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Sobre a redefinição do papel do Estado, iniciada com as reformas administrativas do governo Fernando Henrique Cardoso:
I. O Estado brasileiro deixou gradualmente de se orientar para a intervenção direta, deixando que as atividades econômicas e as políticas sociais fossem operadas por mecanismos típicos de mercado baseados na livre concorrência.
II. As Agências Reguladoras passaram a regular parte importante dos setores econômicos privatizados.
III. A principal inovação proposta pelo Plano Diretor de Reforma do Aparelho de Estado foi a criação das Agências Executivas, que iriam substituir as estruturas de implementação de políticas públicas subordinadas aos ministérios.
IV. O Núcleo Estratégico foi revalorizado através de políticas de recomposição salarial e concursos dirigidos às carreiras de estado.
V. As Organizações Sociais, impostas aos ministérios da Saúde, Educação e Cultura, substituíram as Autarquias e Fundações, a partir de 1995.
Estão corretas APENAS as afirmativas I e II.
Estão corretas APENAS as afirmativas I, II e V.
Estão corretas APENAS as afirmativas II, III e IV.
Estão corretas APENAS as afirmativas III e IV.
Estão corretas APENAS as afirmativas III, IV e V.
A proposta de Reforma do Estado desenvolvida pelo governo federal, contendo o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995, identificava claramente a necessidade de redefinição do papel do Estado, apontando um quadro de crise que se diferenciava em várias dimensões, dentre elas, a crise fiscal, definida por
uso clientelista das instituições públicas.
perda de crédito público e por poupança pública negativa.
esgotamento do modelo protecionista de substituição de importações em vigor desde os anos 30.
desprofissionalização dos quadros de pessoal e extremo enrijecimento burocrático.
fracasso do modelo de Estado de bem-estar inspirado em valores da social-democracia européia.
O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado identificava, em uma perspectiva histórica, três formas básicas de administração pública, a saber:
administração pública tradicional, administração pública burocrática e administração pública gerencial.
administração pública clássica, administração pública burocrática e administração pública gerencial.
administração pública patrimonialista, administração pública burocrática e administração pública gerencial.
administração pública burocrática, administração pública pós-burocrática e administração pública gerencial.
administração pública patrimonialista, administração pública burocrática e administração pública republicana.
Ao adotar um maior detalhamento do orçamento, o secretário de administração viabiliza o bom funcionamento da administração pública, segundo os pressupostos do referido plano.
O novo paradigma gerencial adotado pela Administração Pública enfatiza o lugar central do cidadão como cliente dos serviços públicos. Em relação à diferença entre o cliente-cidadão e o consumidor de serviços privados é correto afirmar que
o cliente-cidadão consome serviços públicos apenas mediante um contrato formal com os órgãos públicos.
os dois são equivalentes, pois ambos consomem serviços mediante o pagamento de taxas.
o cliente só assume a condição de cidadão quando utiliza serviços exclusivamente fornecidos pela Administração Pública.
o consumidor de serviços privados pode reclamar da qualidade do atendimento nos órgãos autorizados, enquanto o cidadão só pode agir por meio do voto.
o cliente-cidadão consome serviços públicos na condição de portador de direitos e deveres, por meio dos quais pode avaliar e até mesmo elaborar políticas públicas.
NÃO se inclui entre as principais causas que levaram à Reforma do Aparelho do Estado, implementada no Brasil nos anos 90, a
crise fiscal, caracterizada pela crescente perda de crédito por parte do Estado e pelo esgotamento da poupança pública.
intenção de ampliar a intervenção direta do Estado no domínio econômico, dada a crescente demanda da sociedade por bens e serviços públicos.
necessidade de implementação de uma política de ajuste fiscal, como consequência do cumprimento de obrigações com organismos internacionais.
a crise do modelo burocrático de administração, permeado por práticas patrimonialistas e clientelistas.
a incapacidade do governo de gerar poupança interna e com isso realizar os investimentos públicos demandados pela sociedade.
O conceito de "publicização", idealizado pela Reforma do Aparelho do Estado, significa
a estatização de atividades estratégicas.
a transferência de atividades antes desempenhadas por entes públicos, especialmente na área social, a entidades privadas sem fins lucrativos.
a ampliação da atuação direta do Estado na área social e a redução da sua atuação em setores produtivos.
o movimento de ampliação das informações à sociedade acerca da atuação da Administração.
a transferência compulsória ao poder público de atividades originalmente de responsabilidade do Estado, como saúde e educação.
