Questões de Concurso sobre Dança

 
 
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De acordo com Mommensohn (2006), Rudolf Von Laban é precursor de diferente processo de refletir sobre a dança, tendo participado da efervescência da vanguarda na virada do século. Construiu um caminho no qual trilharam grandes mestres da dança europeia no século XX, com repercussões em outros continentes e países como o Brasil. Laban propõe:


A

hipótese de formalidade técnica, atenção sobre os movimentos extracotidianos e a busca por um modelo ideal e homogêneo.


B

atenção criativa para os movimentos dos bailarinos em sua ação fisiológica e biológica para alcance da cognição e da técnica.


C

atenção sobre o movimento do cotidiano, sobre o homem comum com suas contradições e a busca da força da expressividade de cada um.


D

atenção ao homem vitruviano, busca de um modelo de forma e corpo métrico e matemático bem como distanciamento da expressividade individual.

Um dos primeiros manuscritos elaborados sobre o balé foi escrito em 1468 por Rinaldo Rigoni, intitulado Il Perfetto Ballerino. Outro texto igualmente importante é o De Arte Saltendi et Choreas Ducendi, de Domenico de Piacenza, de 1462. No texto de Piacenza, encontra-se a descrição dos elementos constitutivos da dança, como: métrica, comportamento, memória, percurso e aparência (TOURINHO, 2009). Sobre esses elementos constitutivos e a forma como aparecem em diferentes estilos de dança praticados no século XXI, deve-se considerar que


A

a dança moderna atual segue uma lógica constitutiva de arte total, sendo formada por influências provenientes da música, da mímica, do balé e da poesia. As temáticas exploradas nessa dança normalmente abordam a mitologia.


B

a dança feita na escola ainda tende a se relacionar aos modelos criados pela dança europeia; ao estimular que cada gesto dançado é uma métrica, fica evidente que os elementos constitutivos da dança ainda se relacionam fortemente com a música.


C

a dança contemporânea livra-se da erudição clássica, abandonando o formalismo para alcançar uma inovação gestual, com a criação de gestos simétricos e leves, nos quais o poder de elevação do corpo no ar é uma busca estética e técnica.


D

a dança feita na escola, por visar à ampliação das experiências, valoriza a utilização da métrica e da aparência, possibilitando que comportamento e memória individuais definam os produtos educativos e artísticos.

“Ao longo das sete décadas desde que surgiu e se espalhou pelas mãos de Luiz Gonzaga, o estilo musical que é símbolo do Nordeste passou por transformações em sua forma. Ele deixou de ser uma música puramente regional tocada com sanfona, zabumba e triângulo, se adaptou à modernidade, incorporou elementos do pop, do axé e do tecnobrega. Bandas mais novas têm uma produção comparável a grandes shows de pop do mundo. Um desses grupos, Calcinha Preta, fez até mesmo apresentações em 360 graus, como as do U2”. (g1.globo.com)

O texto se refere ao seguinte estilo de dança:


A

maxixe


B

lambada


C

forró


D

mambo

Considera-se que a dança contemporânea


A

permite aos bailarinos chegarem à cena como atores principais das companhias, reafirmando a importância da diferença dos papéis e das hierarquias.


B

é provocadora e instigante, não propõe hierarquias, bem como não impõe modelos rígidos de corpo e de técnicas preestabelecidas.


C

propõe novos códigos e estéticas para o balé moderno e para a dança erudita, mas, principalmente, traz uma estética e uma formalidade para a cena.


D

propõe olhares provocativos para o corpo, sem hierarquias, mas sem abrir mão da disciplina e impõe modelos de adaptação aos movimentos tradicionais.

André Lepecki (2012) aborda de que modo a coreografia hoje pode ser usada simultaneamente como prática política e como enquadramento teórico que mapeia, de modo incisivo, performances de mobilidade e mobilização em cenários urbanos de contestação. Assim, a coreografia


A

deve ser entendida como imagem, alegoria ou metáfora da política, tendo caráter social implícito em toda obra de arte. A metalinguagem é a escolha particular e o caminho para criação.


B

aciona uma pluralidade de domínios virtuais – sociais, políticos, econômicos, linguísticos, somáticos, raciais, estéticos, de gênero – e os entrelaça no seu muito particular plano de composição.


