Questões de Concurso sobre Contemporaneidade

 
 
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É sabido por todos o quanto a curadoria assumiu um protagonismo exagerado no meio de arte nas últimas décadas. Não obstante o exagero, que é real, trata-se de um fenômeno que responde a certas características do nosso tempo. Uma quantidade superlativa de novos museus, centros culturais e bienais foi aparecendo por todos os lados. A lógica do entretenimento demanda um gestor competente, que pense uma agenda variada de exposições. Além disso, uma economia pautada em serviços e consumo pressupõe outra lógica produtiva, mais ligada às escolhas e à experiência. Essas são características que dão à propagação das curadorias um acento problemático, no sentido de refletir uma adequação sistêmica sem qualquer atrito crítico.

Por outro lado, vimos, desde pelo menos a década de 1960, instalar-se uma crise inequívoca da narrativa histórica teleológica, tal qual definida pelo relato modernista. Essa crise acabou por liberar a multiplicação de relatos, produzindo camadas de temporalidades simultâneas. Como explicitou o teórico Hans Ulrich Gumbrecht, “entre os passados que nos engolem e o futuro ameaçador, o presente transformou-se numa dimensão de simultaneidades que se expandem”. A razão de ser dos museus e das exposições foi deveras transformada a partir daí e mais claramente desde os anos de 1980. Para o bem e para o mal. Há que se rearticular, a partir dessa nova situação, o vínculo entre historicidade e experiência; melhor dizendo, o modo como as múltiplas narrativas históricas se inscrevem no corpo e na cultura, produzindo, paradoxalmente, empatia e estranhamento, pertencimento e divisão. É no meio desse conjunto diferenciado de problemas que devemos rever os sentidos do que chamamos de arte, das suas possibilidades de interferir no mundo e os modos de fazermos e avaliarmos as exposições.


OSORIO, Luiz Camillo. A função-curador: discurso, montagem, composição. ARS (São Paulo) [online]. 2019, v. 17, n. 37, pp. 29-44, com adaptações.


A partir das provocações do autor do texto, é correto afirmar que o trabalho curatorial, na contemporaneidade,


A

ao pensar o mundo globalizado, que não pode ser estruturado apenas em centro e periferia, torna-se determinante na multiplicação das formas de exposição a partir da qual, e somente então, a arte se apresenta e se constitui historicamente. Nesse sentido, cada obra produz efeitos específicos, que demandam uma resposta sensível e intelectual própria e protegida de uma discursividade construída.


B

segue o modelo que provoca empatia e estranhamento pelo seu gesto assertivo, contudo, essa ação não está apenas a serviço da espetacularização e da mercantilização da arte, mas é o desdobramento de transformações no modo como a arte assume sua historicidade e redefine suas pretensões críticas e políticas.


C

por meio do discurso narrativo proposto, desmascara e subtrai, fica entre o antifetichismo e o positivismo e, assim, encontram-se os seus limites.


D

com relação a sua vocação relacional, indica outra forma de crítica, interessada na especificidade e na delimitação de uma disciplina.


E

produz relações conceituais, afetivas, históricas, políticas, formais, ou seja, evidencia semelhanças no seio das diferenças e constitui diferenças onde tudo parece idêntico.

Considere as afirmações abaixo.


I - Tipografia compreende o desenho e a produção de letras e a sua adequada distribuição e espacejamento sobre uma superfície (física ou virtual).

II - Uma família tipográfica é um conjunto de caracteres que guardam as mesmas características essenciais de seu desenho, inclusive peso e inclinação.

III - Peso, em tipografia, relaciona-se à espessura dos traços em um mesmo corpo de um tipo de uma mesma família.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

Embora a presença de artistas negros ainda não seja uma constante no campo da arte contemporânea brasileira, observamos que este cenário vem mudando através do esforço de curadores, artistas, ativistas e de intelectuais negros. Compreender a ausência/presença da representação da raça negra na história da arte ocidental implica uma leitura constante de suas produções, oportunizando ampliação e construção de novos conhecimentos e novas narrativas, que contemplem sua cultura e identidades invisibilizadas.


Relacione os artistas listados na coluna 1 às respectivas características e definições de suas produções, listadas na coluna 2.