A crença do secretário de que a atuação do estado deve ocorrer apenas em suas funções próprias está alinhada com os objetivos globais do mencionado plano.
O Plano Diretor para a Reforma do Aparelho do Estado de 1995 definiu novos modelos de organização para a Administração Pública Federal. São eles:
as parcerias público-privadas, as autarquias e as fundações.
os consórcios públicos, as organizações federais e as autarquias executivas.
as organizações sociais, as agências reguladoras e as parcerias público-privadas.
as organizações sociais, as agências executivas e as agências reguladoras.
as agências executivas, as fundações e as organizações públicas não-estatais.
No pensamento de Luiz Carlos Bresser-Pereira, mentor da reforma do Estado nos anos 90, era bastante claro a busca da eficiência administrativa em detrimento de mecanismos de controle.
A Reforma do Estado, na visão de Bresser Pereira, atua em três planos:
na competitividade empresarial, no social e no político.
Quando atua fora de um dos setores de Estado que não sejam os do núcleo estratégico ou das atividades exclusivas, o gestor público não estará dotado do poder de império que o coloca em posição de superioridade em relação ao particular e aos demais competidores inseridos no mercado.
A transição de Estado provedor para regulador impõe sérios desafios, entre os quais se destacam o reforço da função regulatória em face do avanço da privatização, o fortalecimento da defesa da concorrência diante da abertura comercial e as exigências da competitividade em um contexto dominado por grandes conglomerados internacionais.
Na busca de novos modelos capazes de aumentar a eficiência na prestação de seus serviços, o Estado adotou práticas de privatização em sentido amplo e de associação e cooperação com particulares, como a terceirização, para o desempenho tanto de atividades-meio como das atividades-fim da administração pública.
Nos objetivos da reforma do Estado expressos no Plano Diretor aprovado em 1995, distinguiu-se a reforma do Estado da reforma do seu aparelho. Os setores de sua atuação, os assim chamados serviços não exclusivos, compreendem instituições como universidades e centros de pesquisa, sob controle estrito do Estado, cujos serviços devem ser disponibilizados à sociedade em geral e a quaisquer interessados do setor privado a título não oneroso.
São princípios da administração pública gerencial, segundo o Plano Diretor de Reforma do Aparelho de Estado (1995):
I. A definição precisa dos objetivos que o administrador público deve alcançar.
II. O controle ou cobrança a priori dos resultados.
III. O deslocamento da ênfase nos resultados (fins) para os procedimentos (meios).
IV. A garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados.
São verdadeiras APENAS as afirmativas
II e IV.
II e III.
I e III.
I e IV.
I e II.
A partir de 1995, com o governo de Fernando Henrique Cardoso, surgiu uma nova proposta de reforma do Estado, com o objetivo de facilitar o ajuste fiscal e tornar mais eficiente e moderna a administração pública. Essa reforma administrativa parte da existência de vários setores dentro do Estado, em relação aos quais se elaboram diferentes diagnósticos e proposições. Em relação a esse assunto, assinale a opção correta.
Núcleo estratégico é o setor no qual são prestados serviços que só o Estado pode realizar, como atividades de regulamentação, fiscalização e fomento.
O setor de atividades exclusivas de Estado define as leis e as políticas públicas.
Serviços não-exclusivos ou competitivos são aqueles que, embora não envolvendo o poder de Estado, são realizados ou subsidiados por ele por serem considerados de alta relevância para os direitos humanos, como hospitais, escolas, centros de pesquisa e museus.
Produção de bens e serviços para o mercado é atividade social desenvolvida pelas organizações da sociedade civil.
Organizações não-governamentais são caracterizadas por desenvolver atividade econômica voltada para o lucro e que permanece no aparelho do Estado, como as atividades do setor de infra-estrutura.
A Secretaria de Estado da Fazenda do Estado do Amazonas possui competência formal para arrecadar impostos estaduais e fiscalizar os contribuintes. Considerando os quatro setores do aparelho do estado, tal como definidos no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado em 1995, essas competências estão contempladas
na produção de bens para o mercado.
no núcleo estratégico.
nas atividades exclusivas.
nos serviços públicos não-exclusivos.
na produção de serviços para o mercado.