Questões de Concurso sobre Administração Burocrática

 
 
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De Paula (2005) analisa a vertente da Administração Pública Societal (APS) comparando-a ao modelo da Administração Pública Gerencial (APG).


Avalie o que se afirma sobre esses dois modelos de administração pública.


I - A APG tem como abordagem de gestão a aplicação do gerencialismo no âmbito das instituições públicas.

II - A APS tem como origem os movimentos sociais brasileiros iniciados na década de 1960, baseados na visão de democracia participativa.

III - A APG surgiu como resultado da reforma estatal brasileira, ainda na década de 1980, influenciando os modelos aplicados na Inglaterra e nos EUA.

IV - A APS caracteriza-se por buscar substituir a gestão tecnoburocrática por um modelo de gestão mais participativo e democraticamente deliberativo, com iniciativas como o orçamento participativo, os fóruns temáticos e os conselhos gestores de políticas públicas.


Está correto apenas o que se afirma em


A

I e IV.


B

I e III.


C

II e III.


D

I, II e IV.

Leia com atenção o pequeno trecho abaixo:


“Historicamente, existem três grandes modelos de Administração Pública: A administração patrimonialista, a burocrática e a gerencial. Um deles se caracteriza por enfatizar os princípios de formalização e profissionalismo, e por utilizar hierarquias bem definidas”.


O trecho apresentado se refere especificamente à Administração:


A

Patrimonialista.


B

Burocrática.


C

Gerencial.


D

O trecho apresenta características que não se aplicam a nenhum dos tipos de Administração Pública existentes.

Sobre os modelos administrativos experimentados pelo setor público no Brasil, as seguintes relações estão corretas, EXCETO:


A

Estabelecimento de uma política de pessoal com base no mérito – burocracia.


B

Criação de uma estrutura administrativa organizada com um controle minucioso das atividades-meio – burocracia.


C

Abertura a uma postura empresarial e empreendedora – gerencialismo.


D

Maior controle dos gastos públicos e volta da reflexão sobre o Estado Mínimo – gerencialismo.


E

Modelo de caráter rígido e hierarquizado – patrimonialismo.

Uma das conquistas na gestão das políticas públicas foi a descentralização das ações na sua formulação e implementação e, consequentemente, no compartilhamento de parcela do poder. Nessa perspectiva, configura-se como uma das estratégias privilegiadas:


A

a criação dos conselhos


B

a refilantropização


C

a adesão ao social-liberalismo


D

o programa compensatório

Assinale a alternativa correta em relação à gestão de pessoas.


A

O acesso a carreiras no setor público se dá por concurso e por indicação.


B

O regime jurídico único é caracterizado em cada ente federado conforme sua legislação.


C

O mecanismo de motivação, na administração pública burocrática, é o da promoção por mérito e titulação, em carreiras formalmente estabelecidas.


D

O conhecimento é o requisito básico exigido do servidor público em face da impossibilidade de se avaliar por meio de provas e testes suas habilidades e competências.


E

O recrutamento no serviço público se dá por meio de concurso público.

Sobre descentralização e democracia, é INCORRETO afirmar que


A

são princípios democráticos que servem à análise do processo de descentralização: o controle do governo por parte dos cidadãos, as eleições por maioria, a consideração das demandas das minorias, o processo de educação para a cidadania e a participação popular.


B

descentralização implica necessariamente uma redistribuição de poder; e, portanto, uma multiplicação dos núcleos de poder político. Dessa forma, a descentralização é sinônimo de uma alteração estrutural na distribuição de poder e preconiza uma reorganização dos espaços ou objetos de decisão, bem como dos meios para executá-las.


C

é consequência da descentralização o fortalecimento das liberdades e direitos políticos e, principalmente, das instituições representativas, que se dá mais nos níveis municipais do que nos federais.


D

pode ser ilusória a efetividade do controle social sobre a administração pública de nível municipal, através das instituições locais em que se dá a representação popular, uma vez que o acesso a informações depende de transparência e integridade em relação aos dados.