Coluna 1 Artistas

1. Renata Felinto (São Paulo, 1978)

2. Harmonia Rosales (Chicago, 1984)

3. Ayrson Heráclito (Macaúbas, Bahia, 1968)

4. Rosana Paulino (São Paulo, 1967)

5. Sonia Gomes (Minas Gerais, 1948)


Coluna 2 Características de suas produções

( ) Abordam situações decorrentes do racismo e dos estigmas deixados pela escravidão que circundam a condição da mulher na sociedade brasileira, bem como os diversos tipos de violência sofridos por esta população.

( ) Sua performance Transmutação da Carne, Marcação a Ferro (2015) refere-se aos atos discriminatórios da escravidão no Brasil.

( ) Edifica sua produção sobre tecidos e artefatos cotidianos de distintas histórias, que submetidos a bordados e torções, tornam-se corpo, esculturas e instalações, vivificando e propondo novos sentidos para o que está no mundo.

( ) Transita com foco na ancestralidade negra com forte interesse pelas narrativas que caracterizam sua produção para além do texto visual, tendo elas sempre um texto escrito.

( ) Em suas releituras da história da arte, coloca a figura negra em lugares de honra e poder; substitui a figura do homem branco pela mulher negra, abordando questões políticas e de gênero.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

1 • 3 • 5 • 4 • 2


B

1 • 4 • 5 • 2 • 3


C

4 • 2 • 5 • 1 • 3


D

4 • 3 • 5 • 1 • 2


E

5 • 3 • 1 • 2 • 4

Leia o texto a seguir.


Especialmente a partir das décadas de 1960 e 1970, percebemos mudanças relevantes com relação às convenções sobre os limites físicos que o objeto de arte poderia tomar. Isso significa que a partir desse contexto passamos a observar de forma mais marcada as diferentes relações entre a obra e o espaço expositivo e, ainda, entre a obra e o espectador.


Fonte: CUNHA, Amanda S. Torres. Caminhos em poéticas visuais bidimensionais.

Curitiba: Intersaberes, 2017. Disponível em: <https://middlewarebv.am4.com.br/SSO/ifg/9788559722697>. Acesso em: 9 set. 2022. p. 156.



Diante das mudanças referidas no texto, nas relações da arte contemporânea com o espaço,


A

a instalação é uma modalidade artística realizada em espaços abertos com vistas a garantir a interação com o público e o ambiente, opondo-se ao espaço do museu.


B

a arte urbana é um tipo de expressão que se realiza em espaços públicos, podendo ocorrer nos espaços institucionalizados da arte, como museus e galerias.


C

a performance é uma modalidade de arte efêmera que acontece em espaços abertos e de modo exclusivo, vedada a reprodução em outro espaço.


D

a arte pública é um conceito que se refere à arte realizada fora dos espaços privados, buscando o acesso do público em geral.

A frase Se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos! foi proferida por Caetano Veloso como parte do seu discurso direcionado à plateia do III Festival da Canção (1968) ao ser vaiado com sua música “É proibido proibir”.


A frase de Caetano Veloso acusava a juventude de


A

compreender o Festival como arma defensiva da tradição da Música Popular Brasileira.


B

valorizar uma canção com temática popular sem referências a posicionamentos políticos.


C

constituir um coletivo predominantemente direitista que valorizava uma estética musical erudita.


D

constituir um coletivo predominantemente esquerdista que valoriza uma estética musical erudita.


E

compreender o Festival como manifestação catártica de base cultural norte-americana.

Considerando o período a partir da década de 1990, a respeito das instituições artísticas no Brasil, como museus, galerias e centros culturais, assinale a alternativa correta.


A

Apesar do fortalecimento nacional, essas instituições se veem cada vez mais isoladas do cenário global, evitando interações com o circuito internacional.


B

O Estado e as instâncias privadas da sociedade se articulam, tendo como principal estratégia o uso de incentivos fiscais.


C

Os institutos e as fundações artísticas tornam-se mais burocráticas e excludentes, concentrando os recursos e as verbas públicas.


