o administrador público (burocrata).
Certo
Errado
Durante uma reunião de departamento em uma universidade pública, um professor da área de finanças sugeriu a terceirização de parte dos serviços administrativos como forma de buscar eficiência à instituição. A proposta, no entanto, foi recebida com resistência pelos demais docentes, que enfatizaram a necessidade da manutenção da norma, dos regimentos, assim como da estética e da ética institucional. Com ânimos exaltados, encerraram a discussão sem nenhuma deliberação. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta o modelo histórico de Administração Pública predominante defendido pelo departamento.
Modelo patrimonialista, pois a prevalência de regras e hierarquia mostrada na confusão entre os docentes é a representação clássica do distúrbio existente entre as esferas pública e privada, característica desse modelo.
Modelo burocrático, pois a centralidade dada às normas, ao formalismo e ao respeito aos regimentos reflete o ideal de impessoalidade, controle típico demarcado em Weber, focada na base institucional e na racionalidade instrumental.
Novo Serviço Público (NSP), pois o embate entre docentes representa a valorização da participação cidadã e do interesse público, o que permite superar o gerencialismo e enfatizar o debate coletivo, pensando no bem-estar e na eficiência da instituição e da população.
Modelo gerencial, pois a rejeição da terceirização demonstra a busca por resultados, com foco na modernização da organização pública e na flexibilidade na gestão perante um modelo eficiente pautado em indicadores quantitativos.
Modelo buro-gerencial (híbrido), demarcado na transição de 1988, com ênfase nas normas (do modelo burocrático), mas compondo terceirizações a partir de parcerias públicoprivadas, indicando a incorporação de práticas voltadas à eficiência e à orientação por resultados, pensando no bem-estar da população.


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