E

enquanto o autoritarismo implica necessariamente a centralização, o não-autoritarismo implica necessariamente a descentralização.

Na burocracia pública clássica existe uma noção muito clara e forte do que seja interesse público. O interesse público, no entanto, não pode ser confundido com o interesse do próprio Estado. Para a administração pública burocrática, o interesse público é frequentemente identificado por


A

profissionalização do servidor público.


B

afirmação de poder do próprio Estado concentrando os recursos para a manutenção do aparato estatal.


C

foco no conteúdo das políticas públicas como prioridade.


D

visão do cidadão como cliente dos serviços ofertados pelo Estado.


E

prioridade para o interesse da coletividade.

Confrontando o modelo de administração burocrática com o modelo de administração gerencial, no que concerne à característica da Administração Pública burocrática ser autorreferente e concentrada no processo, pode-se dizer que o modelo gerencial


A

é orientado para o cidadão, voltado para o consumidor e concentrado nas necessidades e perspectivas desse, o cliente-cidadão.


B

acredita em uma racionalidade absoluta, que o gerencialismo está encarregado de garantir.


C

assume que o controle rígido dos processos é o modo mais seguro de se evitar o nepotismo e a corrupção, com a adoção do controle de procedimentos.


D

prega o formalismo, a rigidez e o rigor técnico como contrapontos de controle ao processo.


E

não se baseia na confiança, por ser altamente centralizadora e autoritária.

Com a criação do DASP, durante o Estado Novo, o Brasil passou a ter um órgão central encarregado da administração de pessoal e de material e do orçamento, para a revisão das estruturas administrativas e para a racionalização dos métodos de trabalho.


C

Certo


E

Errado

Charles Perrow, William Roth e Robert K. Merton são alguns pesquisadores que se propuseram a catalogar as disfunções da burocracia. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as disfunções burocráticas com suas respectivas características e consequências.

Coluna 1

1. Particularismo.

2. Mecanicismo.

3. Patrimonialismo.

4. Individualismo.


Coluna 2

( ) Palavra usada para designar a prática em que o funcionário usa a organização para realizar objetivos pessoais ou utiliza recursos da organização em benefício próprio.

( ) Segundo Roth, o profissionalismo das organizações formais exige que as pessoas desempenhem papéis limitados, com responsabilidades limitadas e autonomia reduzida. Cada pessoa ocupa um cargo, que tem competências bem definidas, pouco relacionados com suas aptidões e interesses.

( ) Surge porque a organização burocrática oferece muitas vantagens para as pessoas que são alçadas às posições de chefia, como símbolos diferenciadores e vantagens materiais. Isso incentiva o conflito entre as pessoas que desejam essas posições por causa de suas vantagens e realça a vaidade de seus ocupantes, prejudicando a qualidade da administração.

( ) Segundo Perrow, é o que acontece quando as pessoas levam para dentro das organizações os interesses dos grupos de que participam fora dela. Muitas pessoas estão voluntária ou involuntariamente afiliadas a grupos externos, ou fazem parte de grupos sociais.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

1 – 2 – 3 – 4.


B

2 – 1 – 3 – 4.


C

3 – 2 – 1 – 4.


D

4 – 1 – 2 – 3.


E

3 – 2 – 4 – 1.

“Os ‘homens de mil’ de Oliveira Viana, na verdade estavam bem longe do sentido moderno da burocracia, segundo a caracterização weberiana.” (ABRUCIO, PEDROTTI, PÓ, 2010). Esta afirmação diz respeito à análise da trajetória da administração pública brasileira, dando ênfase à discussão sobre a meritocracia no setor público. Nesse sentido, é correto afirmar que


A

os “homens de mil” eram coronéis que faziam a gestão em pequenos municípios, e detinham controle sobre uma jurisdição de mil habitantes.


B

quem ocupava os cargos públicos durante a época do Império e nas primeiras décadas da República eram homens sem formação acadêmica, indicados unicamente por critérios políticos.