D

Não é possível observar mudanças significativas no campo das instituições artísticas brasileiras mesmo após a década de 1990, preservando o modelo arcaico de museu.


E

As instituições, sobretudo os museus, expressam o isolamento da arte de seu contexto cultural, sem a preocupação de ações pedagógicas ou trocas entre curadores, críticos, artistas e o seu público.

Em 2022, a Pinacoteca de São Paulo organizou a exposição “Adriana Varejão: suturas, fissuras, ruínas”, oferecendo uma panorâmica da trajetória da artista, com 60 obras produzidas entre 1985 e 2022.


Imagem associada para resolução da questão


Língua com padrão sinuoso (1998), óleo sobre tela e alumínio.


Imagem associada para resolução da questão


Brasilis Ruina e Ruina de carne (2021), óleo sobre tela e poliuretano, com suporte de alumínio.


Com base nas imagens e em seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir a respeito da criação artística de Adriana Varejão.


I. O barroco é assumido como estratégia de contraposição entre o azulejo - que remete à racionalidade simétrica, à assepsia e à ordem - e a carne, associada à visceralidade, à vitalidade pulsante e à voluptuosidade.

II. Os domínios da pintura e da arquitetura estão relacionados na materialização de colunas, assumidas como metáforas da estabilidade e da permanência, ao mostrar como as formas sobrevivem às catástrofes do tempo.

III. O uso das estruturas e superfícies é parte integrante das obras, o que permite à artista dissecar construções e ideais associadas ao imaginário da história brasileira, suscitando uma reflexão sobre o que é considerado “verdade” ou “tradição”.


Está correto o que se afirma em:


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Observe a imagem a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


(Disponível em: https://visit.recife.br/o-que-fazer/atracoes/monumentos-historicos/monumento-ao-manguebeat.)


A escultura “Carne da minha perna”, conhecida como o “Caranguejo da Rua Aurora”, monumento em homenagem ao movimento Manguebeat, foi instalada à beira do Rio Capibaribe, pela Prefeitura do Recife. Obra coletiva, realizada em 2004 e 2005, por quatro artistas: Augusto Ferrer; Eddy Polo; Jorge Alberto Barbosa; e, Lúcia Padilha. Em relação ao movimento Manguebeat, assinale a afirmativa correta.


A

Movimento musical, combinou elementos da cultura nordestina, como o forró e o xaxado, com elementos da MPB. Em geral, com canções que exaltavam o povo e a exuberância do nordeste brasileiro. Idealizado por Chico Science (1966- 1997), na década de 1990.


B

Movimento essencialmente musical; combinou elementos da cultura regional de Pernambuco, como o maracatu, o coco e a ciranda, com elementos da cultura pop. Idealizado por Chico Science (1966-1997), com o objetivo de preservar a cultura nordestina, mantendo-a intocada e sem influências da cultura estrangeira.


C

Movimento musical, combinou elementos da cultura regional do Maranhão, como o maracatu, o coco e a ciranda, com elementos da cultura pop. Idealizado por Chico Science (1966-1997), na década de 1980, o movimento questionava a degradação dos manguezais e usava o caranguejo e o ecossistema local, o mangue, como metáfora do homem socialmente marginalizado.


D

Movimento que combinou elementos da cultura regional de Pernambuco, como o maracatu, o coco e a ciranda, com elementos da cultura pop. Em geral, com canções de protesto, que questionam a pobreza e a desigualdade que afetavam Pernambuco e o nordeste brasileiro. Idealizado por Chico Science (1966-1997), não ficou resumido à música e se estendeu para outras artes, como cinema, fotografia, teatro etc.

Thiago de Mello foi um poeta amazonense que faleceu em 14 de janeiro de 2022. No ano de 2021 a 34a Bienal de São Paulo utilizou como tema o seguinte verso de um poema de sua autoria: “Faz escuro mas eu canto” publicado no ano de 1965. De acordo com o coletivo de curadores da 34a Bienal, o título escolhido funciona como um enunciado norteador das escolhas artísticas que pretende


A

questionar o lugar idealizado dos espaços expositivos e valorizar a expressão artística sem consideração quanto às condições sociais nas quais podem ter sido concebidas.