C

tem conferido ao intérprete uma relação de poder e de confrontos, como no manifesto da não dança de Ivone Rainer, em que o corpo é o provedor de emoções e de drama, utilizando elementos constitutivos dos jogos coreográficos.


D

tem buscado práticas e enquadramentos nos roteiros, filmes e nas trilhas dramatúrgicas. Em toda forma de dança existe uma coreografia, mesmo na contemporânea, que mobiliza uma representação gráfica e textual.

A imagem importada da dança europeia tornou-se uma referência idealizada no Brasil após a segunda metade do século XX, afirma Cristine Grainer (2013), pois as técnicas que chegavam com os imigrantes da Europa e dos Estados Unidos eram contaminadas, formando combinações inusitadas, como a capoeira e a dança moderna americana, o frevo, o balé etc. Esse fenômeno fez surgir uma dança contemporânea brasileira que:


A

propõe liberar a dança de suas velhas formas, estimulando uma fertilização cruzada entre as diversas artes (teatro, filme, música, pintura, literatura) e os novos temas sociais.


B

tem o propósito de dar ao bailarino brasileiro a possibilidade de expressar-se com precisão formal, em que os trabalhos populares foram aceitos como busca de estilo e tradição.


C

tem como representantes consagrados, por se dedicarem a desenvolver uma linguagem própria, companhias de dança como a Quasar Cia. de Dança, Grupo Corpo, Cia. de Dança Deborah Colker e Grupo Galpão.


D

dialoga com as inquietações dos bailarinos e desenvolve ações educacionais e de pesquisas que estimulam o cuidado com o corpo, a saúde e a formação cidadã.

A cultura popular


A

é diminuída pelo mundo moderno, pois há pouco espaço para culturas populares nos grandes centros. Ela se descaracterizou em meio urbano e representa um ideal de vida que não mais existe, sendo lembrada como uma manifestação do passado.


B

é instável e limitada ao meio rural, pois reflete os ideais do campo e representa possibilidade para uma vida integral e ecológica. Distante das cidades, mantém as tradições intactas da influência da cultura de massa e do consumismo.


C

é estática e bastante presente na vida urbana das grandes cidades, pois se revela nos museus com seus acervos e exposições temáticas, sendo responsável pelo resgate e pela manutenção da cultura dos povos.


D

é dinâmica e presente em meio rural e urbano, relacionando tradição e atualidade. Está em transformação permanente e é impossível dizer exatamente onde começa e onde termina a cultura popular, a erudita e a de massa.

Considerado o pai da dança educativa moderna, Rudolf Laban acreditava nas possibilidades e riquezas do ser humano, ampliando as relações entre dança e educação, colocando- a como possível para todos. Seus estudos influenciam, inclusive nos dias de hoje, propostas para uma educação inclusiva. São objetivos de um ensino inclusivo de dança:


A

promover consciência corporal, reforçar a identidade, facilitar a percepção dos limites corporais, estabelecer a integração e inclusão do indivíduo na sociedade.


B

desenvolver técnica específica, minimizar os limites dos alunos, estabelecer padrões de aquisição técnica e identificar grupos com talentos que potencializem a integração na sociedade.


C

enfatizar a possibilidade da reabilitação pautada em um produto de qualidade, promovendo a consciência do corpo e valorizando a convivência em espaços específicos para grupos com deficiência.


D

incentivar a reintegração com base nos aspectos físicos, aprimorando habilidades, buscar a funcionalidade do corpo por meio de uma dança que valorize as diferenças e as deficiências.

Em relação à metodologia do ensino nos espaços educacionais,


A

a aprendizagem da dança deve estar determinada pela competência, habilidade e pela definição de coreografias orientadas pelos professores responsáveis por essa atividade.


B

a organização dos conteúdos para o trabalho com o movimento deve assegurar o equilíbrio entre as capacidades específicas dos alunos e considerar as faixas etárias e unidades culturais.


C

a dança deve priorizar as partes do corpo e a psicomotricidade como objetivo central. A criança começará a perceber o próprio corpo de forma sequencial por meio da coordenação motora.


D

a dimensão subjetiva do movimento deve ser contemplada e acolhida, possibilitando que os alunos utilizem movimentos, gestos, danças e ritmos para se expressarem e se comunicarem.

   
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