Questões de Concurso sobre Administração Burocrática

 
 
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A primeira reforma administrativa no Brasil ocorreu em meados de 1936, tendo enfoque nas atividades da administração geral, objetivando montar um corpo burocrático clássico, de funcionários de Estado, não contemplando as atividades substantivas, e, pautando-se na teoria administrativa que consagrava a existência de “princípios de administração”. Para tanto, foi adotado como modelo o prescrito na teoria administrativa, importado dos países mais desenvolvidos, buscando modernizar a máquina pública. A Reforma de 1936, ficou conhecida como:


A

Reforma Administrativa Popular (Getulista)


B

Reforma Administrativa Burocrática


C

Reforma Administrativa Gerencial


D

Reforma Administrativa Patriarcal

A ênfase nos pormenores estruturais, a orientação normativa e prescritiva e a busca de meios científicos para o trabalho rotineiro são características da teoria da burocracia.


C

Certo


E

Errado

"o modo mais seguro de evitar o nepotismo e a corrupção é pelo controle rígido dos processos, com o controle dos procedimentos" é uma prerrogativa da Administração Pública


A

Atual.


B

Gerencial.


C

Neo-liberal.


D

Burocrática.


E

Patrimonialista.

No serviço público brasileiro, estruturado em três níveis, os administradores devem atuar de forma que as tarefas sejam executadas e não interfiram negativamente com a atuação dos outros níveis. Estes níveis estão ligados a determinados âmbitos da organização, em que seu planejamento é desenvolvido.


Assinale a opção que indica o nível de planejamento e o âmbito em que ele ocorre dentro de uma organização.


A

Tático / Global.


B

Operacional / Organizacional.


C

Estratégico / Departamental


D

Tático / Setorial.


E

Operacional / Setorial.

[...] Os processos sociais já não mais fluem conectados linearmente, sob a lógica de uma comunicação hierarquizada, transmitida em forma de pirâmide, da cúspide à base, o que se afeiçoava e servia de conveniente modelo a uma disposição estamentária das sociedades, mas distintamente, todos esses processos se interconexionam, organizados em redes [...].

MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Quatro paradigmas do direito administrativo pós-moderno: legitimidade, finalidade, eficiência, resultados. Belo Horizonte: Forum, 2008, p. 53.

A figura da pirâmide, aplicada à Administração Pública, está ligada ao modelo denominado como


A

Governança Corporativa.


B

Administração Gerencial.


C

Administração Burocrática.


D

Nova Administração Pública.


E

Administração Público-Privada.

O programa bolsa família tem servido de modelo para vários países e sua característica principal é ser uma ação governamental de:


A

Distribuição de renda e combate a pobreza e a miséria.


B

Distribuição de renda familiar.


C

Distribuição de gêneros alimentícios.


D

Distribuição de bolsa escolar.

Na evolução da Administração pública no Brasil, assim como em outros países, verificou-se o abandono do paradigma burocrático e a implantação do modelo gerencial. São diferenças que podem ser apontadas entre esses dois modelos:


I. No modelo burocrático o controle é a priori, enquanto no gerencial a ênfase é no controle de resultados.

II. O modelo burocrático preconiza estrutura hierárquica rígida, enquanto o gerencial é mais flexível, com redução de níveis e maior autonomia.

III. No modelo burocrático inexiste separação entre propriedade e a administração, sendo que somente a partir do modelo gerencial é que foi introduzido o conceito de meritocracia.


Está correto o que se afirma APENAS em


A

I e III.


B

III.


C

II e III.


D

I e II.


E

II.

A história da Administração considera que a sociedade industrial foi a base para o surgimento de modelo burocrático de organização do trabalho proposto por Weber. A lógica deste modelo considera a:


I- existência de regras para os cargos dependendo das pessoas que os ocupem;

II- padronização, que leva à previsibilidade de tudo;

III- meritocracia, uma vez que seus membros, sendo especialistas treinados, fazem carreira de acordo com suas relações pessoais;

IV- hierarquia, percebida como propulsora da eficiência.


É correto o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

III e IV, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e IV, apenas.


E

I, III e IV.

Na década de 1930, com o nascimento da República Nova, houve uma tentativa de profissionalizar a Ad- ministração Pública brasileira com a criação do De- partamento de Administração do Serviço Público – DASP. Por intermédio do DASP, promoveu-se a es- truturação básica do aparelho administrativo institu- indo-se, por exemplo, o concurso público e as regras para admissão. Tal modelo buscou modernizar a má- quina pública e ficou conhecido como


A

modelo burocrático.


B

modelo patrimonialista.


C

modelo gerencial.


D

modelo do novo serviço público.

Comparativamente a outros modelos, as desvantagens do modelo burocrático incluem a sua rigidez, que pode levar à ineficiência do aparelho administrativo.

C
Certo

E
Errado

No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos 1930, em um quadro de aceleração da industrialização brasileira, em que o Estado assume papel decisivo, intervindo pesadamente no setor produtivo de bens e serviços. A década de 1930 foi um período de grandes transformações. Com o objetivo de realizar a modernização administrativa no Brasil, foi criado, em 1936, o Conselho Federal do Serviço Público Civil, transformado, em 1938, no Departamento Administrativo do Serviço Público – o DASP. Sobre o DASP, assinale a alternativa incorreta.


A

Uma das funções do DASP era de fiscalizar, por delegação do Presidente da República e na conformidade das suas instruções, a execução orçamentária.