B

refletir a respeito do conceito de inclusão de artistas com deficiência visual a partir de suas potências criativas, valorizando seus saberes.


C

reconhecer a urgência dos problemas que desafiam a vida no mundo atual, e reivindicar a necessidade da arte como um campo de resistência, ruptura e transformação.


D

reivindicar a arte como expressão simbólica autônoma e independente do contexto histórico, reconhecendo, desta maneira sua força atemporal.


E

refletir sobre o uso predatório dos recursos naturais nas grandes metrópoles que acarretam falta de iluminação, propondo um sistema sustentável de consumo elétrico.

A exposição Brasilidade Pós-Modernismo, com curadoria de Tereza Arruda, passou pelas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo em 2020 e 2021. A mostra faz um recorte na produção nacional desde os anos de 1960 até os dias de hoje. Acerca dos (as) artistas participantes, assinale a alternativa correta.


A

Daiara Tukano dedica-se a apreender as visões que alcança em sonhos e nos estudos que realiza em sua família, observando também as pinturas as quais se encontram nos objetos tradicionais de sua cultura, nas tramas das cestarias, nas cerâmicas, nos bancos, nas pinturas corporais, que fazem alusão à memória de uma mesma história da transformação, que é a história tukano da humanidade.


B

Francisco de Almeida criou diversas técnicas que possibilitam a execução de xilogravuras expandidas. Herdeiro do cordel, cria mundos vividos em seus sonhos. Sua obra está estruturada no âmbito do circuito da arte popular e a presença de sua obra na exposição Brasilidade Pós-Modernismo ficou destoada de Fala (2011), de Rejane Cantoni, na montagem em Brasília.


C

A obra de Emmanuel Nassar é proveniente do universo popular e amparada pelo formalismo erudito. Dessa primeira faceta, o artista extrai as cores, as formas, a espontaneidade e o improviso existentes no cotidiano das regiões mais desprovidas de tecnologia e recursos industriais. Da segunda, extrai o olhar agudo para composições mecânicas e funcionais, que passam a ser representadas não somente nas pinturas, mas também nos objetos e assemblages. Dado seu rigor técnico, o artista se aproxima da arte concreta e, visualmente, se afasta de “gambiarras” e do improviso.


D

Camila Soato enaltece cenas do cotidiano extraídas das novas mídias ou da realidade. A artista atenta às minúcias, alerta para os temas que norteiam a atualidade e traça um relato irônico, repleto de ousadia, focado nas mudanças sociais, questões de gênero, feminismo e estereótipos encravados no consciente coletivo. Suas obras reforçam a sensação de profundidade por meio da composição e do uso das cores com referência simbólica às emoções.


E

O trabalho de Paulo Nazareth é demarcado e propagado por suas andanças ao redor do mundo, em que questiona os limites da performance como linguagem artística. Seu trabalho se constitui pelos objetos que produz para os equipamentos e para as programações institucionalizadas do meio da arte.

Considerando os aspectos conceituais, os procedimentos e dispositivos da arte contemporânea brasileira, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Na linha de fricções entre a realidade e a imaginação, Lia Mena Barreto trabalha com bonecos plásticos, animais de borracha, bichos de pelúcia, entre outros brinquedos.


B

A exploração dos espaços por meio de dispositivos visuais que criam novas conexões comunicacionais, ampliando a percepção dos espectadores, é realizada por artistas como Regina Silveira.


C

Os cruzamentos de questões do campo da arte com diversos outros campos do conhecimento estão presentes na obra de Tunga, que desenvolve uma produção complexa que transita entre escultura, instalação e vídeo.


D

O paradigma internacional da arte contemporânea também se manifesta nas produções locais, conduzindo os artistas a desenvolverem propostas ousadas em termos de processos e linguagens.


E

Apesar de presente na arte contemporânea internacional, a performance e a instalação são pouco exploradas entre os artistas brasileiros, que tecem uma crítica mercadológica a essas duas formas de produção.

De acordo com Coutinho et alii (2018), trata-se de uma manifestação artística contemporânea na qual o artista se apropria do espaço e cria a sua obra envolvida nele e por ele. Os objetos presentes nesse ambiente, a maneira como estão dispostos, sua relação com a espacialidade, com a iluminação e com o espectador constituem a obra em si.