C

a lógica meritocrática foi totalmente ausente na gestão pública brasileira no período anterior a 1930, tendo sido implementada a partir da reforma do DASP.


D

quem ocupava os cargos públicos durante o Império eram homens sem formação acadêmica, indicados unicamente por critérios políticos, situação que mudou com a Proclamação da República em 1889.


E

os ocupantes de cargos públicos de alto escalão durante o Império eram pessoas com excelente formação acadêmica, geralmente em universidades do exterior.

Frente as transformações mundiais em âmbito econômico e social, a administração pública brasileira passou por períodos de evolução em seu modelo de gestão pública após 1930, seguindo-se a seguinte evolução temporal:


A

Do modelo patrimonialista para o burocrático, e em seguida do modelo burocrático para o gerencial.


B

Do modelo gerencial para o burocrático, e em seguida para o modelo patrimonialista.


C

Do modelo burocrático para o patrimonialista, e em seguida para o modelo gerencial.


D

Do modelo burocrático para o gerencial, e em seguida para o modelo patrimonialista.


E

Do modelo patrimonialista para o modelo gerencial, e em seguida para o modelo burocrático.

É possível identificar três modelos na administração pública brasileira: patrimonialista, burocrático e gerencial.


A ideia de profissionalização, carreiras estruturadas, hierarquia funcional e impessoalidade são características do(s) modelo(s):


A

patrimonialista;


B

gerencial;


C

burocrático;


D

patrimonialista e burocrático;


E

patrimonialista e gerencial.

A análise desenvolvida no livro “Burocracia e Política no Brasil: Desafios para o Estado Democrático no Século XXI” (LOUREIRO, ABRUCIO, PACHECO, 2010) faz uma extensa análise das trajetórias da administração pública brasileira, destacando a importância da criação do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP) durante o governo de Getúlio Vargas. Em relação ao DASP, é correto afirmar que


A

foi responsável por criar uma cultura de aparelhamento do serviço público que persistiu até a reforma do Estado ocorrida na década de 1990.


B

foi uma medida levada a cabo no sentido de fortalecer oligarquias regionais que ocupavam os cargos de gestão nos pequenos municípios e davam apoio político ao governo de Getúlio Vargas.


C

foi responsável por mudar a lógica da República do Café com Leite, onde os cargos administrativos eram ocupados por políticos oriundos de São Paulo (produtores de café) e de Minas Gerais (produtores de leite).


D

teve entre seus principais idealizadores o economista Eugênio Gudin, um liberal que defendia o enxugamento do Estado e a eficiência do setor privado.


E

teve impacto na atuação dos departamentos administrativos estaduais, os chamados “daspinhos”.

A criação do Departamento Administrativo de Serviço Público (DASP) é considerada como um marco da implantação do modelo burocrático no Brasil.


C

Certo


E

Errado

A ___________ no atendimento define para o cidadão-usuário a imagem e credibilidade da instituição pública influenciada pela percepção da qualidade dos serviços oferecidos e pela decorrente satisfação dos cidadãos resultantes do engajamento dos servidores com o seu trabalho. Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:


A

Atenção.


B

Moralidade.


C

Qualidade.


D

Rapidez.


E

Habilidade.

Em relação ao conceito de insulamento burocrático na Administração Pública é correto afirmar que


A

pode ser considerado uma forma de ampliação da accountability horizontal, devido à força que ganham os burocratas.


B

dá poder de decisão aos quadros técnicos e especializados da gestão pública, garantindo assim a implementação de políticas públicas com base em critérios de eficiência e eficácia.


C

garante o universalismo de procedimentos, devido às características técnicas das burocracias, mas enfrenta o desafio do clientelismo.


D

uma vez que reforça o papel das burocracias implementadoras, acaba promovendo o corporativismo, o que tem por consequência a expansão dos níveis de clientelismo na Administração Pública.


E

não pode ser considerado como técnico e isento de política, uma vez que as agências competem entre si pela alocação de valores alternativos.

   
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