B

Com a criação do DASP, as práticas do clientelismo e da indicação por apadrinhamento foram descontinuadas, sendo a admissão ao serviço público exclusiva apenas por meio de concurso público.


C

Com a criação do DASP, o Presidente da República recebia anualmente uma apresentação do relatório pormenorizado dos trabalhos realizados e em andamento.


D

Uma das funções do DASP era auxiliar o Presidente da República no exame dos projetos de lei submetidos à sanção.


E

Uma das funções do DASP era de inspecionar os serviços públicos.

A respeito de uma administração pública que segue o modelo racional-legal, é correto afirmar que:

A
define as organizações públicas como voltadas para descobrir os meios mais eficientes para os fins politicamente dados;

B
foca nos processos de mudança que buscam lograr os valores societários publicamente definidos;

C
opera organizações públicas visando alcançar objetivos políticos internamente definidos;

D
possui um entendimento fenomenológico do comportamento humano reconhecendo o caráter de imprevisibilidade;

E
reconhece valores humanos, como liberdade, justiça e igualdade como critérios de julgamento para a ação pública.

Quando analisamos a evolução da história da Administração Pública brasileira e a história da administração, em geral, encontramos as fases do patrimonialismo, burocracia e gerencialismo. Administração Pública gerencial constitui um avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso não significa, entretanto, que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a Administração Pública gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva alguns de seus princípios fundamentais. Nesse sentido, a diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está


A

na forma de controle, que agora passa a ter foco nos resultados de acordo com o planejamento institucional, que define metas, que o gestor seja um coordenador ou supervisor eficiente das atividades organizacionais, tenha liderança e espírito colaborativo e foco na eficiência.


B

no foco gerencial, para que seja eficaz apenas na sua especialidade e na capacidade de comandar e coordenar tarefas.


C

na realidade administrativa como algo racional, controlável ou imutável e passível de ser uniformizado.


D

na compreensão que as organizações são diferentes no tempo e no espaço e estão inseridas em ambientes complexos e heterogêneos em ritmo de mudança acelerada, para isso requer foco na avaliação institucional, intermediado ao Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização.


E

na supervisão de rotinas e lide com tecnologias específicas, ao mesmo tempo que adote ações de curto prazo na busca de recursos de desenvolvimento gerencial, tais como informação, gestão organizacional e processo decisório.

No modelo burocrático de Administração pública, NÃO é uma disfunção

A
a busca excessiva por resultados.

B
a excessiva especialização.

C
o grande controle de atividades-meio.

D
o excesso de procedimentos.

E
a pouca coordenação.

Nos anos 1930 começa, ainda de forma tímida, uma mudança de padrão no funcionamento do Estado brasileiro. O Estado passa a intervir no processo de produção de bens e serviços e vai saindo de uma forma colonial para um modelo de Estado que privilegia a racionalização, a padronização e a legalidade em todas as áreas de sua atuação, provocando, pela primeira vez, a modernização administrativa. Esse modelo é o


A

sistêmico.


B

funcional.


C

oligárquico.


D

burocrático.


E

patrimonialista.

Na década de 1980, as reformas orientadas para o mercado ganharam centralidade e foram priorizadas pelos formuladores de políticas públicas. Assevera-se a respeito da reforma gerencial:


A

O Regime Jurídico Único para todos os servidores da Administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas, instituído pela Constituição Federal de 1988, representou uma antecipação das diretrizes de controle social e da gestão pública orientada para os cidadãos, que foram propostas pela reforma gerencial na década seguinte.


B

A reforma gerencial pretendeu atacar algumas das principais disfunções da administração burocrática, dentre as quais se destacam a morosidade, o excesso de regras, procedimentos flexíveis e a baixa responsabilização dos burocratas.


C

Duas estratégias para implementação da reforma gerencial no Brasil tiveram destaque: a descentralização da estrutura organizacional do aparelho do Estado através da criação de novos formatos organizacionais, como as agências regulatórias e agências executivas; e o controle de resultados, mediante a supervisão dos trâmites realizados em cada etapa da implementação do serviço público.


D

A lógica da reforma gerencial supõe que a atuação privada pode ser mais eficiente do que a pública em determinados domínios, em razão da agilidade e da flexibilidade que marcam o regime de direito público.


E

O marco legal das Organizações Sociais, oriundo da reforma gerencial brasileira de 1995, autorizou à iniciativa privada a execução de atividades classificadas como serviços públicos não exclusivos.

“Enfatiza aspectos formais, controlando processos de decisão, estabelecendo uma hierarquia funcional rígida, baseada em princípios de profissionalização e formalismo. Os procedimentos formais são feitos por funcionários especializados, com competências fixas e comprovadas por processos de seleção, sendo sujeitos ao controle hierárquico, o que afasta o nepotismo e processos de apadrinhamento.” O conceito apresentado corresponde ao modelo de gestão pública

A
imperial.

B
gerencial.

C
burocrático.

D
republicano.

E
patrimonialista.

O modelo burocrático de gestão na Administração pública apresenta, como um dos traços que o diferenciam do modelo patrimonialista:


A

criação de cargos públicos na forma de prebendas, em substituição às anteriores sinecuras.


B

inexistência de distinção entre o público e privado, com domínio da estrutura pública pelos detentores do poder.


C

controle concentrado nos resultados e não mais nos processos e procedimentos administrativos.


D

participação popular na avaliação da qualidade dos serviços públicos.


E

meritocracia bem como o combate à corrupção e ao nepotismo.

   
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