Os autores estão se referindo a


A

Instalação.


B

Performance.


C

Body Art.


D

Ready Mades.

Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS.


1.(__)Elke Hering Bell foi uma artista catarinense que se dedicou a criar diversas obras de cunho surrealista.

2.(__)Eli Malvina Heil foi uma artista catarinense que, em seu processo de criação, utilizava materiais inusitados, tendo inventado diversas técnicas.

3.(__)Victor Meirelles foi um escultor catarinense que se consagrou criando obras sacras.


A sequência CORRETA é:


A

1.V, 2.V, 3.V.


B

1.V, 2.V, 3.F.


C

1.V, 2.F, 3.V.


D

1.F, 2.V, 3.V.


E

1.F, 2.F, 3.V.

A arte catarinense, mais especificamente Florianópolis, vem comemorando o centenário de vida do artista modernista Ernesto Meyer Filho, um dos integrantes do Grupo de Artistas Plásticos de Florianópolis (GAPF), de importância histórica na história da arte local e catarinense.


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o GAPF.


1. Aldo Nunes, cuja Coleção “Brinquedos da minha infância” encontra-se exposta na sala de exposição de caráter duradouro no Museu da Escola Catarinense (MESC), foi um de seus fundadores.

2. Foi integrante deste grupo o artista que criou desenhos motivados no folclore da Ilha da Magia para praças públicas e, cuja memória vem sendo preservada através da Fundação Hassis.

3. Além de contribuírem com a ampliação artístico-cultural da cidade, trazendo inovação ao que já estava posto e estímulo a construções estéticas próprias, os artistas, ao abordarem temas da vida cotidiana, estimulam ao espectador um olhar estético para o cotidiano.

4. O GAPF, nos seus Salões, prestou homenagem à cerâmica popular catarinense, uma vez que não havia ceramista, tapeceiro e escultor no Grupo.

5. Conhecidos também como Grupo dos NOVE, a ideia de formação de um grupo visando aajuda mútua e ao congraçamento de ideias não frutificou.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

V • F • V • F • V


B

V • V • V • F • F


C

V • F • F • F • V


D

F • V • F • V • F


E

F • F • V • V • V

Relacione as personalidades artísticas contemporâneas listadas na coluna 1 as suas respectivas produções e/ou pesquisas artísticas, listadas na coluna 2.


Coluna 1 Personalidades artísticas

1. Deborah Colker

2. Henrique Oliveira

3. Amir Haddad

4. Rosana Paulino

5. John Cage


Coluna 2 Produções e/ou pesquisas artísticas

( ) Sua dança baseia-se na liberdade de criação, na mistura de diversos estilos e em seu gosto pessoal, coreografando espetáculos enérgicos, rápidos e de grande virtuosidade.

( ) Fundador e diretor do grupo de teatro Tá na Rua, valoriza e realiza apresentações ocupando espaços públicos, levando o teatro a todos e preservando a interatividade com a plateia.

( ) Compôs 4’33’’, peça que enfatiza o silêncio, criada com indicação para ser executada com qualquer instrumento musical ou conjunto de instrumentos.

( ) Na instalação Tapume, concebida na 7a Bienal de Arte do Mercosul, as formas orgânicas, as cores e as tonalidades misturam-se com a arquitetura.

( ) Artista afrodescendente, autora da instalação Assentamento, cuja poética configura-se como um manifesto contra as práticas de discriminação e exclusão.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

1 • 3 • 5 • 2 • 4


B

1 • 3 • 5 • 4 • 2


C

1 • 4 • 5 • 2 • 3


D

4 • 1 • 5 • 2 • 3


E

5 • 3 • 1 • 2 • 4

“Natural de Curitiba, formou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em 1984, e realiza cursos de especialização em técnicas de gravuras com vários artistas desde 1979. [...] Atualmente, é orientadora de Litografia e Gravura em Metal no Museu da Gravura, em Curitiba. Suas obras se caracterizam pela delicadeza de seus traços e pelo requinte de detalhes. Seus trabalhos foram vistos em exposições nacionais e internacionais, coletivas, mostras oficiais e individuais no Brasil e em países como Suíça, Japão, Estados Unidos, Espanha e França. Suas obras retratam uma realidade narrativa observada em instantes mágicos comparados a epifanias de contexto gráfico, nos quais a gravadora recria na atmosfera própria da gravura todo um simbolismo proveniente da imaginação. Seus tipos característicos, seus personagens – num primeiro momento – parecem para os observadores figuras saídas dos contos de fadas. Entretanto, no lirismo cativante de sua linguagem estético-artística [...].”


(Disponível em: http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=321.)


Este trecho se refere à artista curitibana:


A

Lygia Pape.


B

Denise Roman.


C

Rosana Paulino.


D

Louise Bourgeois.

A ruptura neoconcreta na arte brasileira data de março de 1959, com a publicação do Manifesto Neoconcreto, pelo grupo de mesmo nome, e deve ser compreendida a partir do movimento concreto no país, que remonta ao início da década de 1950 e aos artistas do Grupo Frente, no Rio de Janeiro, e do Grupo Ruptura, em São Paulo.


NEOCONCRETISMO. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020.


São artistas brasileiros(as) cujas obras podem ser estudadas nas aulas de Arte para compreensão do Neoconcretismo na Arte brasileira:


A

Di Cavalcanti; Vicente do Rego Monteiro; Anita Malfatti.


B

Emanoel Araújo; Lygia Pape; Ferreira Gullar.


C

Amílcar de Castro; Lygia Clark; Franz Weissmann.


D

Max Bill; Hélio Oiticica; Viktor Vasarely.


E

Lygia Clark; Lygia Pape; Tarsila do Amaral.

QUESTÃO 07 Entre a periferia industrial de sua cidade natal, Contagem (MG), e os grandes centros urbanos, Randolpho Lamonier desenvolve sua pesquisa visual a partir de diversas mídias e processos, num acúmulo de signos e gestos que refletem sobre a urgência na construção de identidades individuais e coletivas. Nos cruzamentos entre a vida íntima e os assuntos de ordem pública, define-se uma articulação entre micro e macro política, um estado constante de reflexão e insurgência que se faz presente no menor dos gestos uma postura crítica sobre o estado de normalidade.


Disponível em: https://randolpholamonier.com/CV


Imagem associada para resolução da questão

Randopho Lamonier, Série Profecias, costura e bordado em tecido, 2018.


A partir das informações, em uma leitura da obra apresentada, pode-se considerar que ela


A

mostra o sentimento de orgulho do brasileiro por pertencer à América Latina.


B

remete à memória dos povos negros escravizados na América Latina.


C

enaltece a luta das mulheres brasileiras.


D

lembra a luta dos povos indígenas brasileiros.


E

apresenta uma crítica ao colonialismo que opera no pensamento brasileiro.

Considerando-se a obra de arte abaixo, assinalar a alternativa CORRETA:

Imagem associada para resolução da questão


A

Pente tempo de Maria Bonomi.


B

A memória e as pessoas de Marc Chagall.


C

Paisagem criadora de Giorgio de Chirico.


D

Urbanoides (1985) de Rubem Grilo.

A arte em tempos de pandemia vem exercendo um papel fundamental e imprescindível de refletir o impacto mundial do COVID 19.


Sobre a produção artística realizada neste período, pontuamos:


1. A arte urbana de produção artesanal: grafites, estênceis, adesivos e “lambelambes” proliferou neste período, invadindo ruas para combater o coronavírus.

2. Intervenções em monumentos públicos (especialmente estátuas) visando, principalmente, divulgar as medidas necessárias de proteção individual e coletiva, foram realizadas nos bustos da Praça XV de Florianópolis.

3. A arte urbana de tecnologia digital, como as projeções luminosas de caráter efêmero, deixou de ser realizada nas ruas neste período, por reinvidicação do público.

4. A criação do Covid Art Museum, primeiro museu virtual nascido de uma quarentena, foi considerada uma iniciativa frustante no cenário artístico e cultural atual.

5. A história da arte é tomada como um campo de combate ao vírus através de releituras de obras históricas efetuadas por artistas.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2, e 5.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.

 
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